Poemas com Rimas de minha Rua
" EM QUE PÉ ESTAMOS? "
Em que pé estamos?
Se nos pés que nos apoiamos não marcam passos
Se as asas que nos levitavam cortamos
Até parece que reduzimos a infinidade num facto escasso
Aonde está a compreensão?
Não sei qual de nós em nossos sentimentos gerou a desertificação
O teu coração quer me tornar num órfão de afeição
Eu olho para os teus olhos e hoje apenas refletem a insatisfação
Em que pé estamos?
Se de um ou outro tudo se resume a "tanto faz"
Se os sonhos e fantasias, juntos não enxergamos mais
Parece que bebemos dos relacionamentos tóxicos demais
Nem tanto em prantos nos encontramos
Mas em que pé estamos?
Quando o prazer nos abandona... Com quem ficamos?
Órfãos nos tornamos!
Nem Eu e nem você o erro aceitamos
O orgulho tem o seu defeito, olhe o quão crasso
Será que nos reduzimos ao fracasso?
Diz-me... Em que pé estamos?
" BEM QUE EU QUERIA TE ENCONTRAR! "
Bem que Eu queria te encontrar
Mas avistei-me com o teu desencontro
Não sei se a tua juventude se está a preservar
Pois pretendia alegrar os meus olhos
A imaginação ainda serve
Ainda é capaz de me alimentar
Nos bons frutos de sonhar se emergem
Os teus beijos incapaz de se esgotar
Cruzo os meus olhos ao horizonte
Para com os teus se avizinhar
No teu doce e meigo caminhar
Que me roubou o controle
Bem que Eu queria te encontrar
Deitada em todas as minhas promessas
Pois estou aqui, pronto para as realizar
E deixar as conversas p'ra conversas
O horizonte tem segurado o teu retrato
Não perco nem as horas e nem os olhos para o ver
Me sinto vivo apenas quando vejo teu rosto imaculado
Resido à beira da morte sem você
Meu pobre coração apenas fala de amor
Que vive cantando o son dos teus quadris
Meus lábios desérticos perderam sabor
pela falta da chuva dos teus beijos imperatriz
Bem que Eu queria te encontrar
Nos antigos lugares dos nossos encontros
Hoje Eu passei por lá
Apenas achei a arca dos segredos que escondo
No âmago do meu amar
Intensamente me deixei levar
Como nas ondas do mar
Mergulhei p'ra me apaixonar
Meus pensamentos escrevem p'ra você
Não desejando resposta alguma
Nas lembranças eu posso reviver
A felicidade nas mesmas alturas
" DESAMAR... "
Não é legítimo
Nadar contra a corrente
Negar o desaguar do belo sentimento na gente
Ilegitimar o proeminente
Que conveniente
Mergulhar as emoções nestas águas pouco fervente
Colocar as lembranças nas espumas de esquecimento dos detergentes
Alegar que ninguém sente
Desamar...
A estúpida arte do desapegar
Teu coração a me abandonar
Minha vida a me negar
Minha pobre semente
Que nada dá no meu cuidar
Que perto de mim não quer ficar
Me fazendo seu ar descontente
A minha mão não foi feita p'ra plantar
Produz um efeito contrário como os desertos
Na lareira da paixão apenas cinzas se pode constactar
Fantasmizando todo o meu império
Desamar
Aonde se aprende?
Como se apreende?
Do meu bem gostar para o gosto das águas do mar
Seria fácil pois
Até para os dois
O gosto não passaria de desgosto
A fantasia e a realidade não teriam o mesmo rosto
" TRISTEZA "
Não consigo ser diferente da pessoa que fui habituado a ser
Até parece que o meu sofrimento no tempo está a entreter
Odeio este sentimento de pensar em vir-a-ser
O fracasso habita na minha pessoa não consigo rejuvenescer
Nunca confiei nos meus cinco sentidos
Preciso de um outro me sinto mulher
Comprei inúmeros quereres da vida com delitos
Hoje em dia só penso em devolver
A infinidade do céu só sabe me deixar de rastos
Suas cores vagas me tratam como seu enteado
Nele só enxergo nuvens que trazem tempestades, parecem o meu passado
É como se a vida quisesse que Eu presenceasse algum holocausto
Estou deitado no cansaço de nada ter
O quem me dera nos meus pensamentos só sabe corromper
O silêncio me guia num caminho de embrulhos para me conter
Ideias minhas não alcançam o estatuto para constar no paper
Adoptei os princípios dos santos
Não quero ver-me preso em prantos
Minha vida foi sempre uma história e tanto
Nunca colhi das plantas que planto
O horizonte ofereceu a esperança para as estrelas
Deixando a distância visibilizar todas as minhas sequelas
Sou apenas polém ao vento desejando se tornar uma pétala
Nunca fui bom com as palavras, não fui feito para ser tagarela
Como as ondas do mar
Meus sentimentos apenas criam turbulências
Que caminho rumar?
Quando as trilhas só dão as inconveniências
Sorriso nasce em rios de más vivências que leva
Lágrimas secam em goladas molhadas de cerveja
A solidão me seduz diante da saudade que me beija
Que romance o meu, no dia dos namorados em mim só amanhece a inveja
" NADA! "
Passaram-se já alguns anos e nada, permaneço igual
Tal igual as ruas esboracadas do meu bairro
Já fui tanta coisa mas nada, arranca de mim o que Eu tenho de racional
Como a dita fantasia dos sonhos acordados
Ás vezes me sinto tão insuficiente para mim mesmo
Eu tenho medo de fechar os olhos e abri-los quando velho
Meu pensamento tornou-se insignificante como todo o resto
Perdi meu ser crítico para este senso comum modesto
Ainda ontem tinha catorze e hoje celebro os meus vinte e três
Passei por tantas transformações e lições dos quartéis
Não sei se estas palavras surgem da embriaguez
Mas nada produz um sentimento como se Eu tivesse alguma invalidez
Não me arrependo de ter sido Eu mesmo
Mas de cada acto meu que foram tão pequenos
Quando precisei ser grande fui sereno
Como se Eu fosse as gotículas de águas que chamam sempre pelo o inverno
Os sonhos desgastam-se quando nos desapontamos
A paciência e a persistência ás vezes nos abandonam no combinado
A coragem segue os fracassados
Pois nada ocorre conforme pensamos
" Eu queria poder ser diferente!"
Eu queria poder ser diferente
Sem pensar em que penso, agindo normalmente
Um homem com bom censo,
Não escondendo o que sente
Eu queria conhecer a lealdade verdadeiramente
Seguir os seus propôsitos, ser humilde realmente
Um homem bondoso,
Com uma personalidade transparente
Eu queria mesmo ser você
Sem defeitos e com qualidades para se convencer
Ter acções independentes,
Viver a vida e poder se compreender
Eu queria mesmo ser encantador
Não mulherengo mas paquerador
Acreditar em Deus, ser crente e fiel
Imprudentemente sou um ateu infiel
Eu queria amar um belo sorriso
Em uma só pessoa encontrar o paraíso
Um homem com sentimentos submisso
Eu queria mesmo se apegar nisso...
" OS SANTOS, VIVEM NOS CÉUS... "
Eu sou um homem comum se afogando no próprio defeito
A modestia é a qualidade que vês neste homem feito
Deixei que as pessoas construissem uma ideia sobre a minha pessoa totalmente diferente
Não sou o que aparento pois a aparência é o verdadeiro veneno da serpente
A calmidade é o casaco que uso para proteger-me da frieza do mundo
Me escondo da falsidade deixando as minhas lágrimas cairem por dentro, não me importo se com tempo inundo
O mundo é realmente maldoso por isso me guardo no meu cantinho
A futilidade é tão sedutor que chama a atenção dos meus olhinhos
Aprendi a ser o que sou nos quereres que o mundo queria que Eu fosse
Deixei de viajar em fantasias desde os meus 14
Larguei os vícios na caltela de evitar a maldita tosse
Pois Eu não consigo seguir a regra de cada dose
Eu decidi ser doce ao invés de amargo
Eu tenho o meu mar de lágrimas escondido mas meu sorriso estampado
Por ser honesto me chamam de santo
Já notei que não gostam no entanto
Talvés os tenha acostumado mal
Ocultando os meus erros de suas visões
Deixando-lhes imporem em mim as suas posições
Mas esquecem-se que a humildade tem as suas próprias restrições
Eu apenas sou recíproco dou o que recebo
Nas reveladas fustrações acabei por dominar o meu ego
A quem diga que os vencedores se passam por cego
Eu apenas reconheço os meus limites nas ranjadas de ventos
Quem fala muito acaba por se cansar
Eu me canso na luta pelos objectivos que tenho que alcansar
Pés tão bem firmes no chão só acaba por retardar
Uso a ironia como a ignorância para me resguardar
Querer o que não se quer é realmente contraditório
Quando se é humano aprende-se a ser irónico
Não olhem para mim como se Eu fosse o que Deus prometeu
Os santos, vivem nos céus
" Estarei satisfeito! "
Se a morte me encontrar hoje
Me tirar desta terra e levar-me mesmo longe
Bem ao lado da distância da palavra perto da minha voz
Ao lado da encruzelhada próximo daquela foz
Eu estaria satisfeito
Sim... Estaria satisfeito
Pois meus irmãos não me largaram no perigo
Apoiaram-me independentemente deste caminho que sigo
Levantaram-me mesmo quando Eu dizia:
" Já não consigo "
Porque nas decepções do cotidiano ganhei novos amigos
Satisfeito porque meus pais me guiaram neste labirinto
Nos ganhos e perdas ensinaram-me a conservar o que sinto
Entre amores e paixões a distinguir o verdadeiro mito
Pois nas ondas das marés é onde nasceu o conflito
Para abraçar o desconhecido mas não abandonar os antigos amigos
Porque nas ilimitações das opressões estiveram sempre comigo
Sim... Satisfeito porque assim eu devo estar
Na trilha do destino eu sigo apesar dos apesares
Nas loucuras da vida eu ainda consigo pensar
Na clareza escura da escuridão consigo ainda andar
Nas águas dos oceanos dos meus olhos consigo mesmo nadar
Porque é assim que consiguiria me salvar
Satisfeito porque é o destino e não posso contextar
No contexto deste texto é o meu pensamento que estarei a questionar
Assim eu estou e apenas posso condicionar
Nas impressões de cada metáfora ainda pude impressionar
Satisfeito porque a alegria do mau momento fui Eu quem colhi
Os frutos das plantaçãoes do meu pensamento Eu recolhi
Porque nas frases escritas pelos poetas me acolhi
E sim... Estarei satisfeito!
" O Azar da sorte!"
A paixão nasce em todo lugar
No vosso romance Eu me apaixonei por ela
Como o sol, a lua e o mar
Sinceramente ninguém sabe quando e quem vai amar
É rápido e instantânio tal como a brisa leve no ar
Dois apaixonados e um amigo... Sou Eu o mar
Ela é a lua e ele é o sol... Apenas amo o luar
Na sua "fase nova" ela fica completamente nua
Não tem como não a amar
Linda com o brilho de esmeralda
Que sejas ainda mais bela e delicada não pode faltar
Falei com os outros astros o tamanho do meu sentimento
Mas no momento não a posso confessar
Ela esta feliz e encatada
Vestida de noiva forma o eclípse lunar
É uma bela história mas ela já esta apaixonada
É sorte ou azar?
Oque eu realmente quero?
Quero muitas coisas, coisas boas
Quero não mais vê-la chorar
Ou por problemas passar
Poder te mostrar que o mundo
Podemos segurar, eu e você.
E nada pode parar o que
Desejo tanto te falar
Nessa noite solitária meu desejo é
Amá-la sem jamais soltá-la.
Ter seus dedos ao encontro dos meus
Quero mesmo é respirar do seu ar
E mostrar que a ti desejo amar
"Nas brisas suaves, ausentes das rosas,
Faz um tempo que os cheiros não me tocam,
Suas fragrâncias, antes doces e formosas,
Agora ausentes, apenas lembranças invocam.
Seus perfumes, encantados e singelos,
Envolviam-me em carícias perfumadas,
Hoje, a saudade bate com mil apelos,
Dos dias de encanto e memórias amadas.
Ó rosas queridas, que encantam meu ser,
Espero ansioso pelo dia de reencontro,
Para que possamos juntos florescer,
E sentir novamente seu aroma no ar pronto.
Até lá, guardo as lembranças com afeto,
E aguardo o momento do doce reencontro,
Quando os cheiros das rosas, novamente perfeito,
Embelezarão a vida, com todo seu encanto."
By - Márcio Brandão
Oh, doce rosa em desalento,
Que murcha lentamente, num lamento,
Tu, que outrora brilhavas com esplendor,
Agora, aos poucos, perdes a cor.
Teu perfume, antes tão envolvente,
Agora se desvanece, tristemente,
Tuas pétalas, antes vivas e viçosas,
Agora estão murchas, frágeis, dolorosas.
Teu caule, que sustentava a esperança,
Agora se curva em triste dança,
Tuas folhas, antes tão cheias de vida,
Agora se enrugam, perdendo a guarida.
Mas mesmo assim, tua beleza persiste,
Mesmo em tua fraqueza, és triste,
Pois em teu último suspiro, oh, rosa,
Ainda irradias uma beleza grandiosa.
Como um lembrete da efemeridade da vida,
Tuas pétalas caídas, uma despedida,
Mas tua essência perdurará eternamente,
Mesmo quando fores apenas uma lembrança na mente.
Tu, rosa moribunda, és um símbolo de fragilidade,
De que mesmo na morte, há uma sutileza,
E em teu fim, encontra-se a beleza,
Pois até no ocaso, há uma singularidade.
Então, rosa em sua jornada final,
Teu destino, mesmo melancólico, é especial,
Pois lembrar-te-emos com ternura,
Como uma flor que mesmo murcha, ainda tem doçura.
A POESIA
Em quase tudo, a sinto e posso vê-la,
mas não consigo definir poesia;
e afirmo que mais fácil me seria
contar, no céu, estrela por estrela.
Bastar-me-ia apenas percebê-la
para satisfazer minha estesia
e me tornar agradecido pela
grande emoção com que ela me premia.
Vejo a poesia como uma expressão
do belo, em seus matizes mais diversos
e do que Deus me fez “palavrador”.
Não sei de fato é defini-la. Então,
tento exprimi-la como a vejo, em versos
que, em prol de amor e paz, vivo a compor.
PALAVRAS
Nos corações em que busquei amor
ódio encontrei,
as mãos de que esperei carinhos
maus-tratos me deram,
os sábios a quem pedi verdades
mentiras me ensinaram.
Tenho o coração cheio de amor
para quem me odiou,
as mãos cheias de carinhos
para quem me maltratou
e a alma cheia de verdades
para quem me ensinou mentiras.
" Não era um para sempre qualquer
era o nosso ,que os ventos do destino,
trataram de levar
sobraram perfumes, lembranças
desejos
a um, que não sabe o que fazer com tanto presente
hoje ausente, nosso amor suportou
a dor, a falta e há de suportar a saudade
porque para nós, nosso para sempre,
será sempre honrado
mesmo que ele exista, somente em mim...
"Era a menina que lia
Lia de tudo
Lia o que via, aquela menina
Todo dia ela lia
Lia tanto, que teve encanto
Certa vez, criou asas e voou
Então, o chão já não mais existia
Já não corria
Vivia voando, aqui e ali
Quanto mais lia, mais ligeira voava
Quanto mais voava, ria mais que chorava
Lia e voava
Quanto mais lia, mais alto voava
Quanto mais subia, parecia que ela sumia
Quanto mais alto voava, tudo parecia e tudo desaparecia
Quanto mais e mais ela lia, tudo desaparecia e tudo aparecia"
Apesar da confusão
Eu tentei te explicar
Tentei me desculpar
Mas foi tudo em vão
Eu não quis esconder
Foi súbita paixão
Não teve jeito, não
Não pude evitar
Não pude me conter
Foi avassalador
Chegou sem me avisar
Sem nenhum pudor
Me incendiou
Me enfeitiçou
Eu não quis te magoar
Nem te desprezar
Não foi a minha intenção
Perder a razão
Ferir seu coração
Estamos aqui todos nós aprendendo, não viemos com um manual de sobrevivência,
Todos temos medos e inseguranças, até mesmo o homem de ferro tem medo, porque nós meros humanos e sem armaduras seríamos diferentes...
Temer o amanhã, o adeus ,e até mesmo a felicidade pode se tornar uma fuga sem volta, essa fuga além de não dar morada a coragem te fazer viver uma vida sem sabor , te faz aceitar a eterna comodidade, mesmo sabendo que a eternidade aqui na terra não há...
Não zombo dos medos, porque sei o quão sérios eles são, mas te ver fugindo e agredindo a si mesmo por não querer me deixar ir é uma forma de me matar a cada dia...
Quando há poesias
músicas são sentimentos,
Amar-te em pouco tempo,
Num curto espaço tempo,
O tempo é boêmia quando o compreendemos
Poemas são sentimentos que transbordam no peito.
Você fez com que eu demonstrasse tudo o que eu sentia,
Aliás, você até concordava com as demonstrações, até certo ponto,
E quando eu fui perceber,
Foi naquele ponto que você decidiu partir."
