Poemas de Deuses do Amor
Como o que se arrisca numa descida íngreme, sobre uma bicicleta mal ajustada e sem freios; assim é aquele que segue sem a direção do seu Criador.
Cedo ou tarde, arrebentar-se-á, precipício abaixo.
(Fabi Braga, 20/05/2015)
Desejo silêncio
Silêncio do mundo
silêncio dos palcos
silêncio da noite
silêncio das ruas
silêncio dos bares
silêncio do campo
silêncio dos mares
silêncio profundo.
Silêncio ao meio dia
silêncio ao amanhecer
silêncio da virtude
silêncio de escutar
silêncio da saúde
silêncio pra sonhar
silêncio do que canta
silêncio pra criar.
silêncio pra ouvir
o que Deus quer falar.
Silêncio para todos
silêncio para mim
silêncio das flores
silêncio do jardim
silêncio dos pássaros
silêncio dos poetas
silêncio dos meninos
silêncio dos profetas
silêncio das mulheres
silêncio da comeia
silêncio dos atores
silêncio da plateia.
Silêncio dos que plantam
silêncio dos que colhem
silêncio dos que vivem
silêncio dos que morrem.
Como serpente
O poeta,
como serpente
sofre metamorfose sazonal
de tempo em tempo
troca a pele,
uma força imensa
lhe impele
e ressurge
do barro criativo
do efêmero comum,
da vida breve
rescreve outro texto
outra vida
reinventa
outro motivo...
“A poesia será sempre o teu abrigo
Uma casa segura, um conforto
Preenchendo a tua vida vã, vazia
Na agonia velada do teu rosto.”
―Evan Do Carmo
“Enquanto uma parte estúpida dissemina ódio e preconceito, e outra parte, mesmo sendo minoria avança com violência sobre os mansos; façamos amor e poesia, não seremos poupados pelas duas partes obtusas, mas persistiremos na ilusão de que ser diferente vale a pena.”
―Evan Do Carmo
“O mundo só existe depois que o concebemos
Como será o arco-íris que ninguém viu,
ou a estrada que ninguém passou?
Como saberíamos da vida que não vivemos,
o que seria do amor sem os amantes?
O que seria do poeta sem poesia ?
o que seria da beleza sem os olhos de espanto?
o que seria do encantador sem a serpente
ou da ilusão sem o iludido?
como saberíamos da fantasia sem Cervantes
ou que mar existiria sem pescador e marinheiro?
O que seria dos deuses sem Homero,
da história sem o escriba,
do cristão sem a bíblia
... de mim sem o teu amor?”
“O crepúsculo dos sons
O Brasil empobrece a cada ano
não se escuta mais músicas nas esquinas,
o show da praça emudeceu.
As guitarras de Armandinho e Dodô
silenciaram.
A tropicália de Canô
envelheceu...
Caetano, Djavan, Bethânia e Gil,
a bossa de João encantos mil.
A onde foi morar parar a poesia
do canto de vitória e de folia
dos ricos acordes de harmonia...
A lira do Orfeu tá Bahia.”
―Evan Do Carmo
As pérolas de meu irmão Jadeilson
Meu irmão, Jadeilson, é um homem simples, mas vez por outra me manda uma pérola filosófica. Outro dia, ouvi de sua boca algo espantoso, para um homem que tem como ofício, ser pedreiro e criador de galinhas.
Disse-me ele em uma conversa sobre política e corrupção: "Prefiro conviver com Leão saciado a ter que viver com um Cão faminto. Fazia ele analogia simples ao político rico e ao político pobre. Hoje, todavia, em outra conversa, me disse meu irmão: "Evan, você sabia que a persistência é a mãe da prosperidade?"
Nos dois casos, disse pra ele que são conceitos, contudo, vindo dele, de quem eu sei que não leu em livro algum, disse que sim era um pensamento original de muita relevância, uma vez que lhe veio à mente pela observação e não por estudo meticuloso, também a ideia do cão faminto nos reporta ao livro de "Eclesiastes", mas sei que ele não tem a maldade intelectual para plagiar o ora dito Clássico Bíblico. Disse a ele, meu irmão você um verdadeiro filósofo, à moda de Sócrates, que não escrevera nada.
“Vaidade das vaidades – diz o Eclesiastes –,
vaidade das vaidades, tudo é vaidade!”/
Que proveito tira o ser humano de todo o trabalho
com o qual se afadiga debaixo do sol?/
Uma geração passa, outra vem,
e a terra continua sempre a mesma./
O sol se levanta, o sol se põe
e se apressa para voltar a seu lugar, onde renasce./
O vento gira para o sul e dobra para o norte;
passando ao redor de todas as coisas,
ele prossegue e volta aos seus rodeios./
Todos os rios correm para o mar,
e o mar contudo não transborda;
para o lugar de onde saíram
voltam os rios, no seu percurso./
Todas as coisas são difíceis
e não se pode explicá-las com palavras.
A vista não se cansa de ver,
nem o ouvido se farta de ouvir./
O que foi, é isto mesmo que será.
E o que foi feito, é isto mesmo que vai ser feito:/
não há nada de novo debaixo do sol.
Uma coisa da qual se diz: “Eis aqui algo de novo”,
ela já nos precedeu, nos séculos que houve antes de nós./
Não há memória dos tempos antigos.
E, quanto àqueles que vierem depois,
tampouco deles haverá memória junto
aos que vierem por último.
Nós chamamos pelo Teu nome
Somos Teu povo e nos humilhamos a Ti
Buscamos a Tua face
Dos céus escuta o nosso clamor...
Jesus, és o Sol da Justiça
Jesus, és a luz deste mundo
Nasce sobre nós
Trazendo cura em Tuas asas...
Jesus, a esperança, a estrela da manhã
És o Sol da Justiça
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado democrático de direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
parágrafo único - art.1º
"Peixe fora dágua"!
O problema é que peixe não vive fora dágua, e já pensou você ser este peixe. Está em um lugar contrário a sua forma de vida é ser um peixe fora dágua.
É preciso está aonde tem vida, é preciso está aonde Deus nos colocou, ao contrário vamos está como " peixe fora dágua".
Relacionamento photoshop- é o modelo dos relacionamentos da pós modernidade.
O photoshop é um famoso programa que ajuda à altera a imagem, criando montagens que iludem as pessoas a pensar que a imagem é verdadeira.
O relacionamento photoshop, camufla a verdade, reproduzindo uma imagem que é uma montagem, algo contrário a essência da pessoa.
É esquizofrênico viver um relacionamento de aparência, com a família, com os amigos, com a sociedade, e com Deus.
o ciúme
nada é mais tolo do que o ciúme,
o ciúme das moças e das mulheres
o ciúme dos homens covardes e violentos
o ciúme dos pais e das mães operosas
nada é mais estúpido do que o ciúme
o ciúme não garante a lealdade do amante
nem a fidelidade conjugal da esposa e do marido
o ciúme é um delírio de posse, uma loucura inconsciente
de quem deseja ter o que já possui e não valoriza
o ciúme é uma serpe perigosa e estúpida, que morde seu próprio
calcanhar, como alguém que por insensatez envenena
a sua própria fonte de água pura..
NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM "da série: meu desassossego"
O trabalho é, para alguns espíritos, uma fuga da mente medíocre incapaz de criar belezas através da arte.
“O fato é que vocês não se suportam. Seu trabalho é fuga, um desejo de se esquecerem de vocês mesmos. Mas vocês não têm conteúdo... nem mesmo para a preguiça”.
Impossível não concordar com Nietzsche sobre este tema. Por exemplo, quem em seu desespero de conquistar o mundo, no afã de ganhar muito dinheiro produziu algo de belo, a ponto de se tornar eterno entre os mortais burocratas capitalistas?
Que estadista ou mega empresário teria tido o tempo, o dom e a paciência para escrever um Dom Quixote, ou quem sabe para elaborar a república de Platão? Quem pode imaginar, quem em sã consciência conceberia um Homero preocupado com o preço da gasolina ou mesmo do carvão, ou com o preço do barril de petróleo e seus derivados?
Nem só de pão vive a arte, embora não coma o pão da preguiça e nem beba o vinho da vaidade presunçosa, a arte é o vinho e o pão que nos alimenta, de beleza e esperança, é quem ascende o fogo do desejo de viver nas almas dos homens, é ela quem encanta as musas e dissemina a semente da fé no futuro da humanidade, sem a arte morreríamos de tédio: Salve Goethe.
Os artistas, embora lucos, são eles os guardiões da lucidez humana.
São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Art.2º da Constituição
.
A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I - independência nacional;
II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X - concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.
(Art. 4º da C.F.)
Lamento a decadência
das mentes improdutivas,
das almas que apáticas
olham o mundo à deriva,
sem nenhum interesse
ou envolvimento moral
ou emocional.
Amo a beleza do intelecto
e o vigor de uma inteligência implícita...
De uma mente inquieta e produtiva,
em gestos, em atitudes e silêncios.
Quem escreve tem grande responsabilidade com quem ler.
Descobri, talvez tardiamente, que existem pessoas de fato interessadas em aprender algo nas redes sociais.
Há por exemplo, pessoas que escrevem muito bem, apesar da imaturidade intelectual, pessoas com verdadeiro potencial para crescer, nesta seara produtiva e insalubre, que é a literatura, seja na poesia ou na prosa.
Penso que os mais maduros, não os mais sábios, pois não há garantia de sabedoria na maturidade, devem ter como preocupação e premissa, passar algo de substancial para esta geração, que ora se apresenta com bastante vontade de produzir literatura no Brasil.
Com base nisto, tenho sempre cuidado com o que escrevo, se o que digo pode de fato acrescentar algo de conhecimento sobre um norte para quem deseja viver de literatura ou viver por literatura, que não é a mesma coisa.
Escrever é muito bom, mas não é muito bom não ter bons e inteligentes leitores, pessoas que dediquem um pouco do seu precioso tempo para ler aquilo que produzimos, seja por enfado existencial ou por mera vaidade ociosa.
Então resolvi sempre ficar atento a estas pessoas que passam por minha sala virtual, que curtem e às vezes compartilham aquilo que escrevo.
Obrigado meus caros colegas, escritores, poetas e generosos leitores, que agora somam milhares, em duas páginas do Facebook, Instagram, dos sites que edito e do twitter com 19 mil leitores.
A título de informação relevante neste contexto, segue alguns autores que ajudaram a formar minha personalidade poética e filosófica:
Machado de Assis, Nietzsche, Fernando Pessoa, Saramago, Camus, Proust, Cervantes, Dostoiévski, Manuel Bandeira, Kafka... e outros tantos, então quem escreve tem grande responsabilidade com quem ler.
