Poemas de Loucura
Talvez o amor pra ela é pouco,
vindo de tão longe de um poeta louco.
fez ela pensar um pouco... Talvez.
Foi amor à primeira
leitura...
Foi amor onde à letra
tortura...
Talvez a ultima primeira
loucura...
Textualizada por um poeta
cabeça dura.
Mente
mediúnica,
poeta louco,
poeta do alem.
Foi assim,
que descobri,
a poetisa do amor...
Minha (Lu)z de Belém.
Resposta ao amor:
Sou poeta louco.
Tenho lá meus defeitos,
mas em ti amor, sou direito.
Se em palavras te escrevo e falo,
nos meus atos te grito e não me calo.
Incoerente eu sei que sou,
pois por ti já sofri de dor
Mas existir sem ti, não posso.
Venha amor e faça de mim sua morada.
Ser poeta,
é ser louco.
Ser poeta,
é entender sobre a vida.
Ser poeta,
é morrer de amor
muitas vezes.
Na doçura dos beijos que trocamos.
Nas loucuras abundantes da nossapaixão.
Nas batalhas constantes e renhidas da vida, nos distanciamos.
Somente as doces lembranças ficaram guardadas no coração. Comigo ficou a saudade de um amor de verdade.
Hoje nós sofremos todo dia,
por nos faltar sabedoria no passado, para blindar o nosso amor apaixonado.
[Verso] Eu vi um sonho louco meio ontem Você me traiu mas foi sem intenção Acordei suado coração a mil Percebi que eram só faíscas na ilusão
[Verso 2] Você me olha como se fosse fim Mas eu vejo algo brilhando em nós Mistura quente de prazer e dor Isso é amor ou só um jogo feroz
[Refrão] Seu toque acende faíscas na escuridão Beijos que queimam a imaginação Vem me desvenda mostra quem é Nessa noite só existe nós
[Ponte] Pensamentos voam tão longe daqui Desejos se encontrar em cada piscada Entre a traição e amor sem fim A linha é fina quase quebrada
[Verso 3] Nossos corpos se entendem sem falar Um abraço diz mais que mil palavras Caminhamos entre fogo e tentação Esse amor é mais do que promessas quebradas
[Refrão] Seu toque acende faíscas na escuridão Beijos que queimam a imaginação Vem me desvenda mostra quem é Nessa noite só existe nós
Composição Valter Martins 28-01-2025
IV. A lucidez que enlouquece
Nem toda loucura é fuga. Algumas são excesso de lucidez. Quando se vê demais, sente-se demais. Quando se compreende além do que é possível suportar, a mente busca rotas que a consciência não escolhe. Há dores que não cabem na razão, e há verdades tão nuas que dilaceram.
A lucidez, quando absoluta, é um risco. Porque ver tudo sem véus é também ver o absurdo, a finitude, o vão das promessas humanas. E nem sempre se está pronto para permanecer são dentro desse deserto.
A loucura, por sua vez, aparece como véu restaurador. Ela recobre o intolerável, inventa símbolos, reinventa a lógica. Cria sistemas próprios onde o indivíduo pode ainda ser deus, vítima, redentor, qualquer coisa que impeça o colapso. É nesse sentido que a loucura pode ser também criação, não destruição. A reconstrução de um universo interno, com regras próprias, para que o ser não se desintegre.
E no entanto, mesmo no delírio, há beleza. Porque onde há linguagem, ainda que dissonante, há desejo de expressão. Onde há construção, ainda que simbólica, há instinto de permanência. E onde há dor, há humanidade.
Compreender esse ponto é recusar a dicotomia. É não separar em rótulos estanques o que, na verdade, se entrelaça em ondas. Todos os que pensam profundamente já roçaram a margem da loucura. Todos os que criam com intensidade já sentiram a vertigem do descontrole. O equilíbrio é uma dança. E a lucidez verdadeira não exclui o delírio, apenas o traduz.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
10.
Entre a loucura e o vazio, escolhi a lucidez.
Ela não consola, mas me mantém de pé.
Só os loucos sabem amar.
Loucura é amar quando te ferem
e tu não revidas.
É desejar o bem a quem te deseja o mal, abençoar quando teamaldiçoam, retribuir com afeto quando te desprezam.
Loucura é silenciar diante da ofensa,
perdoar quando tudo em ti clama por reação.
Amar é um ato insano aos olhos do mundo, pois contraria vontades, instintos e desejos humanos.
É ignorar o que os outros esperam de ti para aguardar Aquele que, no maior gesto de amor, deu a própria vida por nós.
Mesmo ferido, desprezado, humilhado, torturado e pregado numa cruz, Ele amou.
Prefiro ser louco.
Louco por amar, não por ser covarde.
Louco com a consciência tranquila
de não ter agradado a mim mesmo,
mas Àquele que ensinou que a verdadeira força é ser puro,e que o amor é a maior coragem.
Seja louco também.
Atila Negri
"Se sou apaixonado por ela? Cê louco! Sou arriado os 4 pneus nela, sou fascinado por ela, penso nela 24 horas por dia sonho com ela sem tá dormindo, apaixonado é pouco, sou louco a ponto de não imaginar mais minha vida sem ela".
Sobre minha prometida
Há quem diga que de louco todo mundo tem um pouco
Alguns indivíduos só têm a loucura dentro de si
Quando tiram ela não sobra nada ali
Fica apenas um vazio
Como um rio, só que sem vida
Existe algo pior do que não sentir nada?
O poeta não é frio, nem é quente
Não é bicho, nem é gente
Não é louco, nem normal
Não é singular, nem plural
... O poeta é o que ‘deverasmente’ sente.
Demorei muito para acreditar na mais louca e cruel verdade: quem gosta de você vai te tratar bem. Quem gosta de você se importa, quer o melhor, te procura, te liga, te dá satisfação. Quem gosta quer estar junto. Quem gosta demonstra. Quem gosta faz planos. Quem gosta apresenta para a família e amigos. Quem
gosta manda uma mensagem bobinha só pra dizer que ama. Quem gosta carrega uma foto sua dentro da carteira pra ver quando dá saudade. Quem gosta
abraça na hora de dormir. Quem gosta dá um beijo de boa noite e de bom dia. Quem gosta aguenta suas reclamações, suas manhas e manias.
Lembra-se: Nunca reclame de lavar uma
simples louça, porque se tem pratos
e panelas para lavar, é porque tem
algo para comer, lave sempre feliz,
porque alguns queriam algo para
lavar no dia a dia...
Só sobrou uma casa vazia ...
E a companhia que nunca né deixa só ...
Por fim a loucura vai vencer e eu nem se quer lembrarei quem fui ...
