Poemas Apego

Cerca de 701 poemas Apego

O apego é uma tortura que corrói espírito, alma e corpo.
O espírito luta para refletir a imagem do Criador e ser exemplo de luz.
A alma se agita, temendo a exposição diante dos olhares do mundo.
E o corpo, por sua vez, permanece preso às engrenagens do pecado, inclinado a tudo que é imoral..

“Senhor, livra me do medo, da incerteza, da desesperança, indecisão e fraqueza, eu me apego em tua graça, teu poder, ó pai, me faça forte, se eu merecer,me cubra com o sagrado e divino manto, elimina minhas dores, culpas e prantos, proteja os meus dessa mesma dor, prostrado de joelho, eu te peço senhor”


Niasa

"Liderar bem exige apego à instrução e distância consciente de caminhos e práticas tóxicas. A disciplina de dizer não protege sua vida e sua gestão."


inspirado em Provérbios 4:13-17

Apego Ato 1

Luz sobre ele. Silêncio. Ele respira fundo.)

Que fiz eu…

Que fiz eu, senão tomar mãos humanas
e moldá-las em divindade?

Era carne como eu.
Era falha como eu.
E ainda assim, eu a vesti de eternidade.

Com minhas próprias mãos ergui o trono.
Poli a madeira com expectativas,
revesti-o com promessas que nunca foram ditas,
e a coloquei lá no alto… acima de mim.

(ri, amargo)

E então ousei perguntar por que não me via.

Mas como poderia?
Do alto do altar que construí,
tornei-me chão.
Tornei-me base.
Tornei-me invisível.

Ó coração tolo,
confundiste amor com reverência,
entrega com submissão,
admiração com ausência de si.

Não foi ela quem subiu
fui eu quem me ajoelhei.

(pausa)

Amor…
amor não pede joelhos.
Não exige plateia.
Não se alimenta de distância.

Amor é encontro.
É altura contra altura.
É dois olhares no mesmo nível do céu.

E se hoje sofro…
não é por não ser visto.

É por finalmente enxergar
que fui eu quem construiu a própria sombra.

(Luz se apaga.)

Apego Ato 2

(Palco quase escuro. Um único facho de luz. Ele caminha lentamente.)

Assim termina o engano do meu próprio coração.

Eu, arquiteto da ilusão,
escultor de um trono que jamais me pertenceu.
Com mãos trêmulas de afeto ergui muralhas de admiração,
e no topo delas coloquei um ser humano…
feito da mesma fragilidade que eu.

Mas ceguei-me.
Preferi chamá-la de estrela,
para justificar minha disposição em viver na sombra.

Oh, que doce veneno é idealizar.
Enobrece o outro
e empobrece a si mesmo.

Fiz dela soberana de um reino que inventei.
Curvei-me diante de um amor que não pediu joelhos.
E quando clamei por reciprocidade,
o eco foi minha única resposta.

(pausa longa)

Mas eis a tragédia maior
não foi rejeição.
Não foi desprezo.
Foi consciência.

Consciência de que nenhum trono se sustenta sozinho.
Que todo pedestal exige um chão.
E eu… eu escolhi ser chão.

(olha para as próprias mãos)

Estas mãos que ergueram,
agora aprendem a desfazer.

Pois se amor houver de existir,
que venha sem coroas.
Sem alturas inventadas.
Sem abismos criados pelo excesso de devoção.

Que venha como encontro.
De pé.
Olho no olho.
Respiração contra respiração.

E se não puder ser assim…

(entonação firme)

Que caia o trono.
Que se despedacem os altares.
Que reste apenas a verdade
dois seres humanos
ou nenhum.

(A luz se apaga lentamente. Silêncio.)

Apego Ato 3

(O palco ainda guarda vestígios do trono quebrado. A luz nasce lenta, como amanhecer.)

Sobre as ruínas, permaneço.

Não mais de joelhos.
Não mais cego pela própria devoção.

Aprendi tarde, mas aprendi
que amor não é escalar alguém até os céus,
é caminhar ao lado, mesmo quando o chão treme.

Toquei o fundo da minha própria ilusão
e descobri algo inesperado:
eu também sou digno de altura.

(olha ao redor)

Que tolos fomos, eu e meu coração,
confundindo intensidade com entrega cega.
Amar não é desaparecer.
Não é reduzir-se à sombra do brilho alheio.

Amar…
é permanecer inteiro.

Se outra vez meu peito arder,
que arda lúcido.
Que admire sem se diminuir.
Que exalte sem se apagar.

Não construirei mais tronos.
Não erguerei altares.
Se houver amor,
que seja entre dois reis sem coroa,
duas almas sem palco,
dois humanos imperfeitos
que escolhem ficar.

(pausa)

E se um dia eu voltar a sofrer
que seja por ter sido verdadeiro,
não por ter sido menor.

(ergue o olhar)

Hoje não carrego mais o peso de sustentar ninguém.
Carrego apenas a responsabilidade de ser inteiro.

E isso…
isso é liberdade.

(A luz se expande. Fim.)

O apego é uma das causas mais profundas dos problemas emocionais, porque, ao nos apegar a algo, geramos o medo de perder aquilo que seguramos. Esse medo alimenta a ansiedade, a insegurança e a dor. Normalmente, nos apegamos a sentimentos, pensamentos, ações, a eventos do passado, a expectativas do futuro, ao tempo que passou ou ao que ainda está por vir, a pessoas, a lugares, ao lar, ao conforto, ao trabalho, à família, aos amigos, aos objetos e até ao nosso próprio corpo. Quando nos apegamos, ficamos presos a essas coisas, como se dependêssemos delas para nossa satisfação ou identidade. E, ao não querer soltar, nos tornamos reféns do que nos segura, o que impede qualquer mudança verdadeira em nossas vidas.


Esse apego cria um ciclo: quanto mais seguramos, mais nos tornamos prisioneiros do que não conseguimos libertar. Apegados, nos fechamos para novas experiências, para o novo que poderia nos trazer crescimento, aprendizado e autonomia. O apego nos impede de mudar, de crescer e, consequentemente, de aliviar o sofrimento que ele próprio cria. Porque, enquanto mantivermos esse apego, o problema continuará a se manifestar, de forma repetitiva, até que sejamos capazes de desapegar, de soltar aquilo que já não serve mais. A verdadeira mudança vem quando aprendemos a liberar, a desapegar, a permitir que o fluxo natural da vida aconteça sem medo, sem resistência. Só assim a gente para de sofrer, fica mais tranquilo internamente e aprende a viver sem ficar tão apegado as coisas.

Ilusão é achar importante ter uma carreira, nome ou legado. Isso é apego do ego.


Relevante é a construção de uma jornada na virtude, na verdade, na bondade, no compartilhamento, sem prisões, sem culpa e sem auto indulgência.

Como voar para longe
De onde o coração quer estar perto
A distância é dolorida
O apego segura as suas asas
Você oferece muito e está disposto a tudo
Mas eis aí o que te fere o coração
A indiferença e desprezo de quem o tem em suas mãos
Esse investimento não vale a pena
Embarcar em um voo, sabendo da sua queda
É um caso a se pensar, ou melhor a se deixar.
-
Leonardo Procópio, Pindamonhangaba

"Expliquei à Tia da igreja: Eu não me apego a coisas materiais... Se essas coisas materiais forem de baixa qualidade."
Texto Meu No.1003, Criado em 2021


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

Recado dado




Foram tantos dias de apego, de paixão forte,
foram tantos dias de esforço e luta pelo que naquele momento fazia todo o sentido,


depois do adeus, o que era prioridade foi dissolvido através do sopro de uma flauta e ganhou o vazio das multidões,


agora, a felicidade escolheu me reencontrar e por intermédio do canto dos pássaros do amanhecer veio me avisar sobre o verdadeiro amor pelo qual eu deveria me entregar.


o recado foi dado e a promessa foi oferecida.

Não me apego no quase,
Talvez é dúvida, incerteza.
Que não leva a lugar algum,
É ausência de verdade e vontade.

Resposta sobre o Apego

Essa história retrata muito bem, quem fica com uma sem tampa ou pior quem é a própria panela.
Para sermos vitoriosos e escolher o que nos fará feliz na vida, temos que primeiramente nos conhecer, nos ouvir, nos sentir, nos respeitar e nos amar.
Assim teremos tudo ao nosso favor, abraçar as melhores oportunidades no melhor momento, utilizando a estratágia, a sabedoria, nossos sentimentos e valores.

A inveja, a ganância, o orgulho, o medo, a insegurança, a impaciência a falso crítica não nos levará a nenhuma vitória.
É ficar acomodado esperando que o pior aconteça para os outros, e assim quem sabe sobra algo, "QUE NÃO NOS PERTENCE" para nos agarrar.

É conquistar a mediucridade e fazer a infelicidade.

Inserida por Waldetes

As Novelas e O Sofá

Me apego às novelas
E finjo estar nelas
Só pra me distrair,
E essa fantasia
Tão televisiva
É pra eu esquecer de ti.

Andando nas ruas
Reparo das portas os umbrais,
Finjo estar em outro país
Pra não te lembrar jamais.

Assisto alguns filmes
Dou umas risadas
Mas nunca muda nada.

Não era bem isso
Que eu gostaria de ter:
Minha vida resumida em ver
Seriados de TV.

Os meninos pequenos
Já estão crescendo
E eu envelhecendo.

As moças donzelas
Estão se casando
E os estudantes
Estão se formando
E eu só me deformando
Deitada no sofá
Da sala de estar.

Inserida por jamilamafra

Amei

Por que me faz sentir assim?
Te dei tudo que tinha a oferecer.
Meus sonhos, meu apego, minha vida,
E você não fez por merecer.

Teu interior me fez mal
Me fez mudar da água para o vinho
Tentei ser inconsciente e mal,
Mas por você ainda sinto carinho.

Não me culpe por sua atitude.
Pois em nada eu te influenciei
Mesmo com seu jeito rude,
Um dia eu te amei.

Inserida por bia240405

Não lhe prendo, não lhe solto, não lhe seguro, muito menos lhe sufoco.
Não me apego, não me entrego, não disfarço e nem demonstro.
Eu sou assim, sou agora, sou pra ontem, sou intenso e sou diminuto.
Eu sou eu, sou pra você, se quer vai ter que ser agora, eu não quero pra depois, não quero pra daqui meia hora.
Venha pronta, venha linda, de shorts rasgado e camiseta amassada, mas venha agora, porque amanhã eu posso não ser mais isso e aí meu bem, não será mais você, será outra, será intensa ou será apenas outro alguém, mas pode ser que não, pode ser que eu lhe queira, só que agora, de outra maneira.

Inserida por jeandp

Apego! Meu coração não me pertence.
Vive doado, alugado, sangrando nas mãos dos outros e a razão não é forte o suficiente para dominá-lo e ensiná-lo as regras.
Mas será que existem regras? Para se amar, para viver e para encarar esta solidão sem me perder de mim?

Inserida por GabrielMyslinsky

BUSCANDO A FELICIDADE: APEGO AO QUE SE TEM
Há cerca de alguns dias fui abordada na rua por um grande amigo e ele me questionou porque não escrevo sobre a felicidade. Então ao escrever sobre ela, responderei porque ainda não tinha o feito.
A felicidade a meu ver não é palpável, é sensível e está nas coisas simples da vida. Somos tão acostumados a querer mais, buscar sempre mais que nos esquecemos de dar valor a um abraço, um sorriso, uma simples conversa sentados na varanda. Perdeu-se, como diria uma amiga, os valores estão invertidos.
Tenho a nítida sensação de que só damos valor depois que perdemos, é necessário ver um ex com outra pessoa para sentirmos saudade (ela aparece junto com a raiva, acreditem), nos mudarmos para lembrar o lugar que tanto reclamávamos, crescermos para querermos ser crianças.
Mudamos tão frequentemente, a cada decepção, frustração ou emoção que nos esquecemos de levar conosco a alegria, nos permitimos ficar cabisbaixos por tão pouco. Buscamos a felicidade, corremos tanto atrás dela que quando não a atropelamos, simplesmente a ultrapassamos na corrida da vida.
Falo por mim, busco a perfeição, dinheiro, poder, reconhecimento, mas onde fica o tempo para andar descalço, se lambuzar com sorvete, enfiar a cara num bolo?
A felicidade está aqui, está em mim e em você, sou apenas uma extensora da sua felicidade, aquela que te cerca. Permitam-me um conselho.
“Vamos viver tudo que há pra viver. Vamos nos permitir” (Lulu Santos)
Valorize o que possui, traga pra perto quem te quer bem, mas principalmente quem te FAZ bem, deseje, queira, não se prive, simplesmente se jogue. A felicidade não está a um passo de você, ela caminha a seu lado o tempo todo, basta que você a abrace.
P.s: Felicidade é aceitar o que se tem com disposição e correr atrás do que se deseja com alegria.

Inserida por camilabill

Desintegro

desfaço da escasez
superficial
intenso noto
o tedioso apego ao descartável
e entrego guiando
refazer a outra parte do ser.

Inserida por kaike_machado_1

Sua alma transmite amor. E por isso eu me apego mais a ela que ao seu corpo.
Ilusões fogem
Verdades me conquistam
É o que no livro da eternidade está escrito.

Inserida por alexsandre_soares