Poemas de Dor
O anjo tem anunciado
o clamor pelo protegido
e a sua dor crescente,
porque quem tem o dever
de cuidar tem feito
da dor física a evidente
psíquica mordaça
para a boca silenciar.
A epopeia foi espalhada
pelo mundo e não há mais
como manter abafada,
se virar contra será uma
tentativa frustrada porque
toda a poética do coração
é a mais augusta fala.
A senhora justiça já que
não consegue exercer
a sua autonomia para
fazer valer o dever,
ao menos que se torne
poesia para devolver
o Estado de Humanidade
para no Estado de Direito
o povo voltar a crer.
A presunção de inocência
é um direito constitucional,
e reconhecer um erro é mais
do que justiça é um evidente
Estado de Decência ao dever.
Quero voltar para a aldeia dos artistas,
em outra dimensão,
onde não há dor
nem compromissos parentais,
pois lá todos são apenas irmãos;
não irmãos de sangue,
são irmãos por condição.
São todos artistas,
criadores de beleza.
Lá não há religião,
nem nenhuma forma de paixão reprimida,
como há na carne decadente,
onde as almas se contratam
para viver na prisão eternamente.
A lei que rege é a paz,
nem há forma de agressão.
Todos se respeitam,
todos se amam,
pois, na verdade, são íntegros,
perfeitos para adoecer
de qualquer forma de paixão.
Quero voltar para a aldeia dos poetas;
lá eu vivo em segurança.
Não há necessidade de dinheiro,
porque todos têm grande porção.
Respiramos ar puro
e não há falta de vinho
ou de pão.
Quero voltar para a aldeia dos libertos,
que não precisam se apossar
de nada físico
para a vida organizar,
ou usufruir direitos
que outros não podem comprar.
Tudo é livre,
tudo para todos.
Há abundância
de gentileza e gratidão,
por isso não falta amor,
nem tampouco união.
Quero voltar para a aldeia dos justos,
que não precisam julgar,
nem corrigir o outro
para existir.
Deus nos dá a capacidade de lidar com a dor de maneira divina. Nem sempre aquilo que parece te matar, te mata. Você pode até não entender tudo, e nem é necessário, as vezes é só questão de tempo e Fé.
Não desanima.
Wanessa Guimarães Z96
Você bebe para se divertir ou fugir;
quer comemorar ou se anestesiar?
O copo é o mesmo; a dor mal curada
é quem decide o resultado.
A dor, o luto e a tragédia de todas as ordens são escolas muito duras, ninguém está imune a elas.
Acolher estes acontecimentos com coragem e respeito é dever individual e coletivo.
E sobretudo, é dever aprender com elas e da maneira que for possível cada qual da sua maneira ser o ombro amigo e a palavra amigo ou até mesmo o silêncio oportuno para quem precisa.
Ideal seria se conseguíssemos desafiar o cotidiano e estar acima das influências contemporâneas e incorporar como ato de vida formar uma rede de apoio social dentro do nosso espaço existencial.
Te deixei ir por pensar que quisesse ir,mas a dor de te perder é maior que a razão. Por isso pergunto:
Você poderia ficar?
Mesmo que eu mostre indiferença e pareça não se importar.
Você poderia ficar?
Mesmo com meus medos e inseguranças.
Você poderia ficar?
Mesmo com minhas falhas e ignorâncias.
Você poderia ficar?
Mesmo com meus ciúmes e falta de paciência.
Você poderia ficar?
Mesmo com meu silêncio sem motivos.
Você poderia ficar?
Porque descobri que você revela o meu melhor lado,o melhor de mim.
Ver no absoluto caos possibilidades e oportunidades é extremamente exclusivo para poucos.
Na dor vemos a vitória e resiliência perpétua.
Quando compreendemos o que vivemos e maravilhoso e único pois é ignorância te leva a derrota maior que possa existir.
Lágrimas do tempo são rosas jogadas ao vento...
Mero ador que desdém nas sombras a dor do amor...
Sejam sempre navegantes ilusões que ressurge nos braços dos amantes...
Bem-vindo as fogueiras da madrugada cujo o momento irônico seja lindo e maravilhoso.
Dor clandestina.
No desatinos de outras horas eras atravessaram.
Bem querer momentos bons no infinito.
Espalho a semântica no desconhecido...
Atroz requisição da inquisição.
Aplausos de telespectadores na espera de desfeixo emblemático.
O pedido de mais profundo atos insanos.
Euforia e realizações notáveis.
A mente subjugada pelo prazer.
A dor termina a alegria da existência se inicia.
No abraço da morte se comemora a vida...
Resiliência é um ponto de existência
No fracasso de ideias somos copilidos a ser poeira guarda num jarro de ouro.
Simples a refletir num estado de clareza num momento de prazer...
A mesma droga que intorpese o torna lucido dentro a perspectiva atual.
É duro descobrir que não somos exatamente quem passamos a vida acreditando ser. Existe uma dor silenciosa em cobrar da vida respostas, até perceber que talvez sejamos nós os únicos responsáveis por oferecê-las. E então vem o choque mais frio de todos, o mundo não nos deve absolutamente nada. Nem compreensão, nem absolvição, nem a chance de voltar atrás.
Também é difícil olhar para si de outro ângulo e enxergar, sem máscaras, tudo aquilo que nos falta, perceber o quanto somos vulneráveis, contraditórios, frágeis e, às vezes, assustadoramente rasos. A consciência tem esse poder cruel de arrancar as justificativas bonitas que criamos para sobreviver, deixando apenas aquilo que realmente somos quando ninguém mais está olhando.
Talvez uma das piores coisas seja ouvir algo que atinge exatamente o lugar que tentamos esconder de nós mesmos. Eu gostaria de nunca ter sido chamado de covarde sem ter uma resposta imediata para negar aquilo. Gostaria de ter encontrado indignação, revolta, qualquer defesa convincente. Mas existem momentos em que o silêncio dói justamente porque, no fundo, não há resposta alguma. Porque, às vezes, tudo o que conseguimos enxergar em nós mesmos é exatamente isso.
Nem toda dor ensina alguma coisa.
Algumas apenas machucam, atravessam a alma e deixam cicatrizes difíceis de nomear. Mas toda consciência que desperta depois da escuridão já não aceita mais viver curvada diante daquilo que a diminui, porque quem desperta verdadeiramente nunca volta a caber dentro das antigas prisões.
- Tiago Scheimann
Hoje acordei sentindo o lado desagradável da vida
uma sensação de doença sem dor
uma dor sem doença nenhuma...
Estou morrendo de sede com um copo de água na mão
sentindo a agonia de quem está se afogando
se afogando com a água do copo na mão...
um aperto enorme no coração.
O tempo passando
eu agonizando
morrendo
pela mão sufocando
a outra mão me afogando
a vida - gélida corrente...inexorável - me desdenhando
e a dor doendo, doendo...
O poeta
Era um menino do qual
Não entendia a diferença entre o bem e o mal,
Entre a dor e a esperança,
Entre o adulto e a criança.
Ele um dia viajou
E se apaixonou.
Seu primeiro namoro foi curto.
Ele chorou por aquilo não ser justo.
Quando se despediu do seu primeiro amor,
Ele sentiu tanta dor
Que suas lágrimas levaram a calma
Lavando sua alma.
Foi quando a esperança perdeu
E por uma menina sofreu.
Percebeu o quanto era complicado
E não quis mais ser amado.
O tempo passou
E ele não mais se apaixonou.
Até você aparecer,
A primeira ferida parou de doer,
E ele conseguiu amar mais uma vez,
Se ela vai te dizer? Talvez.
O medo ajudou a levantar
Uma barreira que só ele pode quebrar.
Jornada
Tudo começou no primeiro minuto de dor
No momento que todo silêncio machucava
E antes da futura solidão, eu vi amor
Nas palavras que ninguém pronunciava.
E assim segui minha odisseia
Entre pontes aéreas
Para chegar ao fim de minha excursão
E inicio de um novo obstáculo,
Uma nova evolução.
Cheguei ao novo mundo,
Com minhas ambições,
Entre prédios, carros e construções,
De tanta ignorância me senti imundo.
Este Ulisses não é forte
E nem tem uma tripulação
Deixou seus companheiros ao norte,
Por sorte ainda tinha um coração.
Luta pela melhor instrução
Adquirindo cultura, conhecimento e poder
De não ser mais um número que você vê na TV.
Sua ignorância foi convertida em confiança
Seus sofrimentos cicatrizaram como experiência,
Tornou-se o homem letrado
Pelo qual tanto havia sonhado.
Mas, com sua sabedoria
Nasceu uma patologia,
Passou a perceber corrupção
E acentuado descaso
Para com aqueles que formam a nação
E parou de acreditar no acaso.
Então em meio a tanta intolerância
Um milagre aconteceu
Encontrou alguém que carregava a substancia
Que completava seu eu.
Renunciei em teu nome minha loucura
Figura ímpar, minha virgem pura
Que tanto me assusta.
A verdade é que quis tê-la e minhas mãos
Mas outro ganhou seu coração
E de ti fiz a mais bela amiga
Apenas para não perder o seu sorriso
O tesouro que tanto vim buscar
E de que tanto preciso.
Minha viagem não tem fim
Como pode ver continuo a escrevê-la
E luto para que no fim
Minha história não morra
E brilhe como uma estrela.
Alegrias e tristezas
Olho ao meu redor e o que vejo?
Vejo muita dor, medo, tristeza, alegrias, corações partidos,
O que fiz para isso acontecer?
Apenas vi, não enxerguei,
Tive desilusões, mas iludi,
Tive imperfeições, mas as vi.
Olho pela janela e o que vejo?
Vejo um mundo maravilhoso para muitos, será que para todos?
Vejo também, alegrias e tristezas,
Olho para trás e o que vejo?
Alegrias e tristezas,
Olho para frente e o que vejo?
Alegrias e tristezas,
Até quando? o nosso mundo por tudo o que é, as pessoas, animais, plantas,
Qualquer que seja e sobre qualquer dos bens, vejo.
Alegrias e tristezas..
Pendendo para o lado mais frágil, seja ele qual for.
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