Poemas Anjos de Pijama Matilde Rosa Araujo

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Ter que conviver com toda essa falsidade camuflada de adoração por algo que nem sabem ao certo do que se trata. É complicado.

Falam teu nome...mas não sabem quem és e o que significa e se significas, porque tú és algo sem explicação, a gente só sente, sente bem forte aqui dentro.

Ouço músicas, é nesse momento que entendo das palavras, da profundidade delas.

É como se eu tivesse encontrado a minha alma gêmea e ela tivesse ido embora por um tempo.

Eu fiz, isso, eu fiz, eu fiz um juramento em plena quarentena de 2020, para o céu, para as pessoas, para mim.

Eu contando para minha mãe e imaginando e vendo a reação dela ao falar que conversava com Deus.

Tem sempre alguém cruzando nossos caminhos e transformando nossas vidas, somos estes predestinados a algo.

⁠Minha trajetória nunca foi fácil, mas eu não gosto de estabelecer comparativos.

Todas as vezes que me ponho em dúvidas, é como se estivesse ferindo a mim mesma.

⁠Você não vê a evolução acontecer, mas ela acontece dentro de você todos os dias.

⁠Para tudo, há um tempo de acontecer; o atropelamos com nossa pressa de chegar.

Observador é aquele que possui a capacidade de modificar o trajeto das coisas.

Não existem vítimas ou culpados, o que existe são seres humanos vivendo realidades diferentes.

⁠É um convite para reflexão interna, do nosso próprio ser. Conhecer a si mesmo e desfrutar das belezas que ainda não vê.

⁠As dificuldades não eram o meu fim, eram uma oportunidade de começar melhor.

⁠O amor é como uma semente que brota em nosso coração, sem avisar o dia, a hora e o porquê.

⁠As melhores conexões é você quem faz.
Ou somos autores de nossos destinos ou somos conduzidos pelos pensamentos alheios.

A depressão, chamada “doença do século”, é um inverno interno que se instala sem aviso, abafando cores e silenciando risos. Vem como neblina devagar, transformando rotinas em paisagens distantes e tornando o simples esforço de respirar um ato de coragem. Lutar contra esse mal é caminhar por trilhas escuras com a esperança como lanterna: às vezes vacila, mas não se apaga. Há dias em que o avanço é quase imperceptível; outros, o retrocesso dói como fim de tarde chuvoso. Ainda assim, resistir importa. Buscar ajuda profissional, aceitar apoio, dizer as palavras que tremem na garganta são pétalas lançadas contra o vento do isolamento. A cura não é linha reta: é mosaico de pequenos sinais — uma conversa que acolhe, um remédio que estabiliza, um gesto que repõe calor humano.Escutar sem julgar, ofertar presença e derreter o estigma. Não deixe que o silêncio seja refúgio permanente. Cada tentativa é resignificação, cada mão estendida, promessa de amanhecer. A depressão é real e dura; com empatia, cuidado e persistência, é possível reencontrar a luz.

⁠Às vezes, a vida exige de nós um tipo de confiança que nos faz questionar se estamos prontos. Mas Deus nunca pede mais do que podemos suportar. Se Ele nos conduz, Ele também nos fortalece. A fé verdadeira não se apaga quando as dificuldades chegam, ela se fortalece. No fundo, é esse o segredo: confiar. Confiar que, por mais turvo que o caminho pareça, Deus sabe exatamente onde nos quer.

A bússola gira e não aponta; o vento traz memórias que se despedem como barcos. No centro de um lago imaginário, a flor de lótus abre feridas de luz e guarda perguntas antigas. Um espelho quebrado espalha reflexos que insistem em voltar para casa, cada estilhaço um mapa de escolhas não feitas. Chove sobre o mar — água da chuva no mar — e as gotas se dissolvem numa conversa com o horizonte: lembranças que se perdem para se tornarem sal. Sete de copas dança nas mãos de um jogador sem rosto, oferecendo espelhos, sombras, promessas de estrada. A ampulheta de açúcar pinga lentamente, cada grão doce um minuto fugindo para a língua do tempo. Nada é coerente; e por isso tudo existe, coerente na sua falta de explicação. Aqui o sentido se esconde nas pequenas falhas: no estalo de um reflexo, no sabor de um minuto, no sopro que desloca a bússola. O acaso organiza-se em silêncio, e a flor fecha-se como se guardasse um segredo que só se conta quando ninguém mais acredita em mapas. Ainda assim, tudo tem o real sentido de ser.