Poemas de Flor
Linda flor de um tom Vermelho,
intenso e expressivo
semelhante a veracidade
de um beijo
de um desejo recíproco.
Ela sonha de olhos abertos
com os pés na realidade,
bela e delicada como uma flor,
resistente como uma árvore,
tenta não esquecer do seu valor,
aprecia a sua liberdade,
foi feita para o amor
e para aqueles que a sentemde verdade.
Tua és a flor do meu jardim,
digna da minha atenção,
graças a ti, sou mais feliz,
meu coração vibra de emoção
por teu amor existir,
és meu sincero motivo de gratidão,
graças a Deus por permitir
esta tamanha sensação.
Uma simplicidade radiante
na presença de uma linda flor
como se fosse uma dama da noite,
intensa e cheia de amor.
Numa manhã de segunda,
uma imagem de serenidade
de uma cor intensa e profunda
de uma simples flor
e sua graciosidade.
Nas pétalas de um flor,
o azul de um lindo céu,
de um mar de intensidade,
como um gesto de amor
sentido de verdade,
então, não é por acaso
o raro valor
que tem a simplicidade.
És uma mulher excitante
com a essência de uma flor
com teu perfume suave
exalando o amor, tua pele delicada
semelhante às pétalas de uma rosa
tens até alguns espinhos
causados por certas circunstâncias,
mas não perdeste a tua formosura,
continuas intensa e encantadora,
atributos que te fazem sedutora,
então, não apreciar-techega
a ser loucura.
Uma linda flor
está amadurecendo.
Em breve irá florescer.
Será um precioso momento
para a vida enaltecer.
Tu és bela e atraente
e semelhante a uma flor de lótus
és intensa, possui várias camadas
que seriam as tuas pétalas,
a tua essência é iluminada,
tens um espírito que se eleva
a cada etapa superada
como um desejo insaciável
e assim, és uma mulher fascinante
de muito amor e prazer
e que poucos conseguem usufruir
do fulgor do teu florescer.
Vida
Nasce de uma flor. É apenas mais uma semente de sua espécie.
Cai ao solo, talvez fértil ou talvez árido. Assim já aprenderá que durante toda a sua existência, estará submetida aos fatores “sorte” e “azar”. Nunca em vida saberá exatamente o que significam.
Talvez germine.
Verá ao longo do passar do tempo, muitas alvoradas onde o sol irá presenteá-la com luz, calor e energia.
Assistirá a cada espetáculo do entardecer, sem nunca se cansar de vê-los.
Verá as noites cobrirem com seu manto negro o chão que a acolheu. Em cada uma se deslumbrará com diferentes imagens do infinito, ora apenas vazio, ora forrado de estrelas. Sob a luz da lua, se fará banhar de luar. Será nova, crescente, cheia, minguante...
Talvez cresça, se torne viçosa e adorne a paisagem com seus encantos. Conhecerá muitas espécies de insetos e pássaros que sugarão do seu mel, mas irão lhe fornecer o pólen da vida eterna.
Assim conhecerá o amor e dele fará surgir um novo botão, que protegerá com espinhos, até que se torne uma bela flor.
Assim será, até que suas pétalas percam a cor, o aroma, o brilho e se dobrem, deixando cair ao chão, uma nova semente...
Texto: JRUnderavicius
Direitos reservados
Flor que não mendiga Sol
Nem sempre sou escolha, sou só presença quieta,
esperando ser lembrança e virando espera.
Te dou tanto, e recebo tão pouco,
como quem grita num quarto sem eco.
Mas eu me volto pra mim, me recolho inteira,
faço do meu afeto um jardim sem porteira.
Não mendigo espaço, não imploro lugar,
sou amor que transborda, e não vai se apagar.
Se não me quiser, tudo bem… vou partir,
pra onde me queiram ficar e florir.
SimoneCruvinel
Há alguns anos, o jardim da vida ganhou mais uma FLOR!
E com isso, ficou mais formoso e cheiroso...
Obrigada por existir, sua essência faz a vida mais bonita!
Margaridas não tem espinhos.
Em nome de meu jardim, lhe declarei flor. Uma margarida, a sua favorita.
Aparei todas as ervas daninhas que se alastraram em seu arredor, reguei-a para que crescestes bela e saudável.
Você deixou com que eu escorresse lágrimas em suas pétalas, absorveu e mesmo com o gosto salgado fizestes delas uma dádiva.
Porém, mesmo com todo cuidado e carinho, no final, tu não pudeste pertencer ao meu jardim, não pode ser a minha flor.
Afinal de contas, margaridas não tem espinhos.
Livro: Não Há Arco-iris no meu Porão.
Capítulo 5 —
A Flor e o Filósofo no Abismo.
A flor estava sentada no limite do porão, onde os tijolos se desfaziam como lembranças mal digeridas. Seus olhos, enevoados de luto prematuro, fitavam o vazio que morava dentro dela — e que não era só dela.
Ali, no breu quase simbiótico, surgiu ele: Friedrich, sem o tempo nem a barba. Não como homem, mas como ferida.
Trazia no olhar a exaustão dos que pensam demais, e nos lábios o tremor dos que já perderam o direito de acreditar.
Ela não se assustou.
Ele também não.
— “Você também caiu?”, ela perguntou, sua voz como se viesse de um sino partido.
— “Não, pequena... eu apenas nunca mais consegui subir.”
Ficaram frente a frente, ambos em silêncios que diziam mais do que qualquer aforismo.
Ela estendia os dedos manchados de pó e sangue velho. Ele hesitou. Nietzsche sabia o preço de tocar a dor alheia. Mas, ainda assim, quase tomou sua mão.
— “Eu carrego dons que doem”, disse a flor.
— “E eu carrego verdades que me isolaram de todos”, respondeu ele.
Acima deles, os sorrisos vazios dos que acreditam ter vencido a vida tremeluziram como cacos de luz.
Mas no abismo, não havia luz — apenas lucidez.
E uma flor lutando para sustentar as Notas.
— “Eles acham que estou louca… porque ouço o que ninguém mais ouve…”
Nietzsche inclinou-se, sua sombra tremendo como um pensamento prestes a ruir.
— “Louca? Ah, criança… eu desejei ser louco muitas vezes. Ser louco é menos doloroso do que ver demais. Você não está louca. Você está vendo um mundo que finge ser cego.”
Ela não sabia se aquilo a consolava ou a condenava ainda mais.
Ficaram ali. Dois seres de fronteira.
A flor que não florescia.
O filósofo que não acreditava mais na primavera.
E, por um instante que talvez nunca tenha existido, tocaram-se.
Não com as mãos, mas com a dor que se reconhece.
Declives severos
Nessa nossa investida,
Um passo atrás,
A cada novos passos,
Florida Idiotice Alada Na Era dos Rasos.
Sou aversão e inversão,
Te decepciono, te desprezo,
Interdito teus caminhos
Interferindo no florescer.
