Poemas de Emoção
FOCO
Ando pela rua
Aos passos pela noite crua
Emoção gira e rola, e ninguém se controla
Vou andando sem pressa, olho para o lado e vejo o menino pedindo esmola
Ele diz... O tio tem um trocado aí
Para mim mata minha sede e fome ali
O mundo anda tão desprevenido
O mundo anda pedindo abrigo
Ando sem pressa
Esperando que algo de bom aconteça
Logo mais ali, ali em frente
Vejo uma família pedindo, gritando socorro pra gente
Então Brasil abra os olhos
Não fique de braços cruzados
Olhe e abrace alguém logo ali em frente
Faça feliz o povo carente
Versos exagerados
Nós somos
Separados somos a saudade
Juntos transbordamos emoção
Somos o zero e o um
Isolados nos tornamos qualquer um
Juntos criamos a lógica e a compreensão
Somos o tudo e o nada
O fundo do mar e o fim da estrada
A calamidade da tragedia
A suficiência e a fartura
Com serenidade e conformidade
Nos juntos formamos um universo
Feito de suspiros, gemidos,frases intermináveis...
Cada sentimento é um ciclo
Cada momento é feito da poeira cinzenta e escura dos nossos céus
Como tudo é feito de um começo e um fim
Um dia seremos esquecidos, seremos apenas ilusão
Talvez lembrados como uma teoria um ficção
De uma historia criada não por um, mas uns
Mas de uma coisa e certa
Mesmo que um dia seremos forçados a viver pela solidão
Viveremos e lutaremos pela nossa eternidade
Nosso ultimo suspiro não sera em vão
FELIZ NATAL
Sexta-feira mas que emoção
Um dia alegre e legal
Que alegra meu coração
Pois é véspera de natal
Um dia de muitas comemorações
E de muitas serestas
Pois é o inicio de varias festas
Que alegra nossos corações
Um dia de muita lembrança
Um dia pra ser comemorado
Pois nasceu em mim nova esperança
De estar outra vez ao seu lado
E hoje vou comemorar
Este dia feliz e legal
E aproveitarei para lhe desejar
Um alegre e FELIZ NATAL.
ORIGINAL ESCRITO EM 24/12/1985
Já sentiu emoção somente em lembrar de alguém?
Pois é, é o que sinto quando lembro de você.
Cada instante longe de você é acompanhado de saudade.
Cada instante ao seu lado é motivo de alegria.
Desculpa aparecer assim na sua vida.
Assim, desse jeito, sem avisar.
Espero que meu amor não esteja te sufocando.
Desculpa minha ansiedade.
Tenho muito ainda para conhecer sobre você.
Tenho tanto medo de estragar tudo.
Mas independente do que esteja por vir.
Saiba que você foi um divisor de águas na minha.
Não sei o que fazer, pois estou longe de ser o príncipe dos seus sonhos.
Então tento constantemente ser o melhor namorado que posso ser.
180.000 dias de angústia
Alguém pode imaginar.
O rumo da emoção.
O sentimento em equação.
Um pouco mais de 1800 dias.
Andei contando as minhas aflições.
Sorrisos disfarçados.
Anos de alegres ilusões.
O destino quis assim.
Arredio.
Intransigente.
Fui afagado pelo cavalo de Tróia.
A felicidade veio embrulhada no requinte mais prazeroso.
Uma bola.
Uma mulher.
Cifras.
As etiquetas da vaidade.
Curiosamente computei os números.
Mais de quatro décadas.
Quase meio século.
Um pouco mais de 180.000 dias.
Enfadonho.
Tristonho.
Angustiante.
Voo rasante de uma tristeza.
Não diria infinita em respeito à esperança.
Também sei que a fé é real.
A luta é porta.
Além do mais.
O barco que se atraca no cais.
Um dia.
Talvez.
Venceu as tempestades do mar violento.
Em resumo.
Foi.
Voltou.
Existe esse vento.
Se vivo.
Se insisto.
Se perco e não desisto.
A vida.
Viver é o que tento.
LUA DE MORANGO
Na pele, suave gadunho
Cinco de junho
Garatujo em rascunho
Emoção que testemunho
Hemisfério norte
Colheita de morango
Nasce adverso ao poente
Lua de morango
À espreita coruja
Em alerta que deseja
O reflexo do luar
Para encontrar seu par
Noite lunar silente
Olho além do portão
Nenhuma alma vivente
Neste âmbito de solidão
O mundo assola pandemia
Que afeta a economia
O povo se aflige e se angustia
Recebendo como legado a carestia
Dia do meio ambiente
Cinco de junho de dois mil e vinte
Sou partícipe de ativismo
Da vibe do dinamismo
Aprecio do morango, a flor branca
Em tempo de pandemia acalma o eu aflito
Que não tem medo da carranca
Porque amanhã será registro de manuscrito.
Já não há emoção ao acordar,
Já não há emoção a cada amanhecer...
Já não, não meus Senhores...
Já não sinto aquela chama na minha vivência
As vezes tento esquecer, mas me esqueço de se esquecer e acabo de me lembrar.
As vezes quero falar, mas você já não está para me ouvir,
Agora só lembranças que fica,
.
Queria eu poder dizer-te tudo que está dentro de mim,
Poder espelhar-te os meus ansejos, mas sei que é rochoso a intercalação.
Só costumes, só dor, só lembranças, só hábitos... Nada mais poderei fazer para ter o seu físico no meu mundo.
.
Adeus manhã tristonha,
Hei-de recordar-me de ti sempre
Porque levaste consigo uma parte da minha felicidade.
Poeta é aquele que dá sentido
Lê com emoção, admira sem precisão
Sofre, chora, alegra-se em sua compreensão.
Eu sou apenas uma mera coincidência
Esvazio-me nas letras
Escrevo da vida, à minha maneira.
Me leva no caminho do amor
Me faz mergulhar nas águas da emoção
Me aprisiona no teu abraço
Que eu faço de refém teu coração
Me amarro na tua voz
Tão doce seu beijo ficou
Vamos tentar, só depende de nós
Nossa história já começou
Me mostra nossos destinos
Amor infinito amor
Um universo nossos extintos
Um laço forte se formou
Me tira desse abismo
Como o amor tira o egoísmo
Me imagino ao seu lado
Muito bobo e apaixonado
Me leva no caminho do amor
Me mostra um mundo de cor
Me mostra um mundo de cor.
Mesmo que a poesia seque em mim
Entre espinhos, lamentos e emoção
O poeta é como o sequioso cerrado
Sobrevive as intemperes do sertão
Duma gota tem o embrião brotado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Rio de Janeiro, RJ
Moça do cabelo dourado meio encaracolado
Você é mais que uma emoção
Te dou a minha vida e dou até meu coração
ciscando
busco significação
no cesto de entulho
do fim do ano
e eis que tenho na emoção
- monotonia –
uma folha em branco
e uma acinzentada poesia...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Desejo
Quem me dera ter vivido poeta
Ter olhos que veem a emoção
Mãos pra cantar a canção certa
Fazendo poemas da inspiração
Ah, quem me dera!
Saber rimar frases de amor
Compor rimas com quimera
E na quimera lapidar a dor
Quem me dera, ah!
Ter a estrofe certa pra paixão
Na quadra ter a sublime forma
E doces versos para o coração
Ah! Sonhador de ser poético
E neste sonho muito quisera
E o pouco que faço é sintético
Ser poeta? Ah, quem me dera!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Sentimento tolo, ou algo puro e intenso;
Bruscamente recordei com emoção algo que foi bom e deixou saudades.
No passado pude amar como ninguém, e amando com intensidade o sofrimento também logo vem.
Um sofrimento com gostinho de quero mais, algo que machuca no mesmo tempo que agrada, é confuso porém faz parte de todo relacionamento.
Hoje acordei reflexivo e escutando a nossa melodia lembrei do momentos bons, que hoje estão no passado, porém deixa saudade, de algo que um dia foi agradável e bom, e agora o que resta é só algumas boas recordações....
legado
os poemas sempre ficam
são guardamos na emoção
quem escreve os ratificam
na imaginação da inspiração
quem os lê se transformam
e viram parte da narração...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
AFETO
vem sem nome
vem de dentro
é emoção um sentimento
eu preciso
já não me aguento
é carinho ou amor
mas pode vir
de uma dor
é pra ele ou pra ela
um objeto ou ideia
sou sensível já chorei
o que eu quero procurei
é relação ou afeição
vem direto do coração
admiração, simpatia
um carinho, harmonia
prazer ou não
lembramos que estamos juntos
vamos dar as mãos
CORAÇÃO EM PASSAS (soneto)
Ah! quem há de poetar, saudade penosa e tirana
O que na emoção cala, e o versar não escreve?
- Range, doí, pregada na lembrança, e, em greve
Sente, em amargos no peito, o que era soberana
O coração em passas, e é um redemoinho fulana
Em explosão, fria e grossa, e ao enamorado deve
E ao olhar desalentado asfixia o pensamento leve
Que, paz e harmonia, saem em ignota caravana...
Quem o verso alcançara pra a rima desta solidão?
Ai! quem há de amenizar, assim torna-la tão breve...
Se infinito é o silencio; E o vazio então agiganta?
E os lábios secam. E o olhar chora. Tudo em vão?
E a sensação se refugia num sepulcro de neve?
E então as trovas de amor esvaem na garganta?
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
12 de março de 2019
Cerrado goiano
Um dia depois.
Olavobilaquiando
SONETO "X"
Como o talho do punhal numa emoção
A perfídia escorre do peito num sofrer
Num fio navalhado dentro do coração
Que no sentimento se põe a morrer
Mora em mim o teu "x", tão mutilação
Que o amor não mais pode entender
Vida e morte em uma una conjunção
Que o meu ser se cansou de ceder
Viver a presença e não a solidão, sorte
Pois o suporte não se acha pelo chão
E tão pouco para paixão é um aporte
Então, domine o teu querer, tua ilusão
Viva a vida, tão breve, com total porte
E tenhas equilíbrio no sôfrego coração
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, outubro
Cerrado goiano
formas
formas na emoção
olhar fixo no infinito
universo em conspiração
a dor além do manuscrito
são feitios do coração
são áreas de um rito
que moldam a paixão
e faz do amor erudito
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
janeiro de 2016 - Cerrado goiano
TRAGO POESIA.
Porque p/ mim um poema,
não é só o que já esta escrito
mas também a emoção daquele
que esta por vir.
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