Poemas de Amor Próprio
"Ser leve, ser poesia, ser avessa e resistente às críticas de quem em nada contribui para melhorar minha existência. Resiliência, amor-próprio e compaixão. O mundo precisa é de amor e de muita gratidão"
(Trecho do Livro PAIXÕES E POEMAS DE UMA MULHER INTENSA-AUTORA WANDA ROP-2021-ED. SUNNY)
O que aprendi quando parei de exigir amor"
Por Diane Leite
Desde pequena, entendi que ninguém tem a obrigação de me amar. Quando o primeiro amor que conhecemos falha — aquele que vem da mãe — a vida nos ensina cedo que o amor não é garantia, é escolha. E, quando se compreende isso, algo muda para sempre.
Eu parei de correr atrás.
Parei de me explicar.
Parei de tentar convencer alguém a ficar.
Parei de insistir onde já não havia espaço para mim.
Hoje, se alguém escolhe ir, eu deixo.
Mas se escolhe ficar, terá o melhor de mim — inteiro, verdadeiro, leve.
Não porque preciso agradar. Mas porque eu quero doar.
Aprendi que amor não se exige, se cultiva.
Que presença não se implora, se atrai.
E que quem merece, vibra comigo, cresce comigo, floresce comigo.
Não, não é orgulho. É cura.
Não é frieza. É paz.
Não é jogo. É maturidade.
O amor próprio me ensinou a economizar energia com quem não vibra na mesma frequência.
E desde então… minha vida só floresce.
A SOLITUDE QUE SALVA
por Diane Leite
Você não precisa estar onde não pertence.
Não precisa forçar sorrisos em festas que te esvaziam.
Nem vestir máscaras para agradar quem não te enxerga.
Você não precisa ser aceito por todos — só precisa se aceitar inteiro.
Enquanto você perde noites tentando se encaixar,
poderia estar criando dias inteiros ao lado de quem te entende.
Enquanto arrisca sua paz por medo de ficar só,
poderia estar cultivando um silêncio que cura, que te revela, que te devolve a si.
Você não está errado por gostar da solitude.
Ela não é solidão — é reencontro.
É nela que os pensamentos se alinham.
É nela que sua verdade se apresenta.
É nela que sua alma começa a respirar fora das expectativas alheias.
O mundo é barulhento, e o excesso de ruído afasta a gente de quem somos.
Por isso, aprenda a fazer silêncio.
Não só ao redor, mas dentro.
E quando amar alguém, que seja com presença.
Sem medir, sem cobrar, sem mendigar.
Mas com sabedoria o bastante para sair, caso aquele solo não floresça.
Você não tem obrigação de regar jardins que só existem para esgotar suas águas.
Amar é sublime —
mas se amar é essencial.
Se um amor exige que você se abandone, ele não é amor: é disfarce.
E você nasceu para dançar a vida com leveza, não para rastejar implorando por companhia.
O amor verdadeiro começa quando você entende que
ninguém tem obrigação de te amar…
mas você tem o dever de nunca esquecer que merece amor.
E merece amor, principalmente, de si mesma.
Entender a vida, por si só, é uma arte. É olhar a existência nos olhos, e deixar-se guiar pelas trilhas que o mundo provém. É saber distinguir cada passo, e compreender os desígnios do futuro para além das expectativas, mas como quem sonha e faz acontecer. É notar a si mesmo como elemento fundamental da própria história, e não como um coadjuvante que tudo vê. É permitir-se ser livre, mesmo dentro das amarras que as circunstâncias podem trazer. É compreender o próprio tempo, alinhando as arestas que delimitam a imposição do outro no nosso querer.
Entender a vida é uma arte. Ser autor dela também.
Talvez seu mundo seja cheio de amor,
Que você passará a enxergar
Quando parar de buscá-lo
Nos lugares errados.
Acordamos todos os dias com uma missão grandiosa, mas não tão simples: a missão de amar.
Ao longo do dia, esbarramos em obstáculos que, certamente, não estão em nosso controle: os desejos e particularidades das outras pessoas, seus processos de reflexão, aceitação e suas questões intrínsecas, seus acessos de fúria e de confusão. Nesse momento, costumamos questionar nossa missão, sabatinar nossas intenções, inquirir nossos sentimentos. Ao fim do dia, no entanto, pessoas serão pessoas, com suas peculiaridades, seus altos e baixos, idas e vindas e traumas próprios. Criamos, então, nossos perdões internos para cada atitude que, de alguma forma, nos magoa, tira do equilíbrio, embarga nosso projeto de amar. A pergunta é: você tem se incluído em tudo isso? Tem compreendido suas questões particulares? Tem aceitado sua humanização? E, principalmente, tem se perdoado?
Como podemos levar à frente uma missão que já se inicia em xeque quando você falha em amar a primeira pessoa que aparece em seu dia, você?
'Eu desejo que você aprenda a se amar o suficiente, para não depender do amor de outro para ser feliz"
Haredita Angel
21.03.19
"Tudo começa com você e termina
com você.
-Então ponha Você em primeiro lugar.
Isso é amor próprio;
Isso é autorrepeito;
Isso é lindo!
Haredita Angel
24.02.24
Artificialidade.
Ser real incomoda, o natural tem se tornado intolerável aos olhos daqueles que buscam a todo momento a perfeição.
Se não tem o seio farto, coloca.
Se tem barriga, tira.
Se o nariz é largo, afina.
Se o cabelo é curto, faz alongamento.
Se os dentes não são bonitos o bastante, faz faceta.
Se os próprios traços não agradam, faz harmonização fácil.
São tempos difíceis, onde o natural está entrando extinção.
Não sou contra melhorar algo no qual possa nos incomodar, ou fazer algo para realçar o que gostamos em nós.
Mas sim, sou contra essa ditadura da beleza, que faz com que essas indústrias da estética ganhem rios de dinheiro as custas da nossa insatisfação, na maior parte das vezes, inventada por eles mesmos.
Estão criando pessoas que não se aceitam como são, que nunca estão satisfeitas, tudo isso pra tentar atingir o inatingível.
Há beleza em todos os tipos de corpos, traços, cada um com sua singularidade.
Não temos que ser iguais e muito menos nos encaixar em um padrão cruel e limitante.
Precisamos mudar a maneira de nos olhar e aprender a nos apreciar sem filtro.
Nosso corpo é o nosso templo e é preciso que amemos ele.
É preciso entender que somos breves.
Estamos de passagem nesse mundo louco nos preocupando com coisas tão banais, mais vale um coração leve e um sorriso no rosto, do que o peso de não ter vivido a vida como ela merecia ser vivida.
Afinal, o que de fato importa, é o que somos por dentro.
Não o é visível aos olhos, mas a alma consegue ver.
Prometi que não choraria mais
Mas, mais uma vez me encontro em grande solidão
Com o coração nas mãos, sem saber oque fazer
Diante desse terror que é o amor, diante dessa dúvida.
Porque tu me faz chorar? Será que um dia pode me amar?
Estou me desmontando pouco a pouco, pedaços a pedaços.
Você não percebe que o meu melhor estou te dando?
Sinto um pesar em te desapontar, mas já sinto que não sou do seu agrado.
Que não agradas mais do meu amor, me fazendo sentir se um grande tolo.
Pois amar é um erro, será que errei em ama la? Ou tu errou na escolha e eu só fui um erro?
Diante desse abandono ainda a amo por completo, mesmo sabendo que pode ser tolice.
Mesmo sabendo que irá me fazer chorar.
Me dizesseram que sem qualificação eu era, Que o intuito errado me guiava, quem me dera se essa conversa fosse de tal forma a mais correta.
Deixei me levar por um instante nessa conversa com miséria, que sem misericórdia na corda do abismo me enlaçou.
Levei um tempo para perceber que o meu saber era um transtorno para muitas vidas reprimidas, e por não terem meu saber queria rouba lo de mim trocando pelo trantorno que as rodeava.
Percebi por bem do meu próprio ego e vida pacata que na conversa falha e virtuperada do meu próximo não caíria feito uma criança.
Não procure alegria em outra pessoa, mas em si mesmo.
Seja fiel à você mesmo.
Cultive seu próprio amor e o seu tesouro pois os frutos serão mais bonitos e sua riqueza também, até o ponto de poder dividir com alguém.
Adaptado de Francisco el hombre - Triste, louca ou mà
Triste, louco ou mau
será qualificado
ele quem recusar
seguir receita tal
a receita cultural
do marido, da família.
cuida, cuida, financia
só mesmo rejeita
bem conhecida receita
quem não sem dores
aceita que tudo deve mudar
que uma mulher não te define
sua casa não te define
sua carne não te define
você é seu próprio lar
que uma mulher não te define
sua casa não te define
sua carne não te define
ele desatinou
desatou nós
vai viver só
eu não vejo a palavra
Fêmea
conformada vítima
Prefiro queimar o mapa
traçar de novo a estrada
Ver cores nas cinzas
E a vida reinventar.
e uma mulher não me define
minha casa não me define
minha carne não me define
eu sou meu próprio lar
ele desatinou
desatou nós
vai viver só"
Não espere que te façam o bem
Nem espere que te façam o mal
Faça se a si mesmo esse bem
Pois amor próprio não tem igual
Dar valor a quem agrega valor,
ser recíproco com quem entende o que é ser recíproco,
e toda nossa indiferença para quem merece indiferença.
Sou uma árvore centenária, que brota em um corpo de menino. Minha alma é um livro antigo, cheio de histórias, cheio de sabedoria. Meus olhos são dois poços de água profunda, onde o tempo se reflete, onde a eternidade habita.
Sou um homem que já viveu mil vidas, e ainda assim, sou um menino que brinca com o universo. Minha presença é um silêncio que fala, um vazio que está cheio de significado. Eu sou o resultado de todas as minhas vidas, e ainda assim, sou um mistério para mim mesmo.
Eu sou um enigma, um labirinto, onde a verdade se esconde e a mentira se revela. Mas eu não tenho medo do desconhecido, porque eu sei que sou o guardião de meu próprio destino.
Eu sou um rio que flui sem parar, mas que ainda assim, é profundo e tranquilo. Minha superfície é lisa e brilhante, mas minhas águas são turbulentas, cheias de correntes e redemoinhos. Eu sou um vulcão que dorme, mas que pode acordar a qualquer momento.
Minha vida é um tapete ricamente tecido, com fios de alegria e tristeza. Eu sou um poeta que escreve com o coração, e que canta com a alma. Eu sou um homem que ama profundamente, e que pode detestar com a mesma intensidade. Eu sou um ser humano, com todas as minhas contradições, e ainda assim, sou um mistério para mim mesmo. Mas eu não tenho medo de mim, porque eu sei que sou um ser em evolução.
Eu sou um rio que flui, um vulcão que dorme, um poeta que escreve, um homem que ama. E eu continuo a fluir, a dormir, a escrever, a amar, a viver. E quando eu finalmente chegar ao fim do meu caminho, eu saberei que vivi, que amei, que escrevi. E que deixei um pedaço de mim mesmo, no coração de todos que conheci. E assim, eu me tornarei imortal, um eco que permanecerá para sempre. Um eco de amor, de poesia, de vida. E eu serei feliz, porque vivi.
(“O velho jovem de mil vidas”, de Douglas Duarte de Almeida)
Ultimamente o que eu mais observo, são pessoas com relatos que cuidaram do outro uma vida toda, e esqueceram de si.
E muitas vezes esse "outro" não valorizou o cuidado e amor entregues.
Não passe a vida preocupado (a) em agradar apenas o outro (marido, esposa, filhos, familiares, amigos..) Cuide de você! Agrade-se! Se ame! A vida passa rápido! Você é seu bem maior.
As perdas são necessárias para se valorizar o extraordinário.
Não vou chorar por nenhum amor perdido.
Porque hoje eu reconheço que o amor é o próprio ganho diário contínuo.
Vivendo e aprendendo a se amar
