Poemas de Amor Perdido
O que te prende?
O que te esconde?
O que te assusta mais:
ser encontrado ou se perder?
Se te entrego meus versos,
eles encontram abrigo
ou se perdem no vento?
Talvez a chave não esteja em você.
Talvez eu só precise descobrir
se ainda quero procurar.
Sorrir com dor,
amar em silêncio,
consolar o outro.
Perdoar o imperdoável,
acolher no vazio.
Amar o próximo é amar a vida,
ser forte é viver,
mesmo quando a alma cansa.
Me sinto perdido nas estrelas.
Em meio às estrelas, me sinto perdido,
Em meio a galáxias e universo, me encontro no seu sorriso.
Poderia me sentir vivo, buscando aventuras sem sentido,
Mas ainda assim, me sentiria perdido em meio às estrelas.
Seus olhos, um par de constelações,
Guiando meu olhar em meio à escuridão.
Seu sorriso, a luz que rompe as solidões,
E me devolve a esperança e a direção.
A vastidão do espaço me assusta e me fascina,
Mas a proximidade do seu amor me acalma.
Em seus braços, encontro a minha sina,
E a paz que minha alma tanto clama.
As estrelas podem brilhar intensamente,
Mas nenhuma delas se compara ao seu fulgor.
Em você, encontro meu lar eternamente,
E o sentido que a vida me negou.
Você não perdeu, de glória a Deus pois ele te livrou de uma pessoa sem caráter que se corrompeu por dinheiro.
Por isso digo que o dinheiro é o princípio de muitos e grandes males que por conta dele divide-se e destroem-se lares, abandonam ou trocam como figurinhas de um álbum.
O dinheiro faz que o homem afaste-se do bem mais precioso que é o amor.
Pois somente o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Sem amor nada temos nada somos.
Por amor ao dinheiro muitos sábios se tornam tolos.
"Na Sombra do Silêncio"
Perdido no labirinto da memória,
Na sombra da tua ausência, sem glória,
Os tempos avançam, eu, um eco só,
O vazio, um abismo, na alma um nó.
O tempo enubla o que fomos um dia,
Histórias que se desvanecem com o vento,
Desperto à noite com os uivos da agonia,
Um trovão retumba, dilacerando o tempo.
Impotência e orgulho, parceiros nesta dança,
Desilusão ecoa, no campo da lembrança,
Lutei só e perdi a esperança,
O Graal já não se alcança.
Sangro em silêncio, cada gota uma memória,
Por um amor sem vitória,
Notas etéreas ao frio, ao relento,
Nossos nomes, um grito de desalento.
Enterrados estão os nossos segredos,
Não acredito que foi tudo em vão,
Acorrentado aos sonhos e medos,
Na minha nostalgia, na escuridão.
O horizonte ermo e noturno,
E eu aqui, desorientado, sem razão,
No eco do silêncio, um coração soturno,
Estou perdido, num tempo já perdido, na solidão.
No vasto horizonte de nossas vidas, muitas vezes erramos ao acreditar que o paraíso se perdeu nas névoas do passado, em dias de juventude dourada e em noites de sonhos não realizados. Mas o verdadeiro paraíso se desdobra diante de nós, aqui e agora, em cada batida de um coração disposto a amar e a se entregar.
Enfim, “tarde demais” foi apenas um sussurro de ontem, um eco de tempos que não reconheciam o poder do presente. Hoje, ainda temos tempo—tempo de amar profundamente, de esculpir momentos de ternura e de transformar cada segundo em uma celebração do amor.
Deseje, sim, ser amado, mas deseje com igual ardor doar-se por completo. O amor verdadeiro não se limita à recepção; ele floresce plenamente quando também damos de nós mesmos, quando nossa essência é um presente aberto ao outro. Liberte-se desse amor que jaz aprisionado em seu coração, deixe-o voar livre, para que possa iluminar os cantos mais sombrios do ser amado.
Neste mundo, a prisão não são as obrigações diárias, nem as prioridades que nos guiam, mas a incapacidade de expressar plenamente o amor que carregamos. A verdadeira liberdade não se encontra apenas em doar-se, mas em se permitir viver o amor em sua mais pura forma—livre das amarras do medo, da insegurança e do silêncio.
Existem homens apaixonados que se sentem presos em seus próprios pensamentos, enclausurados por uma consciência que hesita em se revelar. Mas aqueles que se atrevem a expressar, a viver e a respirar o amor em cada gesto e palavra, encontram a verdadeira liberdade, mesmo que residam nos subúrbios do convencional.
Portanto, não olhe para trás em busca do paraíso perdido. Ele está aqui, à sua frente, nas possibilidades infinitas do hoje. Ame com consciência, com expressão, com a coragem de quem sabe que ainda é tempo de ser livre, de ser pleno, e, acima de tudo, de amar sem limites.
Vou me despir de tristezas
E desfilar alegrias, enfim
Resgatar esperanças perdidas
Caminhar contra o vento
Exalar o perfume jasmim
Emoldurar em meu rosto
Aquele sorriso que você não esquece
E ao te encontrar
Ser teu raio de sol
Que o coração ilumina e aquece
PERDURAR
Se poeto verso cheio de piedade
Com rima leve de coração gentil
Retalham-me inquieto e tanto vil
Com a poética cheia de vaidade
Não quero maldade, nem deidade
Tão pouco um cântico mais hostil
Mas sim, sensato, amoroso e sutil
Feito com sentimento e suavidade
Meu amor delira, meu peito chora
Sinceramente, no prosar e, assim
Embriagado na inspiração, aflora
Ah! Paixão, dá-me o tom no viver
Tira a exclusão de dentro de mim
Para não deixar a emoção morrer.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09 maio, 2024, 12’28” – Araguari, MG
O meu Albatroz voa, livre, nunca perdido.
E a única coisa que lamento
É que não tenha voado comigo.
Em todo tempo juntos, e juntos o tempo é curto
Pela manhã te perdia, e nas noites te encontrava
Em meus sonhos, o mundo era nosso
Em teu colo nada importava
No teu olhar vazio, a realidade se atrofia
Meu coração canta sem parar, e no meio de tudo, é o teu sorriso que me agrada
Nos teus olhos me perco e no teu sorriso eu me encontro
No vazio da noite, a alma questiona,
O sentido perdido, a vida que abandona.
Caminhos sem luz, escolhas sem razão,
A liberdade pesa, é fardo na mão.
A busca incessante por um eu verdadeiro,
Entre máscaras e sombras, sou prisioneiro.
O ser e o nada, dançam em conflito,
Na busca de um lar, no eco do grito.
A vida é um ato, um teatro sem cena,
Onde cada instante é a própria condena.
Mas na angústia e no medo, há beleza sutil,
Na liberdade de ser, no amor que é febril.
Às vezes, me pego perdido em meio aos meus pensamentos, questionando "como posso me encontrar?". Um lado de mim tenta imaginar que com o amor encontrarei meu caminho, mas surge a pergunta "e se" eu não me encontrar?
Meu outro lado, com toda sua maldade, me faz indagar se com a violência encontrei minha "paz". Afinal, o que não me mata, me faz mais vivo.
Contudo, se "o que não me mata, me faz mais vivo", qual o sentido de viver sem a tranquilidade do amor? Em meus pensamentos compartilhados, sempre cito o amor, pois como posso dizer que a vida não é amor? Grandes filósofos proclamam que não precisamos do amor para viver, no entanto, muitos deles tiraram a própria vida, e outros enlouqueceram.
Querido leitor, se o amor não é vida, então o que é a vida?
@poeta_poracaso
O TEMPO POR NADA ESPERA
Mal vemos o desabrochar da flor e tão rápido ela perde sua cor.
Quase não vemos o sol nascer, tampouco ele se pôr.
Quanto tempo será que ainda temos pra sentir amor?
Mal derrama-se a lágrima da felicidade e muitas vezes chega a que vem com a dor.
Quanto tempo mais, vamos esperar pra sentir amor?
Peço perdão, não à multidão
mas a mim, pela falta de compaixão
desculpa pela dor
Os outros sempre coloquei em primeiro,
e tu ansiavas por meu amor verdadeiro.
Quero te pedir perdão, vou mudar,
Prometo nunca mais te desamparar,
Vou te fazer orgulhar,
Nunca desistir de ti e sempre batalhar
Pelos outros, não vou mais chorar
decepção não vai mais entrar
Dos outros vou me afastar,
Para assim te poder amar
Peço desculpa,
mas te prometo,
a partir deste momento,
vou lutar,
Autoestima recuperar,
E a vida aproveitar
Voltar a renascer
E de novo a luz em mim florescer.
Meu eu, eu te amo.
Quase...
Eu quase morri de saudade...
Eu quase bebi a cidade inteira...
Eu quase perdi a cabeça...
Anderson_rosa
Mas,
E se eu falar
E você falar
Será que nos escutaremos?
Ou nos perdemos nesse vazio
- Congelados no tempo
Se foi
Se esvaindo
Perdi
Meu coração em pedaços
Não posso mais ter você
Todos os meus destroços
Apenas queriam te querer
Grito em silêncio
Não posso falar
Apenas penso
Cheguei a te amar
Ainda sinto
Sinto muito
Acabou
Já amei pessoas que nunca me amaram
Já desprezei amores
Já perdoei traições imperdoáveis
Já troquei espinhos por flores
Já abracei pessoas vazias
Já recusei abraços por orgulho
Já lutei batalhas que não eram minhas
Já plantei para colheitas futuras
Já chorei até soluçar
Já ri até a barriga doer
Já me apavorei ao ponto de gritar
Já plantei o que não iria colher
Já li livros ruins que até hoje me arrependo
Já li contos que considerei perfeitos
Já li poemas que me perdi pensamentos
Já criei músicas marcadas pelo tempo
E assim escrevo, deixando para o futuro, as lembranças de quem um dia, viveu feliz nesse mundo.
Minha doce e amada Vó
Perdido em pensamentos,
Nunca pensei que viveria esse momento.
Caminhando num jardim colorido,
Fui surpreendido.
Te encontrei depois de ter me despedido,
Após te abraçar, comecei a chorar.
Porque sei que esse momento vai acabar,
Caminhamos e conversamos,
Pelas trilhas das cores.
Quando vi seu sorriso brilhar,
Tive que acordar.
