Poemas de Casa
Hoje no meio do caminho eu cheguei em casa.
Eu abri a porta meio aberta.
Limpei um dos meus pés no tapete.
Tomei meia xícara de café.
Fumei a metade de um cigarro.
Sentado no meu sofá eu li a metade de uma notícia.
Tive uma meia conversa com o meu parceiro antes que eu visse ele fechar a metade da porta e ir para o serviço.
A minha vida está cheia de meias coisas.
Ao longo dela eu perdi metade da minha pessoa
Por sujeitos que me deram meias certezas
Mas nunca me deram um de seus ombros para consolar as minhas tristezas.
O LAMENTO DA ENCHENTE
Sabe quem sofre na enchente?
Quem teve a casa levada pelas águas.
Quem tá com a roupa molhada, e apenas ela!
Aguardando o Sol sair.
Num país de dimensões Continentais
Enquanto o SUL tá sofrendo com rompimento de barragem.
O NORDESTE tá comemorando com sangramento de açudes.
A AMAZÔNIA tá em chamas!
O CERRADO no correntão!
O SUDESTE curtindo o show da Madame.
Aos poucos tudo volta ao normal,
A dor do outro vira mídia social.
O que é a perfeição?
Ela existe?
Perfeito?
Acho que sim
Mas em casa coisa
Pessoa
Ato
Um sorriso perfeito
Pois ele ilumina
Traz felicidade
Um gesto, na hora certa
Um carinho, um abraço
Um toque na mão
Uma pessoa perfeita?
Não
Mas uma pessoa que
Em toda sua imperfeição
Luta contra ela
Uma batalha perdida
O conceito de perfeição
Ultrapassa o eu, o você, o nós
Um imperfeito pode ter dias
Em que toda sua imperfeição
Aparece
Mas isso na piora a imperfeição
Aos que dele esperam a perfeição
Que a ninguém pertence
Meu Amado
Voltando para casa, com a mente despreocupada, não estava pensando em nada relacionado a você, mas de repente olhei para o céu... E vi uma única estrelinha... Só uma... No imenso céu só ela brilhava lá no alto, mesmo que a lua tenha a sua luz a pequena estrelinha se destacava na imensidão, fazendo com que eu me lembrasse de ti, minha pequena estrela, és único e tem seu próprio brilho, os meus olhos vê esse brilho fazendo com que eu te admire...
Espero um dia te encontrar e admirar pessoalmente o brilho dos teus olhos.
Toque Brando -
Eu não sei se morro ou vivo
quando o teu olhar toca no meu
- minha casa, meu silêncio, paraiso -
mas se o meu olhar toca no teu
sinto que o meu sonho está cumprido.
Talvez te prometa um toque brando
meu corpo frio, ágil, louco
minh'Alma de quando em quando
tudo o que trago, um grito rouco
talvez te prometa um verso branco.
Sonho-te a dormir num longo abraço
mar salgado de bruma e espanto
e prometo que passo a passo
te hei-de ser um doce canto
p'ra me aconchegar em teu regaço.
Não te prometo nada do que disse
meu pássaro de sangue, rio de medo
talvez se fosse outro o não sentisse
mas digo-te e digo-te em segredo,
não volto a repetir o que já disse.
casa que já foi refúgio
paredes tem o que era
resto de segredo guardado
ainda sorrio tímida
fé de quem ainda espera
apesar de tudo da vida
e do coração arrebentado
há dor que hoje é suave
há você em todo canto,
saudade quebra o silêncio
das sobras em desencanto
timidamente meu sorriso,
resistente, atentar
teimosia arde em chamas
forças para caminhar
vai sorriso, vem comigo
não some mais, por favor
tira tudo que não finda
e as sombras ilumina
História de paixão
Em uma tarde tranquila, encontrei um velho caderno no sótão da casa de minha avó, intitulado “Diário de uma Paixão “. Nele, descobri a história de dois jovens apaixonados que viviam um romance intenso em uma cidade costeira. Suas páginas detalhavam momentos de alegria e dor, encontros românticos à beira-mar e separações dolorosas. Havia cartas nunca enviadas, poemas e flores prensadas, tudo imortalizando seu amor. A última entrada expressava esperança de um reencontro eterno. Fechei o diário sentindo-me guardião dessa paixão, aprendendo que o verdadeiro amor é eterno e imortal .
Acordei com saudade
Do solo sagrado
Da casa amarela
Da família escolhida
Da mãe terra
Eu estou com saudade
De me sentir
de me encontrar
No silencio
Na dança
No altar
Eu amo ver a saia rodar
O amor germinar
O sol entardecer
A lua brilhar
Naquele lugar
Onde a arvore fala,
Dança e acolhe.
Onde há amor incondicional
Trabalho e descanso
Aprendo
Cresço
Floresço
Vivo
Expando em luz divina
Sagrada medicina
Avuela, rainha
Salve estrela guia
Fiquei o dia todo ocupada, rodeada de pessoas muito queridas, mas no momento em que o vazio da casa se fez presente eu pude abraçar o silêncio desse instante, nesse momento de solidão eu percebi o luxo que é a solidão. Estar em boa companhia é ótimo, mas a solidão tem sua excelência, amo meus momentos de reflexão.
Pensamento de Islene Souza
Estou em casa e a saudade vem.
Mesmo depois de 4 anos, ainda te quero bem perto de mim.
Talvez seja tarde, mas eu não vou simplesmente apagar esse sentimento, porque isso seria, deletar uma parte da minha vida que é muito importante.
Temo que esteja namorando e chego a sentir ciúmes com essa possibilidade.
Meu desejo é construir algo novo, sem a minha antiga carência.
Mas eu irei te procurar, se quiser a mesma coisa, sabe onde me procurar.
שבת שלום – Shabat Shalom
Descanso e paz
Retorne a casa
e viva o perfeito
ensino da palavra
do Mashiah...
" Mas, às vezes, precisamos sangrar...
Pois não se limpa uma casa sem antes tirar os móveis do lugar. E não se cura uma ferida sem antes tocar nela...
E feridas abertas, bom, elas sangram. "
Poeira em Neve
Nay Rubim
E eu que sonhei que uma cobra entrava na minha casa, gente eu nunca vi uma cobra na vida, mas sentia maldita no meu pescoço... 😑
Aí eu catei a cobra e gritei:
Nenhum mal te sucederá!
Salmos 91:13 Pisarás sobre o leão e a cobra; calcarás aos pés o leão jovem e a serpente.
Catei a cobra, joguei no chão e pisei na cabeça dela, e ela morreu!
Genteeee
Hahaha
Ps.
Esses meus sonhos!
Um dia antes uma amiga que mora no sítio, contou que encontrou uma cobra, perto de casa!
Aí meu cérebro, foi lá e criou uma versão pesada pra mim!
😱
Rindo de mim mesma, me lembrando do sonho/pesadelo.
Eu quero o Senhor!
PAI! PAI!
Vem me buscar, eu quero ir para casa! Aqui não me encaixa, não há nada aqui que me prenda, que me queira, ou necessite-me, porém eu sim quero me prender a ti pela necessidade do meu espírito de retornar para casa.
Leva-me para casa, quero a minha casa, o meu lar, o lugar onde tu estás.
Então me segura no colo e me leva para casa.
Um dia a sorte bateu à porta
Por azar não estava em casa
Oportunidade à nascença, morta
Uma irrealidade que não desfasa
Eu me lembro que quando chegávamos na casa de
meu avô paterno, ele gritava:
— Põe água no feijão, Maria!
Era aquele pingo de carne na panela, mas com a
mistura do caldo do feijão, arroz e da farinha sempre
aumentava. E era muito bom.
(Maria Antonieta da serra do Ramalho)
Havia uma casa onde o café tinha outro gosto.
O cheiro vinha antes do dia,
como se a gentileza acordasse mais cedo que o sol.
Lá, o cuscuz era abraço quente,
e a torta, celebração disfarçada de alimento.
Era como se o carinho tivesse mãos e soubesse cozinhar.
Do lado de lá, vozes me chamavam pelo nome
com um tom que só quem ama sabe inventar.
No silêncio das tardes, eles me olhavam com olhos
que pareciam dizer: “Fica. Aqui você é nossa.”
Eu dormia muito, eu sei.
Talvez fosse a paz que me deixava pesada,
talvez a bagunça da minha cabeça,
sempre acolhida em gestos que nunca cobraram retorno.
Havia um carro no metrô.
Sempre esperando, sempre pontual,
como se o asfalto fosse cúmplice desse cuidado.
E a mesa, com o café adiantado,
era uma prece que não precisava de palavras.
Era ali que eu percebia
que o amor, às vezes, não faz barulho.
Hoje, são só memórias.
Mas são inteiras.
E se o tempo me pediu para guardá-las,
guardo como quem cuida de algo precioso.
Porque há laços que, mesmo desfeitos,
continuam vivos nas dobras do coração.
Porta Fechada, Alma Livre
Eu fecho a porta da minha casa,
Com cuidado, respeito e com paz.
Meu lar é sagrado, é abrigo,
E nele, só entra quem traz mais.
Mais verdade, mais calma, mais riso,
Mais abraço que aquece ao chegar.
Não há lugar para o falso amigo,
Que vem só para me desgastar.
Roubar sossego, tirar confiança,
Espalhar mentiras no chão.
Minha porta se fecha tranquila,
Protegendo o meu coração.
Seja simples, seja luz, seja inteiro,
Como a terra que acolhe o semeador.
Quem traz falsidade, não ganha espaço,
Que o vento leve pra longe a dor.
Minha casa é feita de alma,
De fé, afeto e bondade.
E nela só mora a verdade,
Pois é nela que encontro liberdade.
Meu Lar
Meu sonho é simples, mas cheio de luz,
Uma casa modesta, onde a paz me conduz.
Na varanda, o sol, com seu brilho a dançar,
E nas tardes serenas, o café a compartilhar.
Com a família ao redor, risos a ecoar,
Momentos preciosos para sempre guardar.
Receber os amigos, com alegria a transbordar,
Oferecer um café, um chá, e meu lar apresentar.
A estrada é longa, difícil de trilhar,
O sonho parece distante de alcançar.
A casa dos sonhos, meu refúgio de paz,
Talvez, em vida, consiga jamais.
Ainda assim, no peito, guardo a certeza,
Que o lar verdadeiro não está na riqueza,
Mas nos sonhos que se fazem a cada dificuldade
Que enfrento nos meus dias de luta, com dignidade.
Talvez eu me vá deste mundo sem esse sonho alcançar,
Mas na esperança, me apego, e não vou deixar de sonhar.
Nós vamos para tantos lugares e voltamos pra casa,.
Encontramos pessoas.
Experienciamos lugares, e voltamos para casa.
Mas num dia indesejado, inesperado e inacabado, não voltaremos...
E pensar nisso só vai doer um pouco menos quando lembrarmos de agradecer e contemplar tudo e todos (como se não houvesse amanhã, porque na verdade não há).
Que Deus me dê sabedoria pra viver mais e melhor, para plantar sementes, para facilitar a vida das pessoas que me cercam, para praticar o amor, a compaixão e para renascer naquEle que sabe o que é melhor pra gente e nos encontrarmos (todos) na fé.
