Poemas de Espera
Para quem espera todo segundo é contado num relógio sem pilha.
Mas há aqueles que preferem viver, dão ao tempo um apelido carinhoso.
- Tempo de minha espera, tens cara de Esperança.
O gosto das uvas
Revirei-me outra vez
A cama fez jus ao meus pensamentos
Meus segredos sonhos ,meus medos , Derrepente aquela sensação ,
Aquela de, encontrei eu achei
Achei o que eu procurava ,
Pobre mente atormentada .
Insana infundada ,
Dar me as mãos e só flutue
Pise nos degraus imaginários
E sonhe junto a me
Essa história sem pudor.
Quem é você ?
Quem és tu que chegas de mansinho Aproximando uma pedra por vez .
Um estalar de garganta , um dois três
É vinho,tinto ,suave, seco, tardio doce
Ou passado , eu não sei
A me só me resta esperar
Por esse breve encontro talvez.
Quando eu estudava esperava que a aula acabasse
Quando comecei a trabalhar aguardava o termino da semana
Quando ele aconteceu esperei pelo final do ano.
E foi nessa sequência...
Esperei que tudo acabasse
A aula
A semana
O ano
E quando tudo finalmente acabou...
Eu comecei a esperar que a minha vida acabasse também.
Esperamos o grande amor, esperamos os filhos nascerem, os filhos crescerem,
Esperamos o emprego dos sonhos,
Esperamos o melhor momento para sermos felizes ou para dizermos o que ficou preso na garganta.
Esperamos uma mão amiga que nos acolha...
Esperamos demais e fazemos muito pouco, talvez por medo do fracasso. Esperamos que Deus nos salve e que a felicidade venha em algum momento depois da vida, em um lugar que chamamos de paraíso...
E, de tanto esperar, quase sempre morremos virgens e tão espantados e desamparados quanto nascemos.
Talvez algum dia.
Talvez algum dia a gente possa ser um casal.
Talvez algum dia a gente possa viver juntos.
Talvez algum dia a gente decida querer viver algo.
Talvez algum dia a gente possa ter um relacionamento saudável.
Talvez algum dia a gente possa se casar.
Talvez algum dia a gente possa ter uma família.
Talvez algum dia a gente viaje o mundo juntos.
Talvez algum dia a gente comemore as conquistas um do outro.
Talvez algum dia você possa me amar.
Talvez... algum dia...
Amar.
O que é o amor?
Amar não é só afeto.
Amar não é se envolver com uma pessoa perfeita, aquela dos nossos sonhos.
Amar é bom, mas nem sempre será mil maravilhas.
No amor, tem fases e processos.
Tem a fase da paixão, onde tudo é perfeito, sentir aquele amor, estar perto da pessoa, sentir a pessoa.
Mas, assim como existe essa fase da paixão, existe a fase das dificuldades.
O amor tem 5 fases, vou falar sobre elas...
Primeira fase: É a fase da paixão, onde tudo é perfeito, onde tudo é mil maravilhas.
Segunda fase: Onde você já começa a descobrir mais sobre o seu parceiro, onde você entende que existem diferenças.
Terceira fase: É nessa fase que a maioria dos casais termina, é a fase das brigas, a fase que mostra realmente o amor.
Quarta fase: Nessa fase, vocês já passaram pelas brigas, vocês perceberam que realmente vão existir diferenças, brigas, ciúmes, etc. Mas vocês estão dispostos a passar por tudo isso juntos e estão dispostos a lutar pelo relacionamento de vocês.
Quinta fase: Essa é a melhor fase, é a fase em que vocês estarão vivendo coisas maravilhosas, já passaram por todas as outras fases juntos e o relacionamento de vocês está uma maravilha. Lógico, vai haver brigas, mas não tão pesadas igual à terceira fase, vocês estão dispostos a conversar e resolver as brigas com maturidade.
Amar é isso, é compreender o seu parceiro(a) e entender que vai haver diferenças, mas também vai haver amor e reciprocidade.
Vocês dois têm que estar dispostos a lutar pelo relacionamento de vocês.
Só uma última coisa... Amar é uma maravilha!
A virtude de esperar é não pensar no tempo,
É deixar que o sol se ponha e nasça,
Sem pedir que a noite acabe ou que o dia se prolongue.
A paciência é a simplicidade de quem vive,
De quem sente a terra debaixo dos pés,
E sabe que a árvore cresce sem que ninguém olhe para ela.
O segredo é não apressar os rios,
Que correm como devem,
Nem olhar o relógio como se ele fosse o dono da vida.
A serenidade vem de não querer além do que há,
De aceitar que o vento passa,
E que a folha, ao cair, encontra o chão no tempo certo.
A paciência não é espera imposta,
É estar em harmonia com o que é.
O mundo segue o seu rumo,
E nós seguimos com ele,
Simples, como quem sabe
Que tudo chega quando tem de chegar.
A Deusa (In)Justiça
Ela não vê,
mas espreita,
no seu decote repousa o vil metal
e a túnica, branca como a mentira,
negra como o silêncio que pesa na balança.
O tempo, nos tribunais,
gasta-se em voltas lentas,
como quem espera o mar secar.
O réu, cheio de poder e ouro,
ri-se no escuro,
onde os seus passos não fazem eco.
Os outros, pobres diabos,
arrastam-se pelas pedras da espera,
respirando poeira e esperança gasta.
Aqui, ninguém paga a fatura,
resta esperar pela justiça divina.
Enquanto isso, os dias morrem nas esquinas,
os relógios marcam horas que ninguém conta,
e o pó cobre a última palavra,
esquecida nos corredores frios.
Nas sombras, a balança inclina-se de novo,
pressionada por mãos invisíveis,
e tudo se repete,
enquanto o riso do réu ecoa além das paredes.
fagulha de espera
é preciso compreender bem o fruto desejado
para acertar o tamanho da espera.
entre o verde, o maduro e o podre
está o tempo.
O que esperar quando se espera que a atitude do outro seja igual a sua?
O outro é apenas o outro.
Nunca igual a mim, nunca igual a ti, nunca igual a ninguém.
Porém, não me prenderei ao remorso do que já aconteceu.
Culpado fui eu...
Por não prever o que esperar do outro!
BEIJOS:
.
Onde permanecem os beijos,
quando não estão nos lábios?
Alguns repousam na espera(nça),
outros despertam na lembrança.
Dia 28
Quatro semanas,
Quase um mês,
Agora entendo com mulher grávida conta seu tempo,
Não vejo a hora meu amor,
Nós novamente tendo nosso momento,
Estou à te esperar,
Como no dia do primeiro olhar...
Não esqueço,
Nem um segundo sequer,
Torcendo para o relógio rodar,
Como um rodopio de bailarina,
Girando sem cessar.
Dia 30
Um mês...
Sem o convívio contigo,
Sem ouvir tua voz,
Sem poder te tocar,
A saudade é minha maior companheira,
Fiel escudeira nesse caminhar,
A fé é a certeza do que não se vê e não se pode tocar,
Eu sigo à te esperar,
Diga após dia,
Enquanto o fôlego de vida,
Puder me levar...
Na
penumbra da
madrugada Penso
em ti dor de meu
coração Espero por ti
como quem espera
No desespero escuro da
solidão O renascer da primavera.
⏳ “Enquanto Nada Acontece”
Enquanto nada acontece,
meus olhos buscam respostas nas nuvens,
meus joelhos já conhecem o chão,
e meu coração… vive entre o cansaço e a esperança.
Eu oro,
choro,
confesso…
e espero.
Vejo amigas se casando,
outros vivendo histórias de amor,
e eu aqui… sozinha,
tentando entender o que falta em mim.
Mas Deus me diz:
"Nada falta. Você só está sendo guardada."
Porque enquanto eu me sentia esquecida,
Ele estava escrevendo meu capítulo com detalhes.
Enquanto eu achava que ninguém me queria,
Ele estava separando alguém que vai me ver com os olhos dEle.
E enquanto tudo parece parado,
o céu está trabalhando.
A promessa não foi cancelada.
Só está sendo lapidada.
E eu, que achava que era castigo,
descubro:
é cuidado. É preparo. É amor.
Porque o tempo dEle não atrasa,
não falha,
e nunca é pela metade.
E quando chegar…
Vai ser paz,
vai ser leve,
vai ser dEle.
E eu vou entender porque a espera doeu tanto:
Pra ensinar que a minha vida
não é sobre ser escolhida por alguém,
mas sobre viver como quem já foi escolhida
pelo Dono de tudo.
Parada de trem
Eu espero um trem
Não sei que hora ele passa
Desse trem, eu sou refém
Sinto que estou esperando uma farsa
Porém, eu quero prosseguir
Quero, no meu destino chegar, conseguir
Mesmo que todos me digam que não
Até mesmo o maquinista diz que não há salvação
Todavia, ainda o espero, sentada, ansiosamente
Ali fico, horas, dias, meses...
Ainda que me sinta desencorajada, ignoro minha mente
Penso, reflito muito, penso em mil hipóteses
Ainda sim, teimo em não ver a razão
Afinal, que coisa mais desnecessária
Preciso apenas seguir meu coração
É apenas uma incerteza temporária
Após muitos meses, vejo o trem no horizonte
O vejo a alta velocidade, pelo monte
Me emociono tanto, que escorrego e caio no trilho
Eu perco completamente meu brilho
O trem, corre em minha direção
A maquinista nem tenta frear
Embriagada, ela fala: "Acho que não"
Ela diz, antes de me atropelar
Se eu pudesse conversar com o amor,
acho que começaria perguntando:
por que você demora tanto pra chegar
e tão pouco pra ir embora?
Perguntaria se ele sabe o que causa
quando vem pela metade,
quando acende em um
e apaga no outro.
Se eu pudesse conversar com o amor,
diria que já acreditei demais,
que já me entreguei sem rede de proteção,
e que nem sempre foi bonito.
Mas também diria que, apesar de tudo,
ainda espero por ele —
não o amor raso, apressado, cheio de promessas vazias.
Mas o que fica.
O que olha e enxerga.
O que toca e cuida.
Perguntaria se ele existe mesmo pra todos,
ou se escolhe só alguns corações pra habitar.
E se for assim,
pediria só uma coisa:
da próxima vez que vier,
que venha inteiro.
E fique.
"Amo como quem ainda espera"
Amo,
como quem olha a estrada vazia
e jura ter visto um vulto conhecido
entre a névoa da memória.
Amo,
como quem rega uma flor seca,
com mãos trêmulas,
e fé demais pra caber no peito.
Amo,
sem calendário,
sem garantia,
como quem ainda ouve teu nome
no barulho da chuva.
Amo,
como quem fica na estação
mesmo depois do último trem,
só porque o coração disse:
“fica mais um pouco, vai que…”
Amo,
como quem não desaprendeu a sonhar
mesmo depois de acordar sozinho.
Amo como quem ainda espera.
Mesmo sabendo que talvez…
tu já nem venha mais.
NINHO VAZIO
Dois bonitos passarinhos
Que voavam por aí
Um dia se encontraram
E logo se apaixonaram
Construíram um belo ninho
Simples, mas aconchegante
Então vieram os filhotinhos
Felizes e esfuziantes
A família aumentou
E a trabalheira também…
Ter comida e segurança
Não é fácil pra ninguém
O casal de passarinhos
Com integral dedicação
Transmitiu aos seus filhinhos
Respeito e educação
E assim, dia após dia,
Numa luta sem parar
Os pequenos filhotinhos
Aprenderam a voar
Mas em uma tarde voaram
E já não voltaram mais…
Foram construir seus ninhos
Seguindo os próprios caminhos
Como um dia, lá atrás,
Também o fizeram seus pais
Então, assim de repente
O ninho aconchegante
Que era tão quente e seguro
Ficou triste, escuro e frio
Tornou-se um ninho vazio
E o casal de passarinhos
Lá na varanda do ninho
Hoje fica a murmurar
Esperando que numa tarde
Os filhotes reapareçam...
E que voltem pra ficar.
"Quando a gente estar triste demais, gosta do por-do-sol...." -Disse o pequeno príncipe; "Antoine de Saint-Exupéry".
Mas se o dia a pouco amanheceu, espero o entardecer. Provavelmente o sol se encobrirá de uma bela miragem só para me ver sorrir.
