Poemas de Amor de Fernando Verissimo
Coloquei numa caixinha, todos os meus sonhos
Para levar a qualquer lugar
Na rua por onde andar
Um dia quando andava
A deixei cair
Neste momento comecei a sentir
Vontade de fugir
Agora sem sonhos pra sonhar
Sem lugar para guardar
Simples, livres pelo ar.
A magia existe ?
Sim, é claro que ela existe !
mais a mágica não dura para sempre.
Não importa o quanto você deseja o contrário, o destino pode mudar de uma hora para outra, e cortar como uma faca.
Solidão
A solidão não é a do eremita, que se acomoda nos lugares mais inóspitos da terra;
A solidão não é daquele que vive em uma grande metrópole, onde centenas de pessoas diariamente estão a sua volta, e nem eles, nem você tem a menor noção de quem são;
A solidão não é quando você percebe que seu grau de prioridade, cai vertiginosamente, dentre aqueles poucos que te conhecem;
Conhecer a solidão é quando você APRENDE, que nada e nem ninguém poderá apagar as marcas gravadas no seu “coração” do sentimento de ser só.
Trecho do manuscrito Existência e Esperança de Fernândo Báldassäri
Só há um modo
Só há um modo de realmente os humanos terem consciência dos sofrimentos ou das alegrias daqueles com quem conviveram e que julgavam serem solidários; será quando se encontrarem nas mesmas condições daqueles que deles necessitavam, então sentirão na alma que o que faziam, era meramente um teatro....
Trecho do manuscrito Existência e Esperança de Fernândo Báldassäri
O Reconhecimento
Não há como não acontecer, porém ele pode estar a um nanossegundo de você, ou na Eternidade....
Trecho do manuscrito Existência e Esperança de Fernândo Báldassäri
Súplica de Jesus
"Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23,34)
O Pai, ouvindo a súplica de seu Filho, ensina:
Filho, Eu dei aos homens a Faculdade do raciocínio, o Meu perdão será dado, quando Ela for usada....
Trecho do manuscrito Existência e Esperança de Fernândo Báldassäri
Das Omissões
O homem diz:
"Deus tira com uma mão e dá com a outra"
O que o homem não diz:
É quem vai receber esse "benefício".....
Trecho do manuscrito Existência e Esperança de Fernândo Báldassäri
buscamos em nossa alma..cada dia mais um extase;
a febre do continuar,o poder simples de palavras;
a magia de um enfase,um olhar daquela pessoa inesperada;
buscamos nos outros o que nÃO podemos ser.
PENSAMENTOS QUE VEM E VÃO MAIS SE TORNAM VÃO;
SE VEM PORQUE ALGUNS NÃO SE VÃO;
SE VÃO PORQUE AINDA VEM;
PENSAMENTOS DOS MAIS ESTRANHOS ATE OS MAIS BONITOS;
PENSAMENTOS QUE SE TORNAM ATITUDES;
PENSAMENTOS QUE SE TORNAM POESIAS,POEMAS,VERSOS,GRITOS DE UM INTERIOR;
PENSAMENTOS QUE POR POUCOS VIRAM DESGRAÇAS NO AMANHÃ;
PENSAMENTOS DE MALDADE;PENSAMENTOS BENEFICOS;
NÃO IMPORTA O QUE DIGAM,NOSSA MENTE É COMO SE FOSSE O AMOR,NOS DOMINA,NOS MACHUCA,NOS DEIXAM DOENTES;
E AO MESMO TEMPO NOS TORNAM FELIZES COM COISAS QUE NUNCA PENSAMOS,TANTO HOJE QUE NO AMANHÃ NOS PREGAM PEÇAS;
PEÇAS DE UM MUNDO INGRATO,EM UM MUNDO QUE QUANTO MAIS TEMOS MAIS QUEREMOS UM MUNDO TOLO QUE POR MAIS QUE DIGAMOS QUE ESTAMOS FELIZES;ESTAMOS REBELDES POR DENTRO;ESTAMOS EM COMFLITO CONSIGO MESMO;O NOSSO PROPIO PENSAMENTO É AQUILO QUE SEREMOS AMANHÃ,NOSSOS PENSAMENTOS DE ONTEM,É O QUE NOS TORNAMOS HOJE...
PENSE...PENSE...PENSE...CUIDADO QUEM MUITA PENSA FICA LOUCO OU SE TORNA ESCRITOR
u q eh orgulho
akilo ki vc tem de maior
akilo ki vc sempre tenta honra
e seguir como c fosse
a maior coisa ki vc tem
mais eu sei vc sabe
ki eh sim verdade mas
quando naum me deixas sofrer
quando vc mesma naum sofre
eu tenhu meu orgulho por isso
meu coraçao esta aberto
ele me ajuda a naum ser injusto
ah tentar ver alem du q posso
ele me dixa sonhar deixa todos que kerem
sonhar comigo naum consigo passar por cima dele
mais sempre ki eu posso eu tento
i posso afirma ki eh quase sempre
orgulho serve pra todos
de que vale todos esse orgulho
c pessoas sofrem com ele
vc naum coseguiria deixa-lo de lado
sempre siga ele ..
naum o orgulho naum o
coraçao ....!!!
Abat-Jour
A lâmpada acesa
(Outrem a acendeu)
Baixa uma beleza
Sobre o chão que é meu.
No quarto deserto
Salvo o meu sonhar,
Faz no chão incerto
Um círculo a ondear.
E entre a sombra e a luz
Que oscila no chão
Meu sonho conduz
Minha inatenção.
Bem sei... Era dia
E longe de aqui...
Quanto me sorria
O que nunca vi!
E no quarto silente
Com a luz a ondear
Deixei vagamente
Até de sonhar...
Para quem interessa
Nao adianta fikar todos os dias c lamentando
fikar todos os dias dizendo ki quer i ki gosta
nada vai mudar ou vai deixar de ser como é
a naum ser ki vc seja diferente ki vc faça
a diferença vc eh capaz dissu???
vc ja tento fazer isto??naum??
entaum tente veras como saira vencedor
nos nunk perdemos apenas aprendemos
a reconhecer os outros
eu to aprendendo vc tbm ira aprende
sei da sua capacidade i naum duvido dela
quando chegar a uma conclusao
me procure!!!!!!
Fernando Brito
Quando entrares aki
veras ki jamais eskeci
veras ki jamais foi eskecida
estara presente em tudo
meus pensamento
meus sentimentos
presente no meu corpo
presente no meu presente
veras ki passa sim de uma paixao
foi algo que chego i fiko no coraçao
marcas de um tempo bom
de um tempo repleto de felicidade
cheio de risadas i palhaçadas
cheio de Amor ki vinha da alma....!!!
Fernando Brito
Naum tente corrigir meus erros
eles sao minha caracteristas pessoais
eles deixam marcante tudo ki
penso falo ou escrevo
eles me personalizam
tambem ja aprendi ki naum
melhoramos i sim nos aperfeiçoamos
apenas nos adptamos as situaçoes
seja ela qual for mas sempre o que nos convem
todos nos somos iguais
sempre com erros formais
mas sempre buscando o bem
dakeles que nossos coraçoes detem...
Fernando Brito
Quando for chora me chame
enxugarei gota por gota
quando fores beija me solicite
me deliciarei com o sabor da sua boca
quando quiseres um abraço me convoque
me perdirei entre seu braços pequenos
se for para falar bobagem tbm
escutarei com a maior atençao
i depois dançarei akela cançao
mais por favor quando for sorrir
exija minha presença
saibas ki é o seu sorriso
que mais me alimenta.....
Fernando Brito
Um dia você me disse
As palavras são reais?
Por que não há comprometimento
Se já foi estrondoso o sentimento?
Difícil deixar para trás.
Tudo foi complexo, unilateral.
Cadê a reciprocidade, a bilateralidade?
Acabou-se a intimidade
Do que um dia fora universal!
É verdade que eu já fui a sua vida
E hoje sou só memória? Apenas reinvenção
De dois mundos, cuja fusão
Tornou-se uma fábula garrida.
Como eu vou compreender?
Aceitar sem disfarçar, chorar?
Esconder-me novamente, me mascarar,
E seguir em frente, perder?
O sentimento pode ser reavivado!
Mas se ele não quis permanecer
Por que insistir, sofrer?
Melhor deixar de lado?
Decerto, uma noção errada.
Pois se um dia eu ficar mudo,
Não externar que eu já fui tudo.
O que serei? Invariavelmente, nada.
Acordo e desacordo em disacordo todos os dias.
Me recomponho e, me escrevendo - e aos tantos outros eus que sou capaz de criar -, faço acordos comigo.
Meus próprios compromissos, minhas próprias promessas, meus próprios juramentos que descumpro.
Compro a briga interna, o desafio.
Os animais sempre buscaram evoluir, a fim de adquirir melhores condições para a sobrevivência.
Evoluo assim.
Sobrevivo assim.
No meu fundo precipício escancarado: fechado em mim, com as portas abertas.
(...)Mesmo a simplicidade da âncora me é difícil processar.
Das embarcações e da vida, só o que sei é que, mesmo nas maiores tempestades, todo o esforço é pouco - e a pena vale pra não afundar.
_Eu sei que tenho a chave, mas quem disse que quero abrir a porta?
Talvez eu esteja bem, aqui, vendo os trens passando enquanto a poeira se acumula do outro lado do vidro.
Maculado por todo aquele filme que assisto em tempo real - a dinâmica do mundo -, quem disse que quero participar dele?
Não tenho mesmo vontade de sair
posso levar um tiro
posso perder meu olho
posso amar alguém
Não tenho mesmo vontade
de ser assaltado
de gastar sapatos
de correr tais riscos
Eu sei que tenho a chave e, inconscientemente, como quando a música toca e começo a dançar, abro a porta.
Não tinha mesmo vontade até que aquele corpo passou: seus olhos azuis brilhantes piscaram pra mim; suas formas maravilhosas; parecia ter até um... cérebro...
Ainda que de resguardo, meu coração batucava por trás da porta. E foi ele que, como sempre, me fez dançar. Ele que me fez perder todo aquele imaginário amadurecimento. Quimeras.
O corpo, nunca achei nele neurônios, tampouco um coração.
Eis o que ganhei: mais algumas manchas de lágrimas no travesseiro. Mas ainda guardei a chave e fiquei maquinalmente atento a todos que passaram. Minha alma nunca coube num corpo só, eu não fui feito só para mim.
Canso-me; e exporto-me.
- Fechou o envelope, lambendo-lhe a ponta. A carta que nunca foi lida, esqueceram-na junto às flores amarelas que murcharam tão rapidamente sobre o mármore frio e pálido. Cálido. E calo-me, ainda que não como se calou o homem, sob a lua, o pescoço marcado porque não fermentava. Fulgaz exportar-se. Felicidade transitória.
Numa entrevista, perguntado sobre sua obra, o aspirante a escritor disse, entre batidas de um coração embebido em ansiedade:
_Acho que meus textos têm um quê da sofisticação dos clássicos literários que, já há muito, habituei-me a ler. Essa sofisticação pré-molar, perdida entre repulsas circunscritas, próprios protestos e a necessidade - mais que absoluta - de renovação. Não gosto de trabalhos modernistas em nenhum dos campos da arte, mas absorvo técnicas progressitas como neologismos e excessos, que dão ao texto uma cadência mais intelectual, que não prevê barreiras culturais, contudo. Tento me ater, de forma não muito satisfatória, a um único tema quando escrevo uma primeira palavra; mas eu jamais serei capaz de me ater a algo que não eu mesmo. Essa é uma colocação um pouco egocêntrica para um cronista, mas é fato - mais que consumado - que eu não ajo senão da forma que me prevê a sociedade em que vivo e a qual observo na faculdade de meus trabalhos, literários ou não. E eu não sou um tema de abordagem única.
(...)
