Poemas de Loucura
Está faltando amor nessa louca academia para treinar.Mais poesia, mais yoga e menos droga para meditar.
...sobre o amor, é bem assim, uma segurança insegura, uma loucura que se cura com a presença, mas deixa efeito colateral com a ausência...Um frio que percorre a espinha dorsal congela o coração fractal, que tenta manter o vício aflito do batimento imprescindível, busca alento, quem sabe no vento que conduz o melro que seduz com poesia...
A morte faz parte da vida, nesse paradoxo louco, vamos vivendo e morrendo pouco a pouco...Cada dia vivido é um dia ido com um pouco de nós anexo.
É pela "loucura juvenil e temporária " que na madura essência tomamos ciência dos nossos erros e muitos abusos...”
Penso no amor louco, noto e anoto, dou-me nacos, sal e doce, peso a loucura pela razão que me trouxe.
Uma arma apontada para tragédia ou para defender a quem se quer. Louco que puxa o gatilho sem discernimento algum. Projétil que mata a razão humana e assassina a vontade do próprio ser; a isto nomearam de amor.
Cada vez mais bipolaridades e cada vez mais bissexualidades. Resultado cada vez menos loucos e homossexuais, crescente dificuldade de escolhas.
Se quiserem gerar filhos loucos, suicidas, homicidas e marginais, presenteie bem cedo, ainda em criança com um bom celular com conteúdo totalmente livre. Os resultados superaram em violência, maldade e insanidade todas as piores expectativas. Dito isto, rogo por uma internet com controle de conteúdo institucional e familiar, já em nome da verdadeira liberdade.
Triste século onde a loucura, o egoísmo, a intransigência e a individualidade, não próprias só dos mais jovens, se espalha como perversão na mente demente dos mais maduros poderosos.
Até os medíocres, rancorosos, desesperados e loucos tem o pleno direito de expressão mas a humanidade civilizada e livre, tem o direito de audição. Ouve quem quer.
Não se engane para ter uma felicidade plena hoje em dia, precisa se de uma grande porção de loucura, uma pitada de idiotice e uma colher cheia de egoísmo.
Na desconcertante modernidade, a loucura muitas vezes faz parte imprescindível, da relativa sanidade em que vivemos.
A arte e a loucura estão intimamente ligadas, onde termina uma começa a outra, que se alternam o tempo todo, pela imaginação criativa do absurdo.
Tenho um medo terrível da sanidade, triste, previsível e efêmera. A loucura imaginativa das cores e formas me alimentam todos os dias, diante dos desconfortos da vida, como ela é. Sinceramente creio na maior liberdade do hospício muito mais que entre o zig zag dos autômatos fantasiados de gente nos escritórios contábeis, enforcados e engravatados.
O equilíbrio moderno e significativo entre a loucura, genialidade e a praticidade existencial do espirito livre e selvagem é um ponto fora da curva da seqüência de Fibonacci.
Se temos vozes em nossa cabeça, que cantem uma canção que combine com nossa loucura para nossos demônios dançarem.
