Poemas da Terra

Cerca de 10836 poemas da Terra

⁠
PARINTINS

Parintins, um conto literário de magias
De imaginar e expressar as belas poesias
Terra de encatos e encontros.
Do amor que carrega a arte na vida
E transborda a esperança no amanhã
Parintins de sonhos, um verdadeiro santuário
Uma esmeralda polida pelas águas do horizonte.
Afortunada em belezas, flor do Amazonas tecida pela mãe natureza.
Parintins, seus princípios se transformou em história, pela criação de suas origens.
Parintins dos olhos do mundo, e das cores que se faz transformar uma paixão inabalável
Pela cultura e identidade que nos emociona.
Parintins do meu coração, do vôo da liberdade...
Que está nos burgos dos teus rios...
Trama divina abençoada pela padroeira do lugar.
Parintins, um receptáculo esplêndido de amor
Ao som da Viola que o vento leva e o coração que pulsa como batuque de tanbor
Luz que reflete os olhos, um bliho puro e cristalino.
Parintins, que o por do sol namora beijando teus rios encardeando o horizonte e assim vai se embora voltando no amanhã....

Tão fascinados por ver a Lua de tão perto e a Terra de tão longe, e diante da imensidão da galáxia, descobriram que eram muito pequenos — ou quase nada.




Artemis II

Bendito e Santíssimo Pai Celestial,
o céu é o vosso trono e a terra o escabelo de vossos pés.


Vós sois o meu rochedo e a minha salvação.


Vós, que sois benevolente com aqueles que vos buscam em espírito e em verdade,
a vós me dirijo, para que, em vossa santa misericórdia e infinita piedade,
volvais o vosso olhar sobre mim.


Perdoai as minhas imperfeições
e dignai-vos contemplar aquilo que há de melhor em meu coração. Bem sabeis, Senhor, que, ainda que eu seja imperfeito
por causa da fraqueza e das más inclinações da minha carne,
nada poderá separar-me da fé que em vós está firmada dentro de mim, a carne para nada aproveita, mas é o vosso Espírito que vivifica; salva e purifica.


Não me deixeis só, ó Eterno Deus Vivo, mas volveis para mim a vossa paz
e fazei resplandecer sobre mim a vossa luz,
livrando-me dos perigos, porque teu ó Deus é, o Reino, o domínio e a glória,
por todos os séculos.


Amém.

“Ao meio-dia começou a escurecer, e toda a terra ficou três horas na escuridão.

Às três horas da tarde, Jesus gritou bem alto: "Eli, Eli, lemá sabactani?"

Essas palavras querem dizer:
"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" ”

⁠ÁGUA NOSSA
Água nossa, que estás na terra,
Vivificado seja o teu nome,
Venha a nós o teu manancial,
Seja feita a nossa vontade
Assim sempre neste mal.
A água pão de cada dia nos dai hoje.
Perdoa-nos os crimes cometidos
Contra a natureza-mãe,
Que nós não sabemos perdoar
Aos ofendidos;
Nunca nos deixes sem uma gota
Que seja do teu bem.
............................................
E o povo rezava e o mundo orava
Aos deuses da água...
Mas a água não não veio.
Voltou o povo a rezar e o mundo a orar
Às luas das águas...
Mas as águas fugiram.
Então, o povo e o mundo não rezou mais!
Vieram todos e choraram,
Carpiram ao mesmo tempo
Em louco lamento...
Depois, a terra seca
Ficou inundada de água
Das lágrimas caídas
Vertidas
Pelo povo infecundo
E pelo mundo.
Amém!
(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 16-08-2022)

"Eu sou como a terra sólida, resistente.
Porém, às vezes me abalo,
Causando terremotos.
Consequentemente, vêm os maremotos,
Que fazem das águas calmas
Uma devassidão,
Sai levando tudo pela frente.
E eu não tenho culpa.
A natureza me fez assim?
Ou foram as circunstâncias da vida?
As vivências, traumas...
Que culpa tem a terra das placas tectônicas se colidirem?
E que culpa tem o mar,
Da terra mexer tanto com ela,
Ao ponto de tirá-la do seu lugar,
A levando desesperadamente a fugir,
Mesmo que a consequência seja acabar com tudo que cruze seu caminho?"

Santo Kevin


Kevin que está na caixa
Santificado seja o vosso nome
Assim, na terra como em qualquer lugar


Nos livrais de se importar com os burracos que vivem nas sombras


E nos livrais de pensar mais sobre isso
Para não ultrapassar sua lente
Reluzente e protetiva


Nos livrais de todos os pecados
Antes que atinjamos a vida eterna
E se vemos no além.

Dinheiro não dá na terra, mas precisamos de dinheiro para comprar comida. Porém comida dá na terra; Contudo, precisamos de dinheiro para comprar a terra...


As terras livres são de quem? E as terras privadas, de quem são? Refletir sobre isso é mais complexo do que aparenta.

Até Logo Sol

O sol vermelho,
dia quase no fim,
a noite sedenta
do outro lado da terra.

Prédios sufocam a visão,
O sol arde!
A lua desnuda sai,
Deixa seu banho,
em breve virá.

Enebriado olhar,
brega e covarde,
estapeia o sol quente
em minha car, mente!

Eu aqui, o sol, no último fôlego
Apolo em sua carruagem..
aguardo, reparo e me delicio..
É o fim de tarde.. (Júlio Raizer)

DIA TRISTONHO
Hoje é um dia tristonho para o sol distante que componho
Ruas de terra com plantações ao redor sorteiam as pétalas da nostalgia de menino.

O menino chora!
A descoberta nas areias desertas que o banho de água doce deixou.
Experimenta o amargo das gotas que lavam a face.
O menino chora!

A inocência trazida num rosto que mostra em cada sulco as marcas que a vida lhe deu.
Sem ar o menino chora!

Dormindo no carro, escondido na areia, saindo do barro...
O menino chora!

Amargor da angústia, aperta o peito que reopousa no leito.
Deitado reclama do estômago que incomoda.

Sorver o coro angelical numa despedida fúnebre é a cena que a peça nunca quis encenar.

Sabores e sonhos.
Formas e doces.
Temperos da vida. (Júlio Raizer)

ECONTECE


A Terra oferece,
o sol resplandece,
o rio obedece,
e a árvore floresce;


o homem apodrece,
mas ninguém esclarece
tudo que Econtece.


O homem enriquece,
mas não reconhece,
nega e esquece
que o mundo padece.


O povo adoece,
o lucro só cresce,
e a poucos favorece.


O homem envelhece,
mas o que parece
é que não agradece
nem amadurece.


Promete, endurece,
não se compadece
com quem empobrece.


A Terra falece,
e o homem aquece;
o dinheiro enlouquece
e isso me aborrece.


O homem enaltece,
o que o fortalece,
mas quem manda se esquece
de quem sofre e perece.


O discurso aparece,
e desaparece —
Na verdade, esmorece.


Quem tem, endurece
e nada merece,
no altar que engrandece.


Façamos uma prece:
— Se um anjo viesse
flechar quem fizesse
o Nobel do ECOntence?


Se ele soubesse
de onde estivesse,
falaria — Se apressem!!!


— Ah, se eu pudesse!!!! "

A TERRA É FOGO QUE ARDE E QUE SE VÊ

A Terra é fogo que arde e que se vê,
É grito surdo e alto contra o lucro.
É um recado ao homem — bicho xucro —
É dor que não querem resolver.


Não é mais aceitável o “— E daí?”
É limitada a Terra, mãe da gente,
Nossa única morada, um presente,
Como avisam Krenak e Raoni.


Defende-se com enchentes, vendavais
E ribomba seus trovões, — despertadores —
Para negacionistas imorais.


A Terra evapora, seca e arde
E não perdoará os predadores:
— São os humanos — a calamidade.

A natureza pede socorro, e é urgente que a ouçamos. A Terra é nossa única casa. Tantos buscam por um Deus em tantos lugares, mas não entendem que sua maior representação é a natureza. Ela dá e tira a vida. Mata o velho, e faz nascer o novo. Nos dá comida quando plantamos a semente. Quanto mais damos a ela, mais ela nos dá. Toda a vida só existe em decorrência dela.
Porém, há algo que ela não dá, a outra face. Não é covarde. Toda ação gera consequências, e se não reanalisarmos nossas atitudes, sua próxima fúria pode ser a causa da nossa última respiração, ou da de pessoas queridas. Enquanto o capitalismo selvagem mata e destrói, o dinheiro continua sendo o papel vindo das árvores, e segue mantendo-se impossível retirar dele o oxigênio que nos permite ter vida.
Se continuarmos explorando, poluindo, queimando e destruindo Gaya, nada nos restará. Se ignorarmos os alertas, com toda razão seremos engolidos. Se não mudarmos logo, talvez não haja mais como fazer qualquer mudança.
A natureza pede socorro. O planeta pede socorro. Logo, nós pediremos socorro, mas da mesma forma que a ignoramos, ela nos ignorará.
Não há um terrível apocalipse vindo. Não é culpa de nenhum Diabo, e nem algo que não poderia ser evitado. Não aparecerá nenhum suposto deus no céu arrebatando pessoas. Temos que assumir a responsabilidade e mudar as coisas.
Esse é o único caminho.
- Marcela Lobato

Tem caminho de terra batida e tem caminho de mar aberto.
Tem gente que é céu, e tem gente que é tempestade.
Tem amor que planta e tem medo que arranca.
Vi quem estende a mão na dor do outro.
Vi quem desvia o olhar pra não carregar peso que não é seu.
Vi boca que abençoa o dia alheio logo cedo.
Vi boca que tranca bom dia como se custasse ouro.
Vi bondade sem plateia. Vi maldade de terno e gravata.
A vida é isso: gente se cruzando na pressa, escolhendo o que deixa.
Eu escolhi te olhar nos olhos enquanto deu.
Escolhi te desejar estrada leve, mesmo que a minha dobre pra outro lado.
Não vou acenar. Não vou explicar.
Tem despedida que não pede licença, só acontece.
É quando o passo muda de rumo e ninguém nota,
porque o coração já avisou antes da boca.
Se um dia você sentir um vento diferente,
um silêncio bom no meio do barulho,
sabe que sou eu, seguindo.
E te querendo bem, mesmo de longe.
O mundo gira. A gente vai junto, cada um no seu giro.

Desastre


Venha, Deus à terra
deite sobre ela a sua gentileza.
Venha, Senhor depressa
mas Venha de escudo e espada,
de colete e de armas,
pois o tempo é outro
mas a sua criação permanece
contra o tempo e a ordem
contra paz e o amor
sem o próximo e o dever.
Venha, meu Rei à terra
mas prepare-se bem
que mares de novo se erguendo
e a terra vão varrer.
Venha, Omnipotente com cuidado
que a doutrina foi esquecida,
o pão está escasso
e o peixe corre.
O vinho ainda o há
e se acaba
nas veias de outro se escava
a tiro e à facada.
Haver bebida é sobreviver
haver luta é poder.
Venha, Omnipresente venha
proteja-se da melhor forma,
que todo o canto é buraco
e debaixo os ossos,
que antes eram carne viva,
de tão pontiagudos de partidos
usados como armas
nos ferem o pensamento.
Venha, ó Grandioso
e veja a sua arte derreter,
a tinta azul a corromper
e o verde em escassez,
onde a tela é escorregadia
e o brilho não vem do sol
mas dos olhos furtivos.
O cego aprendeu com os olhos enganar,
a criança para a guerra foi brincar,
as mães, porque outro lhes nasceu,
sempre a chorar
e os pais a morrer sem parar.
Líderes se inventam
ninguém os quer comprar.
Só porque numa cadeira se sentam
acham que o Seu mundo podem comandar.
Maldito seja o fruto,
tantos anjos e nenhum impediu,
tantas feras que grandes
dentes tinham
e que tamanhas forças possuíam
a árvore não quiseram derrubar.


Tixa Gomes

LIVRE AO MAR
Na terra, preso estou.
Livre em ondas serei.
Junto ao meu barco vou.
Neste mar viverei.


Os ventos do leste guiam-me ao sol,
Neste maravilhoso anoitecer.
Ventos leves nas velas me levam
A procura do meu tesouro, viver.


Ondas, tormentas e tufões começam
Na chuva noturna, o vento forte sopra e me quebra
O casco do barco parte no atlântico. No fim viverei?


A deriva...
Jovem ao mar, sem salvação...
Livre agora sou...

O Refúgio da Luz


Nesta terra de passos cansados e incertos,
Onde o brilho se apaga em caminhos desertos.
Falta a paz que sustenta, falta o riso que cura,
E a sombra do mundo nos traz a amargura.
Mas se os olhos se elevam, a angústia se vai,
Pois o medo que sobe, no altar é que cai.
Lá no céu há um Reino de luz verdadeira,
Um Deus que é amor e justiça inteira.
Aqui somos barro, o tempo é escasso,
Buscando esperança em cada cansaço.
Lá no alto é o sol que nunca se deita,
A paz absoluta, a obra perfeita.
Pois Deus não é só luz, Ele é o abraço que aquece,
O amor infinito que a alma merece.
Ele cuida de nós, nos refaz e conduz,
Pois onde existe amor, floresce a luz.
Acima da nuvem, do breu e do véu,
O amor de Deus é o nosso pedaço de céu.

Sotaque não se corrige — se celebra.
É raiz que fala, memória que respira,
é a terra moldando a palavra
na boca de quem a carrega.

No chiado leve do Rio de Janeiro,
no ritmo firme de São Paulo,
na doçura mansa de Minas Gerais,
no vento aberto do Rio Grande do Sul,
e na cadência viva do Pará,
onde o falar carrega rios, florestas e histórias —
há vozes que não cabem na gramática,
mas vivem inteiras na identidade.

Cada fala é um mapa invisível,
um retrato que não se desenha,
mas se ouve.

Não há língua mais certa que a outra,
há caminhos diferentes para dizer o mundo.
E em cada som, em cada jeito,
o Brasil se reconhece plural.

Valorizar o sotaque
é reconhecer o outro —
e, no eco da diferença,
descobrir que somos muitos
e ainda assim, um só.

Soneto para Parintins


Minha terra é bonita
Outra terra igual não há,
É o melhor lugar do mundo
Pra viver e amar.


Se eu pudesse escolher
Um lugar para morar
Tenho toda a certeza
Que eu não iria te trocar.


No interior tenho o rio e a floresta
Criações, plantações, caça e pesca,
Na cidade tenho uma casa para morar.


O que mais posso precisar?
Só me falta uma palmeira
Pra cantar o sabiá.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

AMAZONAS, O REI DOS RIOS


Rio Amazonas, gigante da terra,
Seu curso majestoso, uma obra divina.
Nasce do Andes, corre depressa,
Três mil léguas de aventura e beleza.
Seu leito largo, um mar interior.
Águas barrentas, vida pulsante
Peixes, jacarés, sucuris
E a lendária cobra grande.


Gigante da América, rio majestoso
Uma força da natureza
Traçando um destino de glória e grandeza.
Seu domínio é vasto,
Sua beleza infinita
Onde se entrelaçam as lendas e mitos
O sol se põe, um círculo de ouro,
Iluminando o rio, um espetáculo glorioso.


Amazonas, o rei dos rios, fonte de inspiração
um símbolo da vida e da renovação,
Sua grandiosidade, um presente divino.
E os povos indígenas, guardiões dessa terra
Vivem em harmonia com esse rio sagrado
Que em seu curso esconde a força da criação
Um precioso tesouro, que vale mais do que ouro,
Para sempre amado.


Autor: Silvano Pontes.