Poemas de Arnaldo Antunes
A minha alma não se angustia apenas, a minha alma sangra.As dores morais transformam-se-me em verdadeiras dores físicas, em dores horríveis, que eu sinto materialmente - não no meu corpo, mas no meu espírito.
O que as pessoas não entendem, é que a roupa é um complemento de você mesmo, que te faz ficar melhor ou pior.
Nesse ramo dos conhecimentos humanos tudo está achado, formulado, rotulado, encaixotado; é só prover os alforjes da memória. (...) Proíbo-te que chegues a outras conclusões que não sejam as já achadas por outros. Foge a tudo que possa cheirar a reflexão, originalidade...
O tempo nos transformam, pois tem momento que nos machucam,nos marcam profundamente mas também nos ensinam.
O que faz ela ser quase um segredo é ser ela assim tão transparente, ela é livre e ser livre a faz brilhar. Ela é filha da Terra, Céu e Mar.
Só sabe quem tem. Só sente quem vive. Só ama quem suporta todas as dores. Amor de mãe é incondicional, único, verdadeiro, sem igual.
Caem folhas no chão regularmente, mas o fato é que é sempre outono no outono, e o inverno vem depois fatalmente, e há só um caminho para a vida, que é a vida...
Nós só temos o direito de esperar pelo impossível depois de termos feito tudo o que nos foi possível.
Tu é feito flor de cerejeira, simples, delicado, com um significado imenso. Me enche os olhos de alegria, me trás paz.
É, meu caro, para quem tem no presente um amor a ser vivido, o futuro é apenas um detalhe que pode esperar.
É loucura querer viver um dia à frente do hoje, pois o amanhã é incerto demais para desejá-lo que se faça presente.
O homem que conversa com uma mulher com segundas intenções jamais vai entender que a primeira faz toda diferença
O tempo, esse químico invisível, que dissolve, compõe, extrai e transforma todas as substancias morais.
...A vida é como um simples sorriso ...quanto mais sincero e espontâneo, mais intensa fica.
(VDM 24/09/2007)
Leibniz, o homem mais inteligente da Europa depois de Aristóteles, ensinava que a melhor maneira de desenvolver a inteligência não era estudar ciência, filosofia ou matemática: era ver muitas figuras e ouvir (ou ler) muitas histórias. O homem cuja imaginação está presa à realidade imediata e não voa entre os possíveis é um escravo da mesmidade – um idiota no pleno sentido da palavra.
