Poemas de Dor
Eu, penso assim:
DEUS não atrai ninguém pela dor,
mas pelo amor.
Pela dor, a pessoa se converte,
depois que a dor passa,
ela se afasta de DEUS.
Pelo amor , mesmo na dor,
ela permanece,
na sua fé em DEUS.
GATO SEM SALÁRIO
Procura-se um procurador, mas sem dor...
Apenas para fazer procuração, mas não é para procurar ninguém por aí, se não me entende vou ser mais claro... A história é do gato e do rato...
O gato vivia procurando no mato, o rato vivia procurando no sapato....
O gato não encontrava o rato, e o rato atrás do sapato
O gato vivia embolado, caçando formiga porque não tinha nem pedaço magro de um rato
O rato queria queijo, resto de comida, qualquer coisa seria lucro, mas ele é mestre em não fazer barulho, ou quase nenhum..., mas é todo estabanado, derruba as coisas, dá tudo errado e logo é capturado, aí o dono diz: Pra que serve esse meu gato que vive no mato?
Aprendeu a comer ração e não come rato...
Vai ficar com fome a partir de hoje... vai ficar magro! Procurou, procurou e procurou no lugar errado!
Aqui é um local onde se procura por um procurador, como falei, não o que procura a dor, mas que faz procuração, mas não procura ninguém, espera.... vou tentar explicar de novo...
Essa é a história da galinha que saiu do ovo!
Essa vivia procurando alguém... dizem que a 1ª. Galinha nasceu no além, alguns dizem Jerusalém, eu não sei de nada... que assim seja ou amém?
Mas eu falei que ela nasceu do ovo?
Olha essa história de novo...
Se achar a resposta, digo que tá louco...
Quem veio 1º.? A galinha ou o ovo?
Essa resposta você pode procurar... não sei se vai encontrar... não é tão difícil... basta pensar... me avisa se conseguir encontrar....
Então, estou à procura de um procurador, mas não o que procura a dor, mas aquele que entenda a cor que tem cada sabor que se conecta nas ondas vibratórias do amor, que transforma a dor, e se tornou o maior e grande procurador!!!!!
Mãe
Boaventura Bonfim
Vi minha querida mãe ir-se embora
Agonizando em uma dor pungente
E eu, o que fazer naquela hora,
Se até o médico viu-se impotente?
Como era grande a dor que ela levou
Em seu belo coração que foi embora,
Tão grande quanto a dor que ela deixou
Em nosso pobre coração que inda chora
E o homem de branco todo arrogante
Com ar de quem sabe tudo e pouco faz,
Naquela hora foi insignificante
E hoje só nos resta lamentar
A perda daquela amada que jaz
E só o tempo nos vai acalentar.
Quando você perdoa várias vezes o mesmo erro, acontece algo muito cruel:
a dor não some — ela só fica guardada.
E cada repetição machuca mais, porque além da ferida vem o pensamento:
“Eu avisei… eu tentei… eu acreditei de novo
SE ELA PRECISAR
Se ela precisar chorar de tristeza, ela chora. Se ela precisar sentir a dor de uma ingratidão, ela sente. Se ela precisar ir, ela vai. Se precisar deixar partir, ela deixa. Tudo que sente é um exagero! Mas,em pouco tempo ela tá de volta. Ela é dona de uma força que sempre transborda. Ela é dona de uma FÉ que é sua base, sua blindagem, sua escolta.
Você ainda vai usar tua "dor" para "curar" muita gente. A dor, o sofrimento e a perda são capazes de elevar-nos à um nível de entendimento sobre a vida, que felicidade nenhuma...talvez nunca faça.
Flávia Abib
Deixei de lamentar para que você despertasse FLOR pois, em meio a dor de tua perda tive a certeza...o amor LIBERTA.
Flávia Abib
Tenho medo de tocar sem saber
onde mora a dor que você não mostra.
Há histórias no seu corpo
que a internet não traduz.
Quero perguntar tudo,
mas aprendo a respirar espera
porque algumas verdades
só nascem quando você quiser dizer.
Caminho devagar em você,
como quem entra num quarto sagrado,
sabendo que confiança
não se força:
se recebe.
E enquanto isso
eu fico aqui,
guardando cuidado nas mãos
pra não te magoar
quando só quero
te conhecer inteiro.
Aditivo
E tu és lutador vitorioso
E a dor não te bloqueia o movimento
E tens do medo insano o livramento
E não te fechas ao maravilhoso
E não te rendes ao que é vicioso
E da justiça és um instrumento
E frente ao incerto e ao duvidoso
Não paralisas o teu pensamento
Nem abres mão da tua a alegria
E a verdade dá perseverança
E da fraternidade é motor
E movimenta toda utopia
E leva a toda bem aventurança
E o seu combustível é o Amor
O pior dia do luto não é o dia do enterro,
nem a missa de sétimo dia,
nem a dor silenciosa do primeiro aniversário.
O pior dia do luto é um dia comum.
Um dia em que a vida segue, tranquila,
e algo acontece, algo tão simples
que te faz pensar em contar pra aquela pessoa.
Mas, de repente,
a realidade te atravessa e te esmagada pela dor da realidade que ela não vai mais voltar.
Que a minha dor não me impeça de ver a Tua graça.
Mesmo quando tudo em mim parece cansado, quando o coração pesa e as forças se vão,
que eu ainda consiga perceber a Tua presença me sustentando em silêncio.
Que as minhas lutas não me façam duvidar da Tua fidelidade.
Nos dias em que os caminhos parecem confusos e as respostas não chegam,
ensina-me a confiar no Teu tempo, a descansar em Teus planos e a esperar com fé.
Que a escuridão que hoje me cerca não me faça desistir de buscar a luz.
Que eu não perca a esperança de que há um novo amanhecer preparado por Ti, mesmo quando a noite parece não ter fim.
E quando as lágrimas insistirem em cair,
lembra-me, Senhor, de que elas também regam o terreno onde brotarão novos sorrisos.
Que eu jamais me esqueça de que, após o choro, vem a alegria;
após o inverno, a primavera; após a dor, a Tua paz.
Sustenta-me com Teu amor, renova em mim a fé,
e faz-me enxergar que, mesmo nas horas mais difíceis,
a Tua graça continua me envolvendo e me conduzindo à vida.
Amém.
Soneto de Nenhuma Dor
Nenhuma dor dói mais que dor nenhuma,
Nenhuma palavra pode até ser um soneto,
Nenhum sorriso não quer dizer tristeza,
Nenhuma verdade torna o silêncio obsoleto.
Nenhuma dor me traz a solidão,
Nenhuma ausência me faz sentir sozinho,
Tanta paixão me deu nenhum amor,
A solitude amplia meu caminho.
Nenhum ocaso me faz pensar que é tarde,
Nenhuma verdade me faz refém do medo,
Nenhum perdão me ameniza a mágoa.
Nenhuma lembrança é a dor que ainda arde,
Nenhuma saudade tem o gosto azedo,
Nenhuma agrura me arranha a alma.
Perdi você
Na urgência do ganhar, perdi você,
quando a dor brinca, o drama ganha,
o coração que persegue o futuro com muita sede é comido pela fome do presente vazio, já a boca que tem proximidade com os sentimentos de outra boca ao ponto de sentir sua respiração, essa implora por uma paralisia instantânea do tempo na busca do deja vu do momento,
a cachoeira cai, as plantas choram, o rio corre, a saudade é densa,
na falta que abala o incrível é sobreviver.
Ultimo adeus
No descanso da dor singelos são os passos que buscam a estabilidade,
escondida nos gestos a sinceridade se identifica como a resposta das provações,
sentimentos nativos perdidos, pensamentos cativos rendidos, correnteza sem direção,
na frequência do abandono a simplicidade do imaginar é o sonar para o resgate pago como sons de música de ninar e suas doces melodias,
nos mistérios da intimidade, com a casa livre ou retraída a mesma luz que aquece o que pulsa sabe resfriar o que pensa,
nas emoções escondidas o encontro com as despesas do olhar cansado é entediado com o silêncio da saudade,
nos recados dos ventos e preso na insanidade do tempo os relâmpagos do teu rosto foram o meu ultimo abrigo e o meu ultimo adeus.
Os desejos e a solidão ( letra de música)
(Verso 1)
No silêncio da noite, a dor me invade,
Um passado dominador, em almas que ardem.
Sonhos desfeitos, em luta constante,
Amor perdido, num mundo distante.
(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.
(Verso 2)
As palavras se perdem, na voz que clama,
O violão chora, a melodia inflama.
Em cada acorde, a saudade persiste,
Em cada verso, a esperança resiste.
(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.
(Ponte)
No horizonte, a luz que se esvai,
Em cada lágrima, o adeus que cai.
A guitarra chora, a voz se eleva,
Em busca de um novo amanhecer.
(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito
Faroeste da dor
Clima seco e tóxico, palavras duras e promessas em vão,
Cavalos agitados, chapéu fora da cabeça, garrafas jogadas ao chão,
Olhares desconfiados, respiração trancada, mãos acompanhando os movimentos de risco,
Gritos na varanda, sorrisos dos chacais, embaixo do sol ardente uma cegueira repentina esconde o olhar triste de dois corações vadios,
No saque rápido um caiu e alguém ficou de pé com as lágrimas molhando as suas botas,
Na última olhada para trás um corpo continua caído, mas sua alma é vista vagando seguindo em sentido contrário,
A garrafa foi aberta, o veneno foi derramado, trágico momento de um duelo sem vencedor.
Somos a única forma de vida conhecida capaz de compreender a dor de maneira consciente, enfrentá-la reflexivamente e transformá-la em conhecimento transmissível, com o objetivo de preservar e prolongar a vida — não apenas individual, mas coletiva e histórica.
Isso é ser: humano.
HOJE
Os gritos e a dor do mal...
As angustias dentro dum mundo...
Feio,triste e anormal...
Dores calculadas como gesto ou sinal...
Maldades pensadas sem balança aferida...
Guerra com pesos duma só medida...
Loucura á solta sem cor preferida...
Anjos do mal de lingua comprida...
Vontades inversas duma boa media...
Visões sem visão que destroem sem mágoa...
Os sonhos e caminhos de uma´só vida...
Só quero ser eu...
Só quero sonhar...
Só quero viver...
Se DEUS me quiser
António José Ferreira
...
"No escuro da estrada,
sigo firme
sem medo,
a dor é só vento,
não apaga meu enredo.
O tempo até pesa,
mas não me derrota,
sou rio que insiste,
e nunca se corta."
