Poemas de Homem Triste

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O HOMEM, А BANDEIRA E А TOLERÂNCIA DEMOCRÁTICA
Havia um homem que teve a coragem de levar uma bandeira de Israel para junto de defensores da Palestina. Talvez acreditasse que, numa sociedade que tanto proclama a tolerância, a liberdade de expressão e a democracia, fosse possível empunhar um símbolo controverso sem ser tratado como inimigo.
Mas bastou a bandeira aparecer para que a tolerância desse lugar
à fúria.
Aqueles que tanto falam de paz, respeito e direitos humanos atacaram-no como cães raivosos, como se a sua simples presença constituísse um crime imperdoável.
O homem, coitado, até terá agradecido aos céus por ter sido um abençoado com tão calorosa recepção. Afinal, quando a moralidade se transforma em agressividade e a tolerância se manifesta à pancada, sobreviver já parece uma bênção divina.
As pancadas, essas, só ele sabe a dor que lhe deixaram.
E fica a pergunta: de que serve proclamar a liberdade, se não somos capazes de respeitar a liberdade de quem pensa de maneira diferente?
Porque a verdadeira tolerância não se prova quando estamos rodeados por aqueles que concordam connosco. Prova-se quando temos diante de nós alguém que discorda de nós — e, ainda assim, reconhecemos o seu direito de existir, falar e empunhar a sua bandeira.
A democracia não se mede pelos slogans que gritamos, mas pela violência que somos capazes de recusar.

No meio de uma vida que parece um cata-vento girando sem vento, um homem planta sementes na areia seca, esperando chuva que nunca cai. Uma casa sem teto abriga sonhos molhados pela noite fria. Cacos de espelhos refletem rostos que ninguém reconhece. O relógio anda para trás, marcando horas que ainda não nasceram.
Na parábola do peixe que tenta voar, ele salta do rio e cai sempre de volta, cansado e molhado. O viajante caminha em círculos na floresta escura, buscando um caminho que se fecha atrás dele a cada passo. A criança constrói castelos de areia na praia e ri quando a maré leva tudo embora. Um cego acende uma vela no fundo de um poço e jura que a luz existe. Nada parece fazer sentido.
Mas no final tudo se conecta de um jeito profundo. As sementes germinam no deserto porque a areia guarda água escondida. O peixe que tenta voar descobre que o ar também é um rio infinito. O viajante encontra em cada círculo uma verdade nova. O castelo destruído ensina que a beleza está no construir e no soltar. A vela do cego ilumina o próprio coração.
O relógio invertido mostra que o tempo não se perde, apenas se transforma. Os cacos ainda refletem a luz inteira. E assim o que parecia absurdo se revela a maior das conexões: a vida humana, feita de fragmentos soltos que, juntos, formam o sentido mais verdadeiro e humano.

O homem que trabalha,
Tem a sua recompensa.
O homem que faz o que gosta,
Tem outro prazer.

Sabe, eu nunca fui homem de promessas vazias. Olhando para trás, reconheço que houve tropeços e algumas palavras que o vento levou antes que eu pudesse cumpri-las. Mas a promessa principal — aquela de te amar e caminhar ao seu lado sob o "céu — foi a âncora que me manteve firme. O sol pode até ter inveja da nossa história, porque ele se põe todas as noites, mas o que sinto por você nunca conheceu a escuridão.
Lembro-me de cada detalhe daquele dia: o perfume da terra seca, o calor da tarde e a forma como o seu cabelo se soltou quando você caiu em meus braços. Foi ali, entre o ouro da cevada e o brilho do seu olhar, que eu entendi que o paraíso não era um lugar distante, mas qualquer espaço onde você estivesse.
Os anos passaram rápido demais, não é? Como um suspiro. Hoje, observo as crianças correndo com aquela energia inesgotável e vejo nelas o mesmo reflexo do verão que ainda vive em nós. Nossos corpos podem não ter mais a mesma pressa de antes, mas nossos passos ainda ecoam o mesmo ritmo. Quando o vento balança as espigas agora, ele não traz apenas poeira, ele traz a prova de que sobrevivemos, de que construímos algo real.
Obrigado por ter ficado, mesmo quando o céu escureceu. Obrigado por ser o meu porto e o meu amor. Enquanto houver vento soprando do oeste e enquanto houver esse ouro no final de cada tarde, eu estarei lembrando de cada segundo nosso. E, nos dias que ainda nos restam, não importa quantos sejam, eu te faço uma última e definitiva promessa:
Nós caminharemos, hoje e sempre, nos campos de ouro.
Com todo o meu amor e minha vida,
Aquele que sempre caminhará ao seu lado.

Dizem que a sabedoria reside na cautela, que o homem prudente guarda seu coração como um tesouro trancado, esperando o momento exato — ou a segurança plena — para revelá-lo. Se isso for verdade, então confesso, com toda a honestidade do meu peito, que sou o mais tolo dos homens.
​Tentei erguer barreiras, tentei seguir o ritmo lento que o mundo sugere, mas há forças que ignoram qualquer esforço humano. Assim como o rio não pede permissão para correr em direção ao mar, meu caminho parece ter sido traçado para desaguar em você. Não é uma escolha racional; é uma inevitabilidade.
​Eu me vejo diante de você sem armaduras. Se entregar-se assim for um erro, que seja o meu mais belo pecado. Não quero apenas caminhar ao seu lado; quero que você segure minha mão e, com ela, aceite tudo o que sou, meus dias e meus sonhos. Minha vida inteira parece fazer mais sentido se estiver em suas mãos.
​Não consigo evitar. E, para ser sincero, não quero. Algumas coisas simplesmente estão destinadas a acontecer, e amar você é a minha certeza mais bonita.

"O homem realmente
forte domina seus
impulsos, instintos e
jamais s'entrega a ira."

"O homem ético e nobre de
firme caráter realiza com fé
independente da crença ou
apoio alheio se mantendo
no caminho honesto do bem.."

Ela viveu uma situação em que um homem falou, com uma tranquilidade inquietante, que havia agredido a própria irmã por ela ser umbandista. Disse aquilo a uma colega como quem narra algo banal, revelando, sem constrangimento, a dimensão de sua intolerância.


Na mesma hora veio a mente da outra pessoa que escutou, as tantas histórias e violências atravessadas pelo racismo, entre elas, o religioso. Imaginou imediatamente o quanto aquela mulher deveria ter sofrido, não apenas pela dor física, mas pela violência simbólica, pelo medo, pela humilhação de ser atacada justamente por sua fé.


Uma revolta a tomou de assalto.


Quando percebeu, já havia jogado a cerveja que bebia na direção daquele homem.


Reagiu por impulso. Fez algo evidentemente errado.


Pediria desculpas pelo ato.


Mas jamais pela indignação.

Sou um homem rico
Sou um homem milionário
Porque na conta do meu coração
Está cheio de amor e paixão

Oz


O homem de lata
Não tinha um coração
Então eu dei o meu
Para ele sentir o amor e a paixão

“O homem justo não se vende, não se corrompe e não abandona a justiça para agradar a ninguém. Por sua integridade, será respeitado por uns e odiado por outros.”

— Angelino de Jesus

⁠O HOMEM É INVISÍVEL COM OS OLHOS DO CORPO! E NUNCA VERÁ DEUS COM OS OLHOS DO CORPO!

‎O Homem, como o Sujeito componente do Organismo Humano com função de gerir o seu Corpo e a sua Mente e a sua Consciência com base na sua faculdade de Sentir e Conhecer e Agir, só pode sentir-se e perceber-se dentro do Organismo em que se encontra, não pode ver-se a si mesmo com os olhos do Corpo do seu Organismo nem pode ver o outro Homem com os olhos do Corpo do seu Organismo.


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‎O que um Homem vê com os olhos do seu Corpo não é a si mesmo nem é o outro Homem, mas o seu Corpo e o Corpo do outro Homem!

‎Não é possível um Homem ver-se a si mesmo e ao outro Homem com os olhos do seu Corpo!

‎Se o próprio Homem não pode ver-se nem ver o outro Homem com os olhos do seu Corpo, então, o Homem nunca verá Deus com os olhos do seu Corpo!

⁠CONCEPÇÃO FILOSÓFICA DO HOMEM E QUALIDADE DA SAÚDE MENTAL

‎A Qualidade da Saúde Mental de um Homem depende sobretudo da Concepção Filosófica que o Homem tem sobre si mesmo!

‎Os Homens que se veem como sendo o Corpo tendem a viver à ritmo das modificações do Corpo e do Ambiente Social sofrendo com estresse, ansiedade, depressão e consumo de várias drogas!


‎


‎Os Homens que se veem como sendo o Sujeito Gestor do seu Corpo tendem a viver desapegados das modificações do seu Corpo e do Ambiente Social adoptando estratégias de gestão do Corpo que previnem estresse, ansiedade, depressão e consumo de várias drogas!

‎Para isso, a Educação Mental é a base, e a Literacia em Saúde Mental deve incluir o conteúdo das diferentes concepções filosóficas do Homem e sua relação com a saúde mental!

⁠PRINCÍPIOS DA SERENIDADE

‎1. Princípio de imortalidade do Sujeito:


‎O Homem não morre, o que morre são as suas condições de existência, tais como o seu Corpo, a sua Mente, a sua Consciência ou Personalidade e os seus bens materiais!

‎2. Princípio de estado da Atenção do Sujeito:


‎O Homem deve viver no estado da Atenção, e recorrer ao estado do Pensar e da Reflexão apenas momentaneamente para melhorar alguma condição da sua existência ou da existência dos outros Homens!

‎3. Princípio de igualdade dos Sujeitos:


‎Todos os Homens são iguais, a diferença está nas suas condições de existência, tais como o seu Corpo, a sua Mente, a sua Consciência e os seus bens materiais!

‎4. Princípio de projeto de vida do Sujeito:


‎Cada Homem deve ter o seu próprio projeto de existência secular e concretizar o seu projeto a seu próprio ritmo em harmonia com as normas socialmente estabelecidas!


‎


‎5. Princípio de serviço voluntário do Sujeito:


‎Cada Homem deve procurar servir um propósito universal no seu próprio ritmo através de um serviço voluntário de melhoria das condições de existência da sociedade em que o seu Organismo se encontra inserido!

‎Estes Princípios são Interdependentes!

O HOMEM NÃO PODE FUGIR DOS FENÔMENOS DO SEU ORGANISMO!
‎
‎Assim como,
‎
‎Um Peixe no oceano não pode fugir da agitação da água causada pelo vento, mas deve abrigar-se em atenção até o fim da agitação!
‎
‎Também,
‎
‎Um Homem não pode fugir dos Fenômenos que estão a ocorrer no seu Organismo, mas deve abrigar-se em contemplação dos Fenômenos até desaparecerem!
‎
‎Os Fenômenos que ocorrem no Organismo Humano são as Sensações, os Pensamentos, as Emoções, os Sentimentos e as Intuições!
‎
‎O consumo de droga é uma das principais formas adoptadas pelo Homem para fugir das suas Emoções e Sentimentos que categoriza como negativas!
‎

FORJA DA HUMANIDADE

Quantos Gênesis serão precisos para ensinar ao homem o valor da própria criação?

Quantas auroras deverão nascer sobre mares recém-formados, quantas sementes romperão a terra, quantas vidas serão sopradas pelo fôlego da esperança?

Um Gênesis não bastou.

Erguemos cidades, mas também muralhas. Criamos ferramentas, mas também correntes. Descobrimos estrelas, mas ainda tropeçamos na sombra dos próprios passos.

Vieram dilúvios, vieram desertos, vieram profetas, vieram cruzes, vieram lições escritas em pedra, sangue e memória.

Ainda assim, o homem insiste em reinventar o erro com a mesma criatividade com que reinventa o progresso.

Quantos Gênesis serão precisos?

Talvez um para cada guerra. Talvez um para cada preconceito. Talvez um para cada criança que nasce acreditando num mundo melhor e encontra um mundo inacabado.

Mas a criação não desistiu.

A cada nascimento, um novo capítulo é escrito. A cada gesto de bondade, uma luz acende nas primeiras páginas do amanhã.

Porque a verdadeira forja não acontece no fogo das estrelas, nem no coração dos vulcões.

Acontece dentro do homem.

É ali que o ferro da ignorância enfrenta o martelo da experiência. É ali que a consciência é aquecida pela verdade até transformar-se em sabedoria.

Talvez não sejam necessários novos Gênesis.

Talvez seja necessário que a humanidade finalmente leia o primeiro.

E compreenda que a criação ainda não terminou.

Ela continua sendo escrita em cada escolha, em cada encontro, em cada geração.

Pois a maior obra do universo não foi a criação do mundo.

É a lenta e interminável Forja da Humanidade.

"Termino o ano, não preocupado com o mundo, mas sim com o valor do Homem e da Mulher!"






Otávio ABernardes






Goiânia, 29 de janeiro de 2026.

"Cada fracasso ensina ao homem algo que ele precisa urgentemente aprender!"






Otávio ABernardes






Gyn, 17 de março de 2026.

A cru maneira de dizer:


Religião alguma comanda como os céus contatam o homem, realizam milagres, nem mesmo as alturas, dependem dessas religiões para existirem.

A ironia da condição do homem está em que a mais profunda necessidade é livrar-se da angústia da morte e do aniquilamento; mas é a própria vida que a desperta e, por isso, temos que nos recusar a ser plenamente vivos.


(Ernest Becker)