Poemas curtos que encantam em poucos versos
Com o amor dá-se o mesmo que com o vinho. Perdoem-me as leitoras o pouco delicado da confrontação; mas bem vêem que ambos embriagam.
A obstinação nas disputas é quase sempre efeito do nosso amor-próprio: julgamo-nos humilhados se nos confessamos convencidos.
O amor é muito mais exigente do que ele próprio supõe: nove décimos do amor estão no enamoramento, um décimo na substância amor.
Não há amor da parte de um ser sem liberdade. Ao que ele chama o seu amor é à paixão dessa liberdade.
O amor dá-se mal nas casas ameaçadas de pobreza. É como os ratos que pressentem as ruínas dos pardieiros em que moram, e retiram-se.
O amor é essa maravilhosa oportunidade de outro nos amar quando já não nos podemos amar a nós próprios.
Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmo se atormentaram com muitas dores.
Poemas seriam perda de tempo?
E notas de rodapé?
Se ainda vale a matemática
que me ensinaram,
dois números negativos
multiplicados
resultam num número positivo.
Espero que
uma perda de tempo
ao quadrado
seja um ganho... de tempo.
Eu sou alguém que ainda não se descobriu.
Alguém que se olha e não se ver, que se procura e não se encontra.
Alguém que não se conhece, não se entende, não se acha.
Mais sei que sou alguém, mesmo sem saber quem.
Quem sou ?
Diz você !
Ao longo da minha vida,
eu ainda não vi egoísmo maior que alguém
se envolver com uma pessoa casada,
destruir família, fazer com que filhos
Cresçam em um lar dividido e ouvi-la dizer:
Não mando no meu coração eu só quero ser feliz!!!
