Poemas de Amor e Paixão
"Eu te amo
Mas teremos que nos afastar
Minha cabeça proíbe meu coração de se apaixonar.. de verdadeiramente se entregar"
Não quero que meus pensamentos e projetos sejam aceitos por Deus. Mas, o que Ele tem para mim, eu O compreenda e receba-os.
Ref. Isaías 55.8,9
Escrevo porque meu agora é infinito,
porque sou um abrigo de sonhos...
Sobrevoando os mares,
sinto seu caloroso abraço
e me refugio no meu pensamento,
alcanço seus olhos, e
o temor da noite vai embora,
o sono vem
e durmo em paz...
”Paredes manchadas de tinta
Jogue todas as cores possíveis
De forma irregular se torna em arte
Sua expressão é indecifrável
Faça de nossos momentos,
Decifráveis e intensos.
Me olhe até seus olhos se transformarem em tinta,
Torne de minha pele suas paredes.
Me trate como monumento
Atente-se aos meus detalhes
Leia minhas falas e gestos.
Mãos macias como pincéis
Complexidade são meus traços
Ao meu lado, use seu intelecto,
Para me desvendar.
Seus lábios são corantes,
Corando meu rosto ao encostar nos meus.
Vamos cair no inconsciente,
Como se inalássemos a química.
Transforme de seu corpo a cor que reflete,
Nos esculpindo e colorindo-nos como obra prima.
Deixe que nossos sussurros,
Descrevam-se como é o encontro de ambos para o dom,
Almas talentosas.
Juntos o ar se entrega a criatividade
Envolvimento de amor e teoria.”
-Luisa Corviello
Como estão os lábios que o meu beijo destruiu,
O néctar roubado, o desejo que sucumbiu?
Como está o rosto que o meu fogo queimou,
A face em chamas, o ardor que não cessou?
Como está o corpo que o meu treino cansou,
A pele marcada, o vigor que se esvaiu?
Se o lume arde alto, espero que ele não nos consuma,
Mas que eleve nossas almas, em chama e bruma.
A carência me incita todas as dores! Essas afligem o meu corpo e como dói... Já me encontro farto, farto de que tudo nunca se esclareça, farto de amar com prudência, farto de nunca compreender se é amor ou carência.
Não são todos os dias que me recordo de você, mas quando lembro, levanta-se em mim um misto de sentimentos. As pessoas nunca entenderiam o peso das artes simples! A verdade é que a tua cruz desenhada em meu corpo perdura até hoje, e permanecerá tão-somente no meu último suspiro de vida, mesmo que ainda, fisicamente, não tens a mim morto.
Alguns presenciaram a tua pequena arte, mas tão fútil se faz para eles, pois o corpo que fora marcado, pertence a mim. Nunca haverá amor tão lindo. Fissurados por essa leitura poderão até imaginar que escrevi para tal, mas você, a quem escrevo com amor, nunca saberá sobre a dor que expresso nestas palavras.
Lembra aquele dia
Em frente ao seu portão?
Eu me lembro que chovia,
Lembro que você sorria
E segurava a minha mão.
Eu lembro dos seus olhos
Lembro da emoção
Lembro do seu coração
Junto ao meu coração
Lembra aquele dia?
Lembra da situação?
Lembra que o amor
Nos molhava o coração?
Eu me lembro.
"Nada nos detenha,
da verdade que atamos,
viver nossos sonhos,
amar sem ter planos,
da paixão em que nos enlaçamos."
amar-te é como se luz
(luzindo fráguas
qual água até que fura)
morando nos teus olhos.
é dançar abraço dando
no piar de um ninho em cama
(que nos faz dançando
o chão fugindo)
pisar um céu de luz e chama
e o universo dançará à volta
(enquanto a luz for brilho
envolta no piar do ninho)
no balançar de um riso à solta
A madrugada está fria.
Meus pensamentos, como as nuvens, pairam sobre o mar,
Ouço sua poesia de sons...
Meu sono navega em meio às culapadas, à procura da calmaria...
Passa das três, ela deve estar dormindo
Procuro a constelação de Órion, o caçador e seus dois Cães...
As estrelas brilham cintilantes, como refletissem a beleza dos seus olhos...
Passa das três, e no balanço das ondas deixo-me levar...
no conforto do travesseiro, meu parceiro, que tudo sabe.
É ele que sopra os versos enquanto sonho...
São oito e oito. A contragosto, do sonho desperto.
Mesmo acordado, continuo enamorado,
Perco-me subitamente nas curvas do riso daquela pequena...
Sem perder-se da vigília o coração pulsa...
A razão estremecida de vaidade, ergue e revela-se:
“Acorda-te, já te perdestes de novo?
Essa alma de poeta, coloca amor e paixão em tudo...”
Olhar quimérico, complacente,
Vejo a pedra sob a cachoeira,
Impacta sobre ela a pressão das águas,
Com o tempo ela muda,
Torna-se resvaladiça, lapida-se!
Se ela pudesse, sairia dali?
Se saísse, continuaria mudando?
Voltaria a ser bruta?
“Desadormece-te poeta desta abstração!
Ama e observa a natureza,
Pertences a ela, pertences a ti...
Sinta o perfume das flores,
Senta-te na sombra da figueira,
Fica aqui, no alto rodeado de verde,
Observa lá longe e sem saudade
Os muros de concreto que a humanidade tanto ama”!
Paulo José Brachtvogel
Viagens, viagens e mais viagens... assim resume um pouco da história de dois colibris. Num encontro ao acaso, o destino bateu asas sem destino. Houve a partida, eu sei. Houve a chegada, bem sei. Eu destilava quando a brisa tocava o meu rosto. Eu bailava ao flutuar nas águas da cachoeira. Eu me sentia leve ao voar do seu lado. Eu, eu, eu... foi um eu em nós. Cada viagem era única. Cada viagem era vivida como nunca. Cada viagem eu voava sem medo. Cada viagem eu me entregava mais ainda para um voo livre. Cada viagem me fazia sentir o quão bom é viver um voo sem ter medo da queda. Cada viagem me presenteava com uma plumagem nova travestida de amor. Cada viagem eu renascia; ressurgia das cinzas como uma fênix: o pequeno e sonhador colibri. Certo tempo, o destino me fez uma surpresa, como ele sempre me fez. Minha fênix o qual eu perseguira insaciavelmente voou bem mais alto para bem longe. Eu não consegui avistá-la! Tentava com todas as minhas forças vê-la, mas já era impossível. Chorei. Ela se foi. Ela se foi e deixou a saudade como lembrança de um voo que me fez livre, mesmo estando com os pés presos às razões que me aprisiona. Ela me apresentou a liberdade ao voar, a sua vontade de viver sem medo.
Se um dia alguém te perguntar se você voou, se você amou; pequena colibri, não hesite em dizer com todas as suas forças: eu amei e fui amada!
Você, sempre te admirei de longe
Nunca pensei que teria essa chance
Eu gosto de você, e isso é concreto
Mas sempre foi discreto, com o ar de incerto
Nunca pensei que sentiria o que senti você.
Ciúmes!? É uma coisa que eu nao consigo entender
Ainda tenho muito que amadurecer
E aprender, mas de uma coisa é certa eu não consigo parar de pensar em você
Tenho muitos sonhos
E sempre você está lá
Com olhar sereno e sempre a me abraçar
Espero que esse seja o primeiro de muitos poemas que lhe escreverei
De um Cara quaquer
pra uma dama que eu me apaixonei
Gotas
Vivo neste mundo em branco e preto,
Iluminado somente pela tua luz charmosa,
Deixe brilhar em mim tua gota formosa
E colora com graça esse soneto!
Voz macia e pele em mármore talhada,
Olhos como mel, simples corpo formoso,
Com lábios finos e de traço estiloso.
Fujamos de nos mesmos, preciosa amada.
Gotas cálidas de orvalho diurno,
Chama preciosa de Círio sagrado.
Sejas meu anjo, sempre abençoado,
E cobrirei seu ventre de amor soturno.
Olhos nos olhos, pele na pele, boca na boca,
Embriagar-me-ei com teu prazer, gota por gota!
Meu Pequeno Girassol
Nas vastas paisagens do meu coração,
Floresce um amor, brilhante e puro,
Um girassol radiante, minha paixão,
Em cada verso, a emoção encontro e seguro.
Meu pequeno girassol, encanto da vida,
Com seus cachos de ouro a dançar,
Ilumina meus dias, a alma aquecida,
És a luz que faz meu mundo brilhar.
No jardim da nossa história, és a estrela,
Desabrochando em cores e emoção,
Meu pequeno girassol, a alegria que revela,
Um sentimento que cresce com devoção.
Teu sorriso é como o sol da manhã,
Aquecendo cada canto do meu ser,
Em teus olhos, a paixão é minha chama,
Meu pequeno girassol, meu único querer.
Cada riso teu é um raio de luz,
Que ilumina o caminho por onde vou,
Em teus abraços, encontro a paz que conduz,
Meu pequeno girassol, és quem meu coração escolheu.
Nas cores vivas dos nossos momentos,
Desabrocha um amor que é tão real,
Meu pequeno girassol, és meu sustento,
Minha paixão imersa num doce vendaval.
E assim, nosso amor floresce e cresce,
Como um jardim que a primavera beijou,
Meu pequeno girassol, minha prece,
Minha paixão eterna, meu coração roubou.
►Velas de Janeiro
À luz de uma vela simples,
Eu escrevo, para ti, acredite
Ainda penso em nós, ao arco-íris
Ah, mal sabes o tempo, o quanto queria
Que o infinito desse graças aos momentos
Como uma bênção, afastando assim, o medo
Medo de esquecer, medo do vento soprar e levar
Para longe, e nunca mais retornar ao lar.
Em pouquíssimas palavras, lacrimejo
Uma dor desfere golpes sobre o meu peito
Como se desejasse meus gritos em desespero,
Como se almejasse me despir ao relento
Enquanto a chama se contorce,
E a vela, aos poucos, morre.
Amada minha, minha estrela, guia-me
Para seus braços, para longe deste corpo em pedaços
Afaste-me destes espasmos, leve-os ao espaço
Dama, como desejo vê-la, fervorosa é minha vontade
Vontade de correr, pular o penhasco, e te encontrar
De corpo e alma, alma fogosa, em pura prosa, por horas
Senhora, dai-me a permissão, deixe-me vê-la, mais uma vez
Deixe-me senti-la, beijá-la, só mais uma vez.
Enquanto a vela falece,
O meu coração não mais se aquece,
Enquanto o tempo desaparece.
Tem gente que vale mais que a pena, mais que a galinha, mais que um galinheiro inteiro
Pedi para o tempo passar arrastado e ele passou tão rápido quanto um raio
A chuva caindo em nós, o mar soprando a brisa que nos causava um friozinho e nos unia
Um corpo aquecendo o outro, aquele dia foi tão precioso quanto ouro
Eu não sabia se teria como voltar para casa, por conta da chuva e condução
Mas sabia que não queria, ficar contigo era o desejo do meu coração
Só pensava em como queria você e em um truque mágico, todos os problemas conseguia esquecer
Se pudesse eternizava aquele momento, que hoje, infelizmente, só se repete em pensamento.
Fragmento poético
Poesia: Samuel Thorn
(...)
Quero me apaixonar!
Nesse meu novo viver.
Quero saber o que é amar!
E dizer: EU AMO VOCÊ.
►Partida
Irei te ver nas paredes, na cama, por meses
Falarei seu nome várias vezes, em dizeres
Despeço-me de você, meu amor, como da última vez
Minha felicidade está com você, sempre
E, mesmo em lágrimas e olhos inchados,
Escrevo aqui, em meu diário, nossos retratos.
.
Agora estou sozinho, perdido, com frio
Queria seu abraço quentinho, fofinho
Mas, agora estou sozinho, neste mar, em perigo.
.
Fui tolo em pensar que saberia amar
Mesmo relatando romances sem fim, tudo que fiz foi me enganar
Sonhei que ficaríamos juntos, mas, não foi assim
Agora estou chorando em desespero, sem parar
Lembrando dos seus beijos, do seu abraço caloroso, seu sorriso meigo
Como eu poderia simplesmente aceitar em silêncio, sua despedida?
Como eu poderia simplesmente me desprender de quem realçou minha vida?
Difícil, querida, difícil aceitar sua ida
Por isso escrevo, querida, escrevo, torcendo para que seja mentira
Que não irá embora, que ficará comigo, se for, por favor
Não me diga.
.
Escrevo em dor, meus olhos ardem por conta da ferida
O que será? Penso eu, da minha cama vazia?
Sem seus cabelos em meu travesseiro?
De suas curvas em sinfonia me desejando bom dia?
Eu não quero acordar sem sentir seu cheiro
Então fique, permita que este camponês a ame, princesa.
Quando você acordar
Estarei aqui prá você
Se comigo a noite sonhar
Não deixe de me dizer
Como foi o sonho?
foi bom?
Como foi o sonho?
foi lindo?
Como foi o sonho?
meu bem?
Me conta,
Que eu já estou sorrindo!
