Poemas de Amor que Fale de Tempo
Que mais alguém poderia escrever sobre o tempo?
Ora caminha a passos largos e ora caminha lento,
Num momento é silencioso e noutro barulhento,
Cura o amor perdido e apaga o encantamento,
Enruga a pele ,envelhece o corpo em movimento,
Mas dá sabedoria , generosidade, amor ao próximo
E maior beleza de todas : a que vem de dentro
Minhas mulheres
Tantas mulheres brotam de mim
na minha máquina de tecer possibilidades
Toda noite a morte me leva uma
junto com ela um tempo
que nunca mais irá voltar
Toda manhã a vida me traz uma
junto com ela um tempo
novinho em folha para experimentar...
Na vida passamos por momentos em que nos sentimos sós.
Bate então uma solidão, uma carência.
E por este motivo muitos partem em busca de algo ou alguém para reencher esse vazio. Para que esse sentimento ruim seja arrancado do coração.
Porém, não raro, isso acarreta em mais problemas, porque a carência não é uma boa conselheira, ela nos faz ver algo que não existe.
A verdade é que só poderemos ser plenos quando estamos em Deus, quando vimos a nós mesmos pela ótica dEle
Então percebemos nossa importância
Dessa forma, podemos ama-lo e nos amar
E então, estaremos prontos para participar da vida de outra pessoa de forma positiva, como complemento e não como fardo.
Se não fosse muito
Desejaria que você me desejasse
Se não fosse muito
Seria seu todo tempo
Se o tempo não parar
Quero ir embora de carona com ele
Mas só vou se você me acompanhar
Até onde a estrada acabar
Até onde o vento soprar
Até o fim de tudo
Tudo pra mim é te amar
Se nada der certo eu vou parar
Se tudo for apenas um sonho
Quero acordar
Segura em minhas mãos e galgamos cada degrau
A infantilidade se foi, moço e moçoila já fomos,
Segura em minhas mãos na certeza da decisão
Até lá e se lá chegarmos, que a dúvida inexista.
Estar apaixonado faz transcender meu coração,
Segura em minhas mãos, galgamos mais um degrau,
Passei tempo demais compreendendo isso na teoria,
Segura em minhas mãos, galgamos um degrau a mais,
O amor não é algo que inventei é receptivo e poderoso.
Segura em minhas mãos, galgamos mais um degrau,
O amor transcende as dimensões do tempo e do espaço,
Segura em minhas mãos e galgamos mais um degrau,
Confiemos nesse amor, ainda que não compreendamos.
Chegamos ao final do último degrau, fomos felizes!
Quando tempo faz?
Viveste para respirar,
Mas já não importa mais
Pois agora chegou,
Plangente e com dor
Porém tem consigo vigor
Ela te espera
Não se esqueça da calma
Ela te ora
Lhe beija a alma
Venha, estenda os braços
Respira os melhores ares
Foi Zéfiros quem os preparou
Pode ver ao longe os traços?
Eles nascem em pares
Como foi você, quando a encontrou
Ela te espera
Não se esqueça da calma
Ela te ora
Lhe beija a alma
Já pensaste enquanto vive?
Ela não pode te comandar
Suas decisões que o inclinem
Para com ela poder professar
A união indispensável
É tua quando podê-la alcançar
Ela te espera
Não se esqueça da calma
Ela te ora
Lhe beija a alma
Portanto se vá
Ore e vigie, espalhe tua erudição
Seja digno feito ela
Que estendeu o coração
Talvez esteja à hora
Pois apesar de tudo
Estás aqui
Ela te espera
Não se esqueça da calma
Ela te ora
Lhe beija a alma
A noite e os ventos suspiravam,
As estrelas e os pássaros lhe admiravam
Mas era o tempo que caminhava observando
Lento feito nuvem ao céu nublado
E era ele que iria
Acreditava e desta vez
Com maior fé prosseguiria
Para vê-la em placidez
Oh, pobre jovem
Consegues, podes mais
Se és como nuvem
Sabeis que é capaz
Pois sendo ela, se carrega
Até onde ela estás
E era ele que iria
Acreditava e desta vez
Com maior fé prosseguiria
Para vê-la em placidez
Vê aquelas aves?
Voarão até os montes
Cruzarão longos mares
E planarão sobre horizontes
Como não poderia então,
Espera-la até que apronte
E era ele que iria
Acreditava e desta vez
Com maior fé prosseguiria
Para vê-la em placidez
Chegaste até o ponto
Em que o tempo e teu dom
Compreendem qualquer conto
Sobre ela e o seu tom
Porém agora tu já sabes
Podes vê-la em inspiração
E era ele que iria
Acreditava e desta vez
Com maior fé prosseguiria
Para vê-la em placidez
Qual era a cor do céu?
Seus pensamentos angustiados,
Se perderam e sem anel,
O compromisso era forjado.
Sem pesar, e como fuga
Lutava contra a culpa.
Queria ser dela, mas a disputa
Era cega e absoluta.
Dizia para si, sê fiel,
Porém, seu coração agora cansado
Pedia por razão e era cruel,
Sua paixão parecia um fardo.
Sem pesar, e como fuga
Lutava contra a culpa
Queria ser dela, mas a disputa
Era cega e absoluta
Adiante, homem, viva seu fado,
Sereno, e distante;
Será como aqui, porém amado.
Talvez perante;
Seja sozinho, e será passado,
O tempo, puro, presente
Vivo, e venturo.
Consequente, homem, viceje e a vida,
Mostrar-lhe-á a dor,
Nas noites e em suas brisas,
Seguirá taciturno de amor,
Antes mesmo da despedida,
O alento, duro, ardente
Esquivo e Inseguro.
Só então, viverá a chance
Que nem os Deuses
Mais distantes,
Poderiam lhe privar.
Só então, viverá um romance
Que embeleze,
A sua espera;
Porém ainda assim seguirá, a procurar.
Sua vida afinal, já não é mais sua.
E os dias que se seguirão, não são mais seus.
Suas escolhas, que se farão, são pela única,
E suas conquistas, que ocorrerão, o farão pelos teus:
Cabelos avermelhados,
Alma, e o adeus, para ninguém dado.
Sim, é dela a cor do céu,
Que se altera ao seu agrado
Como é dela o garoto incréu,
Para o eterno, suspiro, realizado.
Talvez fizesse bem,
Aquela espera.
Talvez fosse além,
Por ser tão bela.
Mas talvez seja de quem,
Só a venera.
Talvez as histórias,
Fossem histórias.
Talvez os sonhos,
Fossem sonhos.
Mas talvez soassem suasórias,
E o gosto pelo mistério,
Sempre impera.
Quem sabe seja impulso,
E esperança,
Quem sabe seja discurso,
Pela temperança,
Mas quem sabe seja percurso,
E a insegurança,
Só seja austera.
Há quem diz que é verdade.
E há quem diz que não se sabe.
Há quem diz que é importante.
E há quem diz que está distante.
Quando determinarem, pelo menos,
A resposta será sincera.
Eu não sei quem está certo,
Também não sei quem está mais perto.
Mas se eu descobrir em algum verso,
Sei que será tudo, mesmo que discreto,
Para ela, que vive bela e terna.
Em sua vida que é poeta.
Saberia ela como ele se sente?
Incerto de tudo e por vezes contente
Saberia ela que ele não mente?
Com ela é sincero sem saber se é vero
Talvez os dois não soubessem
Talvez não deveriam
Talvez os dois se esquecem
Mas se lembram com carinho
Saberia ele quem é ela?
Diferente e do seu jeito, tão bela
Saberia ele como a espera?
Quietamente inquieto
Em sua inconstância que vem por certo
Talvez os dois não soubessem
Talvez não deveriam
Talvez os dois se esquecem
Mas se lembram com carinho
Saberiam os poetas, que assim é o amor?
Ou diriam os profetas que o nosso é temor?
Não nos vemos, ou dizemos que é sonho e distante.
O que será isso que não entendemos?
O que nos fará se persevera com afinco?
Dirá para nós que estamos sozinhos?
Ou roubará a voz em que nós nos escondemos?
Já não sei se procuro,
Ou se a procura é minha,
Mas sempre te esqueço,
Para te ver em toda a vida.
Havia um riacho,
E por ele um caminho.
Cruzando-lhe, o garoto,
Encontrou-se sozinho.
Porém, distante sonhou,
Em encontrar seu destino.
Havia uma estrada,
E nela, um poeta.
Que dizia ser sábio,
E tocava clarineta.
Mas a música lembrava,
O garoto de casa,
E inquieto seguiu,
Com sua historieta.
Havia uma cidade,
E nela pessoas,
Convivendo, o garoto,
Encontrou-se sorrindo.
Mas a estrada o chamou,
E após uma briga,
Estava ele animado,
Em perseguição do destino.
Havia um magnata,
Que ofereceu um sorriso.
Era Trazido em moedas,
Mas sua memória era um aviso.
Fugiu então, o garoto,
Da ganância e do perigo.
Havia a saudade,
Do que é fácil e distante.
E do passado a memória,
Atormentava enquanto diante.
Mas a estrada que seguia,
Prostrou-se perante,
A jovem alma que riu,
E continuou ele errante.
Pode demorar, mas de uma coisa você pode ter certeza : eu vou te esquecer. E quando acontecer isso, não terá lembranças nesse mundo que faça ressurgir sentimentos por você.
Pode demorar, mas de outra coisa você pode ter certeza : eu serei feliz. E quando isso acontecer, nenhuma foto sua com outra irá me entristecer.
Pode demorar, mas há uma última certeza que você pode ter: Eu vou encontrar alguém pra vida toda. E quando isso acontecer, vou me ajoelhar e agradecer a Deus por ter me livrado de você, e nesse momento vou sabe que valeu a pena esperar. Esperar alguém que faça o que você jamais fez..
Vejamos só como o tempo é relativo...
1 segundo não é nada, diz o apressadinho.
1 segundo é uma eternidade, diz o atrasado.
"Eu te amo", 3 palavras ditas em menos de 1 segundo, mas que ficam gravadas por uma eternidade.
A percepção de tempo é relativa.
1 segundo de olhares cruzados, é uma eternidade aos que amam.
1 segundo de silêncio aos que brigam, causa dores lancinantes em alma.
1 segundo de boa vontade e boas perspectivas, vale muito mais que horas de pesares e apesares.
A propósito, você já disse "eu te amo" hoje?
Perder 1 segundo amando o outro.
Perder 1 segundo fazendo o bem a alguém.
É...
A melhor forma de perder tempo.
Palavras ditas e não ditas, vontade enorme de gritar o que o coração clama.
Barreiras construídas pelo tempo separam mente e ilusão.
Desejo quente se mistura no real e imaginário.
Pesos dos fatos e da situação comprime o amor maior.
Porém o insano pensamento de que querer é poder mostram que "tudo vale a pena quando a alma não é pequena".Então sonhar, lutar, buscar e conseguir é só questão de tempo.
Tempos de trovoadas
A trovoada,
De tão medonha que é,
Ao mesmo tempo,
Encorajadora é,
Ora,
Será?
Trovoada que nasce,
Que Sol empanece,
Que de baixo aparece,
Que o céu escurece,
E que antes,
Lá longe aparece,
Trazida pelo vento,
Vento à ventania,
Faz do sopro poesia,
Pela noite,
Pelo dia,
Trazendo à navegar,
A trovoada...
Devagar,
De tão medonha que é.
Baby, não vá embora pois ainda esta escuro
não aprendi a ficar sem você e sem seu cheiro
Muitas saudades que sinto dos momento mais simples
Mas quando a gente ama se engana e não vê o que acontece
Ao nosso redor
Assim espero encontrar você em outro dia talvez
Ou quem sabe daqui a 15 minutos
Diferente.
Essa palavra sempre me perseguiu.
A medida que crescia todo mundo dizia: "- Essa menina é diferente!"
Eu nem bem entendia o que isso queria dizer, mas isso era só o começo das minhas excentricidades.
Todos, incluindo meus pais, me olhavam daquele jeito.
Fui descobrindo que não era o sujeito do predicado - eu era sujeito de outro mundo.
Um mundo que era meu e de mais ninguém.
Meus poemas, meus desenhos, minhas atividades, minha música, meu gosto gastronômico, minhas opiniões.
Para alguns eu era "hiperativa" demais, para outros lenta demais.
Nunca me dei bem com esse negócio de medidas. Nunca soube o ponto certo. Sempre transbordei.
Sempre fui dada aos exageros, sempre fui entregue as minhas curiosidades e minha particularidade. Sempre gostei de provar grandes emoções e sentimentos.
Nunca chorei pouco, nunca ri pouco (normalmente faço os dois ao mesmo tempo dependendo da situação), nunca sonhei pequeno.
O óbvio para mim nunca é o suficiente.
Sou um poço de extravagância.
O Tempo professor está me ensinando uma coisa, uma matemática simples (talvez a única matemática que eu realmente consiga entender), para que as pessoas não passem pela minha vida sem provar a melhor medida de mim, eu coloco minha excentricidade nas coisas simples e pequenas e distribuo segundo o Amor me pede.
Pois aquilo que diferente é difícil de achar. Tudo que é difícil de achar, se torna raro. E tudo que é raro, vale muito.
O tempo, as estações, as pessoas e o trem da vida.
No pulso do relógio
Ponteiros a correr
Encurtando a distância entre nosso querer
Na estação da vida
Pessoas ansiosas, por vezes receosas
Guardam na bagagem desejos secretos,
Carregam sonhos pra depois viver
À espera do trem da vida,
Recordo as últimas palavras ditas
Tão repletas de querer e amor
E sempre presente o temeroso medo, triste pavor
Na estação da vida, tempo passa e não te espera
Pessoas já decididas anseiam logo ir
Para cada estação uma dor, um adeus...
Recomeços têm pressa
Lá vem o trem da vida
Calado, sem alarde, sem fumaça
Chega despercebido...
O maquinista não avisa
Portas se abrem, o tempo é curto
Estações são recomeços, trem é futuro
Se tiver medo vai ficar
Não verás o trem chegar
É preciso sentido aguçado
Para ir além, enxergar do outro lado
Deixe pra trás o que não foi bom
É chegada a hora de partir
Me peguei observando as linhas no canto do olho do meu pai.
Me fez parar pra pensar.
O tempo é pouco para uma vida que é muito.
Achava que correr me faria ganhar tempo, só perdi.
Hoje, estou entregue a ouvir a música do vento, ao beijo lento, ao abraço apertado, da leitura sem pressa, do sossego de desenhar.
Não virei hippie, sou avessa a rótulos.
Só me dei conta que deleitar na vida não vai me fazer escapar da morte, mas me faz ganhar sorrisos, momentos, recordações e futuro, essas coisas que dinheiro não compra, sabe?! Assim, eu ganho.
Tenho que construir patrimônio, "mas de que vale ganhar o mundo e perder a alma?" A calma? O sono? O tempo? O toque? O sonho? A saúde? A alegria?
De que vale uma vida de nada?
Daqui um tempo as linhas no rosto vão desenhar a saudade. E eu me preocupo com a qualidade que essa saudade vai ter.
Me preocupo não com a forma que meu corpo vai tomar, mas que história ele vai ter pra contar de mim.
O velho está aí, a cada minuto que passa.
Não temo o tempo, temo o que é que ando fazendo dele.
