Poemas de Casa

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Casa comigo!
Sem anel, sem religião.
Sem juras, nem promessas.
Casa comigo,
como as árvores que
casam seguras e livres.
Casa comigo
até aos ossos,
até despirmos os corpos
e ficarmos alma com alma.
E no fim, não haverá fim
porque não morreremos
seremos músicas,
brisas outonais,
beijos de inverno,
biodiversidade primaveril,
estiva dos poentes
e imortais poemas
nos corações
do mundo.

Queres vir jantar
à minha casa hoje?
Olha, traz o vinho
e não te esqueças,
vem despida a rigor.

Pai,
desde que partiste
há um silêncio diferente na casa
— um silêncio que tem o teu nome.
Ainda espero, às vezes,
ouvir os teus passos na porta,
como se fosses entrar
com o mesmo sorriso tranquilo
de quem sempre soube cuidar de tudo.
Faz-me falta a tua voz, pai.
Faz-me falta o teu conselho simples,
o teu abraço forte
que parecia dizer
que nenhum problema
era maior do que nós.
Levaste contigo tantas palavras
que eu ainda queria dizer.
Tantos dias que ainda queria viver
ao teu lado.
Mas deixaste tanto em mim.
Deixaste a coragem que me ensinaste,
o coração que me formaste,
e esse amor imenso
que nem a distância da morte conseguiu levar.
Há dias em que a saudade dói tanto
que parece não caber no peito.
E nesses dias eu olho para o céu
e imagino que estás ali,
orgulhoso, como sempre estiveste.
Sei que já não posso abraçar-te,
mas continuo a falar contigo
em pensamento,
como um filho que nunca deixou
de precisar do pai.
E prometo-te uma coisa:
enquanto eu viver,
irei cuidar da tua eterna amada:
a minha querida mãe,
e dos meus queridos irmãos.
Pai, tu viverás em mim
em cada passo,
em cada decisão,
em cada pedaço de amor
que aprendeste a dar-me.
Profundas saudades tuas,
meu querido pai.
Para sempre.
As minhas lágrimas
escrevem no meu rosto:
Amo-te, pai,
como sempre te amei
e como sempre te amarei.

A Casa que Fazes em Mim


Quando visitas o meu pensamento,
as horas derretem-se
como se o tempo tivesse aprendido
a respirar ao ritmo do teu nome.


O amor torna-se simples,
quase uma luz que se acende sozinha no silêncio onde cabemos os dois.


E há em ti qualquer coisa de infinito,
um gesto que me chama,
um abraço onde o coração
encontra casa.


Se amar é perder-me,
que seja sempre assim:
perdido em ti, e finalmente inteiro.

Um beijo de amor é:
a primeira casa onde
duas almas aprendem
a respirar juntas.

A Vida é uma Casa de Câmbio


A vida é uma casa de câmbio: compra sonhos, vende estações. Recebe amores em moeda forte, devolve lembranças em pequenas frações.
O que ontem foi fortuna, hoje repousa sem cotação; mas há perdas que o tempo transforma na mais valiosa conversão.
E assim seguimos, entre partidas e retornos: estrangeiros do passado, cidadãos da recordação.
A vida é uma casa de câmbio: onde cada peso é meramente simbólico e cada dólar, uma idealização.

A chuva chegava sem pressa, como quem volta para casa depois de muito tempo. Cada gota parecia hesitar antes de tocar o chão, suspensa numa dúvida que só o céu entendia. E lá embaixo, as nuvens subiam do asfalto quente — não eram de vapor, eram de memória, de coisas que a gente deixa para trás sem perceber.
No meio dessa confusão de águas, havia um espelho velho, encostado em nada. Ele não refletia rostos, refletia saudade. Você olhava e via a versão de si que não escolheu, parada do outro lado, também te olhando. Doía um pouco. Doía bastante, na verdade.
E o relógio? Ele não tinha ponteiros, só tinha paciência. Marcava horas que a gente não viveu, minutos que escorregaram entre os dedos enquanto distraímos. Às vezes eu pegava ele no colo e sentia o peso do tempo perdido — não é culpa, é só... vida.

Assim como a gente não traz lixo pra dentro de casa,
também não pode trazer lixo pra dentro da mente e do coração.


Tem coisa que não é pra entender…
é pra descartar.


miriamleal

Sai pelos caminhos e atalhos e
força-os a entrar, para que a minha casa se encha. (Lucas 14:23)
O convite é amplo. A resposta pertence a cada pessoa diante de Deus. Por isso, quando alguém tenta agir como porteiro da graça, decidindo quem pode ou não ser alcançado, acaba assumindo uma função que a Bíblia nunca lhe deu. A Igreja anuncia; Deus chama, convence, perdoa e salva.
miriamleal

Voltar para casa e perceber que tudo mudou porque minha mãe não está mais aqui é como entrar em um lugar conhecido e, ao mesmo tempo, completamente estranho. As paredes continuam as mesmas, os objetos ainda estão no lugar, mas falta a presença que dava vida a tudo. Existe um silêncio diferente, um vazio que não é só ausência — é a certeza de que nunca mais será como antes.


Sinto um duplo vazio: o da saudade dela e o da perda daquilo que eu também era quando ela estava aqui. É como se uma parte da casa tivesse partido junto com ela, e outra parte de mim também. Tudo parece mais frio, mais distante, como se o mundo tivesse perdido um pouco do sentido e da cor.


É estranho perceber que o lugar continua existindo, mas o sentimento de lar mudou para sempre.

Há portas em mim que se abrem sem jamais revelar a casa inteira.

Há silêncios meus que dizem muito, mas ainda assim não me explicam.
Olhares que permanecem um instante além do necessário, mas não me veem completamente.

Quanto mais alguém se aproxima, talvez mais perceba que ainda há alguma coisa por descobrir.
Por descobrir-me.

Nem tudo que me toca me faz entregar.
Nem tudo que desejo me faz correr em direção ao desejo.
Aprendi a deixar algumas coisas amadurecerem no silêncio, onde a vontade não se perde — apenas ganha profundidade.

Há partes minhas que não se oferecem à pressa.
Precisam de presença, de atenção, de um olhar capaz de permanecer quando já não há certezas.

E talvez seja aí que eu permaneça mais inteira:
nesse lugar entre o que deixo ver
e tudo aquilo que ainda não encontrei razão para revelar.

Porque posso deixar alguém chegar muito perto
sem jamais deixar de ser um território que ainda precisa ser descoberto.

Talvez você conheça o caminho até mim.

Mas não confunda caminho conhecido com destino desvendado.

MULHERES! (Que vivem sozinhas)


Dicas para quando receberem algum prestador de serviços em casa sozinha:


* Receba-o descascando uma laranja 🍊 ou batatas 🥔🥔🥔com uma faca 🔪 visivelmente grande e bem afiada...


** Uma chaleira ou caneco com água fervendo no fogo 🔥 para preparar um café ☕...


*** Uma frigideira 🍳 com óleo bem quente no fogão 🔥 para fritar bolinhos de chuva para comer com o café ☕ ...


**** Tirar a chave 🔑 da porta🚪 para impedir que seja trancada.


***** Desligarem das tomadas TVs 📺, rádios 📻 e qualquer aparelho que possam confundir o som.


****** Nunca trancar o portão! Deixá-lo semi aberto... encostado.


******* Ficar com o celular pronto para uma chamada de emergência 190 ( polícia militar).


******** Avisar alguém( parente/amigo/vizinho) com antecedência o dia e horário da chegada do prestador de serviços.


********** Deixar vários frascos sprays ( desodorante/laquê ou pimenta) espalhados pelos cômodos da casa.


*********** Deixar janelas e portas abertas, caso necessite gritar e pedir ajuda , fica mais fácil de alguém escutar.


✍©️@MiriamDaCosta

Passado...Futuro...Presente...


O passado é uma casa onde já moramos,
e que podemos visitar vez ou outra,
sem nos demorarmos nela.
O presente é a casa onde vivemos
e que precisamos cuidar com atenção.
O futuro é uma casa em construção,
da qual ainda não sabemos
se chegaremos a abrir a porta.


O passado é uma casa velha que ainda cheira a nós,
paredes impregnadas de ecos,
móveis que guardam nossos silêncios.
Visitamos, às vezes, só para lembrar
que já fomos outros
e que não podemos morar ali de novo.
O presente é a única casa habitável:
tem luz acesa, chão gasto,
plantas que precisam de água
e um telhado que pede reparos —
é viva, é urgente, é agora.
O futuro é um terreno em obras, poeira suspensa,
barulho de martelos, vento atravessando vãos.
Não sabemos se veremos essa casa pronta,
nem se haverá chave para nós,
mas seguimos sonhando a planta dela.


O passado é uma casa onde deixamos
versões antigas de nós;
às vezes voltamos, devagar,
como quem acaricia um álbum amarelado,
mas sabemos que não há cama pronta
nem lugar para ficar.
O presente é a casa que respira conosco,
com suas frestas, suas manhãs,
seus pequenos cuidados cotidianos
que sustentam o que somos.
O futuro é uma casa azul desenhada no horizonte,
em obras, em névoa, em promessa,
e caminhamos rumo a ela
sem saber se um dia
ela nos reconhecerá na porta.


✍©️@MiriamDaCosta

Se alimentar, em pé.
Fazer leitura, com livro. De que forma? Em pé.
Arrumar a casa, em pé.
Para varrer com a vassoura,
precisa estar de pé.
Não dá para varrer, sentado(a).
Passar pano,com produto de limpeza.
Cozinhar perto do fogão, em pé.

Existe uma casa, para eu morar.
Existe um lugar, para eu dormir.
Existe um lugar;
para me proteger da chuva,
do sol,
e do frio.
Existe uma comida e
uma bebida,
que me dá vida.
Existe movimento, no meu corpo.
Um dia eu nasci,
eu vivo,
sei que vou morrer um dia.
Eu fui no Hospital,
lá existe gente que trabalha.
Fico feliz, com o pouco.
Durmo, e acordo.
O tempo passa.
Vejo terra, no chão.
Vejo montanha.
Eu estava em um lugar, fui para outro.
O carro, precisou consertar.

Sinfonia do Silêncio


Ah... o café desperta primeiro que o dia.


Seu aroma percorre a casa
como se conhecesse cada lembrança
que ainda mora em mim.


A madrugada continua acordada.
A chuva escreve no telhado
aquilo que o mundo nunca aprenderá a dizer.
Cada gota toca o chão
com a delicadeza de quem sabe
que até o silêncio tem som.


Há uma música baixa.
Ou talvez seja apenas a chuva
inventando notas
que nenhum instrumento alcança.


E eu...
permaneço aqui.


Com os pensamentos soltos,
não porque estejam perdidos,
mas porque algumas verdades
não suportam ser aprisionadas.


Escrevo.


Não para que me leiam,
mas para que minha alma
não se esqueça de quem é.
Há quem faça barulho para existir.
Eu aprendi a existir no silêncio.


Foi nele que encontrei respostas,
que reconheci partidas necessárias,
que compreendi que algumas presenças
só sabiam permanecer
enquanto lhes era conveniente.


Hoje já não me entristece.


Assim como a chuva não pede licença para cair,
também aprendi
que a vida não pede permissão
para ensinar.


O café esfria.
A chuva continua.
A música permanece.


E eu sigo escrevendo.
Porque existem madrugadas
em que Deus não responde com palavras.


Responde com o perfume do café,
com a chuva lavando os excessos da alma,
com o silêncio que fortalece,
e com a serenidade de quem já não precisa provar quem é.


Há uma paz que só encontra
quem teve coragem de caminhar sozinho.
E, desde então,
cada página que escrevo
não é apenas tinta sobre papel.


É a minha própria alma
aprendendo a florescer
mesmo nos dias de chuva.
Sendo assim, sigo na silenciosa sinfonia.

volta pra casa
seu sorriso faz falta
volta
sua companhia é preciosa
mesmo sendo silenciosa
volta
sinto falta de suas brincadeiras
era divertido o dia inteiro
volta
passear com vc faz sentido
o nosso proposito viver a vida
volta
o seu olhar possui um brilho
andar com vc em uma trilha
volta
a sonhar bem perto
pra mim sair do aperto
volta
a saudade é enorme
quero te dar meu sobrenome
volta
vc é meu maior tesouro
vale mais que ouro
volta vai
volta pra casa.

Só o Senhor é Deus!

Como está a sua casa, que é o seu coração?

Ela está preparada para ser habitação do Deus Espírito Santo?

É o Espírito Santo quem convence o homem e a mulher do pecado e do juízo.

O Espírito Santo habita em nossos corações quando há o consentimento do ser humano em recebê-Lo.

Antes mesmo de o mundo ser formado, o Espírito Santo pairava sobre a face da terra.

O Espírito Santo faz parte da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.

Davi tinha tudo o que uma pessoa poderia desejar nesta terra. No entanto, ele clamou ao Senhor:

"Não retires de mim o teu Espírito Santo."
(Salmos 51:11)

Isso nos ensina que a maior riqueza não são os bens materiais, a posição ou o poder, mas a presença do Espírito Santo em nossa vida. Que o nosso maior desejo seja permanecer na presença de Deus e nunca perder a comunhão com o Seu Santo Espírito.

A amoreira

Hoje fui colher amoras e me lembrei de quando eu tinha oito anos. Estava na casa do meu cunhado, junto com a minha irmã, e fui brincar com as crianças no fundo do quintal. Ainda pequena e ansiosa para alcançar as amoras, peguei uma ripa de madeira pesada e a joguei para cima, na esperança de derrubar os frutos.

Mas a madeira voltou e atingiu minha cabeça. Entrei em casa dizendo que havia me machucado. Fui socorrida e levei alguns pontos.

Hoje, ao colher amoras que estavam exatamente na altura das minhas mãos, percebi o quanto essa lembrança se parece com a vida.

Quantas vezes tentei alcançar coisas e pessoas que ainda não estavam ao meu alcance? Quantas vezes não tive maturidade para lidar com o peso de determinadas situações e, por isso, acabei sangrando?

Mas o tempo passou. Eu cresci. Hoje, muitas oportunidades estão ao alcance das minhas mãos, e cabe somente a mim decidir o que colher. Aprendi que tudo tem o seu tempo determinado para acontecer e que todo plantio, um dia, se transforma em colheita.

Por isso, saboreie a sua amora. Mas nunca se esqueça das cicatrizes que carrega por ter tentado colher antes do tempo certo.

O silêncio
O silêncio que invade minha alma,
A tranquilidade da casa,
Em um instante que parece eterno,
Um único som vindo da sala de estar,
O tiktak do relógio,,,
A mesa vazia, o vento a soprar a poeira sobre os móveis,
O violão no canto da parede,
Os raios de sol ultrapassam a janela,
Insistindo em iluminar o meu silêncio.


23/07/2026