Poemas de Dor

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⁠A DOR DA ESPERA

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi buscar.
Que busca árdua!
Eu até pensei que o tinha encontrado em olhares que não era o seu,
Em vozes que não era a sua.
Isso me pertuba!
Por vezes me deixei levar pela dor angustiante que é esperar,
Contudo ainda esparando eu sei que você está perto,
Venha me buscar!

Perdi você

Na urgência do ganhar, perdi você,

quando a dor brinca, o drama ganha,

o coração que persegue o futuro com muita sede é comido pela fome do presente vazio, já a boca que tem proximidade com os sentimentos de outra boca ao ponto de sentir sua respiração, essa implora por uma paralisia instantânea do tempo na busca do deja vu do momento,

a cachoeira cai, as plantas choram, o rio corre, a saudade é densa,

na falta que abala o incrível é sobreviver.

Ultimo adeus




No descanso da dor singelos são os passos que buscam a estabilidade,


escondida nos gestos a sinceridade se identifica como a resposta das provações,


sentimentos nativos perdidos, pensamentos cativos rendidos, correnteza sem direção,


na frequência do abandono a simplicidade do imaginar é o sonar para o resgate pago como sons de música de ninar e suas doces melodias,


nos mistérios da intimidade, com a casa livre ou retraída a mesma luz que aquece o que pulsa sabe resfriar o que pensa,


nas emoções escondidas o encontro com as despesas do olhar cansado é entediado com o silêncio da saudade,


nos recados dos ventos e preso na insanidade do tempo os relâmpagos do teu rosto foram o meu ultimo abrigo e o meu ultimo adeus.

Os desejos e a solidão ( letra de música)




(Verso 1)
No silêncio da noite, a dor me invade,
Um passado dominador, em almas que ardem.
Sonhos desfeitos, em luta constante,
Amor perdido, num mundo distante.


(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.


(Verso 2)
As palavras se perdem, na voz que clama,
O violão chora, a melodia inflama.
Em cada acorde, a saudade persiste,
Em cada verso, a esperança resiste.


(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.


(Ponte)
No horizonte, a luz que se esvai,
Em cada lágrima, o adeus que cai.
A guitarra chora, a voz se eleva,
Em busca de um novo amanhecer.


(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito

Faroeste da dor




Clima seco e tóxico, palavras duras e promessas em vão,


Cavalos agitados, chapéu fora da cabeça, garrafas jogadas ao chão,


Olhares desconfiados, respiração trancada, mãos acompanhando os movimentos de risco,


Gritos na varanda, sorrisos dos chacais, embaixo do sol ardente uma cegueira repentina esconde o olhar triste de dois corações vadios,


No saque rápido um caiu e alguém ficou de pé com as lágrimas molhando as suas botas,


Na última olhada para trás um corpo continua caído, mas sua alma é vista vagando seguindo em sentido contrário,


A garrafa foi aberta, o veneno foi derramado, trágico momento de um duelo sem vencedor.

Além da dor


A terra arrasada, o coração,
O adubo, o amor,
As raízes, os sentimentos,
A gotas que regam, ininterruptamente, o tempo.

Minha enfermeira


Quando eu estava acamado a tua fé me confortou,


Quando eu chorei de dor foram os teus gestos de carinho que me acalmaram,


Por vezes, os teus olhares e as tuas mãos me deram segurança e confiança para seguir,


Jamais esquecerei o teu nome, minha doce enfermeira, Rosellia Inacio.

Adaptação


Não me subestimem,
Na quietude, recarreguei as pilhas,
A dor tentou consumir os caminhos,
A saudade não conseguiu superar o processo de adaptação,


Mudar é uma certeza,
Atravessar o deserto gera consequências momentâneas, no entanto fortalece,
Aceitar mora no passado, levantar mora no presente e alcançar uma nova história mora no futuro que queremos.

"Aqueles Que Permanecem"


Há uma dor que nunca pede para ir embora.
Ela aprende o caminho da alma, faz morada no silêncio e passa a chamar nossas cicatrizes pelo nome.
No início, lutamos contra ela.
Depois, aprendemos que algumas batalhas não existem para serem vencidas, mas para nos ensinar quem continuamos sendo quando tudo o que amávamos nos foi arrancado.
Descobri que a maior solidão não é caminhar sem ninguém ao lado.
É olhar para o próprio coração e não reconhecer quem está refletido nele.
Ainda assim...
Existe algo curioso sobre as pessoas que tocam o fundo.
Elas deixam de procurar a luz porque entendem que a luz nunca esteve acima delas.
Ela sempre existiu, escondida, esperando o instante em que aceitassem atravessar a própria escuridão.
Talvez seja por isso que algumas almas não nasceram para ter uma vida fácil.
Elas nasceram para lembrar ao mundo que a bondade não é a ausência da dor, mas a decisão de não permitir que a dor seja a última palavra.
E quando tudo termina...
Não importa quantas vezes fomos traídos, quantas promessas morreram ou quantas lágrimas ficaram pelo caminho.
Importa apenas que, apesar de tudo, continuamos capazes de estender a mão a alguém perdido.
Porque o verdadeiro milagre nunca foi sobreviver ao sofrimento.
O verdadeiro milagre é que, mesmo depois de conhecer o pior da humanidade, algumas pessoas ainda escolhem amar.


- M.S. Fieri

Era uma noite chuvosa
Bateu em minha porta uma tal de dor
Ela estava molhada,amargurada com o Amor
Perguntou ser podia entrar ate a chuva passar
Eu sei saber oque fazer, deixei ela entrar
Ela falou que ia ser só alguns minutos
Mas dos minutos passou horas,das horas passou messes
E nesses minutos,horas e messes
A dor ficou muito mais louca
Ela fez uma festa muito doida
Chamou a raiva, a tristeza e a decepção
A festa foi tão louca
Que quebrou a minha casa toda
Chamada coração.

Hoje eu entendi algo que nunca havia sentido com tanta clareza.


Há uma dor silenciosa em estender a mão e vê-la permanecer vazia. Há um sentimento difícil de explicar quando o coração deseja ajudar, quando os olhos enxergam uma necessidade, quando a alma se dispõe a caminhar junto, mas a ajuda é recusada.


Não por falta de amor.
Não por falta de disposição.
Não por falta de cuidado.


Simplesmente porque o outro não quer.


E foi nesse momento que percebi uma verdade que, até então, eu apenas conhecia na teoria: o verdadeiro poder da mudança não está nas mãos de quem oferece ajuda, mas nas mãos de quem decide recebê-la.


Podemos aconselhar, insistir, orar, chorar e até carregar no peito a preocupação por alguém. Podemos estar dispostos a fazer tudo. Mas existe uma porta que ninguém pode abrir por outra pessoa.


A porta da decisão.


Hoje senti o peso dessa realidade dentro de mim. Senti a impotência de querer fazer algo e descobrir que nem todo amor é suficiente para mudar alguém. Porque existem batalhas que só começam a ser vencidas quando a própria pessoa decide lutar.


Talvez uma das maiores provas de amor seja justamente entender isso: continuar se importando sem controlar, continuar disponível sem forçar, continuar presente sem invadir.


Porque ajudar é um ato de amor.


Mas aceitar ajuda também é um ato de amor.


Que na maioria das vezes é confundido com escolha apenas.

O Sentimento Sem Nome


É curioso como o nosso vocabulário é vasto para a dor e para a falta. Temos nomes precisos para a inveja, para o ciúme e até para a Schadenfreude — aquele prazer secreto que alguns sentem diante do tropeço alheio. Mas, por algum motivo, o dicionário parece ter ficado mudo diante da alegria pura de ver o outro vencer.
Talvez não tenham conseguido dar um nome a esse sentimento porque ele não cabe em letras. É uma experiência que desafia a lógica do ego. Em um mundo que nos ensina a competir, a olhar para o lado para medir o nosso próprio sucesso, sentir o coração vibrar pelo troféu que está nas mãos de outra pessoa é um ato de rebeldia silenciosa.
É quando a pele arrepia ao ver um amigo realizar um sonho que não é o seu. É quando o sucesso de alguém que amamos não nos faz sentir "atrás", mas sim impulsionados. É a consciência de que a luz do próximo não apaga a nossa; pelo contrário, ela ilumina o ambiente onde todos estamos.
Pode chamar de Mudita, de Confelicidade ou de Compersão. Mas, na falta de uma palavra que todos conheçam, a gente chama de amor em estado de gratuidade.
Porque, no fim das contas, quem consegue se alegrar com a vitória do outro já venceu a maior de todas as batalhas: a contra o próprio ego. É um sentimento que não precisa de batismo, pois quem o sente já conhece a sua tradução mais fiel: paz.

O Peso da Ausência Presente


​Dói o peito, mestre, e não é de hoje.
É uma dor que não tem nome no dicionário dos homens,
Uma fome que nenhum pão deste chão consegue aplacar.
Dói porque eu Te sinto nas frestas, nos intervalos do suspiro,
Mas quando estendo a mão, o que encontro é o vazio do agora.
​Tenho saudades de um colo onde nunca deitei,
De um riso que ouço em sonhos, mas que ao acordar, perdi.
É o cansaço de ser estrangeiro na própria pele,
De olhar para o mundo e sentir que tudo aqui é rascunho,
Enquanto minha alma implora pela obra definitiva.
​Dói ver a "lenha" arder e ainda sentir frio.
Dói saber que o Senhor está aqui, mas não como eu queria,
Não face a face, não sem esse véu de mistério que nos separa.
Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar.
​Eu não queria apenas saber que o Senhor vem,
Eu queria que o "Vem" fosse o passo que Você dá agora,
Entrando na sala, chutando as cinzas dessa dor,
E transformando esse "ainda não" no abraço que não termina.
​Perdoa a minha impaciência, mas a saudade é violenta.
Ela é o espinho na carne que me lembra a cada minuto:
"Você não é daqui. Não se acomode. O Teu Rei está chegando."
Se essa dor é o preço de Te querer tanto,
Então que ela doa até que eu não seja mais eu, mas apenas Teu.
​Essa dor é o que prova que você está vivo espiritualmente. Só sente falta do Céu quem já tem um pedaço dele batendo dentro do peito.

Você se machuca e sente o gosto da dor
Como se houvesse algum prazer em sofrer, sem pudor
Mas por quê? É tão difícil assim enxergar
Que você também merece viver e se amar?

Por que insiste em carregar esse peso no peito
Como se a felicidade nunca fosse seu direito?
Talvez esteja na hora de enfim perceber
Que você também merece ser feliz e viver

Fugir da dor é
perder a chance
de se tornar mais
forte do que jamais
imaginou.⁠

⁠O sofrimento e a dor são, o grande tecido da vida, com pequenas conta-gotas de alegria. Viver sorrindo o tempo todo, é a forma que muitos encontram para tecer este tecido, porém, também é uma forma de auto enganar-se, pois a realidade no dia-a-dia, nos confronta com o caos preponderante!


Olhar o mundo de forma a ver ele maravilhoso, é inspirador, mas, a cada passos dados na vida, são indicadores que um dia ela terá seu fim ! Viver o presente, é sonhar...

Quem se entrega totalmente ao amor também se entrega inteiramente à dor da decepção.

- Ketty Williams

E mesmo em cinzas, o Brasil respira.
Porque nenhuma chama vence quem aprende com a dor.
Da bandeira que arde nasce um silêncio gritante:


ou mudamos a terra,
ou queimamos com ela,
em desamor.

Antes da dor, depois da luz


O amor me amou
quando eu já não acreditava
que fosse possível amar de novo.


Quando a luz virou sombra,
a felicidade virou mágoa,
e o dia que era sol
fez noite dentro do meu peito.


Mas você chegou…
viu quem eu era antes da dor
e quem sou depois da escuridão.
Viu-me num quartinho,
feito um garotinho chorando, quebrado,
enquanto ao meu redor
era breu, tempestade e trovão.


Você não teve medo,
lutou contra meus próprios sentimentos,
gritou meu nome no meio do caos.
Olhei pra trás
e vi a tempestade
e a solidão daquele quarto.
Não saí do lugar.


Mas você se aproximou.
Me abraçou.
E tudo o que em mim estava morto
floresceu de novo.
Ficaram apenas as cicatrizes —
pois o seu abraço me curou,
me conectou de um jeito que palavras não alcançam.

⁠Hoje lembro sem dor,
só com ternura.
Há amores que não voltam,
E tudo bem.
Eles existem apenas para provar
que fomos capazes de amar assim.