Poemas com Rimas de minha Rua
Vida
Minha linda
Apenas vida
À duras penas
Vivida
E linda
Foi a história vivida
Sem grandes lances
Isenta de grandes chances
Muitas vezes ilusão
Sem céu e sem chão
Sem grandes vitórias
As perdas e derrotas
Também foram lindas
Na glória da minha vida
Pois só eu a vivi
E apesar de tudo que perdi
Ela não foi perdida
Foi linda
E ainda tem um pouco mais
de vida pra ser vivida
Vivendo essas coisas
Mudanças de vida
Vida à toa
Boa vida
História de vida
Memórias
Vida que começa
Sem pressa
E não espera
Quando a gente menos vê
Ela acelera
E lá se vão as primaveras
Lindamente sofridas
Neste infindo buraco sem fundo
Que ainda chamamos de mundo
E um dia, lá no fim
Onde finda a linha da vida
Pouca coisa foste, além de linda
Eu sei que serás esquecida
Porém, se assim fosse
Não serias vida
Saibam
Que eu nunca deixei de vivê-la
E, só o fato de tê-la vivido
Nos momentos que parece não valer mais nada
Sim, a vida os tem pra cada um de nós
Mas nunca eles vem sozinhos
Trazem junto uma pequena chama
Pra que a gente aprenda
Que é preciso sempre alimentá-la
E que é ali
Que existe um Deus
Voz suave, que nos fala o tempo todo
Que, apesar de tudo
Humilde, não te impõe nenhuma condição
Nem prova...só chama baixinho
Apenas diz, que nada está perdido
Antes ... se renova
Quando tudo chega ao fim
Ainda assim, pense em quê te faz feliz
E corra atrás, não morra de vida
Viva.
Edson Ricardo Paiva
Entardece em minha vida
De repente um pensamento
Momento pra focar o nada
Quedas esquecidas
De outros dias
Quando amanhecia, ainda
No vale das pedras pisadas
Meu Deus, foram manhãs tão lindas!
Entardece em nossas vidas
De repente a tarde cresce
Diferente às tardes de outros dias
Noutros tempos de outras vidas
Quando dor que era suave ainda
Mesclada ao odor das damas da noite
Respiradas, eram dores que lembravam sorte
Que nos remetia um pensamento
Por falar em noite, em norte, em dia
Em sóis que nos sorriam todas as manhãs
Ao Criador, que tudo olhava lá de cima
Que mandava orquídeas
Junto às folhas vivas, junto às folhas mortas
Nosso nome em branco no livro da vida
Estradas, escolhas
Tudo isso era futuro
Hoje, entardece em nossa estrada escura e só
Num mundo de sonhos, de sono profundo
Onde todo mundo é igual
De todas as moradas da casa de Deus
Nossos sonhos, medos misturados
Às roseiras que beiravam rios da infância
A melodia das águas
Tudo isso era normal
O mundo escondido e ainda em segredo
Terá sido um dia o mais natural
De todos amores profundos
Pois o amor é Pai da natureza
Do rio que vai, que nos leva
Que revela todas as belezas sonhadas
Belas, como as vidas desejadas
Aquelas, que jamais pudemos
Eu não tive assim, tanto talento
Pra deixá-la desenhada
em minha folha do livro da vida.
Embora ainda a queira, igual a todo mundo
Entardece em minha vida
Quanto a isso
Não existe escolha e nem tristeza
É o pó da estrada, é o nada, é o norte
é o leste, são as mortes das quatro estações
A dança envolvente, a existência prova
Que do pó vieste e vais
Só a alma da gente não é mais a mesma
e nem será nunca mais.
Edson Ricardo Paiva.
Porém, vence a luta.
Alma nua minha
Vaga
Um mundo em brumas
Vai, navega a valsa
Entrega à luz o olhar avesso
Esquece a dor assim
Assim, a dor esqueço
Se é que alguma dor
Minh'alma tinha
Alma descalça
Baila a solidão do teu destino
Entrega a mesma indiferença
Mas traz de volta sempre
Eternamente a esperança
Contenha-se
Guarda a lição aprendida
Como disso dependessem nossas vidas
Muros altos, nuvens, nevoeiro...escuro
Não se sabe quando
Um dia, um olhar derradeiro
e depois o silêncio, sempre há de surgir
Tira disso o que te houver de puro
Que te parecer
Alma minha
Cada estrada é diferente
Mas todas terminam
Guarda-te em si mesma
Porém, vence a luta
O ar sempre resiste ao pássaro pequeno e triste
Que atravessa o céu em plêno pico do sol
Eu fico aqui do teu lado
Alma solitária
A resistência é que garante o voo
Assim como a tudo que demais existe
Aparentando indiferente e livre
Entregue à luz, de olhar avesso
Porque toda liberdade exige um preço
Assim permaneço ao teu lado
Assim como sempre eu estive.
Edson Ricardo Paiva.
Minha vida foi algo tão breve
que nada que vivi foi esquecido
talvez tenha sido apenas
tempo perdido
e eu tenha angariado novas penas
minha vida foi algo tão leve
que esmagou o corpo e massacrou a alma
coisas que passei, coisas pequenas
pequenas alegrias
tentativas plenas
tempestades sem telhado
palavras sem atenção
dizendo sempre sim
ouvindo sempre não
minha vida foi algo assim
terminou no inicio
começou no fim
eu disse tanto ao mundo
e não pensei em mim
caminhei buscando água
no lugar mais fundo
não via que chovia
e sempre olhei pro céu
vida breve, vida perdida
vida alegre, vida sentida
alma alegre
alma sem vida.
Em vez de viver minha vida
eu passo o tempo procurando
dizer o que nunca foi dito
fazer o que não pode ser feito
encontrar o que o tempo esqueceu
desvendar o que a vida escondeu
procurar o que é preciso perder
em vez de viver simplesmente
quero entender o que aflige tanto a gente
e consertar o que incomoda tanta gente
desativar o que controla tantas mentes
falar, onde o tempo se cala
desamarrar onde a corda prende
dormir, enquanto o mundo acorda
discordar quando você concorda
caminhar enquanto a Terra se abala
calar, sempre que o Mundo fala
ouvir, sempre que um mudo cala
Lembrar, no lugar de esquecer
morrer ao invés de viver
Minha irmã Rosely,
Hoje, tudo que eu queria
Era que você estivesse
pertinho, a fazer o café
com seu jeito carinhoso
de sorrir e pegar no meu pé
meu Deus, que tempo precioso
e eu fico desconcertado
tentando me recordar
se alguma vez fui mal-educado
com irmã tão primorosa
o tempo passa e eu fico assim
na saudade que vem de você
também sinto saudades de mim
e no quão bem que me sentia
em acordar e te ver, todo dia
Minha irmã, Rose Graniso
Tem dias que fico triste
de saudade tão doída
você que sumiu no mundo
por mim, nunca foi esquecida.
Em frente à minha janela
Tem um gavião voando
Faz um voo tão morno
e voa muito mais bonito
que o avião mais moderno
Sei que é rapinagem pura
mas tudo que Deus Criou
Tem se portado muito bem
eu acho que o gavião tem
é todo direito de estar
voando e rapinar e planar
e voar de novo se quiser
mais bonito que seu jeito
Só existe no Mundo alguém
Que quero ver e não vejo
Eu Só alimento nesta vida
Um desejo
Voar como um Gavião
E voando a procurar
Te encontrar andando
no chão desprotegida
te carregar pro ninho
depois vou te mastigar
Com todo amor e carinho
É manhã e eu sou criança
minha mãe mandou-me ir
buscar o pão e depois
servir café para meus irmãos
há fila para comprar o pão
e eu entro na fila
então eu me lembro
que ontem
eu não era mais criança.
há anos nem pisava nesta vila
Eu voltei a ser criança?
Arfa, então, meu peito:
Meu Deus, isso é perfeito!
Meu coração Jubila
meus olhos brilham tanto
de alegria e de encanto
que reluzem, da retina à pupila
meu peito rejubila
olhando a luz do dia
que no Céu cintila
inesperadamente
estupidamente
minha razão oscila
então
eu penso:
Será que isto é um sonho?!
maldito pensamento!
aquele breve e feliz momento
era tão frágil quanto a argila
Eu volto a ser quem era
acabou-se o esquecimento
aquela sensação
deixa alegria e sofrimento
trocaria este dia
por apenas um momento
um momento que havia
recebido
como grata cortesia
por tão feliz que era
fui me perguntar
se era apenas fantasia,
deveríamos sempre aceitar
e nunca questionar
aquilo que nos faz felizes
quem duvida da felicidade
torna-se infeliz
por toda a eternidade
Outrora em minha vida
Anjos reais eu via
Outros tempos
Tempos melhores
Eu ria, nem ligava
Sabia que estariam
sempre ali
De tudo que se esquece
enquanto a gente cresce
esqueci de sorrir para a vida
hoje não os vejo mais
talvez tenham eles me esquecido
Fim de tarde
O Sol de vermelho tinge o Céu
Meu rosto arde
Não de calor
é só saudade
Queria apoiar-me nos joelhos
e pedir um só sorriso
Sôfrego que fui da vida
Deixei-a passar, despercebida
Não há mais valsas
Nem mesmo fados
Acabou-se a melodia desta vida
Há apenas dias que correm
Esperanças que se perdem
Sonhos dos quais a gente
acaba sempre desistindo
Mas ainda tenho uma certeza
De algum lugar eles me olham
E estão rindo das lágrimas
que molham meus dedos trôpegos
Pois sabem qua há sempre
a parte amarga que vivemos
No silêncio da noite
falam comigo, ainda
e pedem que eu persista
pois um dia tudo finda
E a Estrada novamente
Será larga e linda
E eles vão me levar
pra escorregar num papelão
por sobre um barranco gramado
Nos jardins da casa de Deus.
Quanto mais, em minha vida
Eu procurei descobrir
O valor, o sentido e também
Uma forma de viver sob a Luz
Tanto mais eu descobri
Que não decido meu destino
Há uma força maior
Muito superior a mim e a tudo
E então, simplesmente me leva
Me serve de escudo
Me afasta das trevas
Mas me fez viver a vida toda
sob a cruz
Cruzou meu destino
Com pessoas
A quem eu não queria conhecer
Fez-me cruzar
Com projéteis ogivais
de ponta em cruz
Levou-me a cruzamentos
sem saída
apenas para ver me decidir
e conduzir-me novamente
a caminho de outra cruz
A Cruz que carreguei
Se chama vida
Lugar de pouca Luz
Se fui feliz
Este não era meu destino
Não nesta vida
Aonde já se encontrava
escrita e decidida
Espero ao menos
Que algo tenha valido
Nesta escura busca
Aonde me parece
Ter sido apenas eu
A entender o sentido
da Cruz que Deus me deu.
Juliana.
Menina linda
Minha linda menina
Amor de criança
Que nos meus
tempos de menino
Fez conhecer
A luz do Divino amor
Amor que ensinou
O quanto a vida
Pode ser bacana
Às vezes a vida engana
e chega a parecer triste
pra mais tarde a gente ver
A Luz que da Luz emana
Luz que vem de Juliana
Só quem te conhece pra saber
O quanto é bom viver
E poder ver
O sorriso que sempre sorriste
Quando me via chegar
Meu coração leviano
também bate
Por Lavínia e Alessandra,
Ana Júlia e Beatriz
Outros poemas já fiz
Por Marina ou Mariana
Outros sorrisos eu dei
Por Giulia e Nathaly
Por Simone ou por Luana
Por Larissa ou por Andressa
Por Aline e por Vanessa
Por Alice e Maria, Laurinha ou Giovana
Meu coração se arrepia de lembrar
do momento solene
Do dia que conheci Shirlene
e toda menina que mereça
Permanecer assim, na cabeça
Assim como sempre penso
Em Ana Paula ou em Verônica
Manuela, Isabella, Mirella ou Carlinha
Por Patrícia, Menina bobinha
E por Sandra, Menina malandra
Amor que no peito fica
Quando lembra da Vivica
Porém, hoje eu escrevi
Um poema pra dizer
Que meu coração
desde sempre
Bateu contente
por você
E é claro que a gente precisa
Lembrar da Maria Luiza
Mas...você não é mais uma
Você é única e divina
Você é e sempre foi
Minha linda menina
Hoje eu mando este simples poema
Qual se fosse uma oração
Que eu oraria uma semana
Cantaria esta canção
pra você
E somente pra você
Juliana.
Final de tarde
Sopra meu rosto
O Vento
O Sol
Pinta de Vermelho
O Céu
O lago à minha frente
Reflete a minha imagem
Quando olho minha cara
Reconheço o olhar sincero
Hoje ainda me resta um sorriso
Só preciso descobrir
aonde está
Minha vontade de sorrir
Acho que ficou
No dia
Em que tua mágoa sem trégua
Levou-te decidir
Que era hora de partir
Se sinto saudades na vida?
Claro que eu sinto
Sinto saudades da minha infância
das casas onde morei
das ruas onde brincava
dos amigos que não vi mais
tenho saudade até
de algumas pretensas namoradas
Mesmo que por elas
eu não sinta mais nada
além do desejo de que sejam felizes
nos caminhos escolhidos
Assim como estou feliz
Com que eu escolhi e me escolheu
Tenho saudade
daquele que um dia eu fui
Saudade da ingenuidade
Saudade da confiança que sentia
em gente que não merecia
Saudade das pessoas
Que eu havia idealizado
E que com o tempo
descobri que eram outras
Sim
Eu sinto saudade das coisas
Nas quais eu acreditava
Sinto saudades até
dos fantasmas que me assombravam
e que hoje eu reconheço
Que não me fizeram mal
Não sinto saudades apenas
das coisas das quais me esqueci
Mas eu não vivi à tôa
ou minha memória é muito boa
ou é amor demais no coração
sinto saudades dos meus irmãos
de todos eles, sem exceção
Sinto saudades dos professores
das escolas e até
das passagens pela Diretoria
saudades dos inspetores:
A Dalva e o Seu Osvaldo
que corrigiam o menino que eu era
Queria abraçá-los hoje em dia
Sinto saudades dos primos
das tias, dos amigos, dos avós
Que amaram todos nós
talvez de maneira igual
Quem vai saber?
Se não foi, também não faz mal
Eu sinto saudade da vida
E de tudo que eu vivi
Mas não gostaria de viver
novamente a mesma vida
Passou
Foi muito bom e sou grato
Faria tudo de novo
mas desta vez faria melhor
se tivesse que fazer
Mas o passado Deus não muda
Só não sinto saudade de Deus
Pois Ele estava lá, naquele tempo
E ainda está aqui agora
Guiando meus pensamentos
E fazendo carinho com o vento
que entra pela janela
Enquanto eu escrevo estes versos
Meu "muito obrigado" a todos
Que passaram
Agradeço a Deus por ter ficado
Eu tive uma vida bela
da qual vou sentir saudades
Ontem
Minha alma saiu a passear
Em meio a lugar desconhecido
Estrada larga
Escura madrugada
Iluminada pela luz de estrelas
Olhando para elas perguntei
Qual força Deus usou
Para erguê-las lá no Céu
E que tecido Deus usou
Pra fazer o véu da noite
E quem será o noivo
de tão bela criatura
Hoje
Noite escura iluminada
À luz de vela
abro a janela
Estrelas não há
Somente o som de água corrente
que vem lá do meio da mata
A escuridão traz o perfume
e a serenata
vagalume solitário
iluminava intermitente
A galha da cigarra
Que aproveitava a escuridão
pra fazer farra
E nem percebe do morcego a chegada
Em pouco menos de um segundo
Só se ouvia
O som do sossego e mais nada
Anos atrás eu escrevia
Minha poesia rupestre
Escondida à luz do dia
Inexistia um guia
Não carecia de mestres
E também não havia
Erros mortais
A queimar em alguma pira
Como em qualquer
Livro que eu já tenha visto
Um misto de verdade e invenção
Me adentrou o coração
Um ser que tocava lira
E encomendou-me um poema
Que tivesse o amor como tema
E eu fui atender a tal pedido
Sem saber
Que o diabo é pai da mentira.
Minha vida parecia um sonho
Que eu vivia acordado
Estava de acordo com tudo
Porque tudo parecia ser verdade
E agora, não sei onde eu ponho
Pois não tenho como carregar sozinho
O peso desta triste realidade
Passei minha existência
Somando e dividindo
E agora
Não quero aprender a conjugar
O verbo perder
No presente do indicativo
Pois "Não querer"
Sempre foi e continua sendo
Meu único princípio ativo
Minha história foi escrita
Conforme a luz das estrelas
chegava do Céu
Estava ficando bonita
Mas agora acabou
Elas continuam lá
Mas algo fez
Com que mesmo sem querer
Eu terminasse por perdê-las
Seus brilhos agora
Irradiam luzes de muitas pontas
E eu continuo aqui a olhá-las
Porém, minha vida se desmonta
Bem diante dos meus olhos
Que durante todo tempo
Permaneceram abertos
Pensando que estavam certos
Quando não estavam
E todas as imagens, mensagens
visões e conclusões
Não passaram de ilusões erradas
e apesar de pesada
A minha realidade
Não é nada.
Eu criei em minha vida um caldeirão
Usei para isso a magia que me surgia
desde criança, quando em meus primeiros dias
ficava triste por não saber
A causa e o motivo das coisas que aconteciam
tanta emoção guardada aqui no peito
Querendo sair, era tanta coisa junta
Eu as fui transformando, então
Em poema e poesia
Escondendo ali minhas perguntas
E prossigo fazendo isso, hoje em dia
tanto tempo passou
Muita coisa me disseram e fizeram
Em muitos lugares tentei entrar
Mas ali, respirava-se outros ares
alheios aos meus, ali não me quiseram
Voltava então pra casa
E com o tempo eu aprendi
A tornar esses sentimentos
Em algo que pudesse dividir
Buscando a beleza
Que pode existir em toda tristeza
Compartilhar também as alegrias
Que eu sinto hoje
E que ainda me surgem do mesmo jeito
desde aquele tempo em que eu ainda vivia
buscando a causa de tudo que acontecia
tentando descobrir como funciona a magia
que pudesse transformar
em beleza e alegria
os tempos que eram apenas
os meus primeiros dias
Quisera viver minha vida
Amando muito e ardentemente
Quisera viver os meus dias
Vivendo de te amar somente
Eu queria te dizer que o meu amor
É amor tão grande
Que até pode haver no Mundo
Outro coração que ame
mas tão grande amor não sente
Amor exuberante
Diante de você
Meus olhos ficam simplesmente exultantes
Amor que te alcança aonde estiver
Portanto, nunca hei de estar distante
As palavras que escrevo
E as flores que te dei
Não podem expressar
A maneira que te vejo
Mas querem te pedir que me veja
Sob o prisma da mesma lente
E que sinta no meu peito
Este coração pulsante
Que se cala diante de ti
Feliz
Vivendo de te amar somente
A minha dificuldade
Não consiste apenas em não compreender
Como pensa a maioria
E, sim, a minha total incapacidade
de concordar com ela.
(A escuridão)
A escuridão da minha noite mais densa, aquela que parecia interminável, finalmente encontrou uma brecha de luz na sua presença. Por tanto tempo, fui cativo de um isolamento solitário, mas agora percebo que estava de olhos fechados para as possibilidades que a vida poderia oferecer. Agradeço profundamente por você estar aqui, por ter me mostrado um caminho diferente e por ter me dado a coragem de me abrir para o mundo. Às vezes, tudo o que precisamos é de alguém que nos ilumine, mostrando que a escuridão pode ser dissipada e que a vida guarda belos momentos quando permitimos que eles aconteçam.
