Poemas Brisa
borboleta voa,
em cadência rápida
esvoaça e carrega
o olhar que enlaça
sussurra na brisa
o ritmo encanta
baila e desliza
desafia e levanta
poesia viva,
paira e flutua,
um ballet que motiva
de ousadia e punjança
entre fendas de luz,
ela se lança,
dança e avança
na ilusão que produz
(Ritmo de Borboletal
Um dia,
eu sussurrei à brisa
que queria escrever uma poesia...
Logo depois,
ela voltou para me arrastar
num vendaval de versos...
Certa vez,
eu confessei à brisa,
quase em segredo,
meu ( constante) desejo inquieto
de parir uma poesia...
Mal terminei o sussurro
e ela voltou feroz, decisa,
me puxando pelos pulsos,
me lançando inteira
num vendaval de palavras
que me cortavam e me curavam
ao mesmo tempo...
Um dia,
eu murmurei à brisa
que meu coração ansiava
por escrever poesia...
Ela ouviu.
E, suave como quem conduz um destino,
voltou para me tomar pela mão,
erguendo-me delicadamente
num bailado de versos,
onde cada sopro
era um convite para sentir
e cada palavra
um abraço do vento...
✍©️@MiriamDaCosta
Se eu tivesse sido concebida
pela brisa do silêncio,
eu não teria brotado
um furacão de palavras ...
e não teria espargido pétalas de poesia
nas estrofes do vento da minha existência,
que sussurra versos gritantes de vida
entre as linhas do tsunami da minh'alma ...
Um'alma poética
ama o silêncio
mas não pode
ser silenciosa ...
ela não é silente
e nem faz ruído
ela escreve...
✍©️@MiriamDaCosta
A paz
Há um tipo de pensamento que não faz ruído,
uma brisa escondida entre as frestas do dia.
Ele chega devagar, sem bater à porta,
vestido de sombra e luz,
como o entardecer quando toca portas e janelas.
Não traz respostas,
nem exige caminhos.
Apenas se senta ao nosso lado
e contempla, em silêncio,
o que fomos deixando para trás.
Por um instante, o mundo desacelera.
As horas, cansadas de correr,
deitam-se sobre os ombros da tarde
e respiram docemente conosco.
Então percebemos:
há silêncios que não são vazios,
mas moradas profundas,
onde a alma se encontra
sem precisar dizer seu nome.
E nesse breve intervalo
entre o ontem e o que ainda não nasceu,
o coração aprende a permanecer –
não como quem espera,
mas como quem finalmente escuta
a delicada música de existir.
Talvez seja isto a paz:
um pensamento sem ruído,
pairando dentro de nós,
como a última luz do dia
antes de partir.
O Curioso Olhar da Terra
Eu gosto de ver a folha verde,
o balanço leve na brisa da tarde,
o desabrochar que não faz barulho,
a vida crescendo sem alarde.
Gosto de plantar e ficar olhando,
imaginando o que a terra esconde:
que trabalho secreto a raiz faz lá embaixo?
Para onde ela vai? De onde ela responde?
E quando a chuva cai do alto,
eu pergunto ao céu o seu motivo.
Cada gota que toca o solo
sabe exatamente por que está viva.
Olho a montanha antiga no horizonte,
firme, calada, atravessando a era.
Meus avós nem eram nascidos ainda,
e ela já estava ali, à espera.
Pode ser que a ciência explique tudo,
mas eu prefiro a dúvida e o encanto:
o mundo é mais bonito e verdadeiro
quando a gente imagina em cada canto.
Eu gosto do mar e da brisa que bagunça meus cabelos...
Eu contemplo aquela imensidão de azul e ali mergulho feridas, emoções, desejos...
É como se o mar silenciosamente me escutasse e respondesse:
"Vai ficar tudo bem" 🌊⭐
“Eu já não tinha mais esperança no amor…
Mas você chegou como uma brisa suave.
Entrou devagar na minha vida.
E, quando percebi;
eu já estava inteiro, vulnerável, entregue e sonhando acordado com um futuro ao seu lado.”
- Priscila de Araújo
Me ame como o alvorecer ou o cair do dia, como a brisa ou como o vento.
Me ame como as gotas de um sereno breve ou derrame-se feito tempestade violenta.
Me ame feito o canto dos pássaros, leve, suave, mas que se perde no firmamento.
O MENINO DA SUA MÃE
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas traspassado
— Duas, de lado a lado —,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino da sua mãe».
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lha a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
«Que volte cedo, e bem!»
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.
Há pessoas que chegam como brisa suave,
acalmam o coração e fazem a vida florescer.
São presenças que não pesam, não cobram,
apenas acolhem, iluminam e fazem bem.
Correndo a saiada cigana
Herança de Joana
A brisa que me chama
A vida que ama ?
A vida que ama.
A brisa que me chama
Herança de Joana
Correndo a saia da cigana
@opio165
#opio165
A chuva está caindo e deslizando suavemente no para-brisa do carro...
O som dela é um coadjuvante perfeito para os acordes daquela música inebriante.
A tranquilidade da mente, agora mais limpa e leve, renova o espírito.
Mantenha-se positivo, cultive a paz e a esperança, e seja feliz.
Mas, lembre-se, diminua a velocidade!
Todos nós temos sentidos na vida,
caminhos que o coração escolheu,
alguns chegam como uma brisa,
outros ficam porque o destino escreveu.
Há quem encontre sentido no amor,
na família, nos sonhos e na amizade,
há quem transforme a própria dor
em força, esperança e vontade.
Nem sempre entendemos a direção,
às vezes caminhamos sem saber,
mas cada encontro, cada emoção,
tem algo novo para nos ensinar a viver.
O sentido pode estar num abraço,
num sorriso sincero ao amanhecer,
num simples “eu estou ao seu lado”,
ou em alguém que escolhe permanecer.
Porque a vida não é só chegar,
é sentir, amar e aprender.
É ter motivos para continuar,
e alguém especial para agradecer.
E quando olharmos para trás,
talvez possamos finalmente entender:
que o maior sentido da vida
é ter vivido, amado… e feito valer.
Ouça e sinta a brisa
acariciando a paragem
brasileira e latina --
porque é nela que
minh'alma se aninha
neste berço austral.
Do berço luso-americano
embala a minha poesia,
em floração tímida --
não menos envolvente,
e não menos florida
tal qual a Caroba branca.
Dos relógios do tempo,
e do Sol no firmamento,
aprendi que o tempo que conta
mesmo é o tempo de dentro,
e que cada um tem o seu,
e inclusive o seu movimento.
Nova Veneza
Deixar que a brisa poética
do Sul de Santa Catarina
simplesmente nos conduza
a ver de perto Nova Veneza,
e deixar para trás a cantilena
da rotina que não merecemos,
Nós dois merecemos viver
o que ainda não vivemos.
Tirar a foto de casal na gôndola,
deixar que o Sol nos receba
com gentileza e nos abrace
entre as casas de pedra,
O que pertence a mesa da terra
provar sem nenhuma culpa,
e se deslumbrar com a beleza.
Sem exagero fazer o juramento
de amor com a mesma
pureza de jovens apaixonados
na Ponte dos Namorados;
E na Cachoeira do Cantão
escutar a canção d'água
com os ouvidos do coração,
entre os teus braços ---
e, com os olhos fechados.
É esse o sonhado desejo,
e não um mero lampejo,
que em breve contigo
eu hei de fazer realizado:
Se por acaso, formos
por alguém procurados
ali estaremos muito bem;
com os telefones desligados,
e simplesmente entretidos
com os nossos cuidados.
Sentir a brisa do Oeste Catarinense
sempre que cruzar a estrada,
Não esquecer da resiliência
da imigração italiana;
do que Nossa Senhora mostra,
e jamais nos engana.
Enlevar a memória da sobrevivência
do Vale do Contestado,
das lavouras às criações;
Viver de sol a sol com o peito
apaixonado pelo povo,
e festejar com quando
chegar a Festa do Colono.
Sob a benção do Rio do Peixe
lembrar que um dia foi Capinzal,
e se ergueu como Ouro;
Banhar-se nas águas termais
valiosas como um tesouro,
e derreter-se de orgulho.
Agradecer constantemente
por ter chegado, nascido
ou escolhido neste lugar
viver n'amplidão das aves a voar,
que é todo feito de beleza,
para amar, respirar, serenar
e com tranquilidade para morar.
A Vinda da Tua Felicidade e o Agradecimento do Teu Sorriso
Veio uma brisa suave e chamou alguns fios dos teus cabelos para dançar; o teu belo sorriso estava emocionante, brilhando como raios de sol em um fim de tarde — uma cena hipnotizante; o real ornado pela ludicidade.
Tu parecias uma arte singular, cheia de amor em movimento, usufruindo de uma felicidade sincera que não sentia há muito tempo, que reanimou a tua essência e acelerou os teus batimentos; tudo numa mesma frequência.
Logo, aquele cenário à tua volta foi tomado por tua intensidade, por teus sentimentos — um fervor incansável de liberdade, elegância e um toque de atrevimento. Graças ao meu imaginário, pude ver de perto o teu avivamento.
"Esfria quando se vai, esquenta quando vem. Como um sopro da própria dança da brisa quando susurra no brilho do sol ao amanhecer até ao pôr do sol."
—By Coelhinha
Transcendental
Uma taça de vinho,
a janela aberta,
o céu estrelado,
a brisa invadindo o
semblante e acalentando
o olhar no horizonte - não mais que uma taça,
não desejo ficar entorpecido, mas leve.
Marcelo HB
"Você, brisa suave que me sopra n'alma inspiração e no corpo inquietação...
Desejo em gotas que me torna um oceano!"
Haredita Angel
03.03.26
