Poemas com Rimas de minha Rua
A INCERTEZA É A MOLA PROPULSORA DA EXISTÊNCIA
Os meus versos são minha consolação e minha filosofia
Os meus versos levam a caminhos perdidos
Os meus versos são como estrelas perdidas
São versos como porões da alma
Uma paisagem "pano de fundo"
Os versos que faço neste papel se amarela
Minhas palavras se esvaem
O que esperar então:
A INCERTEZA É A MOLA PROPULSORA DA EXISTÊNCIA
ALMA DESCONTENTE
Oh! Meu Único Norte
Luz consoladora
Eterno d'alma forte
Astro da minha paz
Rasga o peito...
Agita as asas...
Acende à claridade
Perfume de Amor...
Enquanto "eu" sou veneno d'alma
Bendito que me deste a vida
Eu que sou uma alma descontente
Tu que me alimentas à vida
Eu sou eterna dor e pranto
Tu Sacerdote Eterno da fé
Eu iconoclasta do desespero
Ah! Meu desejo é ter um coração cheio de prazeres e venturoso
Um mártir sacrossanto do fracasso
Um poeta, filósofo autodidata tresloucado dolorido
Que busca no peito reprimido
O consolo do Cristo redivivo
Se do mundo não vinguei-me em vida
A morte será-me eterna vigança.
Amém!
FLORES DA ESPERANÇA
Tantos sonhos sepultei...
Em meu coração e minha razão...
Resvalando nos ciprestes do desengano...
Muitos pedaços no encalço destes sonhos...
Ah! Minhas crenças divinais e fogosas
Túmulos tristes, soturnais, sonhos...
Hoje rolando nos mármores do coração
Lage fria dos meus sonhos
Como a alma de um viúvo ou viúva
Naquele gosto de ácido na boca
A vida é tolice... Tolice pura...
Não temos controle dela algum
Schopenhaueriano sou...
Bobagem fazer planos, agendas, calendários, planilhas, compromissos...
A vida é triste e passageira...
Ah! Às flores da Esperança
Das ilusões e desventuras
Ah! Sorriso bom, só o de dentro de si...
Será que o futuro não dormiu???
E preparou o amanhecer...
Por mais vida... ou...
Amém!
MINHA FÉ (B.A.S)
Minha fé não tem deuses e nem santos
Minha fé é sem ritos e nem mantras
Minha fé não remove montanhas
Minha fé está na premissa do humano
Minha fé não revolve as entranhas
Minha fé não faz com que eu caminhe sobre as águas
Minha fé não faz com que eu possa voar
Minha fé não diz se devo rezar
Apenas desfraldado em meu caminhar
Busco encontrar, busco respirar
Não vi sentido em qualquer filosofia
Não vi nenhum deus a me mostrar o caminho
Apenas o pulsar do meu existir
Apenas o pulsar das minhas veias
Teimando encontrar uma luz
Que dê razão ao meu existir...
PÁGINAS LIDAS E NÃO LIDAS (B.A.S)
Sou a minha catedral, meu templo
Dos meus deuses e meu Deus
Moldados ou não à revelia, à rebeldia...
São minhas dores, torturas...
Que busca a cura, a paz, a salvação...
Sou minha casa, minha rua, minha cidade...
Em todas moradas e lugares...
Memórias gravadas, computadas
Sou o relógio, a medida do meu tempo
São minhas horas contadas
São dias de labutas e de esperas
São meus dias de ócio e preguiça...
Sou mais do que tudo
O livro de minha vida
Dos meus encontros e desencontros
Minhas chegadas e partidas
Sonhos vividos e negados
Meu riso e meu choro
Páginas lidas e não lidas...
O VERSO FERIDO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
A faca do verso feriu-me
Machucou minha emoção e meu falar
Recorda o primeiro poema
Que saiu entre os dedos
A poesia não marcou hora em mim...
ALÉM-DE-MIM... (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Inabalável!
Deve ser minha fé, um rochedo
Jamais uma fé manca
Traçada pelo destino
Buscar sempre o além-de mim...
Por mais que um "deus" vazio se apresente
Pois a vida segue o transitório
Sem mapas, trilhas, pegadas
Na vida tudo é transitório
Como num trivial velório
Cheio de preceitos e falatórios
Será que o morto ouvirá as lamúrias?
ISBN: 978-85-4160-632-5
Aqui é o reduto
Apenas o ninho
Do meu esqueleto escasso.
Porém, minha alma é mais
Ela é um passarinho voando livre
Voando no espaço, saltando de rosa em rosa.
JORNADA (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Senhor:
Dê-me a possibilidade de fazer
minha jornada por inteiro.
Concluir a vida não é tarefa
difícil...
Sei que nunca me darás
mais do que possa suportar...
Completar a missão e tornar-nos a
pessoa que fomos criados para ser...
Lembranças de um tempo onde...
Guardava no bolso
a minha simplicidade,
a minha felicidade…
Pequenino esboço.
Longe do mundo,
longe da maldade,
longe de tudo.
Hoje… só…
S.A.U.D.A.D.E.
Profana Tentação
O lascivo pecado do seu andar desliza pelos labirintos moribundos da minha mente profanando meus pensamentos.
A minha maior arma é a
Bíblia, pois, a palavra de Deus e mais afiada que qualquer espada de dois gumes.
O meu maior escudo é a oração.
Tudo de ruim que vem, bate e volta.
B🫶m Di😘
Hoje acordei tão motivado(a), que obstáculo algum, tira a minha paz.
Estou me sentindo um trator, vou passar por cima.
Poética de última
consequência,
carrego o mundo
na ponta da minha
pluma flertando
com o perigo,
e na corda bamba
me equilibrando.
Paira tremenda
a Lua Minguante,
desta tragédia
o ar cortante
pesa nos pulmões,
o peso da notícia
furta a atmosfera
e ambos me
põem em vigília.
Há uma guerra
que se avizinha,
e outra de alta
intensidade prevista,
não vou fingir
que não é comigo:
este poema é
o prévio castigo.
Os tiranos se
esqueceram
que nós ainda
não superamos
a pandemia,
só de pensar
tem dado agonia.
Para cada ato
de guerra assinado
ou não, deveria
haver uma lei
que levasse o seu
tirano de estimação
a cumprir uma
preventiva prisão.
O céu da noite se veste
com as rosas universais
para a festa dos casais,
a minha alma se despe
para falar de amor porque
muitos não sabem mais.
A pureza do romantismo
é urgência a ser intacta,
e assim vou por onde
a inspiração está sob
conjugação da Lua, Vênus,
Marte e a estrela Pollux.
No sagrado entendimento
mútuo busco o refugio,
não é segredo que no rio
do teu augusto olhar por
horas a fio vivo a mergulhar:
amar de verdade é respirar.
O enigma dos teus cílios
me inunda e enternece,
ele faz o tempo todo
me recordar das matas
acarinhadas pelo vento
na beira do Rio Esequibo.
No silêncio ante as dúvidas
deixo o curso da vida fluir,
a carinhosa liberdade seja
o ponto cardeal a te seguir
onde quer que o destino
leve é contigo que quero ir.
Algumas vezes a inspiração da minha poesia eu encontro no momento e nas histórias dos amores dos outros.
O meu gênero abraçado está na fronteira do lirismo com o romantismo e possui toques de simbolismo.
De tudo aquilo que escrevo o quê realmente me representa poeticamente são todos os poemas que dedico para o amor que virá.
Os poemas de validade emocional são aqueles que escrevo mesmo para mim e para o amor que virá.
O amor que virá realmente é o quê me importa. O amor que virá é a fonte de inspiração. Ele vai cruzar as mais altas, duras e distantes fronteiras pelo nosso romance.
As únicas críticas que acolho com bondade são as críticas referentes ao uso da norma culta e quando eu erro na digitação.
Se os símbolos e a escrita que uso nos meus poemas não agradam, qualquer crítica mesquinha será respondida em salto e altura, porque não sou generosa com quem não merece.
A tua paixão macia
põe sobre a minha
uma ânsia amorosa
a cada inspiração
nova que provoca.
Ao derredor da Lua
e em pleno rebento
tal qual Saturno,
o teu paciente amor
tem me alfabetizado.
A expectativa tem
decorado envelopes
a espera de enviar
o amor declarado
para que seja notado.
Por onde a notícia
do meu amor passar
que ouse a encorajar
a multidão distraída
que no amor não acredita.
