Poemas Curtos Tristes
Sou Pauleremonopsicofilosofante: na dor aprendi, na tristeza cresci, na solidão venci. Filho do mar, mas eu não me afogo.
Na solidão eu mastigo a dor, bebo a tristeza e viro Pauleremonopsicofilosofante: filho da Alfonsina que não afunda.
O espelho quer agradar, mas por trás da cosmese há decepções, medo, preocupações, tristeza, dor, impaciência e mentira.
Que a sua boca se torne a adega onde a minha alma bebe o vinho do esquecimento de todas as tristezas passadas.
Há uma beleza triste em quem aprende a aceitar limites. Não é rendição, é sabedoria que se disfarça de resignação. Quem aceita limites encontra mais espaço interior. Porque o que cedia a excesso, agora descansa em medida. E essa medida devolve a paz roubada pela ilusão do tudo.
A tristeza tem territórios que eu ainda não visitei. Vou a pé, com uma lanterna de medo e coragem. Algumas ruas são estranhas e pedem licença para entrar. Outras me reconhecem e me oferecem cadeiras antigas. Sento-me e descubro que conversar com a dor é arte.
Certas tristezas não são visitas, são inquilinas. Trocam as fechaduras, instalam-se e passam a chamar o meu vazio de lar.
A tristeza é uma cor que combina com tudo o que eu escrevo, um pigmento que extraio das sombras que o sol projeta quando decide se pôr cedo demais. Não busco o arco-íris, busco a gradação de cinzas que existe entre a dor absoluta e o alívio de um sono sem sonhos.
A tristeza profunda tem um peso gravitacional que atrai todos os outros sentimentos para o seu centro, transformando alegria em ironia e esperança em cansaço. É preciso muita força centrífuga de vontade para não ser engolido por esse buraco negro que carregamos no peito.
A tristeza é um mar calmo onde a gente pode afundar sem fazer barulho, deixando que a pressão da água nos abrace até que não sintamos mais o frio da superfície. É um refúgio perigoso, um abraço de ferro que nos protege do mundo ao custo de nos tirar o ar.
Há uma tristeza que é hereditária, que vem no sangue como uma herança maldita de antepassados que também não souberam o que fazer com a própria vida. Eu tento quebrar essa corrente usando a poesia como um alicate, cortando os elos de amargura que tentam me prender ao passado.
A tristeza vem como uma estação implacável, sem aviso, sem pausa e nos deixa com as mãos frias, tocando lembranças que nunca se foram.
A tristeza me ensinou padrões que a felicidade nunca revelou, como se cada queda deixasse um registro interno, e cada erro fosse analisado em silêncio, mas ainda assim, algo permanece imprevisível: a esperança.
A depressão não é apenas uma tristeza profunda, é o luto de uma versão de nós mesmos que ainda não morreu, mas que se recusa a seguir em frente, nos obrigando a carregar o corpo de quem fomos como se fosse uma bagagem pesada e necessária para atravessar o deserto.
Escrevo poemas tristes não por gosto, mas porque aprendi a viver assim, mergulhado em dores silenciosas, em lembranças que não se dissipam, e em uma tristeza que se tornou meu idioma, apenas transmito o que realmente sinto.
Meus professores não tinham nomes gentis, foram a tristeza, o sofrimento e a incerteza. Nunca fui um bom aluno, por isso ainda tento decifrar suas lições.
Existem dias de dor e sofrimento, amargura e tristeza, alegria e paz. Não há uma ordem para isso; podemos chorar hoje e nos alegrar amanhã, e ainda assim Deus irá nos amar e continuar nos amando.
Triste pensar ter perdido o amor da sua vida.
Então lembrei que amar é decisão de ficar, dar a mão e lutar. Juntos.
”Se conheça, o que te deixa feliz? Como você age quando está triste ou irritado? O autoconhecimento não é uma palavra mágica, mas te ajuda a tomar melhores decisões na sua vida.
Reflita.”
