Poemas da Pátria
Cisma
Se o cismar é a pretensão.
Não me assombro de tua não felicidade.
O medo que carregas nos ombros,
São os que revelam apenas maldade.
E viver emergidos em prantos,
Por não satisfazer o seu calor.
Praticas o ódio e desencanto.
Para, qualquer um, sem pudor.
Deixas de praticar o que, for bom.
Que lhe aumentaria o valor.
Aqui não encontras, encosto.
De uma alma apreensiva.
Com medo de tudo.
Mas se tudo veio, do mesmo.
A tão pouca coisa, não se sujeita.
E quando o veneno for pouco.
Um dia se acaba.
E a Vida continua.
E sua solidão, que carregas no corpo.
nunca vai embora.
Porque esqueceu.
De como; um coração esquentar.
É aquela palavra que aprendeu,
desde que, começou a falar.
O corpo fica cismando , naquele.
Que não aprendeu a amar.
Marcos fereS
Sabe quando você se sente preso em cada aspecto da sua vida, tudo isso por falta de recursos, não só dinheiro, mas psicológico.
Trabalho num lugar onde não sou valorizada e eu dou duro pra caramba, o salário que não da nem pra pagar as contas quanto menos tirar um lazer.
Inventei de tirar o mínimo de lazer com a família mês passado, aí esse mês não consigo cobrir a fatura do cartão que usei pra parcelar o passeio, poque sim ainda tive que parcelar.
O duro é que não tem muito para onde correr nem de quem esperar um socorro, é só eu mais eu.
E devido a todas as circunstancias a auto estima é baixa, e a insegurança dá gritos estrondosos na minha cabeça em relação ao futuro, já minha boca permanece em silencio e risos em meio a tanta desesperança.
Me sinto mal por essas palavras pois sei que em pauta de comparação tem muitas pessoas pior que eu, mas acho que todos nós poderíamos estar muito melhor.
Quantas pessoas mais será que se identificam comigo? Estou tão cansada, e o pio de tudo acho que é a falta de esperança.
Brasil 2021! *(pós-pandemia) *
A vida, as vezes nos dá um presente, mas que por vezes nem sabemos como desembrulhar.
A vida é dramaturga, também sabe pregar peças.
A poesia nos dá a liberdade para viver em letras o que o coração nos nega possuir de fato.
Leonel Brizola, líder destemido,
Com coragem e amor, sempre erguido.
Campanha da Legalidade, em defesa da nação,
Pela democracia, uma eterna paixão.
Até o cunhado defendia, firme e leal,
Na educação, o Brizolão, marco sem igual.
Passarela do Samba, alegria a irradiar,
Cultura e emoção, no coração do Rio a pulsar.
O Rio de Janeiro amava Brizola,
Seu legado e paixão, uma história sem viola.
Nacionalismo de verdade, orgulho em cada ação.
Amor ao Brasil, gaúcho valente,
Maragato, lutador e visionário, eloquente.
Leonel Brizola, em nossa lembrança,
Um líder cuja história, em glória, se alcança.
“Há vários motivos para a criação do movimento mundial, chamado **1a Escola do Pensamento Fora do Padrão**, de reflexão sobre o universo da Pessoa Fora do Padrão de todos os níveis e condições físicas, intelectuais, culturais, etárias e econômicas; que sofre o estigma da DESIMPORTÂNCIA SOCIAL e o PRESSUPOSTO DA INADEQUAÇÃO.
A lista de motivos é enorme, mas os principais são: ter um filho autista de 24 anos, sendo que um ano antes do seu nascimento, a minha mãe tornou-se cadeirante, por causa de um AVC, assim permanecendo por 12 anos; cuidada pelo meu pai, que se tornou alcoólatra, graças ao impacto da entrada deficiência na nossa vida. Mas, os três principais motivos que fazem a força da minha caminhada são os seguintes: é muito triste ver uma criança com deficiência chorando; é mais triste ainda ver uma mãe de criança com deficiência chorando. Agora, eu assistia a minha mãe, cadeirante, chorando, e não podia fazer nada. Ela sofreu todo tipo de injustiça do Destino no fim da vida. Hoje posso fazer algo por outras mães e farei tudo o que puder.
Prof. Guto Maia, fundador da 1ª Escola do Pensamento Fora do Padrão – Ensino por Outro Caminho, apresenta os motivos pelos quais propôs a 1a Conferência Brasil-Angola/Os Novos Rumos da Docência para o Ensino Adaptado.
Corruptos e corruptores do passado, do presente e, fatalmente, do vindouro.
Ponham suas barbas de molho, ponham-nas de molho, mesmo as mulheres sem barba.
A pátria Brasil caminha a galope ligeiro, ordeiro, vanguardeiro, alvissareiro e justiceiro.
Montada numa verdadeira e necessária democracia do povo, pelo povo e para o povo!
Para terminar, em bom e claro português apenas digo:
Isso, com exclamações, sem qualquer reticência para o futuro.
Companheiros, camaradas e comparsas – cambada essa que acha que são – vamos lá!
E isso dá o que falar, não é um determinismo, pois o poder na língua portuguesa chama-se DESEJO.
ODE AOS PEIXES DE VERA CRUZ
Aos peixes em solo firme eu digo:
Saltou para a terra em criatividade
Rastejou em lama em sua vitalidade
Sempre esteve comendo fora d'água comigo.
Esperançosos ao rio do futuro
Elegem anzóis ao topo da cadeia
Lembram-se e esquecem-se que já foi de aldeia
Adaptam-se milhões de anos ao muro.
Permanecem na esperança desde os antepassados
Antigos que um dia nas águas rasas nadaram
Ancestrais que todos os dias aos poucos andaram
Nas azedas poças estavam sempre adoçados.
O samba na nadadeira antes do pé!
A novidade das mãos sempre em toque
Afluentes culturais do Chuí ao Oiapoque,
Folclore, danças polonesas e arrasta-pé.
Tantas cores no manto verde e o cantar alto,
Falam como araras, e que saudade da ararinha azul
Reco-reco forte como vós do norte ao sul
Amo odiar e odeio amar este mar alto.
Vontade tenho de puxar-lhes as escamas
Comem iscas na água, comem incas no solo
Pirajuçara do bem, fisgada no no colo
Namorado nas ideologias em chamas.
Em redes antes dos coronéis
Pescas nas caravelas de Portugal
Escravidão em embarcação surreal
Repetem golpes nos futuros papéis.
Ó peixe que usa calças e é anfitrião
Simpático este cardume que agrada
Criatura gloriosa que por troca degrada
Luta lá de longe sem ver que é em vão.
Com cuidado, elevados peixes, sobreviveremos!
Brigamos, amamos, será que também sou assim?
Como os ratos de Noronha, a dor terá um fim
Cuide das águas, Linguados terrestres, pois evoluímos!
O que é o amor?
Uma combinação de algoritmos?
Uma criptografia biológica avançada?
Uma invenção social? Uma narrativa?
No chão de terra seca e sofrida,
No Nordeste a luta é diária, tão sentida.
A pobreza bate à porta com vigor,
Mas o orgulho nordestino floresce, com amor.
Erguemos nossas mãos calejadas,
Na busca de um novo amanhecer, cheias de esperanças renovadas.
Nossos passos firmes nas estradas áridas,
No peito, a força que não se intimida.
Entre canaviais e mandacarus,
Resiste o povo com garra, mesmo nas agruras.
No sertão, a seca que castiga e desafia,
Mas o sorriso nordestino transborda de alegria.
Nosso forró é a dança que contagia,
Embala corações e traz melodia.
No arrasta-pé, esquecemos as agruras,
Celebrando a vida com festa e doçuras.
Somos cordelistas, contadores de histórias,
Versadores da vida, da graça e das glórias.
Nas rimas e nos versos, a expressão sincera,
Do amor pelo Nordeste que nos espera.
Pois mesmo com dificuldades, jamais nosemos,
Somos destemidos, guerre que não tememos.
Alegria e resistência são nossas bandeiras,
Somos nordestinos com toda a fidalguia.
Nordeste é sinônimo de superação,
De um povo valente, de persistência e ação.
Apesar da luta, somos felizes e vaidosos,
Orgulho pulsante em nossos corações amorosos.
Do sertão ao litoral, nossa cultura reluz,
No batuque do maracatu e no frevo que nos conduz.
Somos nordestinos, da poesia à culinária,
Resplandecendo em cada gesto e artesania.
Então brilhe, nordestino querido,
Com esperança e fé, em seu caminho atrevido.
Lute pela sua terra, com amor e fervor,
Seja feliz e orgulhoso, meu nordestino, com todo ardor.
Se tivéssemos as melhores universidades, as melhores escolas, os melhores índices de educação do mundo, ainda seríamos falhos, tendo líderes e pais corruptos, que não lideram não educam e não dão exemplo.
(Hoje temos líderes corruptos, pais que não educam e que não são exemplos, e ainda estamos entre os piores na educação)
Mais que educar é ser exemplo, mais que investir monetariamente, e direcionar sem roubar.
Silva, amigo meu, ouça meu cantar,
Como pode um funcionário do teu lar,
Te tratar como um vagabundo, desrespeitar?
Cobrando impostos altos, sem te consultar.
Ao aumentar seu salário, sem se importar,
Silva, algo está errado nesse lugar.
Prender e bater, como pode suportar?
Essa injustiça clama por se levantar.
É tempo de questionar e reivindicar,
Aqueles que abusam e querem te controlar.
Revoltar-se contra essa situação adversa,
Buscar justiça e paz em cada conversa.
Silva, não desista, lute pelo que é certo,
Seu valor e dignidade sempre em alerta.
Pois algo está errado, e juntos iremos mudar,
Para construir um mundo melhor, sem enganar.
Festa sem fim
Te vejo outra vez
Talvez
Quero estar com você
Ela chega e diz
Você é show e me faz muito bem!
Eu quero o seu melhor
E o meu também!
Ela chega e diz
Você é show e me faz muito bem!
Eu quero o seu melhor
E o meu também!
Me leva daqui...
Eu vejo que não tá mais tendo
Nenhum argumento pra se explicar
Mas entendo que esse sentimento
Já acabou faz tempo não dá pra forçar
Foi bom tudo o que a gente viveu, né?
Foi ruim o jeito que isso acontece
É!
Mas vou fazer o que se tem que ser assim?
É bem melhor pra nós que agora eu por um fim
Sabia que eu ainda te quero bem?
Por isso me dói fazer isso mas é
Eu vou te soltar
Pra voar
Eu vou te soltar
Pra voar
Tome Nota!
Você pode não ter dinheiro, você pode não ter uma mansão, você pode não ter um carro do ano.
Mas, se você tiver Deus no seu coração, você tem tudo. Você possui a maior riqueza que existe na vida, que é a presença do Senhor.
Pense nisso.
O fogo, esse elemento que traz vida e morte, cria e destrói, é um símbolo da natureza e do próprio ser humano. Tanto Clarice Lispector quanto Fernando Pessoa enxergavam no fogo uma metáfora para a vida, e suas diferentes facetas.
Mas hoje, em tempos de incêndios florestais, a relação com o fogo se torna mais complexa e trágica. O Brasil, em especial, tem sofrido com a destruição de seus biomas, como o Cerrado, pela ação do homem. Incêndios criminosos são cada vez mais frequentes, e as consequências são devastadoras: perda de biodiversidade, deslocamento de animais, destruição de ecossistemas inteiros e impactos na qualidade do ar e da água.
Nesse contexto, a preservação do meio ambiente se torna ainda mais urgente. E é nessa preservação que Clarice e Pessoa encontram uma conexão entre o fogo, a natureza e a vida. Para ambos, a natureza é algo sagrado, e sua preservação é essencial para a sobrevivência do planeta e de todos os seres vivos que o habitam.
Brasília, cidade onde Clarice viveu por muitos anos, é um exemplo de como o fogo pode ser utilizado de forma consciente e benéfica. Na capital brasileira, a queima controlada do Cerrado é uma prática antiga e necessária, que ajuda a manter a biodiversidade e a fertilidade do solo.
Mas quando o fogo se torna sinônimo de destruição e irresponsabilidade, é preciso tomar medidas urgentes para proteger o meio ambiente. E isso só será possível com a conscientização da população, com a implementação de políticas públicas eficientes e com o engajamento de todos na preservação do nosso planeta.
Afinal, como bem disse Clarice Lispector: "Tudo é importante. Até o fogo que só serve para destruir pode ter o seu lado positivo". Cabe a nós encontrarmos esse lado positivo e utilizarmos o fogo de forma consciente e responsável, em benefício do meio ambiente e da vida como um todo.
Vejo muitos debates acalorados sobre política nas redes sociais. No entanto, é uma pena não passarem de frivolidades. Falar sobre politicagem é algo distinto de dialogar sobre política.
Saber sobre os feitos e atitudes dos políticos de estimação, não torna alguém especialista em gestão pública.
Para se tornar entendido no assunto, com clareza de pensamentos e ter embasamento filosófico, é necessário no mínimo ler as principais obras de algumas das mentes mais brilhantes no que diz respeito a governança.
Que tal lerem as obras de Aristóteles, Nicolau Maquiavel, Jean-Jacques Rousseau, Thomas Hobbes e Max Webber, para iniciar a sua formação de opinião. Em seguida, seus horizontes se expandirão e não haverá mais fronteiras para sua busca de conhecimento.
Falar sobre algo é muito fácil, o complicado para a maioria da população é formar frases com significado, embasamento e coerência dentro do tema proposto.
IRACEMA
Na terra de Pindorama
A índia segura o arco
Virada pro oceano
Ela baliza seu marco
Do Brasil foi fortaleza
E também a realeza
Antes de zarparem barcos
A dor na mocidade
A dor no peito excruciante
e sua frequência maçante
Que leva a força que tenho
e consegue tirar-me a paz
e essa dor ocorrida
por uma memória doída
que ao não se dar por vencida
prescreveu-me essa canção
e como quem dedilha cordas
consegue produzir as notas
com que batem meu coração
foi por esta garota pequena
que aquela manhã tão serena
tornou-se uma amarga ilusão
descobri naquele dia
a grande e doce agonia
que poderia produzir um não
mesmo depois de algum tempo
hoje me sinto propenso
a pensar no que passou
agora ao olhar em seus olhos
lembro do dia simplório
em que ela me rejeitou
mas triste ainda que isso
sou um homem forte
e não acredito
essa dor não passou.
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