Poemas com Rimas de minha Rua

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MINHA SAUDADE

"Ninguém é um saudosista da dor, a saudade só atesta o que foi bom.
A saudade é o território dos meus sentidos!
Ela é como escada rolante que me carrega imóvel, é a parte de mim que nunca será palavra."

Inserida por Epifaniasurbanas

“Deturpei meus sentidos.
Chamei de amor os meus exageros e de paz minha surdez. Tudo em mim era mentira...
Exceto pela dor, essa nunca me traiu.
Sofrer foi a única prova de que mesmo delirando eu estava existindo.”

Inserida por Epifaniasurbanas

"Construí minha casa na areia, desde então deixei de existir. Fui ludibriado pela beleza do mar. Quis tornar o transitório permanente, ter o imponderável todo dia a minha frente. Não cogitei que o mar não aceitasse concorrentes.

Notei que o mar na areia apagou meu passo. E qualquer rabisco ou rastro que faço, num toque das águas desfaço.

O desenho só durou até ser tocado. O castelo se desfez quando foi alcançado. Meu pedido de socorro foi encoberto ao ser encharcado. E nada que não existiu pode ser contado.
No mar é onde hoje jaz o meu legado.
O mar não perdoa ninguém."

Inserida por Epifaniasurbanas

A beleza da alma

"Toda vida busquei por coisas que embelezassem e nutrissem minha alma. Preferi registrar o perfume da flor do que sua foto. Um registro verdadeiro precisa mexer com todos os sentidos, não só o visual. Procurei viver, mas, viver a eternidade do momento presente. Me pareceu o correto a fazer.
Acreditei que um dia, talvez, depois de uma boa conversa com algum estranho ele diria:

- Nossa! Mais que bela alma você tem aí!

Tolo, hoje com essa necessidade visceral de viver e de registrar que se viveu, só para provar que se está vivendo, ninguém liga pra isso.

Daí pensei: Como me tornarei popular, se a alma não dá pra fotografar? Infelizmente não dá.

A beleza da alma só pode ser vista, quando observada atentamente, por olhos fechados e ouvidos abertos.

Talvez o problema não seja eu, talvez, seja culpa da dificuldade que a maioria das pessoas tem de fechar os olhos para o todo, e assim concentrar toda sua atenção apenas em quem está. Talvez o problema seja calar e abraçar quem está perto com os ouvidos.

A beleza da alma pode ser vista somente com o olhar pra fora de si. O espelho da alma é o outro. Talvez isso mude quando considerarmos o terreno alheio como sagrado, já que é na relação com o outro que vemos a nós mesmos."

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Morta, acabada
É assim, que minha alma,
Vaga desesperada.
Na esperança de um dia,
Encontrar a tal sonhada felicidade.

Inserida por Wallace78

Já pensei em desistir de tudo
Fiz as pazes com minha mente
E renasci como a fênix ⁠

Inserida por Cjjdm019

⁠Mais uma vez você se foi.
Como água escorre pelos dedos;
Por falta de cuidado da minha parte
Você se foi…

Inserida por LucasCoelhu

Vou seguir a minha estrada.
De mãos dadas com esperança.
Vou à procura de paz.
Aquela que perdi, ao conhecer-te.

Inserida por iolandabrazao

⁠Por favor, siga seu caminho...Tem que ser assim.
Vou guardar-te na minha memória.
E visitar-te quando sentir saudade.
Perdão!

Inserida por iolandabrazao

⁠Ai! Minha vez chegou
Hoje choro e canto
Minha vez chegou
Agora sonhei e me espanto

Hoje meu dia de solidão
Amanha acordarei em depressão
Quem sou eu!
Quem sou eu!

Inserida por ValerianoNgonga

E assim vou vivendo...
Se um sonho não me cabe no momento,
guardo ele de volta na minha Caixinha de Sonhos
e pego outro para vestir.
Lá dentro é cheio deles,
e sempre tem algum que sirva.
Nem sempre realizo todos,
mas nunca ando despida de sonhos.
Sonhos são tão essenciais como roupas,
sem eles é impossível sair de casa!
Sonhe!

Inserida por AnaRottini

Há um mar alto, em minha volta!
E ventos tempestuosos, elevam suas águas,
As quais, formam ondas de mágoas,
Qu´eis qu´alma esta, querem ver morta...


E o meu barco, esta-se partindo,
Com estas altas e rugentes ondas.
O meu espírito, se vai com dores consumindo.
Por estas correntes velozes, nestas do mar alto, zonas...


Mas, mas ainda que eu desça ao fundo dos abismos!
Oh tu mar revoltoso e impiedoso!...
E também vós outros arrogantes cataclismos!...


Sabei, sabei, vós, vós: Todos...
Que virá tempo, em que a águas mansas, e porto piedoso,
Morto por vós, mas vencedor, meu barco, ancorará neste porto, mais alto que vós, sois altos.

Inserida por Helder-DUARTE

Minha aldeia e dique!
Em ti fui criança!...
Sem ter, infância.
Quando, aos seis anos, vim de Monchique.
Meus amigos, oh Montes de Alvor!
Não foram, teus meninos, que me batiam,
Sem a Deus, terem temor!
Nessa escola, onde os gritos de Maria Emília, entoavam.
Mas meus amigos, foram:
As hortas, com as batatas…
E o milho, que meus pais, semeavam.
Montes de Alvor! Montes de Alvor!
Foram ainda, as tourinas vacas.
Sim tu aldeia! Dos meninos sem amor!

Inserida por Helder-DUARTE

Minha Senhora! Canto-vos,
Trovas de amor! Amor!
Em minha voz de tenor!
Sabeis porquê?! Por amar-vos.


Eu cavaleiro andante!
Em cavalo branco!
Vou adiante! Adiante!
Até, que os lirios do campo,


Tenham flor e cor.
Para eu, vo-los dar!
Sim a vós, meu amor!


Porque eu, vos amo!
Com verdadeiro amar.
Minha Senhora! Ai pois! Só eu sei como!

Inserida por Helder-DUARTE

Minha alma não se cala,
De do bem ter mensagem,
Por isso disto muito fala,
que os tristes tenham coragem!

Eu tenho boa palavra,
Para os tristes de coração.
Invoquem a Deus na aflição.
Pois só ele nos salva!

Deus vive e nos ama,
Com amor eterno.
E por todos chama.

É dia de Salvação.
No Deus tão terno,
Há ainda solução!

Inserida por Helder-DUARTE




E falei-lhes assim:
Alma minha! Meu espirito, sem fim!
Meu corpo; meu ser!...
Se sobre vós, não ousou chover!


Como então! Perante meu fado,
E meu tanto enfado...
Sobre nós, então, buscar ides!
Águas, para destes cegos olhos, lágrimas sair verdes?!


Então me disseram:
Eis que sobre tu e nós!
Águas que são, serão e eram...


Aliviam esta tormenta...
Que continua veloz...
Porque são águas fortes, como sete vezes setenta!...

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Escreves leve como uma pena,
toda a nossa história.
Sim tu minha amiga Lena!
Este trabalho fazes a toda a hora.
O teu serviço é escrever.
Trabalhas sem medo ter.
Nas coisas desta Unidade.
Mas fazes tal, com tanta caridade.
Que também escreves com a alma,
a todos dás muita calma,
trabalhas até que em nossa alma,
escreves um poema de amor.
Com uma força tanta,
que por ti nosso ser Clama...
Vem nos tira toda a dor!
Então vens com ligeireza.
Atendendo, quem te chama.
Para dar o teu grande amor.
Disso todos temos a certeza,
que és rainha do bem.
Com o qual cantas e danças tão bem.
Por vezes até aos aflitos dás pão.
E sempre com um sorriso.
Aos doentes estendes a mão.
És assim, porque em Deus tens inspiração.
Por isso, eis que no céu tens teu galardão !

Dedicado a Lena, Administrativa da Unidade de Longa Duração e Manutenção de Albufeira
Com muito
Carinho

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Há um cântico de Coimbra,
Em alma minha!...
Ainda que mal caminha.
Canta um fado e uma guitarra, ainda vibra.



Fado de bom destino.
Como que um hino!
Fado de boa sorte!
E não de morte!


Porque nesta cidade,
Há um Deus de vida.
Um Deus de verdade!


Que aos homens salva.
E a mim ainda...
Minha alma torna alva!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Tentei calar a minha boca, a qual me disse,
Cala-te alma imunda e perecível tanto.
Sim, faz mesmo só e sempre isso!
Então me calei e isso realizei, portanto.

Mas dentro de mim as entranhas se revolveram,
e dando um grande clamor, calado, não fiquei,
e um novo cântico, de fresco eu entoei.
E dos poemas minhas musas não se calaram.

Ainda com mais força eu tanto gritei,
sou poeta de cânticos do além,
Isso eu já há muito que o sei!

Portanto não mais me calarei,
mas com a força que meu ser tem,
do bem eu muito e ainda falarei!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Verei

Irei ver minha mãe!
Sim. Irei, aquele jardim!
Naquele dia, naquela hora.
E verei, os pombos brancos!
Que são tantos! Tantos!


Verei Camões e Amália...
Verei flores de Dália.
Verei as estrelas enfim.
Verei o que nunca, vi no Minho.
E então, verei o Senhor, sim.


Verei uma árvore verde,
Com as suas flores de verde pinho.
Verei, a Rosa de Saron. Eis, que será isso, cedo!

Inserida por Helder-DUARTE