Poemas de Cruz e Sousa
E hoje eu estava olhando a lua pela janela do carro e me perguntando: é ela que vai comigo ou sou eu que vou com ela?
O bom de escrever é que você põe tudo pra fora. Mesmo sabendo que ninguém vai ler (e, as vezes, querendo isso) você escreve e reler e corrige e acaba entendendo as confusões da sua vida, aprendendo com elas e começa a resolvê-las com facilidade.
Mas a Terra vai girar outra vez, o sol vai nascer, os passarinhos vão cantar e eu estarei aqui, esperando!
Se fosse simples, não seria a vida. Se fosse fácil, todo mundo conseguiria. Se não houvesse lágrimas, não valorizaríamos os sorrisos.
Dói. Dói como eu pensei que não conseguiria suportar. Dói mais do que eu cheguei a imaginar. Dói porque não dá pra parar. Essa é a vida... ou você acostuma ou desiste...
Pouco a pouco, entre uma música e outra naquela playlist que só fala de amor, a gente percebe o quanto gosta daquele olhar. Sem aviso prévio, vem a saudade daquele abraço que aperta na medida certa, do beijo que tira o fôlego, da doçura de uma mão segurando a outra. Saudade daquele alguém que chegou de mansinho, veio como quem não queria nada, mas em pouco tempo já estava tomando posse de um espaço enorme no coração.
Maria Bueno gostava de baile moça de família não sai com soldado moça de casa não trai seu amante santa de casa não faz milagre. Rosa de pano manchada de sangue busto de gesso, peito apertado dor de ciúme dor da saudade, acórdão, farda surrada carmim de passar no rosto água de flores, amor mal fadado coração paranaense: vestido de noiva em mulher mal falada.
" Na correria do ir e vir, parar para sentir, se torna obrigatório para quem quer viver e não só existir."
"Antes de ir, pense, reflita, mas pausadamente, então parta sem ter que justificar sua volta, pulando o muro das satisfações."
Engraçado como as luzes nos atraem, como sempre tentamos encontrar aquela luz no fim do túnel e não percebemos que, as vezes, o escuro é o nosso lugar.
Queima, queima, queima. Devagar, não precisa de pressa alguma. E, suavemente, aos poucos, vai se derretendo tudo, o papel, o plástico, o sentimento. Daí, só sobras as cinzas e as lembranças daquilo que um dia esteve presente.
E por trás de toda escuridão, a luz dá as caras para mostrar que por mais complicadas que estejam as coisas, há sempre uma solução.
Eu tinha que esperar a noite cair, não para escutar o silêncio da cidade, mas para enfim, sozinha, poder escutar apenas o som da natureza, dos animais que ali vivem. O som do grilo, do sapo, da coruja. E ali, quietinha, entender que a felicidade está nos detalhes mais simples da vida.
