Poemas de Beijo
Vó Margarida
Beijo na testa é carinho, aconchego e amor.
Aprendi isso com minha avó, que, após dar
sua bênção e ter o dorso da mão beijado,
retribuía com este gesto: um beijo na testa.
DAS PRENDAS DO LAR
BEIJO DE MOÇA
PÉ DE MOLEQUE
OLHO DE SOGRA
BOLO DE NOIVA.
VOCÊS NÃO LEMBRAM
DE ALGUMA COISA?
Bem que os beijos meus
poderiam ter
asas para buscar os teus,
(Ou poderiam mesmo
até o oceano cruzar),
Do báratro escuro
que ardente oculto
para nele você se perder,
(Sem chance de fugir
ou querer regressar),
Mais forte que o passamento
para você de mim
nunca mais esquecer,
(Ou de dentro de ti vir
a tentar me apagar),
Tão méleo quanto
o mais puro dos sentimentos
para você se viciar,
(Sem querer cheguei
para em ti morar),
À espreitar a cada
um dos meus passos
como um lobo da estepe
do Oeste da Anatolia,
(Doses de café,
desejo e melancolia);
Indomável como o mar
em intermitente luar
feito a sagração poética
da primazia da primavera.
A sensação de proximidade
provocada pelo meu beijo
é o povoamento do real desejo,
A palavra me pertence
e a sua recíproca sedutora
intuitivamente me convence,
e vale um livro inteiro:
a poesia é livre e esta mulher
para o seu amor se guarda.
Fazer um Kutiá
para encontrar
o doce nos teus
amorosos beijos,
Essa será a maior
glória dos desejos:
Celebrar juntos por
ser apaixonados.
Amanteigado
Buscar nos seus lábios
um Amanteigado,
Ganhar um beijo apaixonado
e um sonho romântico
que hei de ter realizado.
A liberdade de cair sob teus
Beijos mais profundos
Interligando nossos poros
Sobrenaturalmente e além
Move em mim uma força
Ondeante e sem fim
Beijo os teus olhos
e a sua boca no meu
amoroso pensamento,
Desejando me tornar
parte dos seus sonhos.
(Essência de um despertar)
Como Guamirim melífera,
fonte de beijos doces,
Essencial e não efêmera,
ofertar a gentil colheita,
Não preciso detalhar
daquilo que o tempo,
e o peito estão a mostrar.
Saboreio os teus beijos
a teus pés de joelhos,
No teu peito semeio
um vendaval profundo,
Onde ali permaneço,
e o meu reino estabeleço.
Tudo o quê você quiser
também hei de querer,
Romance nascido austral
não há mais regresso,
Não há de ser distante,
pois está em nossas mãos.
Por consumpção imagino
várias cenas que vão
do beijo roubado no escuro
por debaixo do edredom
a Cagaita compartilhada
do cesto de palha trançada.
A lúbrica iniciativa absoluta
de cinema que busca me ler
e a automática turgidez
mesmo sem nos braços me ter.
Os teus sinais descarados
abrem para mim espaços
para fantasiar o que já está
acontecendo por dentro,
colocando insaciável embalo
do que é meu e está guardado.
Por todos os lados aceitos
e considerados condenados
com beijos latinos de Bacupari
vou alcançando sem regresso
o teu fino avesso com sucesso
Para junto ir rumo ao universo
subverso cálido e metaverso
criptografado nos teus sensores
finos que pelos meus respondem
entusiasmados plenos de amores
No paraíso austral secreto
tem se revelado para os olhos certos
do teu jeito pleno que quero
o quê nunca sequer sonhado
nem pela História neste Hemisfério.
As Plêiades e a Lua
juntas irão dançar,
É um bonito prelúdio
que os teus beijos
pela minha boca
de Morango-silvestre
haverão de gamar.
Não vejo a hora
do nosso dia chegar,
Com toda devoção
iremos nos achegar
para o amor fazer
ninho e conosco ficar.
A sua silhueta que foi feita sob
medida ainda que enigmática,
surpreende com beijos potentes,
que pouco a pouco vem sendo
capturados, raptados e sem devolução,
Deixando na minha que é sua
geografia incontáveis rastros
sensuais em adoráveis formatos,
Teus apelos que viram poemas totais
e labaredas plenas e inapagáveis.
Um abandono tem provocado
da minha própria consciência,
não tenho mais noção de nada,
sem noção da essência real se é
ou não é de fato para nós pecado,
nutro a imagem e sensação
como se aqui já tivesse chegado.
Um mistério crescente, envolvente
uma fantasia total e evidente,
exposta publicamente para dizer
que estou pronta para viver a gente.
Quando as sapucaias florescerem
ou derem frutos sou eu a sua poetisa
que estará de alma e coração presente
lembrando que se é para vir que venha,
romântico, indecoroso e avassaladoramente.
O meu beijo de Patauá
dentro de ti vai entrar
mesmo sem licença,
Do meu jeito afetuoso
os Versos Intimistas
para farão da sua vida
um verdadeiro poema.
No interstício de um beijo
tirar da tua zona de ataraxia
e colocar em crescente
agitação mesmo tangente.
A tua postura vulpina grata
e alucinante rompe a renda
artesanal que santifica
e cobre o pudendo em tremor,
trazendo toda a delícia de amor.
No mesmo cesto misturados
como o Araçá-vermelho
e o Araçá-amarelo sem receios,
e sem nenhum segredo.
A opção acorada pela ausência
do mundo é sobre brindar
deixando que a vida e o Universo
iluminem do modo correto,
para compartilhar o nosso império.
O meu beijo é feito
Murtillas frescas,
O meu poema é
escrito com linhas
certas e erradas,
Versos Intimistas
que unem almas
plenas e apaixonadas.
Beijo com zelo o seu olho esquerdo,
a sua testa e o seu olho direito,
E você retribui com seus lábios,
convidativos a beijá-lo com tudo
do nadir ao ao zênite, da cabeça aos pés,
com um erotismo efusivo e profundo,
fazendo vibrar em todos os seus hemisférios,
para a partir deles estabelecer perenes
a paixão e todo o amor sem mistérios.
Adorar-te e saciar a sede
no cálice melífero de beijos,
nascido para o encaixe
mais do que perfeito,
para o amor de perdição
embalado na flutuação.
Se disser sim, é óbvio
que jamais direi não...
Com a Seda de Sumaúma
acolchoar o seu conforto,
com o meu beijo de hortelã
colocar você nos braços
dos nossos íntimos sonhos
nem frios e nem mornos.
Até o momento do abandono
para zelar com amor o sono,
e fazer o mesmo para estar
de pé antes de despertar.
Para quando o acordar vir,
seja faceiro e risonho
e plenos nos encontrar
no café-da-manhã pronto.
