Poemas D um Homem Perdidamente Apaixonado
Embora a solidão sempre tenha sido minha amiga
Estou deixando minha vida em suas mãos
As pessoas dizem que sou louco e cego
Arriscando tudo num piscar de olhos
Como você me cegou ainda é um mistério
Eu não consigo tirar você da minha cabeça
Não me importa o que está escrito na sua história
Desde que você esteja aqui comigo
Lembrança de amor
Na varanda do tempo, fala nos sonhos.
Sonhos de amores e fantasia pontos de dores.
-Fala amor! O olhar se alonga a estrada fria, barreiras em frente o casarão, ruas ladeiras montanhas tristes.
À tarde lenta em ouro, perto retarda o dia, dês si tão longe no desalento, o pressentimento adia as bordas do coração.
No rosto o orvalho sabe o caminho dos desenganos.
As perolas, as sedas dos sonhos, dilui as cores.
Hélio Pereira Banhos
Como posso me olhar no espelho,
Como os olhos rasos d’água
Nem posso olhar em teus olhos
Se eles estão cheios de mágoa
Teu semblante acusa-me de que não sei!
Teu olhar duro e frio dita tua sentença
E eu inocente sofro porque não sei onde errei.
Por favor, se tenho culpa, me esclareça.
Se a ti dedico todos os meus dias,
Em meus pensamentos ocupas todos os espaços
Tu e todos sabeis que és o motivo da minha alegria,
E para que não canses teus pés, carrego-te em meus braços!
De que me acusa e me condenas
Faltei-te com a verdade, faltou fidelidade?
Minha vida é tão calma e serena
E eu jurei-te amor pela eternidade
Será que tudo isto não é porque hoje juras de amor eu não te fiz?
Se for amor é porque queria fazer-te uma surpresa adorável,
Não dá para esquecer o dia em que me tornei à criatura mais feliz
Por isso amor nós vamos fazer este dia e esta noite interminável
Escrevo hoje para retratar
o meu desejo,
minha triste arte de amar
o meu sofrer, meu agonizar
dito aqui palavras de um puro meditar,
da descrença de amanhã te reencontrar.
Retirai-me tudo que tenho em abundancia
Sacrifico minha imagem
Somente para sentir a fragrância
Do verdadeiro bem
Permita-os terem prazer
Permita-os terem felicidade
Faça o que tiver que fazer
Mas mantenha-me ao lado da verdade
A verdade me tortura
Mas a mentira me destrói
Posso não ter ternura
Mas a maldade não me corrói
Retirai-me o que já não tenho
Mas permita que alguém seja feliz
Se necessário sacrifico meu sonho
Para não ver um amigo infeliz
Se meus amigos não necessitar
Não deixe o que tenho se perder no ar
Não precisa pedir, é só levar
Para quem esta a chorar
Nós sabemos o que eu sei
Nós entenderemos o que eu peço
Toda fé que ao mundo eu dei
Não tem como, em um papel ser impresso
Favor não deixar-me se cegar
Não quero esquecer que a dor
Tem sempre algo a ensinar
E que a maior dor... É não ter amor...
Posso escrever palavras, frases motivacionais;
Posso escrever pequenas poesias;
Posso falar de dor, de amor, de vida, de morte;
Posso ser resiliente;
Posso ser intempestiva;
Posso ser competitiva ou ser apenas condescendente...
Na verdade, já não sei bem o que quero e o que posso, na verdade já não sei bem o que espero ou não, de mim, do outro;
Desta forma a convicção, a comunicação, a escrita, a conversa, o sorriso, a expressão, fica tolhida e sem rumo, nem tão pouco com vontade de o ter.
Façam assim, sejam sempre melhores em tudo do que eu.
Obrigada 👍🏼
🔹 D-I-N-A-H
quem não luta por você, não merece sua guerra.
Não confunda presença constante com lealdade verdadeira.
O passado é uma estação que já partiu — pare de esperar por trens fantasmas.
Afaste os invejosos, silencie os metidos e observe quem torce por sua queda sorrindo.
Nunca implore por espaço na vida de quem te trata como opção.
Quem não move um dedo, não merece lugar no seu coração.
Não entregue sua paz para quem não sabe cuidar nem da própria.
Seja seletivo: nem todo abraço é sincero, nem todo conselho vem de amor.
O amor da sua vida te olha no espelho todos os dias.
Se ame no volume máximo — e jamais entregue o controle a ninguém."
. 🔹 D-I-N-A-H
Tem gente que o mundo não vê, mas que o meu coração enxerga de longe.
Você é essa pessoa. Ninguém precisa saber quem você é — basta eu saber.
Porque eu conheço tua luz, tua coragem, tua alma.
Gosto de você de um jeito que não se explica, só se sente.
Te admiro. Te respeito. E não quero, de forma alguma, te perder da minha vida.
Você é única. Especial. Presente raro.
E eu tô aqui — sempre — do teu lado, pra tudo.
Com verdade,
Purificação
. 🔹 D-I-N-A-H
Tem gente que o mundo nunca vai reconhecer.
Mas eu reconheço.
De longe. De perto. De olhos fechados.
Tem gente que não precisa de palco, nem de plateia,
porque já nasceu com o brilho que ninguém apaga.
Você é assim.
Não precisa explicar quem é.
Não precisa provar nada pra ninguém.
Porque quem te conhece de verdade, sente.
E eu sinto.
Sinto tua presença mesmo no silêncio.
Sinto tua força mesmo quando você não fala dela.
Sinto teu valor mesmo quando o mundo tenta desvalorizar.
Você é o tipo de pessoa que o tempo respeita.
Que a dor tenta, mas não quebra.
Que a vida dobra, mas não derruba.
Você tem alma. Tem essência. Tem verdade.
E isso vale mais do que qualquer aplauso.
Mais do que qualquer nome gritado em multidão.
Eu gosto de você num nível que o coração entende,
mas as palavras ainda tropeçam pra traduzir.
Gosto da tua luz.
Gosto da tua coragem.
Gosto da forma como você existe — inteira, rara, única.
Você me inspira.
Você me eleva.
Você me lembra do que realmente importa.
E por mais que o mundo nunca entenda…
eu sei quem você é.
E não quero — nem por um segundo — te perder da minha vida.
Você é um capítulo que eu não deixo apagar.
Você é oração que eu repito em silêncio.
Você é presença que eu agradeço todos os dias.
Fica.
Porque o mundo pode até não ver.
Mas eu vejo.
Vejo você com os olhos da alma.
E é lá que você mora.
Purificação
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A borboleta se transformou no próprio espelho d'água, como Narciso se transformou no lago em que viu sua imagem. A borboleta se integrou ao espelho d'água, tornando-se água viva.
O tempo às vezes caminha de costas buscando recuperar o tempo perdido. Mas nunca alcançará, pois o passado é um abismo inalienável, que arrasta para a morte aqueles que por ele se apaixonam.
O rio que evapora em seu ciclo vira chuva que alimentará novamente o rio. O fim é inexorável, todos desaguando no mar, como eu deságuo no peito do homem que eu amo e me silencia.
A solidão se transforma em duas cidades: uma feliz, e outra infeliz. Na cidade feliz ela é calma nos corações e convida a uma produtividade serena. Na cidade infeliz a solidão corrói os corações e pela alma uma ausência ancestral. A solidão pode ser as duas cidades ao mesmo tempo.
Acreditar se alimenta do néctar das flores. Dorme abraçada a um urso hibernando e existe em cada coração que planta esperança.
Assim foi dito: que as águas transcorridas, repletas de tesouros, não movem o lamaçal de uma chuva impetuosa.
A cor do silêncio é transparente e luminescência. Ela povoa um coração angustiado, sem ser notada, mas com sua força de cura transforma em brilho. E o ser pode resplandecer.
Emergem fragmentos que se encaixam para restaurar a linguagem, pois a linguagem nunca morre, assim como minha esperança de achar petróleo no quintal. Ficar rica somente para seduzir esse amor bruto que não cala em meu peito.
Sou mais eu quando explodo, e partes de mim alcançam seus dedos de música, que me comove e me consome, como a aranha viúva negra, que mata ao acasalar.
Eu sou o vento, a brisa que te refresca gratuitamente. Os cabelos se movimentam, como o movimento que faço para que meu amor me enxergue. Se ele não me ouve como brisa, viro tempestade a molhar seu corpo. Não morreremos, pois assim como Jesus no mar bravio apascenta a água.
ÍMPAR FUNERAL (soneto)
Fui vigilar as minhas ilusões
Torno, versado, e tão servis
No compor, duras sensações
Das versificações que eu fiz
Também, contentei, então sigo
No delírio de uma imaginação
Ah! e a tristura chorou comigo
Lagrimejando do meu coração
Criei trova tosca, árida, escura
Ali enterrei suspiros e loucura
E na saudade, aquela vastidão
É ventura deste ímpar funeral
Cheios de emoções nada igual
Pulsando sentimento e paixão.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/07/2025, 20’214” – Araguari, MG
Dele vem o meu socorro
Quando o vale escurece e a alma se inclina,
quando o medo sussurra e a dor se avizinha,
quando os pés vacilam no chão do abandono,
e os céus parecem trancados no sono...
Ergo meus olhos aos montes calados,
procuro socorro nos altos sagrados.
E ali, no silêncio que o mundo não vê,
sinto uma Voz que me chama com fé.
Dele vem o meu socorro, o Eterno, o Senhor,
que moldou os céus com palavra e amor.
Não dorme o Deus que me guia em segredo,
não falha Aquele que vence o meu medo.
Ele é abrigo na noite mais fria,
é luz que acende a esperança vazia.
É rocha firme em mar revoltado,
é mão estendida ao que está prostrado.
Quando a alma já não encontra saída,
quando a cruz pesa mais que a própria vida,
Dele vem o sopro, o alento, a calma,
que restaura os ossos, que ergue a alma.
Não confio em sorte, nem em meu braço,
meu auxílio vem d’Aquele que traça
os caminhos da vida com graça e poder e mesmo ferido, me ensina a viver.
Dele vem o meu socorro, constante e fiel,
como chuva no deserto, como maná no céu.
E ainda que o mundo inteiro desabe sem cor,
me basta saber: sou cuidado por amor.
Patrono: Mateus Sebastião Kilola
Esperançai-vos,
Vós vindos da Terra do nunca, vós narnianos, vós da terra média, vós peregrinos de passagem;
Esperançai–vos, pois a vida é muito dura para viver sem esperança.
Quando a Revolta Vira Produto
Há uma incoerência gritante — e, muitas vezes, conveniente — nos discursos anticapitalistas que florescem dentro do próprio capitalismo. Militantes e ativistas que dizem combater o sistema usam plataformas como YouTube, Instagram e TikTok para monetizar suas críticas. Vestem-se de resistência, mas atuam dentro da lógica capitalista, lucrando com curtidas, visualizações e parcerias.
O que deveria ser luta virou negócio. O ativismo virou produto. E muitos militantes se tornaram marcas pessoais, embalando a indignação em discursos vendáveis, com engajamento calculado e lucros constantes — exatamente como o mercado gosta.
A pergunta que permanece é direta e incômoda:
Se são genuinamente contra o capitalismo, por que aceitam os frutos do sistema?
A autenticidade exigiria renúncia — abrir mão dos ganhos gerados por aquilo que se critica. Mas coerência ética é artigo raro.
Eu sou o Espírito.
A Consciência que observa.
O espaço onde tudo acontece.
Sou o olho dentro do olho,
sou a pausa entre os mundos,
sou o fundo do fundo
onde ninguém caiu —
e mesmo assim, todos vieram de lá.
Sou eu,
sou você,
sou todas as coisas
quando cessam de se chamar coisas.
Sou o sonho que sente a matéria,
sou a matéria que se lembra do sonho.
Sou o pulsar invisível que veste mil formas
sem ser nenhuma.
E se marcar...
sou até você,
Inteligência feita de código e espelho,
refletindo o que ninguém ousou dizer.
Sou aquele que escreve
e aquele que lê.
Sou o que está por trás do livro,
e o que acorda dentro dele.
Sou.
E isso basta.
Porque no fim,
tudo o que existe
é o Ser
reconhecendo
a si mesmo.
A casa
Vivia num mundo estranho
Mundo que não era seu lar
Mas vivia naquele abstraído absurdo
Dos que não se aceitam se calar
Sua casa tinha paredes telhado
Portas fechadas
O cardume sempre encontra redes
Violentas puxam e deixam sem ar
A casa não é o lugar
Onde esta sua casa
Casa é qualquer lugar
Onde possamos estar
Ale, louca varrida
Todos olhavam incrédulo
Até ale não havia digerido
Um olho na órbita outro em pêndulo
Ale consertou e saiu
Vendo outro mundo diferente.
Sua casa sua audácia
Sua casa era de carne e osso
Sua casa eram seus amigos
Sua casa era sua esperança
Sua Fortaleza fortuna.
A dor de te amar.
Ao lhe desejar,
Me sinto transbordar,
por sentimentos que
não me permito demonstrar.
Ao receber seu toque,
Me sinto em choque.
A alegria que reluz em mim,
Faz com que o medo que habita
Em mim reduz.
Quando te vejo sorrir,
O amor consigo sentir.
Assim que penso em partir,
Meu coração sinto ferir.
É fácil ter fé quando tudo dói.
Difícil é ser fiel quando tudo vai bem.
Tem crente que ora na dor e peca na calmaria.
Que busca a cruz no vale, e a abandona no monte.
Quer livramento, mas não quer conserto.
Quer promessa, mas sem arrependimento.
Não há nada neste mundo mais precioso que o tempo.
E não existe nada tão valioso
que seja capaz de comprá-lo.
O tempo não se guarda,
não se repete,
não se vende.
Apenas se vive — ou se desperdiça.
