Poemas de Cruz e Sousa
Mais do que qualquer frase capciosa, sou atraída pelo silêncio acompanhado do sorriso no canto da boca e a cabeça pensa para o lado esquerdo.
O relacionamento é como as rosas e os desentendimentos são como os espinhos. Às vezes, nos machucamos ou ferimos, mas com o tempo aprendemos que, se queremos sentir o perfume, precisamos mudar a maneira de tocá-las.
Tem certas coisas que a gente não engole. Exemplo disso é a carência. Não desce, se reproduz e explode na nossa cara.
Aliás, não consigo entender a lógica de colar em curso superior. A prova é a oportunidade ímpar de saber se você está se preparando para ser um bom profissional ou não. Dizem que prova não mede conhecimento, e pode ser verdade em algum lugar, mas o que eu tenho certeza é que cola muito menos. Cola nos prova outra coisa. Sinceramente, fracassar nas notas é melhor do que conquistar algo que não faz parte do teu conhecimento, do teu crescimento acadêmico, do teu desempenho. Um fracasso com diploma superior.
Quando gostar de alguém se torna um acidente triste de percurso é assim.
Quando as voltas que se dá nos leva a lugar algum. Meio perdido, meio solto. Vazio. Quando a alegria de pensar em alguém cessa, quando surge o baque, a queda. Veio a rasteira. A rasteira que bobos damos em nós mesmos quando admitimos estar com o coração aberto para amar de novo. Ah, amar... Saberia eu o que significa isso ou não saberiam os outros? O foco nesse lamento é outro. O foco é naquele exato momento em que você repara no seu reflexo e percebe que ele é burro. Que você é burro. Tonto. O reflexo ridículo de você mesmo refletido no espelho é a verdade sobre você. A triste realidade. Carregando tantos anos nas costas, e tonto. Tão orgulhoso por ser ciente de si mesmo, e tonto. Tão maduro, tão sadio, tão pé-no-chão, e tonto. Burro, dessa vez, não por ter tentado quando prometeu não mais insistir, mas porque tentou usando as mesmas ilusões, repetindo tudo que fizera incontavéis vezes antes sem se dar conta, pelo menos não a tempo de evitar ser atropelado pelo próprio tormento sóbrio e confuso de estar só, de que não é mais do mesmo que se resolve o coração. Mais do mesmo agora: decepção. Acidente de novo. Chama o reboque, prepara o primeiros-socorros e vem, abraça essa quarentena para se curar novamente. E vai. Mal de quem acredita demais: cicatriz.
"De tantos mistérios, basta uma revelação para que se complete um momento de felicidade ou uma grande tristeza".
É fácil estar solícito aos problemas de pessoas distantes, pois os mesmos não nos atingem diretamente.
Não subestime as pessoas pelo que fazem por necessidade, porque o seu potencial pode estar ofuscado pela falta de oportunidade.
Enquanto sua voz ecoava intimamente em um grito ensurdecedor, calou-se, pediu socorro no seu amargurado silêncio, um sorriso explicíto do sofrimento inexplicável. Havia algo diferente, não compreendido em tempo a tempo de dizer "eu te amo" e não "quanta falta você faz".
Não consigo agradar todo o mundo e nem o mundo me agradar. A vida segue com adaptações e superações.
