Poemas de Casa

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Sou casa agora,
mas não serei teto para sempre.
Meu lugar me chama de longe,
e quando eu for,
levarei comigo
a certeza de que amei inteiro.

Ela sempre foi movimento.
Casa girando em torno dela.
Mão que fazia, boca que orientava, olho que via tudo.
Era dessas mulheres que acordam antes do sol
e dormem depois da vida.
Sabia onde estava cada coisa.
Cada conta.
Cada remédio.
Cada problema.
Ela era memória viva da família.
Era calendário, era agenda, era conselho.
E agora…
O tempo resolveu brincar ao contrário.
O nome das coisas escapa.
Os rostos às vezes embaralham.
As histórias ficam pela metade.
Mas tem uma coisa que não foi embora:
a essência.
O jeito de segurar a mão.
O olhar que ainda procura cuidado.
A doçura que aparece em lampejos.
O Alzheimer não apaga quem ela foi.
Ele embaralha caminhos,
mas não destrói o que foi construído em décadas de força.
Existe uma inversão silenciosa:
quem foi porto vira mar aberto.
Quem guiava agora precisa ser guiada.
E dói.
Dói porque a gente lembra de tudo.
E ela… às vezes não.
Mas amar alguém com Alzheimer é aprender outra língua.
É repetir sem irritação.
É contar a mesma história como se fosse a primeira vez.
É segurar firme quando o mundo dela fica confuso.
Ela continua sendo a minha mãe.
Mesmo quando não sabe dizer seu nome.
E talvez agora o papel seja meu:
ser memória por duas,
ser paciência por duas,
ser colo por duas.
O corpo pode esquecer.
Mas o amor não desaprende.
E isso, ninguém tira dela. Nem de mim.

Nem todo silêncio é paz,
às vezes é só o coração cansado
de insistir onde nunca foi casa.

O menino dos limões


Eu estava voltando pra casa de bicicleta
carregando cansaço, dívidas emocionais
e uma vontade silenciosa de desaparecer do mundo por algumas horas.
Então ele me chamou.
“Tia… você tem alguma moeda?
Eu tô com fome.”
Era só um menino.
Magrinho.
Pele morena.
Olhos verdes que ainda não tinham desistido da vida.
Um pitózinho torto no cabelo
e uma dignidade dolorosa na voz.
Dei as moedas e fui embora.
Mas alguma coisa me atravessou no meio do caminho.
Quando voltei
ele estava em cima de um muro
tentando pegar limão pra comer.
E naquele instante
o mundo inteiro ficou pequeno.
Pequeno feito gente egoísta.
Pequeno feito orgulho.
Pequeno feito discussão inútil.
Pequeno feito pessoas que machucam outras por vaidade
enquanto uma criança tenta enganar a fome com fruta azeda.
Levei ele na padaria.
E o que mais me destruiu
não foi a fome dele.
Foi o cuidado.
“Se ficar caro, tia…
pode deixar o refrigerante.”
Criança nenhuma deveria saber o peso de um refrigerante no bolso dos outros.
Mas ele sabia.
E eu ali
sem dinheiro
sem rumo
emocionalmente quebrada
percebendo que talvez eu tenha gastado demais tentando salvar adultos
quando poderia ter alimentado mais crianças.
Ele foi embora sem saber meu nome.
E eu fiquei ali
vendo um pedaço da humanidade indo embora a pé
com pão nas mãos
e fome no mundo.


Ass: Lucci Santz

Quando o Silêncio Aprendeu Meu Nome


A casa continuava inteira.
Era eu quem faltava nos cômodos.
Meu corpo atravessava o corredor, mas a alma insistia em permanecer na maçaneta da última porta que nunca tive coragem de abrir.
Descobri tarde que o silêncio não nasce da ausência de vozes.
Ele nasce quando nenhuma palavra aceita morar na boca.
Há dias em que converso com as janelas.
Elas entendem o idioma das pessoas que olham para longe porque perto demais também machuca.
Não espero mais respostas.
Coleciono perguntas como quem guarda sementes sem saber se ainda existe primavera.
E, curiosamente,
foi depois de perder quase tudo
que descobri
que algumas ruínas também sabem florescer.




_Lucci Santz

É que o tempo, esse menino desvairado
que corre no quintal da minha casa,
foi chegando, foi chegando, chegando,
e com ele vieram tantas coisas:
cabelos que foram ficando brancos,
por que não dizer platinados,
rugas que apareceram no canto dos olhos
de tanto que eu sorri na vida,
mãos enrugadas
de todas as vezes que as usei
para escrever minha lida.

Hoje eu me olho no espelho,
talvez os meus olhos ainda não consigam ver
como deveriam,
porque quando eu me olho
eu ainda me vejo tão menina
quanto esse tempo que corre pela vida,
uma menina querendo encontrar paz
e ser feliz.

Mas eu já sou,
nada me falta,
nem amor.

Nildinha Freitas

EM 28 DE JULHO DE 2024 meia noite!! TIVE falência de órgãos em casa, um choque SÉPTICO que parou TODOS os MEUS órgãos em casa. Meu sogro e o cunhado do meu marido, orou pra Deus me dar a vida novamente. EM MENOS DE 5 MINUTOS, TODO O MEU CORPO COMEÇOU A SE DEBATER EM CIMA DA CAMA, SENTI UMA ENERGIA TÃO FORTE, VINDO DESDE A PLANTA DOS MEUS PÉS... SENTI TODOS OS MEUS ÓRGÃOS RESSURGINDO E VOLTARAM A FUNCIONAR NOVAMENTE. FOI ALI QUE ENTENDI SOBRE QUEM REALMENTE É DEUS. ELE É O SOPRO DA VIDA! ACREDITE. DEUS ELE É PURA ENERGIA, ELE É QUEM ESTÁ EM CADA UM DE NÓS. POR ISSO, RESPIRAMOS E TEMOS VIDA.
EU TIVE INFLAMAÇÃO GENERALIZADA.
4 CIRURGIAS... ALGUÉM OROU POR MIM EM SONHO, QUANDO NA VERDADE QUERIA ME FAZER MAL, OUVI UMA VOZ QUE ECOOU DOS CÉUS 'NÃO TOCA NELA' ESSA PESSOA DESISTIU DE ATACAR A MINHA VIDA, E COMEÇOU A CHORAR. PÔS A MÃO NA MINHA CABEÇA E COMEÇOU A ORAR POR MIM. DESDE ENTÃO, NUNCA MAIS SENTI DOR ALGUMA. SENDO QUE ANTES DISSO, MEU CORPO DOÍA 24 HORAS POR DIA, POR INTEIRO. EU NÃO AGUENTAVA MAIS!! DEUS EXISTE E ELE NOS AMA. A NOSSA FÉ, NOS CURA E NOS SALVA TODOS OS DIAS. TENHA GRATIDÃO E AME A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS. NUNCA RECLAME DE NADA. SEJA RESILIENTE, MESMO NO VALE DA SOMBRA DA MORTE, COMO EU ESTIVE. PORQUE MESMO MORTO, VIVERÁS! FOI O QUE ME ACONTECEU. EU RENASCI NOVAMENTE!! GLÓRIAS AO MEU BOM DEUS, AO MEU PAI QUE ME AMA E ME ACOLHE, QUE CUIDA DE MIM E DOS MEUS. ESSE, É O MEU TESTEMUNHO!!❤

A Vida é uma Casa de Câmbio


A vida é uma casa de câmbio: compra sonhos, vende estações. Recebe amores em moeda forte, devolve lembranças em pequenas frações.
O que ontem foi fortuna, hoje repousa sem cotação; mas há perdas que o tempo transforma na mais valiosa conversão.
E assim seguimos, entre partidas e retornos: estrangeiros do passado, cidadãos da recordação.
A vida é uma casa de câmbio: onde cada peso é meramente simbólico e cada dólar, uma idealização.

A chuva chegava sem pressa, como quem volta para casa depois de muito tempo. Cada gota parecia hesitar antes de tocar o chão, suspensa numa dúvida que só o céu entendia. E lá embaixo, as nuvens subiam do asfalto quente — não eram de vapor, eram de memória, de coisas que a gente deixa para trás sem perceber.
No meio dessa confusão de águas, havia um espelho velho, encostado em nada. Ele não refletia rostos, refletia saudade. Você olhava e via a versão de si que não escolheu, parada do outro lado, também te olhando. Doía um pouco. Doía bastante, na verdade.
E o relógio? Ele não tinha ponteiros, só tinha paciência. Marcava horas que a gente não viveu, minutos que escorregaram entre os dedos enquanto distraímos. Às vezes eu pegava ele no colo e sentia o peso do tempo perdido — não é culpa, é só... vida.

Voltar para casa e perceber que tudo mudou porque minha mãe não está mais aqui é como entrar em um lugar conhecido e, ao mesmo tempo, completamente estranho. As paredes continuam as mesmas, os objetos ainda estão no lugar, mas falta a presença que dava vida a tudo. Existe um silêncio diferente, um vazio que não é só ausência — é a certeza de que nunca mais será como antes.


Sinto um duplo vazio: o da saudade dela e o da perda daquilo que eu também era quando ela estava aqui. É como se uma parte da casa tivesse partido junto com ela, e outra parte de mim também. Tudo parece mais frio, mais distante, como se o mundo tivesse perdido um pouco do sentido e da cor.


É estranho perceber que o lugar continua existindo, mas o sentimento de lar mudou para sempre.

Sinfonia do Silêncio


Ah... o café desperta primeiro que o dia.


Seu aroma percorre a casa
como se conhecesse cada lembrança
que ainda mora em mim.


A madrugada continua acordada.
A chuva escreve no telhado
aquilo que o mundo nunca aprenderá a dizer.
Cada gota toca o chão
com a delicadeza de quem sabe
que até o silêncio tem som.


Há uma música baixa.
Ou talvez seja apenas a chuva
inventando notas
que nenhum instrumento alcança.


E eu...
permaneço aqui.


Com os pensamentos soltos,
não porque estejam perdidos,
mas porque algumas verdades
não suportam ser aprisionadas.


Escrevo.


Não para que me leiam,
mas para que minha alma
não se esqueça de quem é.
Há quem faça barulho para existir.
Eu aprendi a existir no silêncio.


Foi nele que encontrei respostas,
que reconheci partidas necessárias,
que compreendi que algumas presenças
só sabiam permanecer
enquanto lhes era conveniente.


Hoje já não me entristece.


Assim como a chuva não pede licença para cair,
também aprendi
que a vida não pede permissão
para ensinar.


O café esfria.
A chuva continua.
A música permanece.


E eu sigo escrevendo.
Porque existem madrugadas
em que Deus não responde com palavras.


Responde com o perfume do café,
com a chuva lavando os excessos da alma,
com o silêncio que fortalece,
e com a serenidade de quem já não precisa provar quem é.


Há uma paz que só encontra
quem teve coragem de caminhar sozinho.
E, desde então,
cada página que escrevo
não é apenas tinta sobre papel.


É a minha própria alma
aprendendo a florescer
mesmo nos dias de chuva.
Sendo assim, sigo na silenciosa sinfonia.

volta pra casa
seu sorriso faz falta
volta
sua companhia é preciosa
mesmo sendo silenciosa
volta
sinto falta de suas brincadeiras
era divertido o dia inteiro
volta
passear com vc faz sentido
o nosso proposito viver a vida
volta
o seu olhar possui um brilho
andar com vc em uma trilha
volta
a sonhar bem perto
pra mim sair do aperto
volta
a saudade é enorme
quero te dar meu sobrenome
volta
vc é meu maior tesouro
vale mais que ouro
volta vai
volta pra casa.

Só o Senhor é Deus!

Como está a sua casa, que é o seu coração?

Ela está preparada para ser habitação do Deus Espírito Santo?

É o Espírito Santo quem convence o homem e a mulher do pecado e do juízo.

O Espírito Santo habita em nossos corações quando há o consentimento do ser humano em recebê-Lo.

Antes mesmo de o mundo ser formado, o Espírito Santo pairava sobre a face da terra.

O Espírito Santo faz parte da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.

Davi tinha tudo o que uma pessoa poderia desejar nesta terra. No entanto, ele clamou ao Senhor:

"Não retires de mim o teu Espírito Santo."
(Salmos 51:11)

Isso nos ensina que a maior riqueza não são os bens materiais, a posição ou o poder, mas a presença do Espírito Santo em nossa vida. Que o nosso maior desejo seja permanecer na presença de Deus e nunca perder a comunhão com o Seu Santo Espírito.

A amoreira

Hoje fui colher amoras e me lembrei de quando eu tinha oito anos. Estava na casa do meu cunhado, junto com a minha irmã, e fui brincar com as crianças no fundo do quintal. Ainda pequena e ansiosa para alcançar as amoras, peguei uma ripa de madeira pesada e a joguei para cima, na esperança de derrubar os frutos.

Mas a madeira voltou e atingiu minha cabeça. Entrei em casa dizendo que havia me machucado. Fui socorrida e levei alguns pontos.

Hoje, ao colher amoras que estavam exatamente na altura das minhas mãos, percebi o quanto essa lembrança se parece com a vida.

Quantas vezes tentei alcançar coisas e pessoas que ainda não estavam ao meu alcance? Quantas vezes não tive maturidade para lidar com o peso de determinadas situações e, por isso, acabei sangrando?

Mas o tempo passou. Eu cresci. Hoje, muitas oportunidades estão ao alcance das minhas mãos, e cabe somente a mim decidir o que colher. Aprendi que tudo tem o seu tempo determinado para acontecer e que todo plantio, um dia, se transforma em colheita.

Por isso, saboreie a sua amora. Mas nunca se esqueça das cicatrizes que carrega por ter tentado colher antes do tempo certo.

O silêncio
O silêncio que invade minha alma,
A tranquilidade da casa,
Em um instante que parece eterno,
Um único som vindo da sala de estar,
O tiktak do relógio,,,
A mesa vazia, o vento a soprar a poeira sobre os móveis,
O violão no canto da parede,
Os raios de sol ultrapassam a janela,
Insistindo em iluminar o meu silêncio.


23/07/2026

Solidão não quer dizer unicamente estar sozinho em sua casa... você pode sentir a maior solidão rodeadíssimo de gente.


Rosangela Calza

Observe bem quem você permite entrar na sua casa e na sua vida. Nem todos que se aproximam têm a intenção de permanecer. Muitas pessoas não fazem por você o mesmo que você faz por elas; desvalorizam sua presença e, quando não precisam mais, simplesmente o esquecem.


Amizade verdadeira não depende de condições, interesses ou da fase da vida. Quem é amigo de verdade permanece, respeita, valoriza e caminha ao seu lado nos bons e nos maus momentos.

Sonhei com a minha sogra reclamando que recebia muita gente na casa dela, por isso, seu marido, meu sogro, acabou fazendo um murinho com portão, mas mesmo assim as pessoas continuavam a entrar e a incomodar ela. Depois ela ficou muito zangada e pediu para meu sogro fechar de vez a parede da frente pra rua e não deixar nenhuma porta, a entrada ficou sendo pelo meu entender, nas portas do fundo somente.
Eu olhava a parede pelo lado de dentro, sem ter mais a porta, com o meu marido e ficávamos procurando a saída, mas não havia e eu acordei.




Julho de 2023

Sonhei com uma vizinha me mostrando a casa dela inteira e eu a elogiava e dizia que ela merecia e estava feliz por ela no sonho.
Ela de repente me disse uma frase que me fez acordar em seguida "se tú precisar ir para o hospital, eu te ajudo".


Julho de 2023

Sonhei com a minha avó já falecida, dizendo que não queria mudar o telhado da sua casa, que era de telhas, para telhado de "pau a pique" eu dizia que se ela não quisesse, era só deixar o telhado e Mudar só as paredes da casa, que precisavam de uma reforma.
Eu em seguida dizia pra ela tomar banho, que tínhamos que sair, então dei a ela meu shampoo e creme pra colocar no cabelo, ia dar o shampoo do meu marido, mas vi que já estava acabando, então não dei, ela saiu pra tomar banho e me olhava com um olhar muito duro.




Julho de 2023