Poemas com Rimas de minha Rua
Se tem uma coisa que não entra na minha cabeça, é esse negócio de mesário voluntário. Mesário poderia ser uma profissão autônoma remunerada, se não houvesse quem trabalhasse em troca de uma marmitex e dois dias de folga do trabalho.
Eu me ferrei todinha por seguir alguns conselhos de minha mãe, mas a maioria deles ainda tá valendo.
Indiretas pra mim não resolve, melhor pichar a fachada da minha casa com todas as letras; do contrário, vai perder tempo.
Se hoje eu tivesse que escolher uma palavra, apenas uma, para personalizar a minha mãe, eu diria “rosas”. A minha mãe plantava rosas. Ela tinha um jardim só de rosas. Uma vez ela ganhou um jardim inteiro de rosas, era um presente romântico. Houve um tempo em que ela nos levava todos os dias àquele jardim. Depois de um tempo as rosas murcharam, e o jardim morreu. E minha mãe nunca mais teve outro jardim. Mas, aonde quer que eu vá e encontre rosas, lá está ela.
Eu nunca, até hoje, escondí a minha idade, tem gente que esconde. Mas num país preconceituoso como o nosso, talvez o melhor seria esconder mesmo.
Na minha infância teve circo de lona e palhaços, eu simplesmente amava os palhaços. Mas o palhaço que eu não me esqueço se chamava Pirola, acho que todos eles se chamavam "Pirola".
A minha singela visão de mundo e de política sempre esteve e sempre estará voltada para a questão do bem-estar coletivo e dos princípios básicos da cidadania, doa a quem doer.
Toda vez que se aproxima o dia das mães eu sempre dou graças a Deus por ter sido criada em minha casa, sob os cuidados da minhã mãe, e não numa creche. Mas, hoje, isso virou artigo de luxo, é pra quem pOde, e não pra quem quer, infelizmente.
Laura Maria, é mais uma florzinha que nasceu, surpreendentemente linda, na minha árvore genealógica; temos os mesmos bisavós maternos, o bisavô Malaquias e a bisavó Adeláide, que são os pais da minha avó Vicentina, e, os avôs da minha mãe, a Dona Ana Maria.
Amantes têm direitos? A minha resposta é SIM. Porque muitas mulheres (amantes) deixam de viver suas próprias vidas em prol do outro, dedicam a vida inteira ao seu parceiro, e acabam fazendo o papel de/da esposa também. Na maioria das vezes muitas delas também ficam submissas a ele, e até submetidas à exploração alheia, e no fim das contas terminam sem nada, sem dignidade alguma. E pra algumas esposas é bem conveniente fazer vistas grossas para a situação.
Eu vivo sempre extremamente cansada. Esse cansaço vem muito porque a minha mente não para de pensar, pensar me cansa muito.
A metade de mim são minhas experiências, a outra metade são meus pais, mas a maior parte da minha outra metade é a minha mãe, sem tirar nem pôr.
O meu ódio é a minha principal fonte de inspiração. Escrever foi uma maneira civilizada que encontrei para "dar o troco".
O meu ódio é a minha principal fonte de inspiração, escrever é uma maneira civilizada que encontrei para "dar o troco"; é meio que um jeito de ir me refazendo, de ir juntando os "caquinhos" e continuar seguindo em frente; sem fingir que eu não importasse ou que não me lembrasse.
Não confunda meu sorriso com liberdade, minha simplicidade com tolice, minha fala mansa com paciência, ou Minha acessibilidade com carência; pois posso destruir tdas as suas expectativas a meu respeito de um segundo pro outro.
Não tenho nada a ensinar e não quero que minha melancolia ou minha excitação, minhas crenças ou meu ceticismo, sirvam de exemplo para ninguém.
Meu pai segue firme e forte na minha lembrança. Gostaria de sonhar mais com ele.
Respeito minha ignorância. Convivo bem com coisas que não entendo, cantos escuros e encontros silenciosos.
Unicamente o meu consenso, a minha vontade, a minha compreensão carinhosa são necessários para que todas as coisas sejam boas, a ponto de somente me trazerem vantagens, sem nunca me prejudicarem.
Em minha vida, descobri que sou muito bom em duas coisas: superar obstáculos e motivar gente boa a fazer o seu melhor.
