Poemas de Amor de Fernando Verissimo

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Foram muitos encontros e desencontros
O tempo é o dono da razão
Mais somente nós
Podemos ser os donos
De nosso tempo
Por isso
Não perca tempo
Viva
Acerte
Erre
Mais
Não perca tempo...

Inserida por FernandoAlvesSantos

Um dia acordei e percebi que estava vivendo de passado
Esquecendo de planejar o futuro
Reciclar o que passou é necessário
Aproveitando o que foi bom
Armazenando o que foi ruim
Isso é acordar duas vezes
Tanto
Da noite que se foi quanto para a vida que ainda virá

Inserida por FernandoAlvesSantos

Os instantes da metamorfose da voz
Poderão construir o corpo
Ou ser ecos perdidos

Inserida por fernando_r_luis

Até que o silêncio os dissolva
Os ecos perdidos no ar
Repetem-se ocos como balões de papel

Inserida por fernando_r_luis

Em ritual de água e fogo
Misturo as folhas dos livros
E faço uma tisana de palavras

Inserida por fernando_r_luis

Os olhos sempre serão traidores
Quando se trata de guardar
Segredos do coração

Inserida por fernando_r_luis

No jogo de xadrez
O cheque-mate poderá ser do peão
Mas a vitória será sempre do seu rei

Inserida por fernando_r_luis

O bronze que molda um herói
Poderá voltar a ser fundido
Para fazer novo herói

Inserida por fernando_r_luis

Qualquer bola de sabão
Servirá para jogar andebol
Até que o ar destrua o sonho

Inserida por fernando_r_luis

Os poetas são todos diferentes
Como as cores na paleta
Mas todos são filhos do arco-íris

Inserida por fernando_r_luis

Até que o caruncho as faça em pó
As estátuas de madeira
Poderão vestir-se de santos

Inserida por fernando_r_luis

Quando pretender ajuizar alguém
Coloque-se em frente dum espelho
E verá que o vidro é frágil

Inserida por fernando_r_luis

Os arquétipos são manequins
Que não são capazes
De se vestir a si próprios

Inserida por fernando_r_luis

Dispersando a voz nos versos
Construímos bocados de vento
E algumas sementes aladas

Inserida por fernando_r_luis

Conjugar os verbos em todos os tempos
E como fazer tonalidades
Com lápis de cor

Inserida por fernando_r_luis

Antes que as mãos fiquem trémulas
Grava as memórias
Na pedra dura da tua terra

Inserida por fernando_r_luis

A evolução de nossos relacionamentos humanos consiste em sermos capazes de olharmos o outro devagar. O sentimento e a admiração têm de ser processual, na medida em que vamos conhecendo os defeitos e as qualidades do outro.

Quando apressamos o nosso olhar em relação ao próximo criamos o risco da idealização. Logo, a projeção positiva da qual fazemos sobre alguém cria-nos o impulso para nos apaixonarmos e a projeção negativa faz com que nós nos afastemos. De toda sorte, fantasiamos em nossas mentes algo que gostaríamos que o outro fosse e não enxergamos a realidade do que o outro realmente é.

Portanto, devemos sempre lembrar que o ato de amar não é sobre a ilusão que criamos em nosso imaginário, mas sim na condição de aceitar que somos todos dotados de imperfeições.

Inserida por carlosfernandofc

Eu sou

“ Sou passível de erros, de apelos, de tristezas e sorrisos...
De promessas olhos nos olhos, de segurar sua mão e ser seu mundo...
Sou amor pra toda a vida que muitas vezes não resiste...
Sou tolo, sou bobo, sou tudo e sou nada...
Sou amor, sou alegria, sou vazio, sou solidão, sou...
Ontem eu era você, hoje sou sem saber...
Saber onde está e o que estás a fazer...
Mas sempre serei seu sorriso, sua paz, sua luz e seu luar...
Sempre terei você em mim e irei lhe guardar..
Como se guarda o mais valioso dos presentes...
Isso sou eu, é você, somos nós...
Verdades, segredos, amor, loucura, Vida até que chegue a morte..
Sou o que eu quiser ser...
Mas Sou muito melhor quando tenho você...
Hoje? Hoje sou saudade e desejos...
Sou....”

Inserida por LUIZGUERREIRO

UM SALTO NO ESCURO

(Sobre as recentes descobertas de mortos não descobertos.
Publicado no Recanto das Letras, em 05/12/2013)


Mãos para trás,
pulsos apertados em algemas de gesso.
Frio estomacal,
qual paraquedista neófito.

. . .

Impelido sem oferecer resistência,
flutuei no ar.
Torturante giro no escurejar das trevas.

. . .

Enfim, sós !
Eu, em descenso na vertical,
e o meu algoz,
que seguiu planeando na horizontal.
Formaram uma cruz nossas coordenadas.

. . .

Ninguém escutou meu derradeiro grito,
disperso no silêncio do infinito:
. . .“Independência ou Morte ! . . .”

. . .

Morte?
Indolência. . . Languidez. . . Talvez ! . . .
Corpo e alma na última descida da vida.

. . .

Foi o meu pensar
no ligeiro instante
antes
do mergulhar profundo
num ondeado e gélido mar bravio.

. . .

A escuridão das águas,
a mesma do noturno céu nublado,
a mesma dos pensares militares,
subordinados.

. . .

Imaginei-me sobrenadando
em lágrimas derramadas
de tantas mães e irmãos
em esperas vãs.

. . .

Por certo,
meu corpo leve, a uma peso atado,
não ousou vaguear
nas vagas do revoltoso mar.

. . .

Fato consumado

? ! . . .

Virei marisco,
que ainda agoniza
entre ideológicas forças antagônicas.

Inserida por fernando_freire_1

A bitola para todas a s coisas
São dois olhos estereoscópicos
E um coração tridimensional

Inserida por fernando_r_luis