Poemas curtos que encantam em poucos versos
Tudo é uma grande caminhada de encontros e desencontros. O melhor dos encontros, desta jornada aparece do novo e sempre reserva nos novas conversas, com palavras nunca ditas e caminhos a serem descobertos, re-inventados a dois dentro de nos mesmo.
A vida seria tão mais simples se todos não tivessem a mutilante responsabilidade artificial de serem tão felizes, belos, especiais e importantes.
Devemos só fazer parte daquilo que já existe se podemos humildemente acrescentar e abrilhantar com o belo, com o suave e o sensível.
O verdadeiro homem não faz filho. Na minha educação de berço que recebi de meu pai, o verdadeiro homem cria o filho, possibilitando-o de ser um homem bem melhor do que ele. Por isto que tantos dizem por aí que o grande pai é sempre aquele que cria.
A arte é sempre mais uma forma de expressão que se encontra para dialogar com o mundo do que uma mera profissão inventiva que objetiva fáceis ganhos financeiros.
Na vida só não se sente solitário, nunca, todo aquele que é sempre solidário com tudo e todos, pelos caminhos.
A receita para a felicidade na vida me parece ser o menos. Dito isto, concluo. Quanto menos temos, quanto menos somos, quanto menos na soberba nos achamos mas fácil fica de encontrarmos a verdadeira felicidade.
Um único caminho para iluminação verdadeira, ser, estar, ter e aguardar receber, cada vez menos. Só no vazio que encontramos o todo. As virtudes são na verdade vícios do ego. Assim como toda bondade dada por troca, merecimento e retribuição.
Sempre gostei dos números pares, me dão a impressão que a matemática é uma ciência difícil no objetivo de encontros com os semelhantes.
Me visto com retalhos de papel crepom multicoloridos, pois se vier a chuva consigo passar despercebido, com a pele de todas as cores.
A vida passa por sua própria métrica de tempo, alguns conseguem com louvor escreverem seu nome, no livro da vida mas outros anônimos são só instantes.
Se eu fosse um poeta, teria aprendido estar sempre, em solta liberdade, a navegar entre as nuvens, a sonhar, a amar e a voar.
Confesso, que tenho muito mais dividas com o acaso do que com minhas propositais e artificiais projeções.
