Poema Sobre Viver
No dia em que a gente nasce
O tempo a viver é pouco
Entretanto a gente perde
Muito tempo sendo louco
Louco o suficiente
A ser cego e não perceber
Que o tempo a viver é pouco
E que nada na vida é da gente
Nem mesmo a gente
Somente a nossa vontade
Então, sinta a brisa morna
A beijar o teu rosto
Assim que esse dia termina
Nenhum dia na vida retorna
Veja o vidro do relógio
Envelhecer com as horas
A genuína verdade
Passa na nossa frente
E toda oportunidade
Que vai e não volta
Era verdadeira
O ponteiro sempre volta
Pois o tempo, na verdade
Passou pelo vidro
Ao levar-lhe o brilho
Assim são as coisas
Que a gente perde
Ouça o sino da velha igreja
Veja há quanto tempo ele badala
E mesmo assim você
Não saberia dizer
Sobre ser a mesma vibração
de cada badalada triste
A vida se cala, quando não se ouve
Na simplicidade, a verdade da vida
Embarcamos na viagem
Mas há muito nos esquecemos
da boa sensação
Que é olhar o trem sobre trilhos
Enquanto ainda na estação
Há muito eu não olho o brilho
das gotas de chuva bater no chão
É assim que o tempo trabalha
E é dessa maneira que perdemos
A batalha pela vida
Porquanto a vida não é batalha
É apenas vida
Veja, que enquanto crianças
A gente deseja crescer bem depressa
E nessa pressa em crescer
Se esquece de guardar um pouco
da criança que deixou de ser
Pra poder sê-la outro dia.
Mas nenhum dia na vida volta
O tempo, o vidro do relógio
O beijo morno da brisa
A imprecisão no badalar dos sinos
E quando menos se espera
Um dia o trem sai dos trilhos.
Edson Ricardo Paiva.
Quando vir que o dia começa
Não se apresse em declarar-se grato
Pelo simples fato de viver ainda
Os pássaros e as flores demonstram gratidão
Sendo parte integrante da natureza
E o fazem com simplicidade
Sem mostrar ou demonstrar
Nem pressa e nem gritaria
Observe o silêncio do vagalume
Na nuvem de tempestade
Que se agiganta e encobre a montanha
A outra montanha, de altura tamanha
Cujo viço leva o cume a sobrepor-se à chuva
O som das águas na voz do rio que canta
A sombra sob a árvore
Onde a abelha faz colmeia
E a aranha monta e desmonta
Sua linda e complicada teia
Atravessando a sua breve vida
Em divina serenidade
Permeando a nossa, enquanto isso
Compromissada em viver
Sem compromisso e nem nada
A verdade perene
Eternamente equilibrada
Pois as grandes obras
Mesmo despercebidas
Estarão sempre lá
Pra quem ainda quiser aprender
Que reconhecer a tudo isso é, sim
Agradecer a Deus
Guardando em paz o coração
Enxergar a palavra
No silêncio das coisas que Ele faz
Exortar gratidão
Buscar a ciência e a justiça
Ler nas entrelinhas
Das coisas que estão invisíveis
Apesar de simples e cristalinas
Deus trabalha humildemente
No pulsar da maior estrela
e na forma da formiga
Que recolhe a folha morta
Por isso, se o dia amanhecer
Agradeça a vida em atos
Veja que a resposta estava junta
Muito antes do advento das palavras
Pensamentos ou perguntas
Onde o vento somente as multiplica
E assim como o dia começa
Enfim, toda vida termina
Culminando quase sempre
Em súplica que descreve
E apesar de tudo isso
Aquilo que não se via
Sempre esteve
E estava lá todo dia.
Edson Ricardo Paiva.
Dizer que aprendi a viver...
Eu não posso
Mas eu posso dizer
Que habituei-me à vida
Adaptei-me ao mundo
Percebi a existência do inverso
A força da leveza
Na ausência da vaidade há beleza
Escuridão na luz
Quando o mundo
Busca a luz na escuridão
O bem no mal
Qual se isso fosse igual
A alcançar sua velocidade
Abraçar a verdade do universo
Sem nenhum apego
Dizer que se sabe viver
Não cabe a ninguém
A vida não é uma luta
Muito menos um jogo
Aprendi somente a não tratá-la assim
Pois o vento traz canções
Mas a voz do silêncio é a que fala no fim
Feliz de todo aquele
Que se cala para ouvi-la
Porque tudo é um mero sonho
Pendurá-lo numa nuvem não basta
É preciso depois
Dela afastar-se
Simulando a cautela tranquila
No momento mais exato
Que pro jogo e pra luta
Enveredem
Eu jamais aprendi a viver
Sei somente
Quando não fazer igual
Porque sei
No final
Todos perdem.
Edson Ricardo Paiva.
Um dia
Alguém vai te perguntar
Se soubeste viver a vida
E o que fizeste de teu tempo
Tua senda
Não precisaste
Plantar as flores do campo
Nem pintar estrelas no céu
Ou aquecer o Sol
A tudo encontraste feito
De um jeito tão perfeito
Que a gente o jamais faria
Buscaste sempre
Um defeito ou emenda
Um dia
Alguém há de te perguntar
Por que será que foste tão exigente
No teu dia-a-dia
E ponto
Visto que quando acordavas
Teu dia já estava pronto.
Edson Ricardo Paiva.
Creio eu
Que talvez, o segredo
A bem viver a vida
É guardar sempre pra si
Um pouco de coragem
Misturada ao medo
Saber viver as alegrias
Mas só um pouco dela a cada dia
Penso
Num momento de silêncio
Em meio ao caos
Nem todo mal
Nem todo bem com muito afã
Pra que a vida seja bela
Deixe um pouco da tristeza
Para vivê-la também amanhã
Feche a janela para o Sol
Deixe entrar a escuridão do dia
E você sorrirá
Pra luz do Sol de amanhã
Não se come todo o almoço
Numa única garfada
É preciso tempo pra esfriar
Consolidar, brotar, crescer
Secar e até morrer
Não sinta pressa em livrar-se de nada
Cedo ou tarde as coisas se vão
O tempo é que rege essa vida
E é sempre bom ter lágrimas nos olhos
Pra que se contenha as risadas
Mesmo que elas venham
Vão passar
Pois tudo passa
Tudo e nada
Solidão também faz companhia
Penso eu, que a graça da vida
É saber dividi-la
Não se vive tudo de uma vez
De um fôlego só
Uma só voz
É preciso guardar sempre um pouco
de lágrimas e de sorrisos
E, quem sabe, a presença
de alguém que seja louco o suficiente
Para estar
Sempre presente em nossas vidas
E queira estar com nós.
Edson Ricardo Paiva
Haverá respostas
Se vivermos por buscá-las
Encontrará quem não viver só pela vida
Como um pássaro pequeno, que não voa ainda
Aguarda em paz
E sabe mais que todo aquele
Que não vê mistério em nada
E tem sido sempre assim...eis a graça e a lei da vida
O conflito interno, a guerra, o dia ruim
A terra embrionária...flores mortas
Que visão mais torta, que dores são essas?
E, sem pressa, estrelas
Esperando lá no céu, para poder ser lidas
Vida celular oculta, secular.
Areia do deserto
A vida, uma arquiteta paciente
Aguarda um dia a nuvem vir chover lá perto
Repletas do saber de Deus
Noite alta de profundos sonhos
Enquanto a brisa leve cruza o mar à luz da lua
Desenhando um novo mundo
Que vem lá de não sei onde
Ninguém sabe a vida e o que ela traz
A parte que te cabe é tentar perceber
A melhor maneira de vivê-la
...ou viver só por viver
Eis a graça e a lei da vida
Edson Ricardo Paiva.
Me apego em detalhes
Sou intenso
Eu vivo o meu momento
Talvez amannha
Já não poderei viver
Não é que vivo o hoje
sem pensar no amanhã
E que vivo o hoje
Sem o amanhã se arrepender
E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares,
Onde anda você?
A maioria das pessoas vem ao mundo apenas para viver, outras tantas para fazer história, porém são poucas as que nascem para ser uma lenda.
É difícil viver um momento sabendo que o amanhã já não tem nada a ver, mas é muito mais difícil não viver esse momento e ficar imaginando como teria sido se tivesse acontecido!
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos.
...compreendi que agir, amar, sofrer, tudo isso é, na verdade, viver, mas é viver na medida em que se é lúcido e se aceita o destino, como o reflexo único de um arco-íris de alegrias e de paixões, que é igual para todos.
É do conhecimento das condições autênticas de nossa vida que é preciso tirar a força de viver e razões para agir.
Vamos pronunciar cuidados. Vamos nos envolver em abraços. Vamos viver o que chega assim, limpinho, sem apertar o peito
Eu discordo dessa história de que só é amor se for pra sempre. Digo, o sentimento pode até viver pra sempre, ali quietinho em algum canto do peito. Mas histórias começam e terminam e não é justo dizer que não houve amor. Não é justo achar que elas não deram certo ou que era a pessoa errada. O amor da sua vida, nem sempre é o cara que você casa e forma uma família. Pessoas se perdem, pessoas se encontram, é natural. Eu acredito em amor com alguns poucos meses de relacionamento. Amores mais bonitos do que alguns de anos, amores de outras vidas, escorrendo pelos poros. Sem esse papo de que tudo recente é paixão e amor é rotina. Paixão é carne, amor é alma, independente do tempo. Odeio quem teima em rotular o que o outro tá sentindo, mal sabe o que é quem tem no peito. Tudo que nos faz feliz, dá certo, mesmo que por uma semana, um mês. Tudo faz crescer, deixa o jardim mais bonito no fim das contas. E quem é essa tal de pessoa certa, afinal? Ninguém é errado, somos todos vítimas de desencontros. Seu certo não me agrada e vice-versa. Mania feia de jogar tantos dias incríveis no lixo, depois que a mágoa chega. Te fez chorar, mas te fez sorrir tanto, foi bom enquanto durou, foi certo e só, foi. Só passou e isso não quer dizer nada. Mania chata de relacionar amor com contos de fadas e o maldito feliz pra sempre. Amor se relaciona com feliz, sem complemento, sem prazo. Nem sempre, sem fim.
Viver é muito perigoso... Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal, por principiar. Esses homens! Todos puxavam o mundo para si, para o concertar consertado. Mas cada um só vê e entende as coisas dum seu modo.
Finalmente me dei conta, viver de passado deixo pro museu, porque comigo isso não rola. Tentei mesmo, nunca tentei tanto assim, mas você não quis dar valor. Pensou que eu ia correr atrás pra sempre? Sorry, não tô em forma e nem quero participar de maratona. É, cansei. Cansei de você sempre me tratar bem, dizer que sou isso e aquilo, de dar valor quando quer.. depois, diz que não dá, que isso e aquilo impede. Não quer compromisso? Que bom, não sou sobra mesmo! O resto é resto e de resto meu bem, ninguém vive. E outra, ate um pé na bunda te empurra pra frente.
Moleque: vamos ficar essa semana inteira ♥
Homem: vamos nos casar e viver juntos para o resto da vida ♥
