Poema Viver e Saber Viver
POEMA TRISTE:
Quando me procurar
E não me encontrar
Deveras se fará tarde
Não chores!
Nem muito alarde...
Deixeis que o tempo enterre
As mágoas, as intempéries,
Aos sonhos que não se mede
Risos que antecedem
Soluços que há de vir.
Ah!...
Quando me procurar
E não me encontrar
Verás que a tudo inexiste
E assim eu te escrevi
Esse poema triste.
LEIA
Se encontrares esse poema leia.
Rasgue e jogue-o ao vento.
Para que seus sobejos se espalhem no variado universo.
Depois procure-o!
Vasculhe o coletor de lixo, as orlas e até tua casa.
Só leia e, leia!
Porque o sol, a chuva, a lua e, o moço do lixo.
O destruirão de vez...
Por fim procure-o em si.
POEMA ÍNTIMO II
São muitos os que estão comigo.
Muito mais aqueles que me acompanham.
Outros, diversos, me “abraçam”...
No entanto, muito, muito mais
Que os muitos...
São os poucos a me afagarem!
Sigo caminhando nesta ilusão.
Nas calçadas repletas...
Nas entranhas dessa procissão ...
Me vejo em todos os rostos.
Me sinto em todas as mãos.
Não fico, não sigo, não saiu
Do chão.
Se penso que sou ...
Sou a solidão.
Eu tive que mudar meu poema
Vocês só compram na doçura da letra.
Aquele ardente ou amargo por si só
Não lhes é palatável.
Meu verso se parece amargo, infesto.
POEMA REVEL
Escrevo. E daí?
Estou cansado de regras
Dessa nota polidinha
Do teu jeito certinho de ser.
Escrevo porque sinto, pronto.
Se eu sair da faixa me deixe
Não sou eu quem vai perder
Escrevo porque preciso
Preciso por escrever.
Porque minha escrita
É underground e só
Poema rouco
Eu gritei te amo
Eu gritei te amo.
Então pensei, acho que fiquei louco.
Eu gritei de novo
Eu gritei de novo.
A voz não saiu, acho que fiquei rouco.
Nesse poema eu falaria das
folhinhas que se banham de sol,
dum pedacin de céu ou até
mesmo duma nuvenzinha.
Eu falaria de um mar de amor,
das coisas tuas no meu coração.
Mas nesse poema eu só vou falar,
que eu queria beijar sua mão.
Despertar Emocional
Que maravilhoso despertar,
Com a vontade de criar,
Um poema, obra de arte,
Com palavras a dançar.
No estilo literário me encontro,
No eu lírico me expresso,
Transmito sentimentos profundos,
Em cada verso que manifesto.
Energia pulsante em meu ser,
Vibrante como o sol a brilhar,
Transbordo emoção e felicidade,
Neste poema que irei tecer.
Versos como raios de luz,
Aquecem o coração,
Espalham amor e esperança,
Numa mágica inspiração.
Minha coleção cresce a cada dia,
Poesias que contam minha história,
Um retrato de alma e melodia,
Escritos com toda minha glória.
Então, com entusiasmo e devoção,
Vou escrever esse poema especial,
Com todo meu ser e paixão,
Para que seja eterno e memorável.
Poema: Quando Minha Irmã Morreu
Quando minha irmã morreu,
o tempo não avisou que seguiria em frente.
A vida lá fora pulsava,
mas aqui dentro, o relógio parou.
Quando minha irmã morreu,
aprendi a andar de novo,
mas tropecei tantas vezes na ausência
que ainda sinto as cicatrizes.
Guardei a dor no bolso,
engoli o choro em meio aos abraços,
porque o mundo não espera
e a vida cobra sorrisos.
Quando minha irmã morreu,
o silêncio dela gritou no meu peito,
suas coisas fofas pesaram nos meus braços,
e o vazio ocupou cada canto da casa.
O tempo diz que já passou,
mas ele não sabe de nada.
Aqui dentro,
ela ainda mora no quarto ao lado.
Borboleta
(Poema de Bruna Wotkosky)
Eu era como uma borboleta recém-saída do casulo,
mas sem forças próprias.
E sem forças, o sangue não corre pelas asas,
e as asas não têm poder para voar.
Eu caminhava errante,
presa ao chão que não era o meu lugar.
Mas em algum momento, o Senhor me levou de volta ao casulo.
E lá, precisei lutar para sair outra vez.
Foi um esforço imenso.
Mas essa luta renovou o fluxo da vida em minhas asas,
e me deu força para voar.
Hoje, ainda lembro do tempo em que andava mais abaixo.
Mas ao lembrar, vejo também a força que precisei para renascer.
E agora, conheço a beleza de voar.
....um ponto final na poesia,
.....a morte da musa, o grande poema.
.........suspenso na eternidade
.................o silêncio irreprimível,
............entre ecos do acaso...
...........a fuga do poeta...
.....enigma inconfessável.
A solidão e eu
Eu e a solidão somos um
um poema de desilusão,
solitário, a solidão e eu
somos um...
Um parto no deserto,
um náufrago em mar aberto,
eu e a solidão somos um,
um natimorto, sem mar
nem porto, a solidão e eu
somos um...
A solidão e eu somos um,
um poema de desilusão,
passageiro solitário
no abismo do desespero
eu a solidão somos um...
AMOR INVENTADO
É preciso inventar uma paixão
para fazer um poema de saudade
que supere as odes ao amor
de Neruda, Vinicius ou Rimbaud...
Sem contudo, me valer da pobre rima
pois prefiro, em tese, a liberdade
sobre um vício que tem todo poeta
sucumbir à inflável vaidade.
Inventar uma paixão é coisa fácil e vulgar
ora em vida, quase tudo e inventado
mas o amor, aquele que faz chorar
Este sim, não se pode prescindir da poesia
só se vive uma vez, em vida ou morte
e com sorte, vamos atrás desta vã filosofia.
Evan do Carmo 31/03/2018
COMO NASCE UM POEMA?
De tantas maneiras, que não podemos mensurar com precisão.
Cada poeta pode definir isto, mas ao seu próprio modo de escrever poesia, contudo, deve existir uma semelhança assustadora para todos eles, no que tange às formas em que a poesia os obriga a escrever poemas.
Então devo falar sobre minha própria maneira e experiência. Entre tantos poemas já escritos, milhares deles, devo confessar que alguns ganharam corpo e espírito com total independência, fugiram, assim, à minha vontade, desejo e modo de os trazer ao mundo.
Alguns dos poemas que escrevi foram verdadeiras alucinações passageiras, outros foram surtos psicóticos, aliás, até livros, no meu caso, nasceram desta forma.
Já outros poemas são simples em sua maneira, não raro nascem de provocações externas.
Provocado, o poeta se põe a escrever, às vezes por uma palavra ouvida, um elogio apropriado, uma injustiça verbal sofrida, por um encantamento desmedido, provocado pela beleza estética de alguém, ou mesmo, e neste caso também creio que seja especial para cada um, provocado pela inteligência emocional de outro ser humano ou mesmo pela crueldade da musa.
Muitos poetas caem nesta armadilha tola, a de criar uma musa sem rosto, e um amor desesperadamente platônico, com o fim único e objetivo de produzir e externar seu lirismo.
De qualquer forma, a meu ver, não temos consciência plena nem domínio sobre isso, a poesia é autônoma, é ela quem nos conduz, quem nos escolhe. Ninguém aprende a fazer poesia na escola... ´É uma benção ou maldição pessoal...Ser poeta é não ter sossego.
Evan do Carmo 02,07,2018
Poema para tantas coisas
poesia pra isso e aquilo
rima de coisa tola
desejo de falar
o que de fato não se faz
não é o motivo que justifica o poeta,
é a obra, se for única, autêntica..
Amar não é arte nem fingimento.
Pela obra se conhece seu autor
a falta de zelo pela língua
o desleixo com a palavra
o exagero em adjetivos
não são motivos para representar algo singelo
como a beleza do mundo
que se encontra em ambos os sexos.
A poesia se expressa melhor em símbolos
na sutileza de quem deseja e não faz
na curva da estrada que dá medo
no olhar da mulher livre e sagaz.
POEMA PARA GIOVANNA.
Meu anjo, luz que brilha na eternidade do amor,
No amor mais sublime que há,
Amor de pai e filho, de avô e netos,
Pai e filhos duplamente.
Giovanna, sua vida tem uma grande significado
Sua existência entre nós não é simples coisa da natureza
Ou obra do acaso.
Existe um propósito no amor de Deus,
Sobretudo entre os afetos parentais.
Seus pais foram abençoados com dois divinos presentes
Você e Benicinho, carinhosamente como você o chama.
Você precisa entender isso, agora que já é mocinha
Lendo bem como ler, com a inteligência luminosa
Que Deus lhe deu, pode compreender quanto sua vida é valiosa
Para todos que te amam, seus pais e familiares.
Guarde no coração meu amor e afetos eternos de vozinho
De cozinheiro, “poeta” e cantor.
Te amo, com todas as forças do meu coração.
Seu avô.
Evan do Carmo 30/07/21
POEMA PARA PARA BRASÍLIA
Abre tuas asas e voa no infinito .
Sob um céu azul de tantas cores,
que acolhe o viajante,
poeta e sonhador,
aqui em tuas noites conheci o amor.
Formas e traços bem traçados
Rabiscos pintados
Com pincéis de Matisse
Criou um arco-íris de estranha beleza
De sol e de luz
Tua realeza se iguala
À grandeza da cidade luz
Canções escritas
Poemas rabiscados
Por alguém apaixonado
Por outros e por mim
Arquitetura impressionante
Do homem-deus
Obra definida sem início
Nem fim
ODE AO CIÚME
Quem pode resumir em um texto ou em um livro, ou num poema, as nuances do ciúme?
É preciso ser um gênio da ficção para compor uma ode ao ciúme, ou como eu, ser vítima dessa áspide venenosa e cruel.
O que é o ciúme? Ninguém ainda consegue explicar, como seres humanos, talvez nos seja permitido apenas experimentar suas mil e uma facetas ou manifestações. O ciumento não sabe controlar seu ciúme, pois age com o instinto animal que ainda preserva nas veias, no sangue ancestral.
O desejo de dominar o outro é mais severo entre os ciumentos, eles querem ter o controle total da relação. Qualquer distração do seu parceiro é para ele causa de desconfiança, na verdade, segundo o ciumento, se a atenção folgar por horas ou dias, caso não seja valorizada constantemente, lhe dá motivo, certeza de que está sendo traído, deixado de lado, os sentimentos dos outros não tem importância.
A MUSA
A musa sempre abusa
da erudição,
ao descrever ao poeta,
um poema ou canção.
Vai alem do que pretende
do que espera a emoção,
ela diz de forma clara
que deseja ser razão.
Mas o poeta iludido
se trai por contradição,
pensa que ama poesia
quando ao certo o que queria
era fugir da perdição,
Ser escravo da beleza,
mas seu ato de nobreza
dispensa a resolução,
escreve o que não entende,
muito menos compreende
de onde vem a inspiração.
Em busca de sentido encontramo a dor, por isso o grande poema deve ser composto de dor, precisa identificar a dor e oferecer sentido...
Por meio da arte encontramos o sentido, não o sentido da vida, mas o sentido necessário para suportar a dor de viver, e a dor produzida pela consciência da nossa fragilidade mortal.
Antes havia um vazio, a ausência de sentido, depois conhecemos a dor, então inventamos a arte para suportar a verdade.
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