Poemas de Luto
POESIA UM ACASO DO DIVINO
Existo fora de mim por completo em um universo que por tantas vidas faz parte de mim, que tanto tempo a vida parou sem ti.
Em órbita por conta de um impulso divino, um papel foi a liga que nos achou perdidos.
A primeira vista, foi o papel parar no chão amassado, porém o além após umas léguas de galáxias nos pôs novamente de frente, então outro papel reverso da parte do meu universo, uma caneta emprestada e pronto, um dentro do outro cada vez mais juntos como dois universos de uma mesma estrela.
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
QUERO COMER TUA POESIA
Tua litera fascinante
Teu talento fulgurante
Me alicia
Misturo meu riso e teu pranto
Te como a língua
E me encanto
Degluto tua melodia
Sem saber te busco tanto
E me deixo, no entanto
Ser minha antropofagia.
A poesia é o grito da alma
Silenciada pela solidão...
É a lágrima que corre
Em refrigério
Pra molhar a terra seca
Em que padece o coração...
Edney Valentim Araújo
1994...
Poema inacabado
Ela foge agora do timbre acre
Que se alarma no revel da verdade
Cru(el).
Já a outra esquece que sen(ti)r
não pode esta nuvem consumir
Elas destronam hoje o mais puro dos sentimentos,
e o capro se oportuna neste momento de superficialidade
Tomando posse dela “eleita do pecado e da harmonia”,
o corpo e a felicidade.
Entretanto ainda agora “no fundo delicado dos teus seios”
Ainda per(duram) re(sentimentos).
Susto
Nem a poesia resiste a
este agora
Tornou_se furtivamente
estranha
Parece está em surto em
meio ao caos
Porém, de longe ela
observa tudo
E quando menos se espera,
um parto virá
Dará vida a versos fortes
e profanos
Só assim, ela encara a
realidade.
Professora
(Poema de Ju Assunção)
Nasceu para lecionar
A sala de aula é o seu lugar
Fala com maestria
Jamais perde a alegria
Seu semblante é fechado
Com um jeito despachado
Ama literatura
Nos leva as alturas
E a cada leitura
Vivemos uma aventura
Tem paixão pela a vida
Está sempre envolvida
Chega ser atrevida
Mas está sempre precavida
Ela impõe respeito
E por várias vezes
Sentimos até medo
É esse o seu jeito
Como negar que não aprendi
E até entendi o português
Um dia quem sabe talvez
Terei a minha vez
Em homenageá-la
E apresentar o meu poema
Onde ela é o tema!
Onde quer que eu vá
Nossa história vou contar
Quem iria imaginar?
Que da sala de aula
Uma amizade assim
Iria começar!
Silenciada no secretos dos teus lábios,
Me derramo em paz, para dentro da sua vastidão.
@poemasefilosofia
O poema perdeu o som,
palavras sem cor ,
papel borrado
uma história que queima
a vida se apaga
o amor partiu,
deixando um corte
Corpo adormecido
sem sonhos
paredes em silêncio
retrato de um peito vazio.
Consultando a consciência
Porque?
Eu escrevo poesias, frases e crônicas.
Coloco gente, Sentimentos e diretrizes.
Não sou eu a espada da justiça.
Mas estou a ferir alguns narizes.
E eu?
Bem.
Demorei tanto tempo para perceber.
Que falho diariamente com meu próximo.
Não reconheço meu pecado.
Até que confesso.
A Deus eu peço.
Mas a morte da paz é viva.
Sacode minha mente.
Mostra me toda minha covardia.
Deveras um medo anormal.
Aceitar que tire meu sono.
Eu bebi uma temperada.
Da inconsciência.
Da vaidade.
Da intransigência.
Se faço cobrança de mim.
Porque a esperança grita.
Do conserto.
Do resgate.
Do que posso contribuir.
Meus filhos e meus irmãos que sejam.
Mão de obra barata.
Mas no peito e no jeito ninguém mata.
O orgulho sagaz da integridade.
Uma riqueza de caráter.
Onde a voz terá liberdade.
De não se por escravo.
Vejo esse retrato.
Pois onde se caminhou e não viu.
Escasso está a consciência do Brasil.
Giovane Silva Santos
SÓ
Me perdi por curvas tortuosas, sinuosas, errantes,
Já não faço poemas,
A inspiração,
Você a levou,
Procuro meus versos, rimas, estribilhos,
Você levou tudo,
Meus beijos, abraços, amor...
Tudo esvaziou em mim,
Mas te espero,
Que venha em meus sonhos,
Em cavalo alado,
Sonhos de perdidas ilusões...
Espero um novo tempo,
Achar-me-ei em todas as curvas,
Caminharei eu sem medo pelas ruas,
Minha inspiração voltará,
Pois surgirá belo,
Voando no Pégaso,
O reacenderá meus sonhos...
Me beijará sedento de amor...
Até quando
Verei meus versos findarem
Num poema de amor, que mal estava começando,
Sem ao menos ponto e vírgula para que continuassem?
POEMA DE QUARENTENA
Eu fico em casa...
Tu ficas em casa...
Ele/Ela fica em casa...
Nós ficamos em casa (cada um na sua)...
Vós ficais em suas casas...
E quem sabe, logo, poderemos todos sair de casa e retomar a VIDA!
CAOS (soneto - II)
Do fundo da minha poesia, ouço e canto
Uma inspiração em suspiros e peugadas
Da imaginação, nas sofrências magoadas
Em um pélago de devaneio e de encanto
Às vezes, um torpor de o meu pranto
Escorre pelas rimas e pelas calçadas
Dos sonetos, são saudades coalhadas
Clamor da dor que retintim no tanto
Da alma ... assim agonia, glória e luto
Poetam choro e hosana, no meu fado
Numa fermentação de um senso bruto
Então cá pelas bandas do seco cerrado
Os uivos do peito que aqui então escuto
Transforma o caos em um poema alado
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29, junho de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
LEMBRANÇAS
Muito me agrada
Nessa vida..
Os livros mais antigos
Os cadernos de poesia
A calça desbotada.
O abraço dos amigos
Conversas jogadas ao vento
Unidos num só pensamento.
Saudades eu sinto
Da minha doce infância
Como era bom ser criança.
A vida passa feito o vento
E o nosso contentamento
É acreditar em dias melhores.
Farei da Poesia
Minha vida
Minha história.
(Conhecer novos amores)
Covid-19 EM ALITERAÇÃO.
A POESIA DE JUVENIL GONÇALVES.
Corona covarde, carrasco de coroa cromada, cristalizada, crostada, criando carnificina, comandando cobras cascavéis que comem carne crua cuspindo chuva contaminada, cunhando coisas cruéis como chacais carrascos, carniceiros, cancerígenos, capazes de causar cheiro chulo de chulé clonado e coado nas cloacas chocas causando crise de carona no carro corola conduzido com Covid-19... Caramba!
Vírus voraz, viajante, viciado, viscoso, viajando, vagaroso, veloz, vagueando pelas veredas das vidas veladas vacanciosas, voláteis, vendo vítimas vivenciar com vontade vitalícia de volúpia, vacilando nas vísceras dos velhos vulneráveis, voando velozmente no vento venenoso. Víbora, vendo à vista a vontade de vencer o verme de virada chamado vírus vampiro...
Em meio a madrugada
Só consigo escrever
As melhores poesias
Que só combinam com você
Queria que percebesse
A alegria em meu olhar
Quando vem em minha direção
Só consigo lhe admirar
Quero tanto lhe sentir
E matar essa paixão
Quero ser todo seu
Te entregar meu coração
Serei capaz de tudo
Somente para te ter
Me olhando cheia de garbosidade
E sempre poder te compreender
Poesia Nublada
Ei, você mesmo que está lendo,
já não ouço mais o seu canto,
o que houve?
Sinto falta das suas poesias
declamadas entre risos às 02 (h)
da manhã.
Eu sei, você se foi,
a chuva chegou,
escondeu o sol,
o meu sol se foi.
O que tenho é um dia nublado,
com nuvens espessas em pleno céu,
e ainda assim, o dia alvoreceu,
eu ainda acredito em arco-íris.
