Poemas Anjos de Pijama Matilde Rosa Araujo
Das mais diversas nuances da existência humana, dos sentimentos o amor é o mais belo, nobre e incompreendido.
Tantos tons de laranja, quando à mente estava a falhar, fechando os olhos o morto levantou e dizia que as últimas cores que via eram os múltiplos tons de laranja e vermelho, se fechando na nuance escura da morte.
Eu sempre passava por ali, muitas vezes não o enxergava mas ele quase sempre estava ali... Nos quase não enxergamos as pessoas que estão na rua, como todos que passavam por ali e vêem apenas sombras... Das tuas mãos saiam pensamentos, de tuas mãos sairam sentimentos... Das tuas mãos saíram poesias. Eu não via, você não via, ninguém via, todos estávamos cegos, não enxergavamos, ele quase sempre estava ali, ele se misturava as paisagens das calçadas e virava sombra ao nossos olhos, eu posso garantir que ele estava ali, ele chamou por mim... Ohh brasileiro!! Eu olhei e somente escutei o som do violino... outro dia ele gritou novamente... eu ouvi senti que era um coitado, mas talvez eu que eu era o mais coitado, que não exergava, que não lia, que somente sabia transformar à sensibilidade em moedas, fingindo ser sensível, passava por ali na hora do almoço, no dilema dos assalariados, apenas dois sanduíches de 1 euro nas mãos, em silêncio ele me estendeu à mão me entregando um papel amassado, como retribuição dei-lhe um dos sanduíches, em um gesto de pouca sensibilidade que me restava, talvez pensando se apenas um pequeno sanduíche seria suficiente para o meu almoço... abro o papel amassado que me deu estava escrito um poema a mão, uma pequena frase, um sentimento, uma pergunta, algumas palavras, e um pouco de sensibilidade, eu só pensava o quanto barato eram os poemas, e tão misaraveis eram os poetas. Hoje sempre passo por ali, veem a sua poesia em minha mente, e lembro da minha ignorância, ele não está mais por ali, mas suas poesias estão jogadas ao vento, quantas belas poesias que viraram vento, talvez alguém encontre as palavras, aquelas que morreram dentro da nossa falta de sensibilidade, ele sempre estava por ali.
Eu queria poder voltar, voltar a exatos 7.671, dias atrás, é interromper um processo, que para alguns foi legal...
A opinião é sua e a boca também. Minha identidade não muda e meu mundo não gira em torno de ninguém.
" Não fale demais. Pense mais. Pois quando falamos muito, acabamos restringindo nossa própria capacidade de pensar, deixando de agir com sabedoria para agir agir por
impulsos".
Executar o estudo de exatas nada mais é que você colocando a prova se o que você estudou é real. Você percebe que não precisa executar para aprender pois é algo exato e vai provar pra si mesmo com a mente que o conteúdo que você estudou é correto. Basta você não duvidar.
" Sejamos luz sempre, para aqueles que precisam de luz. A escuridão pode ser cessada, basta que acionemos o interruptor da esperança. Assim, a luz que se encontrava apagada, voltará a reluzir ".
Se lhe agrada o perfume das rosas, se está disposto a cultiva-las, é preciso que tenha em mente que deverá por obrigação suportar seus espinhos, pois o resultado valerá a pena. Da mesma maneira deve se encarar a vida e o amor, pois tudo tem um preço e somente quando se está disposto a pagar tal preço, é possível aproveitar o que os mesmos têm a nos oferecer.
Me diziam para não me apegar, para eu fugir quando começasse a gostar demais. Mas eu sempre achei isso loucura e continuo achando. Se eu estou gostando, qual o sentido de evitar? Então o segredo é não gostar? Estar em um lugar onde eu não queira? Estar com quem não me cause nenhuma reação? Não faz nenhum sentido. Os mais prevenidos vão me dizer que isso previne a dor, previne noites em claro e o coração partido. Mas eu sempre tive a resposta na ponta da língua: Previne também a felicidade né?
Eu achei que tivesse ido das outras vezes, mas estava enganada. Dessa vez que realmente foi. Que foi leve, foi verdadeiro, foi loucura e foi amor. Não durou tanto quanto as anteriores, mas foi muito mais duro comigo, mais forte, mais intenso. Só não foi uma coisa: suficiente para me fazer ficar. Mas foi amor sim, sei que foi.
Não me diz que está tudo bem quando eu sei que não está. Não sorria sem vontade, nem dê de ombros quando eu falar contigo. Não esteja “nem aí”, porque isso sim acaba comigo. Seja furacão ou brisa, só não seja nem isso nem aquilo. Porque sendo muito, eu serei migalha só para equilibrar e você me inundar. Sendo pouco, transbordo em você e aí ficamos bem. Mas sendo mais ou menos qualquer coisa não se tem o que fazer, a não ser, ser indiferente com você também. Ser parte de mim, não precisar de você, mas também não viver sem. Entende? Fica mais difícil queremos ser mais ou menos um do outro. E pra ser sincera, comigo não funciona desse jeito. Me enlouqueça ou me traga paz, mas não me deixe sem sentir reação alguma
Ainda não sei exatamente o porque que acabou, mesmo depois de tanto tempo. Mas valeu a pena o pouco que vivemos juntos. Sorrio quando lembro e isso basta.
Hoje eu estou vazia. Sem dor, sem amor, sem lembranças. Acordei pensando em nada, sem planos, sem medos. Um passo de cada vez, me diziam, como eu fui querer correr mais do que eu aguentava? O vazio não me assusta, não me deprime. O vazio é o sinal do recomeço, é sinal de que tudo que antes me sufocava, se desvaiu. Agora sou só eu, novamente. E decidi que dessa vez vai ser diferente, vai ser mais tranquilo, mais a “Deus dará”. Não adianta sair por aí querendo se preencher de coisas mais vazias ainda. Encher a cara, encher a cama, encher a cabeça. O que é importa é o coração e ele faz birra, mas não se abre pra qualquer um ou qualquer coisa. Não mais. Ser mais seletiva, ser mais minha antes de ser dos outros. Preencher aos poucos, vivendo mais. Uma hora vem, hoje ou amanhã. Um hora vem na medida certa que eu preciso, nem mais nem menos. Sem transbordar, sem faltar. Vem pra me completar.
Antigamente as pessoas namoravam antes de casar. Hoje em dia as pessoas ficam antes de namorar. E antes do ficar, ainda tem o ato de “se pegar”. Como se fôssemos uma caneta ou um ônibus. E bem, não acho que sejam as coisas que estejam mais importantes, mas sim, as pessoas cada vez mais sem valor uma para as outras.
A gente não complica, simplifica. A gente se ama do nosso jeito, torto pra alguns, perfeito pra nós.
Tô poupando dores desnecessárias, amores unilaterais e noites sem dormir. Mas se você for me fazer feliz, eu me rendo.
Tudo demais enjoa. Não é questão de ser exigente não, nem idealização do perfeito. Mas sempre ouvi dizer que o meio termo é a melhor opção. Não que no mesmo dia você tenha que abraçar a pessoa com quem está e socá-la em seguida. Dizer que ama e meia hora depois dizer que odeia. Meio termo no dia a dia, mas em longo prazo, entende? Pra que ligar quinze vezes para dizer que está com saudades? Diz hoje e diz amanhã. Fica mais natural e mais sincero. Manda sms hoje, mas espera que ela te ligue no dia seguinte. Você vai mostrar que se importa e no outro dia, vai deixar que ela demonstre os seus sentimentos também. É um conjunto, uma comunhão de atitudes. Só um lado fazendo tudo, não deixa que o outro trabalhe junto, não dá oportunidade para a descoberta do que é a base do amor: a troca, a via de mão dupla. E bem, das duas uma: Ou você vai se cansar ou a outra pessoa vai enjoar. E nenhuma das duas alternativas são bons finais para o amor.
