Poemas de Luto
CAOS (soneto - II)
Do fundo da minha poesia, ouço e canto
Uma inspiração em suspiros e peugadas
Da imaginação, nas sofrências magoadas
Em um pélago de devaneio e de encanto
Às vezes, um torpor de o meu pranto
Escorre pelas rimas e pelas calçadas
Dos sonetos, são saudades coalhadas
Clamor da dor que retintim no tanto
Da alma ... assim agonia, glória e luto
Poetam choro e hosana, no meu fado
Numa fermentação de um senso bruto
Então cá pelas bandas do seco cerrado
Os uivos do peito que aqui então escuto
Transforma o caos em um poema alado
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29, junho de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
LEMBRANÇAS
Muito me agrada
Nessa vida..
Os livros mais antigos
Os cadernos de poesia
A calça desbotada.
O abraço dos amigos
Conversas jogadas ao vento
Unidos num só pensamento.
Saudades eu sinto
Da minha doce infância
Como era bom ser criança.
A vida passa feito o vento
E o nosso contentamento
É acreditar em dias melhores.
Farei da Poesia
Minha vida
Minha história.
(Conhecer novos amores)
Covid-19 EM ALITERAÇÃO.
A POESIA DE JUVENIL GONÇALVES.
Corona covarde, carrasco de coroa cromada, cristalizada, crostada, criando carnificina, comandando cobras cascavéis que comem carne crua cuspindo chuva contaminada, cunhando coisas cruéis como chacais carrascos, carniceiros, cancerígenos, capazes de causar cheiro chulo de chulé clonado e coado nas cloacas chocas causando crise de carona no carro corola conduzido com Covid-19... Caramba!
Vírus voraz, viajante, viciado, viscoso, viajando, vagaroso, veloz, vagueando pelas veredas das vidas veladas vacanciosas, voláteis, vendo vítimas vivenciar com vontade vitalícia de volúpia, vacilando nas vísceras dos velhos vulneráveis, voando velozmente no vento venenoso. Víbora, vendo à vista a vontade de vencer o verme de virada chamado vírus vampiro...
Em meio a madrugada
Só consigo escrever
As melhores poesias
Que só combinam com você
Queria que percebesse
A alegria em meu olhar
Quando vem em minha direção
Só consigo lhe admirar
Quero tanto lhe sentir
E matar essa paixão
Quero ser todo seu
Te entregar meu coração
Serei capaz de tudo
Somente para te ter
Me olhando cheia de garbosidade
E sempre poder te compreender
Poesia Nublada
Ei, você mesmo que está lendo,
já não ouço mais o seu canto,
o que houve?
Sinto falta das suas poesias
declamadas entre risos às 02 (h)
da manhã.
Eu sei, você se foi,
a chuva chegou,
escondeu o sol,
o meu sol se foi.
O que tenho é um dia nublado,
com nuvens espessas em pleno céu,
e ainda assim, o dia alvoreceu,
eu ainda acredito em arco-íris.
Porque o sorriso dela é como um raio de sol
Seus olhos transmitem a mais bela poesia.
Mais bela que as escritas de Fernando pessoa
Machado de Assis e Rachel de Queiroz.
E seu corpo a mais bela escultura já feita
Mais perfeito que as de Michelangelo,
Donatello e Da Vinci.
E sua voz a mais bela melodia
Mais do que as feitas por Beethoven,
Amadeus e Brahms
A felicidade é o melhor momento,
não exijo, não cobro,
apenas desejo.
Poesia sintomas de saudade . .
Se Gostas de Poesia...
Se gostas de Poesia;
podes Pôr aqui gostar;
pois dar-te-ei toda a alegria;
que aqui andas a procurar!
Tudo de mim, te darei;
A em verso meu, recitar;
Pois muito gosto terei;
Em esse de ti, gostar!
Acredita-me Amiguinho/a;
Pois de mim, podes contar;
Com muito Amor e carinho;
Em todo o meu partilhar!
Se tu a mim, cá deste um "gosto";
Por tal, a Ti vou afirmar;
Mesmo sem ver o teu rosto;
Mil gostares te irei dar!
Por tal, meu muito obrigado;
Não te irás arrepender;
Terás de mim todo agrado;
Acredita; podes crer!
Deste viver pra morrer;
Só havemos de levar;
O que nele O nosso Ser;
Soube nesta vida dar.
Se gostas de poesia;
Cá de mim, tudo darei;
Pois a consolar teu dia;
Também meu; consolarei!
Com carinho;
Poema Paralelo Para Ela
Ansioso para te ver
É o dia de te encontrar
Esperando você vir
Sorrindo e me abraçar
Como se eu fosse o teu lar.
Tudo o que eu quis
Foi ver você do meu lado
Deitada nos meus braços, protegida.
Estou indo agora,
Já pensando no amanhã
E a saudade já se aflora
Nesta breve manhã.
Quero te encontrar
Quando o sol estiver nascendo
Para aproveitar a beleza florescendo
Do lado de um ser estrelar.
O meu coração arde de paixão
Tendo você em minhas mãos
Você faz parte da minha vida
Te quero para sempre querida.
(Lima de Albuquerque).
Poema Cearense
Grandes terras áridas
De onde saem os melhores frutos
Mesmo com toda secura
São trazidos pelos ventos.
De onde são soprados
De uma flor de cacto
Que vem flutuando
Como um dente-de-leão.
Para as terras irrigadas
Pousando em corações duros
Para transformá-los em moleza
Que se derretem apenas com olhares.
(Lima de Albuquerque).
Quem nunca teve?
Um lenço de batom manchado,
Um poema bem decorado?
Uma cor preferida,
Uma lágrima sentida?
Uma dedicatória num papel,
Um giro de carrossel?
Uma noite mal dormida,
Uma triste despedida?
Um filme que fez chorar,
Uma melodia para dançar?
Um beijo roubado,
Um desencontro mal contado?
Um segredo sem contar,
Uma música para cantar?
Uma dorzinha lá no peito,
Um brinquedo com defeito?
Uma jóia preferida,
Uma perda na vida?
Um doce irresistível,
Uma atitude suscetível?
Um amor de carnaval,
Um recorte de jornal?
Um verso no rascunho,
Uma agressividade de seu punho?
Um sonho de quimera,
Uma ilusão na primavera?
Um amigo que se foi,
Um abraço que deixou pra depois?
Uma vontade de ir embora,
Uma pressa na demora?
Um desejo de amar,
Um querer sempre voltar?
Um calafrio inexplicável,
Uma euforia imensurável?
Um medo terrível de morrer,
Uma alegria imensa por viver?
Eu me dei ao luxo de ser quem sou e não faço poesias que só rimam com amor.
Faço versos brancos e multicor.
Pinto a chuva de cinza, de azul pinto as gotas que por hora caem no chão.
Sou poeta da dor que se esconde dentro dos que adormecem na cama dura da calçada de uma rua escura. Falo, e enquanto a coragem for a minha marca, vou escrever contra essa gente que, sem dó, mata.
A poesia sempre confessa
O que se pensa.
O que se sente.
As vezes uma faixada escura.
As vezes uma clareira transparente.
A poesia rima.
Sorrir.
Canta.
Alegra.
Chora.
Do ontem e do porvir.
É uma prosa entre a vida e a alma.
A profundidade da fala silenciosa.
A emoção.
Oh essa, sim.
Uma vidraça super frágil.
Uma parede de concreto, uma barragem.
É um vento que pulsa de Sul a norte.
É a tentativa de explicar a vida, quando cheiramos morte.
Tão violenta e tão suave.
Olhos que enxergam além da trave.
A poesia explica e incita.
Faz fadiga para a próxima letra.
Sempre há um enredo, uma treta.
A verdade que as alegrias e os conflitos.
São posses do livre arbítrio.
E eu.
Mergulhado no universo da incerteza.
Ao que espera de um espírito a leveza.
De perceber a vida.
De entender cada processo.
Porque cada embate sobra dois caminhos.
Desistir ou lutar.
Hoje fico com essa poesia.
Que o espírito venha revelar.
Das fraquezas e possibilidades.
Que venha a sagacidade.
De querer abraçar a vida.
Giovane Silva Santos
A poesia viaja
Sim.
Ela é sonho.
É puro devaneio.
Muitas vezes explica.
Implica
Suplica.
A poesia é pra mim.
A realização.
Como se aceitasse meu pedido de perdão.
Ela nunca diz não.
Quando eu me calo.
Ela pede expressão.
Eu falo tanto e muito.
Aqui de fato o meu intuito.
Libertar me.
Decifrar o oculto.
Do mundo.
De mim.
Da vida.
Do tempo de luto.
Minha morte minha vida.
Minha querida Severina.
Meu barranco que escoro.
Na lua viajante que moro.
Além de Marte.
Poder e dinheiro.
Guerra com estrangeiro.
A paz, eu, timidez.
Que falta faz a loucura outra vez.
Eu rei.
Eu sem derrota.
Mas a regra bate na porta.
Eu covarde surge.
Engaiolado continuo.
A sociedade ruge.
A hipocrisia viva.
A poesia viaja.
Na mesma proporção minha mente.
Quer criar asas.
Eu questiono e pergunto.
A quem pertence a chave da algema.
Giovane Silva Santos
PROVOCAR (P)
A poesia que vem a calhar
É a dita pelo marulho do mar
Que faz a nuvem chorar,
O vento silvando cantar
E a passarada ouvindo calar...
A vida tem seus dramas e suas alegrias... Pra quem é do bem, ainda tem doses de poesia!
BN1996
15/07/2020
POEMA
E AGORA O QUE ME TENS A DIZER?
Não sei como entendem
as imagens
mas a mim o verbo não tolera
o silêncio
Dói-me a cabeça
por me embriagar
na tinta desta ilusão
que o ultrapassa lamaçal
dos nossos musseques,
Talvez agora entendam
o novelo que se espreita
mais além
aonde turba a miséria
e jazem cutabas de pau-a-pique.
Que tenhamos a vergonha
de discursar o progresso
enquanto tudo parece avesso!
E agora, o que me tens a dizer?
Ngunza Domingos Alberto
POESIA FIEL A LEI DE CADA INSTANTE
Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sofre triste, só dá risada.
Vê descontente e alegre resiste.
Mais da eterna aventura em que persiste,
toca, fere, se fere e vibra, enfim, o tempo me sabe, sou parte, verdade, todo meu universo secreto discreto amor de plena luz, sou feliz na pura essência da filosofia .
Fiel à lei de cada instante, descobrindo cada verdade nua se enganando em sua rota, não zombo, aceito, respeito, um sorriso de canto e um adeus...
Na trajetória escapa do risco,
Meu jeito talvez surpreenda, sou instante, constante, silêncio da rotatória dos ciclos. Eterno em cada amor do qual existo, me vou, já não sou, logo vive agora somente meu o amor.
Sou menor que aquilo ao qual pertenço,
Apenas represento, me apresento, logo desapareço, silêncio...
Desassombrado, delirante equilíbrio,
Numa paixão de tudo início, transformado em amor eterno em tudo que pertenço, verdade e justiça, templos levantados à virtude de saber olhar, amar, silenciar.
Nada fora da lei !!!
NILO DEYSON MONTEIRO PESSANHA
Sua ousadia
Ela é mais poesia que mulher.
Curte violino, violão e cafuné.
Vai do rock romântico ao samba no pé.
Parece doída, mas é pura alegria depois do café.
Só tem idade, porque bem no fundo,
tem espírito de criança,
que sonha em ser amada, ser amor.
Seu santo não bate com todo mundo.
Não finge ser quem não é.
Se gosta fica, se não, nem faz questão de estacionar.
Sempre tem alguém que se assusta com tamanha intensidade.
Mas por que tanto medo?
Se até no mar se encontra um universo
coberto de estrelas.
Ela se apega fácil,
mas quando desapega, dificilmente volta atrás.
Tem suas estranhezas, mas, se tem uma coisa de melhor em si,
é pensar muito bem antes de agir.
Ela fica, até depois de partir.
Poema autoria : #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 23/04/2020 às 14:00 horas
Manter créditos de autoria original Andrea_Domingues
