Poemas com Rimas de minha Rua
Ninguém é obrigado
a nada e a minha ideia
é pé de Jenipapo,
A nossa amada Terra
é aqui, e ainda bem que
não é nenhuma outra;
Sou realista e não ligo
que me chamem de louca.
Se for falar da nossa
Terra que seja doce
até para falar com
quem quer que seja,
e até do que é amargo,
Sei que não é fácil
o quê se tem passado.
Claro, que pode ficar pior,
se não embalar o seu
coração tranquilizado,
por isso busque ser
a tua paz, o seu amor
e o melhor tratando
bem todos ao seu redor.
Quando não conseguir
o modo pacificado,
Lembre-se que o silêncio
sempre será o aliado,
porque no final o quê
importa é um convívio
sereno e equilibrado.
Minha ancestralidade
sempre honrada,
Mani renascida,
eterna raiz sagrada.
Jamais esquecida,
louvada e adorada
com sabores e aromas
por mim recordada.
O coração sabe bem
quem é o seu dono,
e o seu espírito tem
o seu suave descanso.
Nunca precisei fazer
o caminho de volta,
aqui é minha terra
bela e sem adorno.
Nenhuma tempestade
estremece o amor
que é chama e refresca,
e não há quem me afaste dela.
Rodeio estava em festa
Enquanto a minha cidade
de Rodeio estava em festa,
Eu estava ouvindo a música
entrando pela janela,
E de noite estrelas no salão
celestial da noite dançavam
Jardins surgiam desabrochando
dentro de mim enquanto
escrevia um poema de amor
sem fim por este lugar
onde a tranquilidade elegeu morar.
Tocando está o sino da Igreja Matriz
São Francisco do Centro de Rodeio,
que é a minha bela cidade
amada do Médio Vale do Itajaí.
Madrugada de Outono e eu ainda buscando pelo meu amável sono,
Entrego-me nos braços da poesia
e do silêncio para me buscar e encontro.
Com os meus sonhos de olhos
abertos derrotando o enfadonho
até o próximo passo sem pressa
cultivando firme nesta terra
oportuna gentileza, virtudes e festa.
Sem limite para foragir de tudo
o quê é tristonho, torna o convívio
bisonho e os princípios avilte,
não permito que me tomem de assalto
e tampouco me drenem,
peço para ter forças para reagir
atirando em um absurdo por segundo
se for preciso para vencer o mundo.
Quinta-feira em Rodeio
Sobrevoou a minha casa
o Canário-da-telha,
Enquanto coloquei
o Hino ao Frei Bruno
para tocar e o Sol
começou a raiar,
É Quinta-feira em Rodeio,
não vejo a hora da gente
virar a se encontrar,
Você nasceu para mim
e eu nasci para te amar.
A Lua Nova é a minha
confessora que atalaia
e traz alvíssaras em Rodeio,
nossa joia do verdejante
Médio Vale do Itajaí,
e poeticamente por aqui
embora eu continue
a mesma agora há
uma página que preludia
que só tenho olhos,
desejos e sonhos
todos dedicados para você
que com jeito terá
de me alfabetizar para que
os sinais do seu amor
aprenda sempre a ler,
porque sei que você quer
ensinar e sou disposta
sempre para aprender.
É noite de Lua Cheia
e alvíssima que
não tem como ser
capturada no céu
da minha gentil Cidade
de Rodeio que fica
no Médio Vale do Itajaí
aqui em Santa Catarina,
É fato que o pulmão
da minha amada Pátria
pelo fogo se contorce
porque segue a queima
que de cinzas nos encobre,
e o nosso horror só aumenta
de tal maneira que não cabe
somente num simples poema.
Buganvillea amarela
que reverencia
a aurora matutina,
que inefável brinca
com a minha inspiração
dando as suas cores
ao meus Versos Intimistas
com direito as suas folias.
Jura sob uma Quina
sagrada que daqui
para frente a tua alma
pela minha será derramada
Jura e entregue-me
o seu descanso
que em silêncio acolho
do jeito que você que tanto
Da minha parte nada
será negado porque
és o oceano e tens tato
Quanto mais me beijares
assim eu me calo e me dou
do mesmo modo apaixonado.
O meu Pico do Montanhão
com os seus escudos cristalinos
podem ser vistos
da minha janela poética
enfeitada por esta sublime
visão que sempre
inspira aqui em Rodeio
com o quê há de mais perfeito.
Na minha noite mais escura,
esconderam-se a lua e as estrelas.
No fim da caminhada, no abismo profundo, vi uma luz; seu nome é Jesus.
Meu pai
Cresci admirando um homem
Que saía de manhã e voltava à noite
Ao sair, beijava minha mãe e eu
Ao regressar, beijava a mim e a aminha mãe.
Cresci observando um homem
Que tinha mais virtudes que defeitos
Um trabalhador incansável
Um modelo quase perfeito
Aprendi com este homem
Uma lição que jamais esqueci.
Este homem ainda está comigo,
Habita dentro de mim.
Cresci.... Agora sou eu quem sai
De manhã e volta à noite
Ao sair, beijo minha mulher
Ao regressar, à noite, beijo meu filho.
Me acostumei com a imagem de um homem
Entrando e saindo da minha casa
Mas que nunca saiu da minha vida.
Evan do Carmo, do livro, o Cadafalso, 2009
Em desespero noturno
busquei a minha alma
que um dia perdi
sem perceber
numa noite fria
quando ouvia Wagner
as notas valquirianas
embriagavam-me
depois de duas taças de Merlot
soube que esta é a sua cota diária
então, quando a poesia não mais me queria
soube que a musa de apolo me olhava
pelas frestas dos buracos de Einstein
de outra dimensão, surgiu o fio de ariadne
assim a poesia se fez verbo em mim
eu, que outrora mudo não sabia
que no amor platônico de amigo
a mante de fato existia.
Para ti, enquanto fores
Sempre será eterna a minha decisão
fiz uma escolha consciente
de nunca te esquecer,
de nunca te trair ou te enganar.
Se é amor, talvez nem eu saiba dizer
o amor não se explica, é um milagre
feito de mel, azeite e trigo
tu és a dona do meu atual viver
a casa para onde volto e encontro abrigo.
Festejamos todo dia a melhor porção da vida
com música suave, com o vinho-amigo.
Traçamos uma rota segura
com o mapa do amor
com a bússola da verdade
chegaremos ao destino,
onde espera-nos sorrindo
a flor da eternidade!
Evan do Carmo
Olhando para o relógio,
para a minha janela
e para o calendário
em busca de um sentido
para viver eu fiz
uma viagem no tempo,
onde as sementes
das árvores de 1971
foram espalhadas,
e eu que sempre cantava
"Imagine" para você,...
Sem querer me peguei
dançando com os olhos
fechados pela sala,
como se estivéssemos
naquela festa colados
ignorando o mundo
vivendo o nosso
particular espetáculo;
Nesta noite profunda
de luar prateado,
remexendo a memória
do passado do país
onde nós dois éramos
os únicos habitantes,
e nunca imaginávamos
que nos tornaríamos
dois despojados errantes,...
Por você ainda sobrevivo,
danço e canto por mais
que esta noite profunda
tente o meu sorriso
apagar e a minha fé
na vida comprometer,
você pode vir a não
ficar comigo como
de fato aqui não está,
sei que este poema
ninguém há de apagar.
Olhei pela janela
em busca da Lua
no meio da noite fria
e submersa no pó
da minha insônia,
Anseio poderoso
de estar ao teu lado,
Desfrutando juntos
do jogo elegante
e mais alucinante
das nossas vidas;
Como as nossas
tropas que unidas
nas fronteiras
longe dos ódios
e das diferenças
se libertaram
do passado imposto:
Creio como nunca
que podemos
quebrar ciclos,
reunir nossos mundos
e nos presentear
este saboroso gosto.
Desejo amoroso
de viver ao teu lado,
Descobrindo juntos
o tempo desconhecido
e mais esperado
capítulo da história.
Te levo em silêncio
como a mais alta
honra no peito,
minha divina glória
e meu amor perfeito.
Do meu distante farol
vejo o mundo
atravessando uma
larga noite escura,
Tenho a minha mão
amorosa a oferecer
e poemas sobre a Lua,
Quebrar com o meu povo
é o mesmo que me quebrar,
Partida em pedaços
de Andrômeda,
A onda virá
ainda devastadora,
Não nasci para chorar
sobre corpos,
Nasci para escrever
sobre estrelas,
viajar com cometas
rumo a outros planetas,
e para a Pátria do Condor
sempre regressar,
Para que nunca disso
tu na vida te esqueças:
Os músicos distraem
os nossos corações,
Os poetas são sempre
aqueles que derrubam
os tiranos e libertam as Nações.
Não façam o quê eu faço,
só façam o quê eu mando
A minha vontade
é a Constituição,
E abafem quem
fez a minha indicação.
Onde o temor se
avizinha todo dia
pouco a pouco
até na minha vida.
Venho renovando
discretamente
a licença poética
por nata rebeldia.
Pela trilha da Lua
só fugirei com
a roupa do corpo,
e tomarei banho
toda nua no riacho.
Os meus votos com
Woodstock reiniciei,
porque todos devem
recomeçar do zero.
Não sou diferente
de de ninguém
em busca de um
acordo com o tempo,
e olhos no Universo.
