Poemas de Lua
Noite de Lua Cheia,
dá até para ouvir
as almas dos aguadeiros
tirando água da Bica
de São Pedro,
É minha doce Olinda,
cheia de mistérios
e de muita poesia.
Manter o coração
devotado seguindo
lado a lado da Iuaô
como gentil Ajibonã
sob a luz da Lua,
Esquecer tudo aquilo
o quê de passa na rua.
Antes da aurora vespertina
a Lua Crescente chegou
no céu graciosamente azul
do Médio Vale do Itajaí
aqui na nossa Rodeio
que com sua beleza fascina,
Ela sempre ela a Lua
dos povos e de toda a poesia
que centro e cinquenta
primaveras embala o legado
da imigração italiana
que ergueu a Pátria
a partir deste abençoado chão
que todos os dias celebro
com amor e profunda gratidão.
A Lua Nova é a minha
confessora que atalaia
e traz alvíssaras em Rodeio,
nossa joia do verdejante
Médio Vale do Itajaí,
e poeticamente por aqui
embora eu continue
a mesma agora há
uma página que preludia
que só tenho olhos,
desejos e sonhos
todos dedicados para você
que com jeito terá
de me alfabetizar para que
os sinais do seu amor
aprenda sempre a ler,
porque sei que você quer
ensinar e sou disposta
sempre para aprender.
Faltam seis dias
para a Lua Cheia,
Você nem sabe
que hoje é noite
de Lua Crescente
que está com
uma cor diferente
embriagada
pela fumaça
do Deus da Morte
que está fazendo
da nossa Pátria
uma terra arrasada,
A Lua vista da janela
do meu quarto
aqui em Rodeio
do Médio Vale do Itajaí
distrai o meu luto
e o meu horror profundo
porque nascemos
num país que tínhamos
tudo e por 'n' razões
podemos acabar
não tendo mais nada
se uns continuarem
insistindo nos velhos maus hábitos.
É noite de Lua Cheia
e alvíssima que
não tem como ser
capturada no céu
da minha gentil Cidade
de Rodeio que fica
no Médio Vale do Itajaí
aqui em Santa Catarina,
É fato que o pulmão
da minha amada Pátria
pelo fogo se contorce
porque segue a queima
que de cinzas nos encobre,
e o nosso horror só aumenta
de tal maneira que não cabe
somente num simples poema.
A Lua Cheia desta
noite foi vista muito
breve porque foi
toda vestida de cinzas
da notória tragédia,
Profundamente dorida
tem me feito todos
os dias mais entristecida,
Tenho profundo receio
de não vir a encontrar
o futuro do mesmo jeito.
As roupas e as ideias no varal
deixo por conta do Sol, da Lua,
das estrelas e das tempestades,
Esta alma fresca é mantida
por conta absoluta da poesia.
Tudo é cultivado no fino afã
de nada deixar dever a alegria
autêntica de dar graças a vida
até quando a danada desafia
no festival da virada dos instantes.
O pleno caminho de ida e volta
o quê prende somente tem a ver
com a liberdade sem receio,
Acostume-se com este jeito
de quem nasceu selvagem mesmo.
Desabrochou a Lua repleta
como uma rosa branca,
A preocupação aberta e franca
de alguém que voltou a ser criança.
Altaneira missão concreta
como uma flecha pungente,
A alma não estancada
de um peito atravessado,
Fazendo a sua prece discreta.
Despontou a Lua inquieta
para roubar o sono do poeta,
Ao ponto de embalar a vontade
que não se dobra e não sossega.
Alvissareira canção que encoraja
porque um plano foi escrito:
A lembrança não o apaga
por tuas carícias penetrantes,
Revivendo como quem te abraça.
Desenhou o destino a teu gosto,
como quem rouba o juízo,
Despir a noite das estrelas
como que tira um vestido,
Amanhecer com você, eu preciso!
A noite caiu desapercebida
De um jeito jamais visto
O luzeiro foi descansar
A Lua como a lamparina
Ilumina o altar da noite
De forma a fazer o céu gingar
Em companhia das estrelas.
A manhã surgiu desapercebida
De um jeito surpreendente
O luzeiro pôs-se a levantar
A Lua foi descansar
O luzeiro bem acordado
Surpreende o céu da noite
De forma a fazê-lo a se dissipar
E levar com ele todas as estrelas.
As moças sempre se encontram
Manhã, tarde e noite de mão dadas
Nestes versos mal escritos
As moças que mais parecem fadas
Estações da vida e dos tempos
Emoções que caem como chuva
Entre o céu e a terra - se apaixonam
Como certas brisas que se encontram
À beira do abismo bem em frente ao mar...
Com fascinação própria,
- arte e luz
Fui agraciada ao ver,
A Lua cor-de-rosa,
- maravilhosa
Beijando o mar.
Aos passos, tateando,
- experimentando -
E exortando a delícia
De contemplar a cena,
Que talvez não se repita,
O mar se deixando beijar.
A Lua ao beijar o mar,
- acabou beijando-me
E seduzindo-me,
Acabou enfeitiçando-me,
E completamente doce:
acabei entregando-me.
A prata dourada da Lua
sobre o oceano escreveu
o plano de amor que
pelo Universo já estava
escrito e nos colocou
no mesmo caminho,
E hoje o amor celebramos
e sempre o celebraremos
por gratidão ao destino.
Onde os céus nunca
se repetem
e a Lua dos Namorados vem
entregando a aurora
nos braços da noite
como o costumeiro ritual.
Continuo esperando
que venha proteger o nosso
amor aqui em Rodeio
com todo o maior cuidado
do minueto do tempo
com o calendário em tempo
de Bicentenário Nacional.
Onde as rosas damascenas
que enfeitam por onde
passo é no desabrochar
do botão que também
vejo a delicadeza que
devo devotar ao seu coração.
Prossigo assim escrevendo
a confiança no teu amor que
virá e nas mãos tuas mãos
consagrarei a minha poesia
atemporal, máxima e sobrenatural.
Rodeio sob a Lua
Cheguei como a Lua no céu
do Médio Vale Itajaí,
apareci na sua vida antes
mesmo que o amor tenha
sido por você percebido.
A cidade de Rodeio
sob a Lua Romântica
de junho dos namorados
veio para avisar que
estamos apaixonados.
A Lua me contou até que
você anda se ocupando
das músicas que você vai
ouvir comigo e do desejo
de receber muito carinho.
Esta noite enluarada
veio para anunciar
o inevitável e nós dois,
você está sendo brindado
pelo inefável sentir doce
e vertiginoso do amor.
Daquilo que é de sabor
completo está sendo
bem preparado no tempo
exato que estaremos
lado a lado para que
nada nos faça dispersos.
No teu jardim interno
ser a secreta orquídea
protegida pelo teu amor,
ser a poética Lua Nívea
das tuas noites escuras.
Em minha companhia
não permitir que te
falte amor, pão e cobertor.
Com devoção plena
te trazer com carinho,
quando você se encontrar
do nosso amor perdido.
Ser a sua vida inteira
e inundar os teus dias
com minha folia brasileira.
Consagrar a nossa Primavera
com toda a minha poesia
que faça valer todos
os dias a romântica espera.
Eu te olho como o Sol
e a Lua cortejam
a copa da Embaúba,
E na poesia dou a pista
que nasci para ser tua.
Debaixo de uma Sapuva
sob a bênção da mansa Lua
você me trouxe uma Camélia
que é o símbolo da Abolição,
e entregou para mim o coração.
Sublime Sobrasil sublime
te ver esplendoroso
sobre o Sol e Lua me traz
o sentimento amoroso
de todos o dias fixar a paz
tão imprescindível
e escrever poemas profundos
para o despertar do amor
em todos os mais distantes mundos.
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