Poemas de Amor de Fernando Verissimo
Num país onde árbitro determina resultado de jogo, polícia tem medo de bandido e político embolsa dinheiro do povo, é possível mesmo esperar coerência e humanismo das pessoas?
Inclusão não é colocar um aluno especial juntos com os demais, mas sim incluir o mesmo a turma sem medir seus limites. Suas limitações não definem sua capacidade de desenvolvimento.
Hoje você olha para mim e vê um ser feliz, mas se parar direito e enchergar no interior do meu semblante, verá lá reside uma preocupação enorme, se o que falam de mim é exactamente aquilo que sou? Ou simplesmente sou aquilo que nasci para ser e não aquilo que é dito? Quem sou eu então?
O dominador não necessita de palavras, apenas da força do olhar... O mesmo é vulnerável a leveza dos sentimentos.
Se a minha alegria não estiver também em meus irmãos, então ela nunca teve a bênção de Deus e uma lágrima cairá do meu coração...
Flores no dia das mulheres...
Flores no dia dos namorados...
Flores no dia das mães...
Flores e flores...
Mais valem flores num dia qualquer, pois todo dia é dia de vocês mulheres, quer sejam mães, namoradas, amigas. Seres perfeitos mesmo nas suas imperfeições. Ser que gera a vida, eis que divino! Amo, admiro, respeito e considero as mulheres da minha vida...
Um carinhoso beijo e abraço apertado nelas!
A caixinha......
Em uma pequena caixinha,
queria poder colocar,
o que uma fadinha,
sugeriu para te presentear.
Ela sussurrou no meu ouvido,
como se estivesse a cantar,
-Coloque na caixinha:
Um pouco do céu, da terra e do mar.
Fiquei imaginando,
de que forma colocar.
Para que tudo coubesse,
e a caixinha pudesse fechar.
Do céu peguei uma estrela,
mas uma estrela toda não caberia,
então peguei a poeira do rastro,
que ela deixava quando caía.
Da terra, eu queria colocar,
a mais bela rosa que eu pudesse encontrar.
Mas lá a rosa não poderia sobreviver,
então coloquei a semente para que você pudesse ver,
a rosa um dia nascer......
E por fim ainda restava,
um espaço para colocar,
algo da imensidão,
de todo aquele mar.
Então eu coloquei,
no espaço que faltava,
uma pequena conchinha,
que trazia dentro dela,
um pouco do mar em uma única gotinha.......
Depois de fechar a caixinha,
eu pude perceber,
que lá dentro estava,
um pedaço do mundo, de presente para você............
CONSOLO PARA ALGUNS, MALDIÇÃO PARA MUITOS E ETERNO PARA TUDO EM TODOS!
não houve
começo
nem fim haverá!
há, sim, o novo
vindo
do antigo transformado!
NASCER... CRESCER... MORRER... RENASCER PRA VENCER!
(Interagindo com a poesia de Vera Jacobina NASCER, CRESCER, MORRER...)
É mesmo assim e quando me refiro a morte é nesse sentido... Sem temê-la por tê-la como referência óbvia da vida. Morrer é o mesmo mistério que temos em relação a Deus. A gente nada sabe, mas sabe com certeza que ambos existem. Agora, a gente morre, inclusive, todo dia e renascemos em plena vida, diariamente - a cada derrota ou adiamento das soluções dos nossos problemas, assim como um treinamento cotidiano para encararmos a própria morte, que afinal, não deixa de ser a grande solução! "Quando não há mais nada a se fazer..." Tudo já ter-se-á sido feito, porque:
"Quem não tem mais nada a perder, só vai poder ganhar!" (Vinícius de Moraes / Edu Lobo)
Não tenho mais disfarces,
ou ao menos outras personalidades para vestir.
Esse sou eu, e você? Quem será?
Meu corpo estiraçado, lânguido, ao logo do leito.
O cigarro vago azulando os meus dedos.
O rádio... a música...
A tua presença que esvoaça
em torno do cigarro, do ar, da música...
Ausência!, minha doce fuga!
Estranha coisa esta, a poesia,
que vai entornando mágoa nas horas
como um orvalho de lágrimas, escorrendo dos vidros
duma janela,
numa tarde vaga, vaga...
Dia que vais escoando como os rios
e empalideces rostos e cabelos,
traze a palavra para a incerteza
dos que vagueiam à deriva;
Ó dia correndo e findando,
some-te lá no cimo da fraga
mas deixa que no teu rasto fique o sangue
anunciando a esperança noutro dia.
Sê como a onda que morre para outra começar.
Foto "Preto&Branco"
É a elegância e o charme. Que esse alguém busca expressivamente a composição que não existe nas cores presentes. Que nós, por sermos fotografados, associamos às nossas memórias quando fechamos os olhos.
