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Poemas de Carinho com Rimas

Cerca de 100826 frases e pensamentos: Poemas de Carinho com Rimas

Viagem (Walmir Palma)


Já não me estresso com o ruído de um motor
Se aumentam o volume do televisor
Se enquanto eu canto você conta
Se deito e você se levanta
Já não me espanta qualquer filme de terror

Enquanto leio pensamentos de Foucault
Você enterra os olhos no computador
Essa canção se espalha pelas ruas
Entre os que buscam no clarão das luas
Outra maneira de curar tamanha dor

Eu plantei meus fícus
Escrevi meu livro
Eu já tenho um filho, meu amor

Tudo é passagem
Fiz minha viagem
Eu vindo e na volta eu vou

Já não me irrita uma canção que é só tambor
Se em vez de abajur preferem refletor
Ou vendem ilusões de luz neon
Se poucos leem o Drummond
Se a tolice insiste liga o reator

Nem o silêncio dos gurus adiantou
A natureza está mostrando o seu tumor
Quando ela grita eclodem seus vulcões
Seu choro inunda civilizações
Não tem senhor, não há remédio seu doutor

Vejo cataclismos
Rescindirem sismos
Quanta indiferença meu amor

Sobra incompetência
Tanta imprudência
O poder não tem nenhum pudor

Diário de um mendigo

Sozinho no meio da multidão
Minha companhia é solidão
Jogado na calçada
Com a roupa toda furada
Entre becos e vielas
Hora no luxo, hora na favela
Entre o céu e o inferno
Entre o verão e o inverno
Quantas vezes já ouvir falar
Pobre mendigo desgraçado
Levo comigo aquele ditado
“Melhor pedir de que roubar”
Sou mais um num mundo injustiçado
Onde o ódio e amor andam juntos e disfarçados

São só sorrisos.

Eu gosto do meu sorriso bonito,
gosto do meu sorriso sangrento
que de madrugada no escuro
é que resolve sorrir.

O sorriso cortado
que por instantes anestesiantes
me tira de mim mesmo
e me trás o sonho que eu sonho depois de sorrir.

E se eu não sorrir a noite
eu passo o dia
pensando na noite.

E quando chega a noite
eu abro mais outros sorrisos
que me aliviam até voltar o dia.

Solidão A Dois

A solidão abraça como uma serpente.
O silêncio é o veneno presente
Na rotina que surgiu imprudente.
Dia e noite surge a indiferença amargando como sal cortante

Ao som de uma lagrima evidente...
A inundação é como uma torrente,
já não existe beijo ardente.
Solidão a dois apagou o amor fulgente.

O carinho se tornou inexistente
o toque se fez ausente.
A dor consome lentamente...
Frio do vazio abraça forte como uma corrente.

O Surf é um acontecimento mágico na vida de um cara,
Desde a primeira vez que se pega numa prancha,
Dificilmente irá largar,
Pode até dar um tempo,
Mas, ou mais cedo ou mais tarde,
Voltará a surfar.

Eu desabafo!
Amar, pra mim, é troca.
Mas quem se aposta...
Se dando ao outro sem se arriscar?

⁀⋱‿❀🌼ჱܓ Te amar me faz bem...
Fico tão a vontade diante desse amor...
Que até sonho acordada...
Pensando em você...
A toda hora...
A todo momento...
Me sinto leve...
A flutuar na intensidade desse amor...
Parece que o vejo sempre em minha frente...
Mas são só coisas do coração...
Iva Rodrigues ❤

Brasil

Ser grande ou pequeno
Ser grande ou pequeno?
Ser grande e matar
O ego, ser pequeno
Sem ser arrogante,
Não importa o tamanho.
Matar a vaidade,
Viver cada momento
Em conjunto,
E quando sozinho,
Continuar vivendo.
Não importa a fama,
Não importa os bens materiais,
O que importa é a vida,
O trabalho, e um bem maior
Chamado família.
Ser grande ou pequeno?
Não importa o tamanho,
Buscar o conhecimento,
Ganhar a inteligência,
Desenvolver os dons,
Coletivamente ou individualmente.
Ser grande ou pequeno?
Não importa! Espalhar
Os bons sentimentos, e assim
Sempre seguir em frente.

⁠lua em noite nublada
mulher misteriosa
e secreta ilha
numa mística
distante península


feita para sacudir
as estruturas
e as tempestades
sempre resistir


fuga do mundo
no mesmo lugar
em círculos a te buscar
no fundo por não saber
nem por onde começar


corrente estelar de virgo
de silêncio em silêncio
sem obter resposta
o coração segue endoidecido.

O tempo
é um relógio
quebrado,
parado no
corredor
do infinito,
correndo
contra si mesmo
e contra
o seu relógio
atrasado.

BOA NOITE

Boa noite.
Antes de dormir,
lembre-se de mim sem sorrir...
Quero ver conseguir.

SONETO DE 27 DE FEVEREIRO

Dia e mês que levo os anos
Nas costas, cada vez maior
Nos sonhos hão-se planos
No afã do fado, gentil suor

Levo com cuidado esta data
Num único e poético itinerário
Afinal não é ouro nem prata
Mas é especial no calendário

Nunca posso dar um até mais
Pois, veloz já é naturalmente
Nas ilusões deixadas no cais

E busco ter posposto pendente
Ser mais velho, são fatos anuais
Ser feliz, é ter a vida de presente...

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano

Água de palavras

Às vezes desanimo
e me sinto inútil
portadora de estranha
doença
de que servem esses
poemas
água de palavras
frutos nascidos
de loucas sementes

de que me servem
se são menos
que estrelas cadentes
se são volúveis
se são voláteis
se fogem das mãos
como pássaros de renda
melhor seria esvaziar
as gaiolas com que tento
apreender o tempo
melhor seria derramar
no mar
as minhas gavetas
tão cheias de fios
de noites cerzidas
melhor seria arrancar
de mim como erva daninha
essa linha que me descostura
e que me faz prisioneira
de miragens

Roseana Murray
Poesia essencial (2002).

Nostalgia

Uma escrita em rastros
De lágrimas…
Um bilhão de despedida
Em cem encontros,
E um sofrer em distância.
Somos acostumados
A viver, e a sofrer
Em distância,
E no fundo nem sempre
Há solução.

Suspiro

Tu!
De onde vens?
Dessa forma
De onda…
Me deixas mágoas
Ficas!
Não vás…
Estou cansado
Das tuas indecisões
Nós!
Suplicamos amor eterno…
Somos cachoeiras,
Se quebrando
Nos rochedos
Lá estamos
Eu e tu,
Nas cortinas
Ilusórias
Do céu!

⁠Às vezes você não quer se curar.
Porque a dor é o último elo
Com aquilo que você perdeu

Aquilo que sinto

Aquilo que sinto
É um dos sentimentos
Mais sentidos
(Não minto!)
Tem “a” na primeira sílaba
Queima por dentro
E pesa no peito
Se verbalizar
Pode até rimar com mar
Mas parece mais um rio
Pois é um sentimento frio
(Até doentio)
Viver e sentir este vazio

A um carneiro morto

Misericordiosíssimo carneiro
Esquartejado, a maldição de Pio
Décimo caia em teu algoz sombrio
E em todo aquele que for seu herdeiro!

Maldito seja o mercado vadio
Que te vender as carnes por dinheiro,
Pois tua lã aquece o mundo inteiro
E guardas as carnes dos que estão com frio!

Quando a faca rangeu no teu pescoço,
Ao monstro que espremeu teu sangue grosso
Teus olhos - fontes de perdão - perdoaram!

Oh! tu que no perdão eu simbolizo,
Se fosse Deus, no Dia do Juízo,
Talvez perdoasses os que te mataram!

Augusto dos Anjos
ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.

Chocolate Branco

Existiu uma garota que mudou meu destino, uma amizade que foi além e agora andando neste trem eu parei em uma estação distante da sua.

Chamando sua atenção daqui eu te vejo e aceno e lembro de todo aquele passado que acabou em uma sensação desagradável mas com um gostinho de quero mais...

Assim como chocolate branco, foi a paixão que tive por você!
Quando o chocolate acaba o que sente por ele?
Creio que sente satisfação e uma boa lembrança de que foi ótimo!

Assim sinto por você!
Foi esplêndido tudo o que passamos mas agora acabou e o que me resta são lembranças e um sorriso no rosto.

Mas sinto a alegria de saber que você ainda está aqui dentro de mim, assim como o chocolate, mas em um lugar diferente...
Você está no meu coração!

Um coração infinito

Eu serei sempre eu mesmo!
E assim...
Estarei sendo o melhor!

Não coloco limite em meu coração,
e por isso você nunca saberá o fim dessa emoção!

Assim como o infinito é um lugar onde ninguém nunca conseguiu chegar... Meu amor por ti será sempre um infinito, em que se distancia a cada minuto!

Meu coração é como a montanha russa...
Sobe e desce, às vezes rápido, às vezes devagar!

Eu deixo ele sempre livre e só paro quando quero!
E naquele dia...
Bom, naquele dia eu não quis pará-lo.