Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos

Os dias passam, o sol nasce, a chuva cai, a noite vem, tudo é uma repetição eterna, até isso que eu escrevo é uma cópia, um plágio. Tudo se fecha em si mesmo, o inesperado já estava previsto e o que se foi ainda voltará.

“Há noites em que a mente parece um campo aberto sob chuva, onde cada pensamento é uma lembrança que ainda não encontrou descanso.”
— Juliana Hoffmann Liska

​"A maior ironia da condição humana é morrer de sede enquanto esperamos pela chuva de amanhã, ignorando o copo de água que já está em nossas mãos."

Dividir a mesma tempestade e segurar o mesmo guarda-chuva não significa que vocês estão buscando o mesmo abrigo.

⁠Noé parecia louco construindo uma arca sem chuva, até a chuva provar quem era sábio.

Quem passa a vida tentando escapar da chuva jamais descobrirá o perfume da terra molhada.

Os pingos da chuva que driblam a seca no sertão são resultantes do nosso povo em constante oração.

⁠Mesmo em um tempo difícil, nublado e de chuva, é preciso caminhar, pois a vida é para ser vivida de forma plena. Mesmo que o Sol se esconda por alguns dias, a Luz da estrela que ilumina a vida vai resplandecer em breve em um maravilhoso amanhecer...

O ⁠dia lindo que amanhece chovendo é a mesma chuva cai no meu coração...
Sendo digno o frio a noite será quente ao seu lado.

"As lágrimas são como a chuva sobre a terra cansada: depois delas, algo invisível começa a florescer."

" A paixão não pede licença à razão. Ela entra como tempestade e permanece como chuva fina em destino. "

"Não esqueça de quem foi seu guarda-chuva quando a tempestade passar."

"De que adianta ter ao lado um guarda-chuva que é o primeiro a correr quando chega uma tempestade?"

"De que adianta ter um guarda-chuva que não é confiável em uma tempestade?"

Noite fria, chuva martelando o telhado, vento que uiva nas copas. As ruas estão vazias, a cidade ilumina apenas o que é frio, que não tem vida, não vejo ninguém, como se a cidade tivesse recuado para dentro de si. Caminhar nessa chuva é rasgar-se por dentro, poucos têm estômago para esse abandono.

A chuva incessante lá fora assemelha-se à minha fé, não se interrompe, não se exaure, apenas persiste.

Em algum lugar, à beira do mar da minha querida Florianópolis, sob a chuva que cai incessante, as sonatas de Beethoven não são apenas música, são tempestades que rasgam a alma, ondas que se confundem com notas e silêncios que ecoam na vastidão do céu cinzento.

O céu se abre sem alarde, a chuva já quer cessar. Um coração cansado retorna, sem pressa de explicar. O perdão chega como o vento, e o amor aprende a esperar.

A esperança é o ato teimoso de acreditar no sol mesmo em dias de chuva torrencial.

Há noites em que o passado é uma chuva lenta no rosto, cada gota desenha mapas de feridas que não cicatrizam. Ando pelas ruas da memória descalço, procurando um porto. Não encontro abrigo, encontro só sinais de onde fui naufragado. E aprendo a navegar com a fome como timão.