Poemas de Amor de Fernando Verissimo
O verdadeiro amor nunca morre, apenas adormece. Alguns domem para sempre, outros despertam-se mais fortes
A ação aperfeiçoadora de um amor puro, seja ele por uma mulher ou por um rapaz, é um dos encantos do mundo.
O amor é como as árvores, nasce do nada cria raízes e cresce devagarinho para toda a vida. O meu amor por ti é igual. É para toda a vida..
NUNCA CONHECI O AMOR
Nunca conheci o amor, pois o amor é recíproco, não se cria, inventa ou se busca, simplesmente chega até nós de forma surpreendente, pois é Divino e transcendente, pois se fosse meramente por esforços há muito o teria encontrado! Já amei, me dediquei e me entreguei, mas não era amor, eram ecos ressonantes voltando sempre vazio até a mim, quão terrível cacofonia essa, do desiquilíbrio entre o dar e o receber.
O divino do amor é a iluminação que as maiores dádivas estão ao nosso alcance e ostentadas na simplicitude e no coração quebrantado, já rendido pela autossuficiência e pela a necessidade de pirotecnia e emoções volúveis. Embora ainda não o tenha encontrado, já sei pelo menos como ele deve vir, pois exauri os caminhos tortuosos que sempre me levavam a sentimentos de autonegação.
Para que esse isso ocorra, primeiro devemos nos amar e nos respeitar profundamente, pois sem isso perdemos a autonomia e delegamos a pessoas descompromissadas com essa busca sincera com efeitos sempre desastrosos nas nossas vidas!
Essa é a nossa responsabilidade, da mesma maneira que um abismo chama outro, nosso amor irá inevitavelmente clamar por outro, e será ouvido e atendido pelas forças insondáveis que nos permeiam e nos rodeiam a todo momento, pois não estamos sós!
Agora que sinto amor
Tenho interesse nos perfumes.
Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro.
( Alberto Caeiro [Heterônimo de Fernando Pessoa], In O Pastor Amoroso)
Enigma: amor.
O que é, o que é?
Uma joia cravejada.
Uma relíquia, por todos almejada.
Um porto seguro, de um metro e cinquenta.
Que do seu lado, até a luz fica lenta.
Em sua companhia, impossível sentir dor.
Faz repensar o significado de amor.
Ao seu lado, é bobo um diamante.
Dona de um olhar apaixonante,
Vibrante,
Incandescente.
Ficar ao seu lado, oh, desejo renitente.
No seu lado, até o sol perde o brilho.
Capaz de tirar qualquer vagão do seu trilho.
Ficar ao seu lado é o que todo mundo opta.
Capaz de fazer qualquer cometa perder a órbita.
Menina doce, jovialmente adulta.
Causar dor em corações, nisso ela é culta.
Poucos elogios seriam uma insulta.
Pureza, carinho e amor é isso que resulta.
Se me Ainda Amas, por Amor não AmesJá sobre a fronte vã se me acinzenta
O cabelo do jovem que perdi.
Meus olhos brilham menos.
Já não tem jus a beijos minha boca.
Se me ainda amas, por amor não ames:
Traíras-me comigo.
Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Loucura de sonho naquele silêncio alheio!...
A nossa vida era toda a vida... O nosso amor era o perfume
do amor. . . Vivíamos horas impossíveis, cheias de sermos
nós. . . E isto porque sabíamos, com toda a carne da nossa
carne, que não éramos uma realidade. . .
Éramos impessoais, ocos de nós, outra coisa qualquer. . . Éramos
aquela paisagem esfumada em consciência de si própria. . .
E assim como ela era duas — de realidade que era, e ilusão
— assim éramos nós obscuramente dois, nenhum de nós sabendo
bem se o outro não era ele-próprio, se o incerto outro vivera.
. .
Quando emergimos de repente ante o estagnar dos lagos sentíamo-
nos a querer soluçar. . . Ali aquela paisagem tinha os
olhos rasos de água, olhos parados cheios de tédio inúmero de
ser. . . Cheios, sim, do tédio de ser qualquer coisa, realidade ou
ilusão — e esse tédio tinha a sua pátria e a sua voz na mudez e
no exílio dos lagos... E nós, caminhando sempre e sem o
saber ou querer, parecia ainda assim que nos demorávamos à
beira daqueles lagos, tanto de nós com eles ficava e morava, simbolizado
e absorto. . .
Se fossemos na pratica tudo aquilo que falamos de perdão e amor.
o mundo seria otimo!
A palavra perdão seria pouco pronunciada..
O AMOR SEM PRESSA!
Ao amor inclui-se uma frenética coreografia num incessante sobe e desce, que só cessa quando a força cessa, mas logo tudo recomeça. Tudo isso com os requintes da troca de prazer e sem pressa!
MISTURA RECOMENDADA...
Amor & Sensibilidade - Inteligência & Arte, com ou sem traço de união (hífen), posto quê, já se buscam, se encontram, logo se acham, se unem e entrelaçadamente se encaixam!...
Queria que você tivesse um coração igual ao meu,
Pra poder sentir o que sinto, quão magnífico amor...
Amor não correspondido, onde as lagrimas é companheira,
e a tristeza de não poder te ter, deixa de ser dor...
e torna-se amiga, ta junta, sempre quando penso em ti!
Então que seja o Fim, pois não aguento o ato ou o efeito de sentir...
sou o piloto do barco
que a tempestade afundou.
Não contes, amor, não contes
que eu tenho a alma sem luz.
...Quero-me só, a sofrer e arrastar
a minha cruz.
Amor
Amor não é sempre insistir que a pessoa que você ama fique contigo, amor é dar e receber, amor é respeitar o outro nas suas decisões, amor é não ter medo de perder quem amamos para outro, amor é sempre querer o bem estar de quem amamos por mais que não seja do nosso lado.
Sozinho
Te amo,
E com meu grande amor,
Te perdi, te vi partir
Por um erro,
Um erro bobo que cometi.
Hoje nao a tenho mais,
Mas meu amor,
Meu amor ainda perco noites por ti.
AMOR À VISTA
Entras como um punhal
até à minha vida.
Rasgas de estrelas e de sal
a carne da ferida.
Instala-te nas minas.
Dinamita e devora.
Porque quem assassinas
é um monstro de lágrimas que adora.
Dá-me um beijo ou a morte.
Anda. Avança.
Deixa lá a esperança
para quem a suporte.
Mas o mar e os montes...
isso, sim.
Não te amedrontes.
Atira-os sobre mim.
Atira-os de espada.
Porque ficas vencida
ou desta minha vida
não fica nada.
Mar e montes teus beijos, meu amor,
sobre os meus férreos dentes.
Mar e montes esperados com terror
de que te ausentes.
Mar e montes teus beijos, meu amor!...
Poema de Amor
Se te pedirem, amor, se te pedirem
que contes a velha história
da nau que partiu
e se perdeu,
não contes, amor, não contes
que o mar és tu
e a nau sou eu.
