Poemas de Escritores Famosos
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Não ter nada para fazer é a felicidade das crianças e a infelicidade dos anciãos.
Os tempos primitivos são líricos, os tempos antigos são épicos, os tempos modernos são dramáticos.
Saber exatamente qual a parte do futuro que pode ser introduzida no presente é o segredo de um bom governo.
A plebe apenas pode fazer tumultos. Para fazer uma revolução, é preciso o povo.
Razão é a inteligência fazendo exercícios; a imaginação é a inteligência com uma ereção.
O destino é severo. Sejamos nós indulgentes. O que é preto talvez não seja escuro.
A miséria de uma criança interessa a uma mãe, a miséria de um rapaz interessa a uma mulher, a miséria de um velho não interessa a ninguém.
As revoluções, como os vulcões, têm os seus dias de chamas e os seus anos de fumaça.
A franqueza não consiste em dizer tudo o que se pensa, mas em pensar em tudo o que se diz.
A religião não é senão a sombra projetada do universo sobre a inteligência humana.
O progresso roda constantemente sobre duas engrenagens. Faz andar uma coisa esmagando sempre alguém.
Quarenta anos é velhice para a juventude, e cinquenta anos é juventude para a velhice.
Julgar-se-ia bem mais corretamente um homem por aquilo que ele sonha do que por aquilo que ele pensa.
Não se compõe uma sabedoria introduzindo no pensamento os resíduos diversos de todas as filosofias humanas, tal como não se fica com saúde engolindo o conteúdo de todos os frascos de uma velha farmácia.
O que caracteriza as pessoas que exibem exageradamente a sua virtude é que, quanto menos ameaçada está a fortaleza, mais guardas lhe põem.
Quanto a lisonjear a multidão, juro que não posso! O povo está no alto, a multidão está no fosso.
Os grandes erros são muitas vezes feitos, como as cordas, de uma quantidade de fios.
Eu fiz soprar um vento revolucionário. Pus um barrete vermelho no velho dicionário.
Quão pouco tempo é preciso para mudar todas as coisas! Natureza de fonte serena, com que facilidade te esqueces.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações...
Fernando Pessoa
Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa), in "Poesias". 15-1-1928.
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