Poemas de Lembranças
Doces Memórias
Memória é Vida.
Vida carregada de sonhos construídos, de lembranças de dores e alegrias...
De momentos!
A Memória nos traz do passado, significados para entendermos o presente.
E, tudo está localizado num determinado tempo, no contexto daquele momento, daquela cultura, daquela época, daquele momento sócio-político!
A saúde da população exigia esforços e investimentos.
Por isso, entendemos como um momento histórico.
Realizações como essa, surgem com a força da determinação de alguns, com a conveniência de outros, com muito exercício de poder, e com a determinação e raça de muitos que ali trabalharam por décadas, afim de organizarem suas vidas e famílias.
Sim, muitos foram os envolvidos na História do Complexo Hospitalar do Juquery!
*E, hoje, contemplando tudo o que foi construído, percebemos que há muito de suor e lágrimas, sorrisos e empenhos, dedicação e amor, arte e significados impregnados em seus prédios, suas paredes, seus corredores, nas galerias, seus jardins!*
*Por todos os lugares há significados!*
Muitos passaram por aqui.
Muitos passaram... passaram.
E, se foram para sempre! Saudades...
Contudo, ainda, há vida por aqui!
Vida de alguns poucos...
Andando entre as ruínas de hoje, percebemos que da vida, ao final o que ficam são Memórias.
Apenas Memórias!
Doces Memórias!
Doces... porém doídas!
...
"Só vai sobrar lembranças, do seu retrato na parede, e do seu sorriso lindo em dia de sol!
Eu me reviro toda noite, quando sinto seu cheiro, que está grudado em nosso lençol".
- Arcini Cantor/2021
hoje eu pensei muito em você...
Fiquei imaginando se ainda pensa em mim
Algumas boas lembranças perturbaram minha cabeça
Tive que ir aonde começamos...
Pude sentir seu cheiro naquele lugar ..
Em meio a tantas pessoas , sorrisos largos e abraços apertados...meu coração chorava
Desolado e pensativo procurei respostas , mas só me restou o vazio a dolorosa e feliz lembrança de que havia um tempo em que eramos um!
07/06
As lembranças são nossas marcas, nossas histórias recontadas todas as vezes que vêem a tona. Podem ser recordações agradáveis ou mesmo cicatrizes que ainda doem.
Cesar Ribeiro
Desempoeirando
Desempoeirando a alma das lembranças,
vou revivendo cada uma,
e a emoção afoga a alma e transborda pelos olhos,
a saudade diz que as vivências foram marcantes
e ficarão impressas para sempre no cantinho do coração.
Você me fala através das músicas, das lembranças, das ocasiões e dos lugares que minha cabeça elegeu
Por isso, decido liberar tua voz dos meus domínios e evito andar por certos lugares, me obrigando á distração em certos momentos marcados com a tua presença
Mas a vida já não se chamará vida no dia em que acatar nossas decisões sem nenhuma objeção, sem nenhum trocadilho barato nas estrelinhas
Por isso, encurralado te escuto nas praças, nas rádios dos carros, nos lugares em que a rotina força a minha presença, na fisionomia dos teus amigos vadiando pela cidade, na voz de algum cantor barato, nos assuntos alheios...
Em quase tudo.
Quem nunca mudou com o passar do tempo? Aos poucos vamos deixando pra trás, lembranças,pessoas etc... Mudanças faz parte do ciclo da vida!
Embora a essência continue a mesma. Por isso quando encontrares um obstáculo gigante na vida chamado mudança, não tema em mudar... com o tempo vc vai enxerga-lo pequeno, não por ele ter diminuído, mas porque você cresceu!
Bom dia!
Meu colar
Eu perdi o meu colar,
Meu amado colar...Tantas lembranças...
Eu o perdi, o perdi para sempre.
Ele não combinava tanto comigo,
Mas eu o amava e o desejava mesmo assim...
Ele era tão brilhante.
Perdia horas em frente ao espelho o admirando, ele parecia cair tão bem em mim...Apertava e deixava marcas, mas eu não conseguia tirá-lo...
Em algumas ocasiões ele fazia eu me sentir incrível,
Eu me sentia como a pessoa mais bela do mundo apenas
Por poder senti-lo no meu pescoço...Mesmo que
Estivesse me sufocando.
Talvez ele nem fosse tão bom assim
Mas está tudo bem, eu tenho um novo colar;
Eu prefiro o novo, ele é mais bonito, não aperta, não deixa marcas e
Nem mente.
“-isso não se trata de um colar.”
AMOR DISTANTE
Na saudade, te cato nas noites morosas
Nas lembranças singulares de dias ledo
Manifestadas naquelas exclusivas rosas
Tão belas, eternizadas no nosso enredo
Tua ausência é pesar tirânico na poesia
Que trasborda e faz a inspiração suspirar
Não poder te abraçar, mais uma agonia
O preço de quem a te um dia pôde amar
Nestes versos em vão, dum amor distante
Que retalha a alma e na ilusão manifesta
Há sussurrar a todo o instante, lancinante
Sem existência a sensação vai se esvaindo
E nesta prosa somente estória, então, resta
Do amado amor que um dia nos foi lindo...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/09/2021, 11’58” – Araguari, MG
O Tempo passa!
Nem sempre será apenas dias de batalhas, em nossa vida!
Os momentos bons, lembranças, histórias, temos que guardar com carinho no coração!
É tão gratificante conquistar algo que tanto almejamos na raça, ou depois de um dia cansativo, depois de uma dificuldade!
Depois que a batalha passar nos resta recordar. Recordar tudo que você passou, te forjou no que você é hoje, uma pessoa mais forte, conquistando seus sonhos, conquistando o mundo!
Quem acredita sempre alcança!!!
Quem muito se apega ao passado, se vê imersos em um oceano de lembranças vividas, tentando trazer de volta uma brisa que já passou, uma sensação que já sentiu, e até mesmo um amor que um dia já amou.
Parado no tempo apagando o presente, tornando incerto o próprio futuro.
Incrível é o fato de que com inúmeros sentimentos que pudeste sentir, escolheste sentir saudade.
Chega outubro cheio de lembranças, lembro a menina que fui, e olhando no espelho não encontro resto nenhum dela.
Foram tantas as lágrimas que logo me transformei em água, correntes, chuva, um rio interno que com certeza iria desaguar no mar, eu não me importaria em ficar lá no fundo, nem mesmo a falta do ar me derrubou.
Ando caminhando sem chão, carrego esse rio imenso dentro de mim como afirmação que
o mar ainda não me abraçou.
Assim É
''Que o dia de hoje me traga lembranças
De todas as ações e reações
De quem fomos e deixamos de ser.
Que o dia de hoje me lembre de como fui covarde
E, ao mesmo tempo, o mais corajoso.
Que o dia de hoje deixe de ser o dia do luto
E se torne o dia do perdão.
Que os santos nos critiquem
E que Deus nos perdoe.''
-Dia de perdoar'
Se ao menos em você
eu não me abrandar-se
E se pelo menos em ti
ficar pouco de mim
lembranças de um dia
ou até mesmo meu nome
lembrar-te o astro sol. (M)
Certas coisas doem mais do que podemos imaginar,
Certas feridas não se cicatrizam
Certas lembranças se eternizam
Certos sonhos se tornam frustrações...
Esqueço-lhe de vez, ou lhe espero?
Livro-me de suas lembranças, ou, recordo do seu sorriso?
Espero-lhe na varanda de casa, ou tranco o portão?
Deixo-te longe como estas, ou Lhe trago para perto em meus sonhos?
Devo Lhe dizer que me machucou, ou que de certa forma matou os sentidos de todos aqueles sonhos?
CONJUMINANDO-ME
Conservo dentro do âmago de mim,
Lembranças abandonadamente esquecidas...
Sentimentos que atropelam minhas palavras
E me distraem de mim mesma.
Momentos que vagarosamente me incendiavam
Com chamas de pensamentos já adormecidos,
Faíscas que ficaram ao longo do tempo
Queimando meu interior.
Brotam relatos inebriantes de ti com lapsos de saudades
Meu coração entorpecido de sua ausência,
Reflexos de excesso de teu outono em meu corpo
Como se nada mais fizesse sentido!
Meus olhos úmidos sem verdades absolutas!
Negam impiedosamente a despeito de instantes marcados.
Ainda assim...
Seguem a diante na melancolia da estrada...
“Já que é longe demais voltar a trás!”
Senti intensamente a vida antes que ela passasse...
Transmigrando fragmentos de mim em ondas de saudades,
Para o mar do meu desejo.
E entre regressos e despedidas que tenazmente me devoram
Reponho lenhas nos meus sonhos antes que se apaguem.
E me retiro...
Antes que encontrem ossadas das minhas palavras
Soterrada de desânimo...
Não deveria ser julgada pelo nítido
Moro nas entrelinhas...
E sou apenas um copidesque,
As vezes um tanto autêntica por demais!
construindo-me a cada instante vivido,
Até que não haja mais...
By Joelma Antunes.
Subjetividade
Minha alma morreu
O que tinha pra doer
Já doeu
Lembranças boas do meu eu
se perdeu
Coração frio
Pensamentos sombrios
Ausência de sentimentos
Dias extenuantes
Um nativago qualquer a espreitar a morte
Sem rumo, perdido entre o sul e norte
Recôndito a empatia alheia
Com a esperança resumida
As ruínas de um castelo de areia
Condenado a própria sorte
Vivo minha depressão
Vendo a cada segundo
Minha lenta morte
Retoquei do piso ao teto
Removendo as lembranças
Consertando as lambanças
Que surgiram no projeto
Procurando ser discreto
Pensei tê-lo renovado
Mas descobri abismado
Não ter surtido efeito
Cada canto do meu peito
Tem o seu nome gravado
Glosa: Eliézer Aguiar
Mote: Luiz Ademar
