Poemas de Amor com Três Estrofes
Saltitando,
coração aos pulos,
crianças sem preocupação
recolhendo da vida o melhor,
assim deveríamos sempre ser
em alguma parte da alma
e ali brincar livres, leves e soltos,
sem nenhum dever,
observando tudo ao redor,
para depois, novamente,
pouco a pouco...
crescer !
Em noites de lua cheia
faço de mim pedaços de luar,
esparramando-os por todas as trilhas
para enfeitar caminhos de sua alma,
nada e nem ninguém impedirá
que eu trace sonhos em arabescos de luz,
tudo loucamente desenhado,
como se lua fôsse na amplidão,
na insana espera de que por ali
você caminhe seus passos,
vindo em minha direção...
Murmuro canções em dueto
junto à brisa que passa rasante
imaginando ouvir a tua voz
chamando por mim todo instante.
Há pessoas, de fato, especiais !
humanas, amigas e amadas,
não as esqueceremos jamais
enquanto a vida nos for dada !
Minh'alma vaga pelo firmamento
em busca de uma estrela maior,
só encontra a saudade de outros tempos
quando encontrava o amor.
Vem de longe
o vento mansinho,
perfumando a noite,
a bailar,
traz vozes em carinho
meu coração quer tocar
fico em êxtase, vou ouvindo
a canção que talvez
seja só minha
e ainda não consegui decifrar
Das estrelas fulgurantes, fagulhas d'alma
que vem na amplidão de meu céu interior,
há nuances belas da ilusão nascida
puro devaneio de um estranho amor
Sonhando sob o som de cítaras de anjos
danço contigo entre nuvens e brisas,
agitando os corpos, abraços de almas,
somos miragens onde a vida desliza
Há amores que se escondem
debaixo de uma camuflagem
com receio de se declararem
e perdem o tempo, que bobagem!
Querem que o outro advinhe
quais são seus sentimentos
correm risco de que tudo definhe
porque são teimosos jumentos !
Vida,
que te quero em mim,
almejando realizar sonhos,
sonhos que os quero sim,
devaneando louca
Louca...
que nem sou, enfim,
mas grito palavras em ecos,
que as vezes como espinhos ferem,
mesmo tendo
a voz de cetim,
sonho...
vivo...
sou assim...
assim...
assim...
Eis uma vaga trova,
bem leve, e como vaga,
a minh'alma renova,
meu coração ela afaga!
Penso num vago amor,
vagando sempre sozinho,
do qual se pode supor,
vago amor, vago carinho...
A saudade que não tem hora,
chega sempre de repente,
junto com o amanhecer
ou na hora do sol poente.
Que saudade mais dengosa,
nunca perde mesmo a hora,
deixa o coração em polvorosa
e nem pensa em ir embora !
Que o teu sono seja bem sereno,
enquanto a lua viaja na amplidão,
que um anjo te proteja bem de perto,
dando imensa paz ao teu coração
As vezes, em algumas noites,
um silêncio só meu,
chega impassível, doce e até singelo,
então pensativa e um tanto ausente
como lua nova, envolta em sombras
fujo das auroras solenes,
deslizando,
escondida dentro de mim
Vem as águas, transbordam os rios
e o povo festeja, sorri e até chora,
muda a estação, vem o estio
e pela chuva todo mundo implora,
Vem o amor, transborda o coração
e os lábios beijam sem demora,
vai-se o amor, que desilusão!
vem as lágrimas, coração só chora...
As vezes há a necessidade
de parar a mágica euforia,
das letras em descompasso,
na presente e constante melodia
Apenas guardar as palavras,
como em um ninho secreto,
acarinhando o coração,
ali dentro, o amor discreto
Porque ele é verdadeiro,
calmo, alegre e profundo,
não precisa ser posto ao vento
para ser espargido ao mundo
Mãe,
Um ser que dá a vida,
alimenta, ampara, educa,
protege em cada segundo
Mãe,
é ternura sempre,
compreensão, lágrimas, sorrisos,
é o maior amor do mundo !
Sim! Eu sou uma alma velha, cheia de cicatrizes que adquiri pelo caminho. E nessas experiências errantes, acumulei estórias e histórias, tragédias e glórias, e exibo com orgulho cada uma delas, pois, ou foram forjadas na dor ou no amor, e delas, formaram o homem que sou hoje: imperfeito, cheio de falhas, mas justo, capaz de reconhecer onde sou bom e onde preciso melhorar. A vida é um diamante bruto que requer lapidação do nascimento até o nosso último suspiro. E mesmo com todo o esforço, jamais seremos suficientemente bons, mas cabe a nós a obrigação de continuar esse trabalho dia após dia se quisermos manter o brilho.
Autor: José Luis de Lima Martins
24/04/2025 - 09:36 a.m
Quando morremos?
Quando não fazemos nada.
Quando não acreditamos no objetivo.
Quando não pensamos no futuro da vida.
Quando não acreditamos em nós mesmo.
Quando deixamos de amar.
Quando não temos mais fé.
Do telhado,
eu vi o rosto da eternidade
as pombas circulando
em meio ao vento,
o tempo, invisível
fluindo os sentidos,
no ar das inspirações.
o amor, as vezes é verde
semelhante a árvore
nela mora, muitos seres
deveres, históriase estações.
